{"id":7581,"date":"2015-03-27T19:27:33","date_gmt":"2015-03-27T19:27:33","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7581"},"modified":"2017-08-25T00:47:56","modified_gmt":"2017-08-25T03:47:56","slug":"a-china-converte-se-no-terceiro-exportador-mundial-de-armamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7581","title":{"rendered":"A China converte-se no terceiro exportador mundial de armamento"},"content":{"rendered":"\n<p>Este seria um artigo factual, se fosse poss\u00edvel tratar como simplesmente factual a quest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e do com\u00e9rcio mundial de armamentos. Duas coisas poder\u00e3o andar ligadas: enquanto o capitalismo se debate com uma das mais profundas e prolongadas crises da sua hist\u00f3ria, o com\u00e9rcio mundial de armamento cresce 16% entre 2010 e 2014.<\/p>\n<p>A China \u00e9 j\u00e1 o terceiro maior exportador de armamento do mundo. Ainda que a sua percentagem do total global seja apenas 5%, muito abaixo dos 58% que somam os dois \u201cgrandes\u201d \u2014 Estados Unidos e R\u00fassia\u2014, os seus fornecimentos ao exterior explodiram nos \u00faltimos cinco anos. Nesse per\u00edodo as suas vendas de armas cresceram 143% em rela\u00e7\u00e3o ao quinqu\u00e9nio anterior, segundo o relat\u00f3rio publicado esta segunda-feira pelo <a href=\"http:\/\/www.sipri.org\" target=\"_blank\">Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o para a Paz Internacional de Estocolmo<\/a> (SIPRI).<\/p>\n<p><strong>Com\u00e9rcio internacional de armas<\/strong><\/p>\n<p>Em todo o mundo, o volume do com\u00e9rcio de armas cresceu no per\u00edodo entre 2010 e 2014 16% em rela\u00e7\u00e3o ao quinqu\u00e9nio 2005-2009. O aumento do fluxo encaminhou-se principalmente para a Asia, que representou 48% das importa\u00e7\u00f5es, o M\u00e9dio Oriente (22%) e o continente americano (10%), enquanto o volume de vendas para a Europa decresceu 36%.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos mant\u00e9m-se como o principal exportador de armamento convencional, com 31% do total ap\u00f3s registar um aumento de 23% do seu volume de vendas nos \u00faltimos cinco anos. Este pa\u00eds \u00e9 o que tem uma carteira mais diversificada de clientes, 94, dos quais o maior \u00e9 a Coreia do Sul, que lhe compra 9% do total. A R\u00fassia, o seu principal rival, conseguiu tamb\u00e9m um amplo crescimento das suas exporta\u00e7\u00f5es em 2010-2014, 37%, e cabe-lhe 27% do total de exporta\u00e7\u00f5es, com a India \u2014 o principal comprador do mundo \u2014 como o melhor dos seus 56 clientes.<\/p>\n<p>A seguir \u00e0 China, o quarto e quinto lugares na lista de fornecedores mundiais correspondem a Alemanha e Fran\u00e7a, tamb\u00e9m com 5% cada um. O Reino Unido desaparece da lista dos cinco grandes exportadores.<\/p>\n<p>Tr\u00eas pa\u00edses fronteiri\u00e7os com a India \u2014 Paquist\u00e3o, Bangladesh e Birm\u00e2nia \u2014 concentram 68% das vendas de armamento chin\u00eas. O Paquist\u00e3o \u00e9, destacado, o melhor cliente da Rep\u00fablica Popular. O pa\u00eds que os diplomatas chineses gostam de designar como um \u201camigo em qualquer circunstancia\u201d, e que o <a href=\"http:\/\/http\/\/elpais.com\/tag\/xi_jinping\/a\/\" target=\"_blank\">presidente Xi Jinping<\/a> anunciou ir visitar nos pr\u00f3ximos meses, recebe 41% do armamento que o gigante asi\u00e1tico exporta.<\/p>\n<p>Nesta sua consolida\u00e7\u00e3o como fornecedor global de armamento, a China vende j\u00e1 a 38 pa\u00edses, 18 dos quais s\u00e3o africanos. Assim, forneceu tr\u00eas fragatas \u00e0 Arg\u00e9lia, e drones \u00e0 Nig\u00e9ria. O seu alcance chega tamb\u00e9m \u00e0 Venezuela, que lhe comprou ve\u00edculos blindados e aeronaves de treino e de transporte, indica o SIPRI.<\/p>\n<p>Acerca do aumento de vendas que a levou do nono lugar mundial que ocupava em 2005-2009 ao terceiro lugar actual, a China afirma que \u201c\u00e9 sempre prudente e respons\u00e1vel nas suas exporta\u00e7\u00f5es de armas\u201d. Pequim, segundo assegura o porta-voz do seu Minist\u00e9rio de Exteriores Hong Lei, insiste em \u201cque [este com\u00e9rcio] deve ter como objectivo a melhoria da capacidade de autodefesa do pa\u00eds receptor, n\u00e3o prejudicar a paz e a estabilidade mundial ou regional e a n\u00e3o inger\u00eancia nos assuntos internos de outros pa\u00edses\u201d<\/p>\n<p><strong>As compras de Pequim no exterior caem 42% num quinqu\u00e9nio<\/strong><\/p>\n<p>Precisamente, a China, o segundo pa\u00eds do mundo na dimens\u00e3o do or\u00e7amento militar, encontra-se em pleno processo de moderniza\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o das suas For\u00e7as Armadas. A <a href=\"http:\/\/http\/\/internacional.elpais.com\/internacional\/2014\/03\/06\/actualidad\/1394092496_750072.html\" target=\"_blank\">sua despesa militar aumentou em percentagens superiores a 10% no \u00faltimo lustro<\/a>. Dando express\u00e3o aos avan\u00e7os na sua ind\u00fastria de Defensa, tornou-se menos dependente das importa\u00e7\u00f5es. Se em 2005-2009 era o maior comprador do mundo, cedeu agora esse posto ao seu rival militar regional, a India. Entre 2010 e 2014 as suas aquisi\u00e7\u00f5es de armas ca\u00edram 42% em rela\u00e7\u00e3o ao quinqu\u00e9nio anterior. O seu principal fornecedor foi a R\u00fassia, que lhe proporcionou 61%. A Fran\u00e7a vendeu-lhe 16%, e a Ucr\u00e2nia, 13%.