{"id":7613,"date":"2015-04-04T00:21:31","date_gmt":"2015-04-04T00:21:31","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7613"},"modified":"2015-04-04T00:21:31","modified_gmt":"2015-04-04T00:21:31","slug":"o-exercito-comum-europeu-reduzira-a-influencia-dos-eua-na-europa-e-o-fim-da-otan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7613","title":{"rendered":"O Ex\u00e9rcito Comum Europeu reduzir\u00e1 a influ\u00eancia dos EUA na Europa? \u00c9 o fim da OTAN?"},"content":{"rendered":"\n<p>Prote\u00e7\u00e3o frente \u00e0 R\u00fassia seria a justificativa para a cria\u00e7\u00e3o da For\u00e7a Militar da Uni\u00e3o Europeia, mas tamb\u00e9m estaria no cen\u00e1rio a redu\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia dos Estados Unidos, agora que houve desencontros entre a Uni\u00e3o Europeia e Alemanha frente a OTAN e EUA, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>O presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Jean-Claude Juncker, em declara\u00e7\u00f5es ao jornal alem\u00e3o <strong><a href=\"http:\/\/www.welt.de\/print\/wams\/article138170362\/Juncker-will-EU-Armee.html\">Welt am Sonntag<\/a><\/strong>, afirmou ter chegado o tempo da cria\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a militar unificada da Uni\u00e3o Europeia. A ret\u00f3rica de Juncker versou sobre \u201ca defesa dos valores da Uni\u00e3o Europeia\u201d, insinuando que a cria\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a armada europeia teria sido pensada como consequ\u00eancia de pol\u00eamicas com a R\u00fassia, como maneira de enviar uma mensagem \u00e0 Moscou.<\/p>\n<p>Apesar da vontade, argumenta\u00e7\u00e3o e pol\u00eamica da cria\u00e7\u00e3o de uma tal for\u00e7a estar baseada na R\u00fassia, a ideia real est\u00e1 dirigida diretamente contra os Estados Unidos. Nas entrelinhas est\u00e3o as tens\u00f5es que se desenvolveram entre os Estados Unidos, de um lado, e a Uni\u00e3o Europeia e a Alemanha, de outro. \u00c9 por isso que a Alemanha reagiu de maneira <strong><a href=\"http:\/\/sputniknews.com\/europe\/20150308\/1019231741.html\">entusi\u00e1stica<\/a><\/strong> \u00e0 proposta, dando total apoio para a confec\u00e7\u00e3o de um acordo que permita a cria\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a armada da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Anteriormente a For\u00e7a Militar da Uni\u00e3o Europeia j\u00e1 havia sido pensada de forma mais s\u00e9ria durante os desenvolvimentos da invas\u00e3o ilegal contra o Iraque em 2003, quando a Alemanha, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica e Luxemburgo reuniram-se para discutir a possibilidade da cria\u00e7\u00e3o de tal for\u00e7a como alternativa \u00e0 OTAN, dominada pelos Estados Unidos. A ideia \u00e9 recorrente quando situa\u00e7\u00f5es similares acontecem. Em 2003, o atrito foi causado pela invas\u00e3o liderada pelos EUA contra o Iraque. Em 2015, a vontade da cria\u00e7\u00e3o da for\u00e7a armada da UE ocorre porque aumenta a pol\u00eamica entre Alemanha e Estados Unidos, relacionada \u00e0 crise ucraniana.<\/p>\n<p><strong>Berlim e Paris est\u00e3o repensando?<\/strong><\/p>\n<p>Para se compreender as recentes e intensas demandas pela constitui\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito europeu temos que observar os acontecimentos ocorridos entre novembro de 2014 e mar\u00e7o de 2015. Come\u00e7aram quando Alemanha e Fran\u00e7a come\u00e7aram a dar sinais de que estavam pensando melhor sobre as inten\u00e7\u00f5es belicistas que OTAN e EUA estavam evidentemente desenvolvendo e levando a efeito na Ucr\u00e2nia e Europa Oriental.<\/p>\n<p>As diverg\u00eancias entre Estados Unidos e Fran\u00e7a\/Alemanha surgiram depois que Tony Blinken, antigo Vice Conselheiro para a Seguran\u00e7a Nacional de Barack Obama e atualmente Vice Secret\u00e1rio de Estado, o n\u00famero dois da diplomacia do Departamento de Estado dos EUA anunciou que o Pent\u00e1gono ia enviar armas para a Ucr\u00e2nia durante uma inquiri\u00e7\u00e3o do Congresso dos Estados Unidos sobre sua nomea\u00e7\u00e3o, que se realizou em 19 de novembro de 2014. Como colocou o <strong><a href=\"http:\/\/www.thefiscaltimes.com\/Columns\/2015\/02\/09\/Ukraines-Second-Front-Obama-and-Kerry-Are-Now-War-Europe?utm_source=taboola&amp;utm_medium=referral&amp;utm_term=rt-rtcom#sthash.Te4YOLtg.dpuf\">Fiscal Times<\/a><\/strong><em>,<\/em><\/p>\n<p>(&#8230;) <em>ao revelar que est\u00e1 pensando em armar a Ucr\u00e2nia, Washington golpeia ao mesmo tempo a R\u00fassia e os europeus.<\/em><\/p>\n<p>A resposta russa a Blinken veio atrav\u00e9s do Ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da R\u00fassia, por meio de declara\u00e7\u00e3o de que se o Pent\u00e1gono <strong><a href=\"http:\/\/rt.com\/news\/207479-lethal-aid-ukraine-washington\/\">derramasse armas na Ucr\u00e2nia<\/a><\/strong>, seria n\u00e3o apenas uma escalada perigosa do conflito, mas um s\u00e9rio sinal enviado pelos Estados Unidos de que a din\u00e2mica do conflito ucraniano estaria mudando.<\/p>\n<p>Percebendo que as coisas poderiam e na realidade j\u00e1 estavam saindo do controle, Fran\u00e7a e Alemanha reagiram atrav\u00e9s de uma iniciativa para a paz por meio de conversa\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas levadas a efeito em Minsk, Belarus, que eventualmente conduziram a um novo acordo de cessar fogo, sob a coordena\u00e7\u00e3o do \u201cFormato da Normandia\u201d, que consistiu dos representantes da Fran\u00e7a, Alemanha, R\u00fassia e Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Os pessimistas podem argumentar que Fran\u00e7a e Alemanha s\u00f3 optaram pelas vias diplom\u00e1ticas em fevereiro de 2015 porque os rebeldes do leste ucraniano, ou Novorussia como eles se denominam, derrotaram as for\u00e7as de Kiev. Em outras palavras, a motiva\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria pela diplomacia teria ocorrido apenas para salvar o governo de Kiev de ruir completamente mesmo antes de encontrar uma solu\u00e7\u00e3o justa para o conflito no leste da Ucr\u00e2nia. Em certa medida isso \u00e9 bem verdade, mas a dupla Franco\/Germ\u00e2nica tamb\u00e9m teve a motiva\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ver a Europa transformada em um inferno que transformaria a tudo e todos em cinzas escaldantes.<\/p>\n<p>Tornaram-se vis\u00edveis as diferen\u00e7as transatl\u00e2nticas durante a Confer\u00eancia de Seguran\u00e7a de Munique, em fevereiro. Roberto Corker, Senador dos Estados Unidos e Presidente do Comit\u00ea do Senados dos Estados Unidos para Rela\u00e7\u00f5es Exteriores comentou durante uma sess\u00e3o de pergunta e resposta com a Chanceler alem\u00e3 Angela Merkel que hoje se acredita no Congresso dos EUA que Berlin se empenhava em impedir que Washington publicamente aumentasse a ajuda militar dos Estados Unidos e da OTAN para as autoridades em Kiev.