<\/p>\n<p>Os helic\u00f3pteros constituem um dos principais componentes das compras \u00e0 R\u00fassia e Ucr\u00e2nia. A China, que colocou o \u00eanfase da sua moderniza\u00e7\u00e3o militar nas suas for\u00e7as de mar e ar, tem tradicionalmente padecido de problemas para produzir motores pr\u00f3prios para aeronaves que garantam suficiente qualidade. Nos \u00faltimos cinco anos, indica o SIPRI, Pequim continuou a importar um grande n\u00famero de motores russos e ucranianos para aeronaves de combate, transporte e treino e para navios de guerra.<\/p>\n<p>Os media oficiais chineses prometeram \u201cavan\u00e7os\u201d para este ano na produ\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es militares pr\u00f3prios. A sua maior aeronave de transporte de produ\u00e7\u00e3o nacional, o Xian Y-20, estar\u00e1 pronto para entrega \u201cproximamente\u201d, assegurava a princ\u00edpios deste m\u00eas a agencia oficial Xinhua, citando Tang Changhong, engenheiro-chefe adjunto da Corpora\u00e7\u00e3o Industrial de Avia\u00e7\u00e3o da China (AVIC). Para al\u00e9m disso, a maior aeronave anf\u00edbia chinesa, a AG600, que ser\u00e1 utilizada em opera\u00e7\u00f5es de resgate, efectuar\u00e1 o seu primeiro voo no pr\u00f3ximo ano, segundo a Xinhua.<\/p>\n<p><strong>A India, principal importador mundial<\/strong><\/p>\n<p>A India foi o maior importador de armamento do mundo no per\u00edodo 2010-2014, em que as suas compras representaram 15% del total global, segundo o relat\u00f3rio publicado esta segunda-feira pelo Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o para a Paz Internacional de Estocolmo (SIPRI). Nesse quinqu\u00e9nio as aquisi\u00e7\u00f5es de indianas de armas cresceram 140% em rela\u00e7\u00e3o aos cinco anos anteriores e foram tr\u00eas vezes maiores do que as dos seus principais rivais regionais, China e Paquist\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA India, at\u00e9 ao momento, fracassou no que diz respeito a produzir armas competitivas de desenho pr\u00f3prio e continua a depender das importa\u00e7\u00f5es\u201d, assinala o SIPRI no seu relat\u00f3rio sobre as tend\u00eancias no com\u00e9rcio de armas mundial.<\/p>\n<p>Entre 2010 e 2014 o principal fornecedor da India foi a R\u00fassia, que lhe forneceu 70% do total. Israel forneceu 7% das suas compras e, no que representa uma ruptura com o comportamento pr\u00e9vio de Nova Deli e uma confirma\u00e7\u00e3o da boa sintonia com Washington nos \u00faltimos anos, os Estados Unidos venderam-lhe 12%. Antes de 2005-2009, a India apenas importava armamento estado-unidense.<\/p>\n<p>\u201cParece dar-se uma tend\u00eancia de subida nas importa\u00e7\u00f5es a partir dos Estados Unidos\u201d, aponta o SIPRI. As aquisi\u00e7\u00f5es aos Estados Unidos entre 2010 e 2014 foram 15 vezes superiores \u00e0s do quinqu\u00e9nio anterior, e inclu\u00edram armas avan\u00e7adas como aeronaves anti-submarinas. Em 2014 foram acordadas compras adicionais, incluindo 22 helic\u00f3pteros de combate.<\/p>\n<p><strong>A Arabia Saudita \u00e9 o segundo principal comprador global.<\/strong><\/p>\n<blockquote data-secret=\"Fxm81ZMdPY\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3595\">A classe oper\u00e1ria deve passar sem vacila\u00e7\u00f5es a organizar sua defesa nas f\u00e1bricas, nos centros de trabalho e nas ruas; esse ser\u00e1 o cen\u00e1rio da batalha!<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3595\/embed#?secret=Fxm81ZMdPY\" data-secret=\"Fxm81ZMdPY\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;A classe oper\u00e1ria deve passar sem vacila\u00e7\u00f5es a organizar sua defesa nas f\u00e1bricas, nos centros de trabalho e nas ruas; esse ser\u00e1 o cen\u00e1rio da batalha!&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nMacarena Vidal Liy\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7581\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-7581","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Yh","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7581"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7581\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}