<\/p>\n<p>Na resposta ao Senador Corker, a chanceler Merkel foi muito expl\u00edcita ao afirmar que a crise aguda pela qual passa atualmente a Ucr\u00e2nia n\u00e3o poderia ser resolvida por meios militares e que a abordagem dos Estados Unidos n\u00e3o seria proficiente e ainda teria o cond\u00e3o de tornar as coisas muito piores do que j\u00e1 est\u00e3o. Quando Merkel foi pressionada pelo membro do Parlamento Brit\u00e2nico, Malcom Rifkind, Presidente do Comit\u00ea de Intelig\u00eancia e Seguran\u00e7a do Parlamento Brit\u00e2nico, ela afirmou que mandar mais armas a Kiev era irreal, al\u00e9m de in\u00fatil. Merkel exortou o brit\u00e2nico a \u201cencarar a realidade\u201d. Salientou ainda a chanceler que n\u00e3o h\u00e1 perspectiva de seguran\u00e7a para a Europa sem a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os dos Estados Unidos, que queriam levar seus aliados europeus para a crescente militariza\u00e7\u00e3o do conflito na Ucr\u00e2nia foram contrariados pela posi\u00e7\u00e3o assumida publicamente pela Alemanha. Enquanto o Secret\u00e1rio de Estado americano, John Kerry, teve que se abalar na tentativa de convencer a m\u00eddia e o p\u00fablico de que <strong><a href=\"http:\/\/www.telegraph.co.uk\/news\/worldnews\/europe\/ukraine\/11398762\/Ukraine-crisis-US-officials-compare-peace-efforts-to-appeasing-Hitler.html\">n\u00e3o havia qualquer ruptura<\/a><\/strong> ou estremecimento entre Washington e as posi\u00e7\u00f5es da Fran\u00e7a e Alemanha, o rompimento foi largamente anunciado quando o Senador norte americano John McCain, not\u00f3rio fomentador de guerras perdeu mais uma vez as estribeiras enquanto visitava a Bav\u00e1ria. Conforme relatado ele chamou a iniciativa de paz da Fran\u00e7a e Alemanha, de <strong>\u201c<a href=\"http:\/\/www.telegraph.co.uk\/news\/worldnews\/europe\/ukraine\/11398762\/Ukraine-crisis-US-officials-compare-peace-efforts-to-appeasing-Hitler.html\">palha\u00e7adas de Moscou<\/a>\u201d<\/strong>. Passou ent\u00e3o \u00e0 cr\u00edtica aberta contra Angela Merkel em uma entrevista para o canal alem\u00e3o <em>Zweites Deutsches Fernsehen \u2013 ZDF, <\/em>o que levou o membro do parlamento alem\u00e3o, Peter Tauber, Secret\u00e1rio Geral da Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Crist\u00e3 (CDU) a <strong><a href=\"http:\/\/www.sueddeutsche.de\/news\/politik\/konflikte-us-senator-mccain-uebt-scharfe-kritik-an-merkels-ukraine-politik-dpa.urn-newsml-dpa-com-20090101-150206-99-07143\">exigir um pedido de desculpas<\/a><\/strong> do Senador McCain.<\/p>\n<p><strong>O ressentimento alem\u00e3o com o controle da OTAN pelos EUA<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.bloombergview.com\/articles\/2015-02-26\/europe-isn-t-really-worried-about-putin\">Bloomberg escreveu<\/a><\/strong> em fevereiro:<\/p>\n<p><em>Mesmo levando em conta a ret\u00f3rica alarmista sobre os b\u00e1rbaros russos no port\u00e3o, os pa\u00edses da OTAN est\u00e3o relutantes em gastar dinheiro com base apenas em falat\u00f3rio. Aumento real de gastos militares neste ano, apenas nos pa\u00edses que fazem fronteira com a R\u00fassia. Quanto aos demais, na maioria houve cortes. Independentemente do que dizem seus l\u00edderes sobre Vladimir Putin, eles n\u00e3o parecem acreditar que ele seja uma amea\u00e7a real para o ocidente.<\/em><\/p>\n<p>No entanto, Washington n\u00e3o desiste. Quando da ofensiva da Fran\u00e7a e da Alemanha pela paz teve in\u00edcio em fevereiro, o general Philip Breedlove \u2013 que \u00e9 o Supremo Comandante Militar da OTAN \u2013 disse em Munique que:<\/p>\n<p>(&#8230;) <em>penso que n\u00e3o devemos deixar de lado a possibilidade da op\u00e7\u00e3o militar na Ucr\u00e2nia.<\/em><\/p>\n<p>Ora, o general Breedlove \u00e9 um oficial da For\u00e7a A\u00e9rea dos Estados Unidos, de cujo governo recebe ordens, o que faz com que a estrutura militar da OTAN esteja sob o comando dos Estados Unidos. Enquanto Paris e Berlim tentam desescalar o conflito, Washington sobe a aposta na guerra, usando Breedlove e o Secret\u00e1rio Geral da OTAN, Jens Stoltenberg.<\/p>\n<p>Depois de falar com o Comit\u00ea das For\u00e7as Armadas do Congresso, o general Breedlove voltou a alegar que cresce a agress\u00e3o russa na Ucr\u00e2nia. A Alemanha, no entanto, refutou Breedlove classificando suas afirma\u00e7\u00f5es como uma <strong>\u201c<a href=\"http:\/\/www.spiegel.de\/international\/world\/germany-concerned-about-aggressive-nato-stance-on-ukraine-a-1022193.html\">propaganda perigosa<\/a>\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>O jornal <strong><em><a href=\"http:\/\/www.spiegel.de\/international\/world\/germany-concerned-about-aggressive-nato-stance-on-ukraine-a-1022193.html\">Der Spiegel noticiou<\/a><\/em><\/strong> em 6\/3\/2015:<\/p>\n<p><em>Os l\u00edderes alem\u00e3es ficaram estupefatos. N\u00e3o conseguiam entender sobre o que diabos falava Breedlove. E n\u00e3o era a primeira vez. Mais uma vez, o governo da Alemanha, apoiado pelas informa\u00e7\u00f5es reunidas pelo Bundesnachrichtendienst (BND), a ag\u00eancia de intelig\u00eancia externa da Alemanha n\u00e3o compartilhou a vis\u00e3o do Supremo Comando Aliado na Europa (SACEUR), da OTAN.<\/em><\/p>\n<p>Enquanto Berlim <strong><a href=\"http:\/\/www.reuters.com\/article\/2015\/03\/07\/us-ukraine-crisis-germany-breedlove-idUSKBN0M30LB20150307\">tentava abafar<\/a><\/strong> os relatos sobre as rachaduras nas rela\u00e7\u00f5es com a OTAN sobre os coment\u00e1rios desastrados de Breedlove, o Ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Alemanha, Steinmeier, candidamente admitiu que era real o desacordo entre a Alemanha, Estados Unidos e OTAN, durante visita \u00e0 Let\u00f4nia em 7\/3\/2015. Na verdade, o que Steinmeier fez foi rebater e desmentir tanto as declara\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos, quanto as da OTAN sobre a <strong>\u201c<a href=\"http:\/\/sputniknews.com\/europe\/20150307\/1019198002.html\">agress\u00e3o russa<\/a>\u201d<\/strong> na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Na Let\u00f4nia, a Alta Representante da Uni\u00e3o Europeia para Pol\u00edtica Externa e Seguran\u00e7a, Federica Mogherini, deu anu\u00eancia \u00e0s declara\u00e7\u00f5es de Steinmeier. Em Riga, declarou aos rep\u00f3rteres que a Uni\u00e3o Europeia buscar\u00e1 uma abordagem real\u00edstica com Moscou e que n\u00e3o for\u00e7ar\u00e1 nem ser\u00e1 for\u00e7ada por ningu\u00e9m na dire\u00e7\u00e3o de <strong><a href=\"http:\/\/rt.com\/news\/238681-eu-oppose-confrontation-ukraine\/\">uma rela\u00e7\u00e3o de confronta\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia<\/a><\/strong>. Trata-se de uma mensagem t\u00e1cita para Washington: A Uni\u00e3o Europeia j\u00e1 entendeu que n\u00e3o h\u00e1 paz poss\u00edvel na Europa sem a R\u00fassia e n\u00e3o ser\u00e1 posicionada como mero pe\u00e3o dos Estados Unidos contra Moscou.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Alemanha \u00e9 a cereja do bolo, o pr\u00eamio principal para os Estados Unidos no que tange ao conflito na Ucr\u00e2nia, pela sua grande influ\u00eancia nos rumos da Uni\u00e3o Europeia. Assim, os Estados unidos continuar\u00e3o a jogar lenha na fogueira na Ucr\u00e2nia para desestabilizar a Europa e a Eur\u00e1sia. Faz isso porque pode perfeitamente prever que R\u00fassia de Europa caminhando juntos e formando um <strong>\u201c<a href=\"http:\/\/rt.com\/op-edge\/236741-west-east-eurasian-union-cooperation\/\">Mercado Comum<\/a>\u201d<\/strong> de Lisboa a Vladivostok \u00e9 o pesadelo presente nos sonhos das aspira\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas de Washington.<\/p>\n<p>O Fiscal Times apresenta realisticamente a s\u00e9rie de comunicados de altos oficiais americanos sobre o envio de armas dos Estados Unidos para a Ucr\u00e2nia:<\/p>\n<p><em>Dada a coreografia ensaiada repetidamente os analistas em Washington dizem que a probabilidade mais alta \u00e9 a de que tudo n\u00e3o passa de um exerc\u00edcio de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicos para assegurar apoio para um programa de entrega de armas que j\u00e1 estaria al\u00e9m dos est\u00e1gios iniciais de planejamento<\/em>, conforme not\u00edcia veiculada em 9\/2\/2015.<\/p>\n<p>Na realidade, depois da Confer\u00eancia de Seguran\u00e7a de Munique, revelou-se que carregamentos clandestinos de armas j\u00e1 estavam sendo feitos para Kiev. O Presidente russo, Vladimir <strong><a href=\"http:\/\/rt.com\/news\/233231-putin-ukraine-conflict-west\/\">Putin, tornou o fato de conhecimento p\u00fablico<\/a><\/strong> durante uma confer\u00eancia de imprensa conjunta com o Primeiro Ministro H\u00fangaro, Viktor Orban, em Budapeste quando disse que:<\/p>\n<p>(&#8230;)<em> armas j\u00e1 est\u00e3o sendo entregues secretamente para as autoridades em Kiev.<\/em><\/p>\n<p>No mesmo m\u00eas, um artigo intitulado <strong>\u201c<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/www.brookings.edu\/%7E\/media\/Research\/Files\/Reports\/2015\/02\/ukraine-independence-russian-aggression\/UkraineReport_February2015_FINAL.pdf?la=en\">O que devem fazer os Estados Unidos e a OTAN para preservar a Independ\u00eancia da Ucr\u00e2nia e resistir \u00e0 agress\u00e3o russa<\/a><\/strong><strong>\u201d<\/strong>, foi publicado discutindo a necessidade de enviar armas para a Ucr\u00e2nia \u2013 suprimentos estes que variariam desde pe\u00e7as sobressalentes at\u00e9 m\u00edsseis de grosso calibre \u2013 como uma forma de finalmente lutar contra a R\u00fassia. O artigo foi elaborado por um triunvirato dos principais<em>think-thanks<\/em> dos Estados Unidos, O <em>Brookings Institute<\/em>, o <em>Atlantic Council<\/em> e o <em>Chicago Council on Global Affairs<\/em> \u2013 os dois \u00faltimos fazem parte da torre de marfim do \u201c<em>think-tankistan<\/em>\u201d que faz parte dos c\u00edrculos de Washington. <strong><a href=\"http:\/\/rt.com\/op-edge\/209415-syria-moderate-training-invasion-brookings\/\">Trata-se da mesma gangue<\/a><\/strong> que advogou pela invas\u00e3o do Iraque, da L\u00edbia, da S\u00edria e do Ir\u00e3.<\/p>\n<p><strong>OTAN, presta aten\u00e7\u00e3o! Um ex\u00e9rcito europeu unificado no horizonte?<\/strong><\/p>\n<p>O apelo pela forma\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a militar da Uni\u00e3o Europeia tanto pela Alemanha quanto pela Comiss\u00e3o Europeia vem no contexto das divis\u00f5es entre Europa e Washington.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o Europeia e a Alemanha j\u00e1 entenderam plenamente que n\u00e3o h\u00e1 muito o que fazer para impedir as a\u00e7\u00f5es de Washington enquanto os EUA tiverem algo a dizer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a europeia. Tanto Berlim quanto uma larga por\u00e7\u00e3o da Europa est\u00e3o furiosos pela maneira pela qual os Estados Unidos est\u00e3o usando a OTAN para cuidar de seus interesses e influenciar os acontecimentos dentro da Europa. Se n\u00e3o uma maneira de pressionar nas negocia\u00e7\u00f5es entre a UE com Washington, os apelos pela forma\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a militar europeia destinam-se a reduzir a influ\u00eancia de Washington na Europa e talvez, extinguir a OTAN.<\/p>\n<p>Um ex\u00e9rcito que tornasse poss\u00edvel dispensar a OTAN teria um enorme peso estrat\u00e9gico negativo para os Estados Unidos. Neste contexto, Washington perderia seu apoio ocidental na Eur\u00e1sia. O que <strong>\u201c<a href=\"http:\/\/rt.com\/op-edge\/236741-west-east-eurasian-union-cooperation\/\">automaticamente representaria o fim do jogo na participa\u00e7\u00e3o americana no tabuleiro do xadrez geopol\u00edtico da Eur\u00e1sia<\/a>\u201d<\/strong>, nas palavras do antigo Conselheiro para a Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos, Zbigniev Brzezinski.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os de intelig\u00eancia nos Estados Unidos j\u00e1 est\u00e3o em alerta em rela\u00e7\u00e3o aos riscos que um ex\u00e9rcito europeu representaria para a influ\u00eancia norte americana. A influente revista mensal Comiss\u00e3o de Judeus Americanos \u2013 que \u00e9 filiada aos noecons do circulo de Washington pergunta no t\u00edtulo de artigo elaborado por Seth Mandel: <strong>\u201c<a href=\"https:\/\/www.commentarymagazine.com\/2015\/03\/11\/why-is-germany-undermining-nato\/\">Por que a Alemanha est\u00e1 enfraquecendo a OTAN?<\/a>\u201d<\/strong>. Enquanto isso, o <em>Washington Examiner <\/em>repica com outra pergunta impertinente, no t\u00edtulo do artigo de Hoskingson: <strong>\u201c<\/strong><strong><a href=\"http:\/\/www.washingtonexaminer.com\/whatever-happened-to-u.s.-influence\/article\/2561119\">O que est\u00e1 acontecendo com a influ\u00eancia dos Estados Unidos?<\/a><\/strong><strong>\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que os fantoches mais abjetos dos Estados Unidos na Europa \u2013 especificamente Inglaterra, Pol\u00f4nia e os tr\u00eas Estados B\u00e1lticos \u2013 fazem um alarido oposicionista \u00e0 ideia de uma for\u00e7a militar comum. Enquanto Paris est\u00e1 ainda relutante de juntar-se aos apelos pelo ex\u00e9rcito da Europa, a sempre oportunista l\u00edder pol\u00edtica de direita Marine Le Pen <strong><a href=\"http:\/\/sputniknews.com\/news\/20150304\/1019043843.html\">j\u00e1 afirmou ter chegado o tempo<\/a><\/strong> em que a Fran\u00e7a deve sair da sombra dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O Primeiro Ministro ingl\u00eas, David Cameron, retrucou a Jean-Claude Juncker afirmando que a ideia n\u00e3o passa de uma fantasia escandalosa, declarando que a seguran\u00e7a \u00e9 <strong><a href=\"http:\/\/sputniknews.com\/europe\/20150309\/1019266848.html\">atribui\u00e7\u00e3o nacional de cada pa\u00eds<\/a><\/strong> e n\u00e3o responsabilidade da Uni\u00e3o Europeia. Pol\u00f4nia e Let\u00f4nia tamb\u00e9m reagiram ceticamente \u00e0 proposta. Essas declara\u00e7\u00f5es s\u00f3 servem aos interesses dos Estados Unidos na preserva\u00e7\u00e3o da OTAN como um instrumento de sua influ\u00eancia na Europa e na Eur\u00e1sia.<\/p>\n<p>10 Downing Street (<strong>endere\u00e7o da resid\u00eancia oficial e gabinete do Primeiro Ministro da Inglaterra<\/strong> \u2013 NT) se contradiz quanto a ser o ex\u00e9rcito um assunto nacional e n\u00e3o assunto coletivo. <strong><a href=\"http:\/\/www.telegraph.co.uk\/finance\/newsbysector\/industry\/defence\/8105006\/UK-France-defence-David-Cameron-hails-new-military-co-operation-between-Britain-and-France.html\">Recentemente, em 2010<\/a><\/strong>, Londres assinou um tratado que na ess\u00eancia criou uma for\u00e7a militar naval conjunta com a Fran\u00e7a, compartilhando porta-avi\u00f5es, o que se tornou, na pr\u00e1tica, uma for\u00e7a militar conjunta. Al\u00e9m disso o ex\u00e9rcito Brit\u00e2nico e os setores industriais militares da Inglaterra se encontram integrados com os dos Estados Unidos em v\u00e1rios graus.<\/p>\n<p>Aqui h\u00e1 v\u00e1rias quest\u00f5es a serem examinadas. Ser\u00e3o os apelos para a forma\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito europeu apenas uma forma de pressionar os Estados Unidos ou uma tentativa real para conter a influ\u00eancia de Washington na Europa? Mais: ter\u00e3o os movimentos efetuados por Berlim e seus parceiros nessa dire\u00e7\u00e3o o objetivo de extinguir a influ\u00eancia de Washington na Europa atrav\u00e9s da desativa\u00e7\u00e3o da OTAN pela cria\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito comum europeu?<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>[*]<\/strong> <strong>Mahdi Darius Nazemroaya<\/strong> \u00e9 cientista social, escritor premiado, colunista e pesquisador. Suas obras s\u00e3o reconhecidas internacionalmente em uma ampla s\u00e9rie de publica\u00e7\u00f5es e foram traduzidas para mais de vinte idiomas, incluindo alem\u00e3o, \u00e1rabe, italiano, russo, turco, espanhol, portugu\u00eas, chin\u00eas, coreano, polon\u00eas, arm\u00eanio, persa, holand\u00eas e romeno. Seu trabalho em ci\u00eancias geopol\u00edticas e estudos estrat\u00e9gicos tem sido usado por v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e de defesa de teses em universidades e escolas preparat\u00f3rias de oficiais militares. \u00c9 convidado freq\u00fcente em redes internacionais de not\u00edcias como analista de geopol\u00edtica e especialista em Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Recentemente, em viagem pela Am\u00e9rica Central, contactou a Frente Sandinista de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional, em sua base em Le\u00f3n, na Nicar\u00e1gua. Como Observador Internacional esteve em El Salvador no primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>http:\/\/redecastorphoto.blogspot.com.br\/2015\/03\/o-exercito-comum-europeu-reduzira.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n18\/3\/2015, [*] Mahdi Darius Nazemroaya \u2013 Global Research\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7613\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7613","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1YN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7613","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7613"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7613\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}