{"id":7623,"date":"2015-04-05T23:15:43","date_gmt":"2015-04-05T23:15:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7623"},"modified":"2017-02-22T17:52:24","modified_gmt":"2017-02-22T20:52:24","slug":"causas-economicas-do-antipetismo-da-classe-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7623","title":{"rendered":"Causas econ\u00f4micas do antipetismo da classe m\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/-oO4KUKe-dYE\/VSgdqATOVxI\/AAAAAAAAA8E\/Cp4Yuie1iPQ\/w506-h413\/15-de-mar%C3%A7o-16.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Se a esquerda deseja ter clareza sobre como agir diante da amplia\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es organizadas por setores reacion\u00e1rios da classe m\u00e9dia, precisa procurar uma explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para o fato e n\u00e3o embarcar na vers\u00e3o apresentada pelo governo federal. \u00c9 mais f\u00e9rtil procurar entender as bases econ\u00f4micas, culturais e pol\u00edticas do reacionarismo do que conceb\u00ea-lo como um improv\u00e1vel desvio moral simult\u00e2neo de milh\u00f5es de indiv\u00edduos. Seria desastroso fundamentar apenas na intui\u00e7\u00e3o o discurso e as a\u00e7\u00f5es contr\u00e1rios \u00e0s dimens\u00f5es ultradireitistas das manifesta\u00e7\u00f5es corridas no \u00faltimo 15 de mar\u00e7o. Para a esquerda, \u00e9 mais importante tentar compreender os fatos do que promover uma competi\u00e7\u00e3o para saber qual dos seus analistas ridiculariza melhor o bizarro discurso das passeatas verde-amarelas e cria o mais engenhoso an\u00e1tema para estigmatizar os setores m\u00e9dios.<!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 inf\u00e9rtil fazer uma an\u00e1lise estanque das ideias e das posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas da classe m\u00e9dia. N\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel considerar que este grupo social tenha condi\u00e7\u00f5es objetivas apenas de comportar-se e expressar-se de modo conservador. Como demonstrou Karl Marx, ainda no s\u00e9culo XIX, \u00e9 pr\u00f3prio dos setores m\u00e9dios da sociedade moderna oscilarem entre posi\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas e pol\u00edticas de direita e de esquerda e, inclusive, misturarem essas posi\u00e7\u00f5es ant\u00edpodas. Na atual conjuntura brasileira, uma das provas desse movimento pendular \u00e9 o fato de que um setor numeroso da mesma classe comporta-se de maneira progressista, defende a esquerda e repudia o discurso do tipo proferido por Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o marketing do governo federal apostou na estigmatiza\u00e7\u00e3o dos setores m\u00e9dios com o objetivo de aproveitar o descontentamento de alguns dos seus estratos com o PT para \u201cprovar\u201d que \u201ca tradicional elite brasileira\u201d seria contr\u00e1ria aos \u201cavan\u00e7os sociais\u201d dos governos Lula e Dilma. Manipulou o sentido da palavra \u201celite\u201d para que abarcasse apenas a classe m\u00e9dia e fez desaparecer nessa bruma sociol\u00f3gica a grande burguesia aliada aos petistas. A fam\u00edlia com renda de cinco sal\u00e1rios-m\u00ednimos ou mais come\u00e7ou a aparecer na fala governista como a advers\u00e1ria natural dos trabalhadores e a senadora K\u00e1tia Abreu, para surpresa do p\u00fablico, passou a ser mostrada como hero\u00edna da economia brasileira. Como cereja do bolo dessa sociologia pelo m\u00e9todo confuso, possivelmente criada pelo marqueteiro Jo\u00e3o Santana, enquanto a classe m\u00e9dia real se contra\u00eda, os governos petistas fantasiavam sobre a exist\u00eancia de uma \u201cnova classe m\u00e9dia\u201d formada pelas fam\u00edlias de trabalhadores com carteira assinada e acesso ao consumo de massa.<\/p>\n<p>Para compreender as \u00faltimas manifesta\u00e7\u00f5es de direita contr\u00e1rias ao governo Dilma \u00e9 preciso, igualmente, desconfiar dos motivos alegados pelos pr\u00f3prios setores m\u00e9dios envolvidos, pois um grupo social n\u00e3o \u00e9, necessariamente, o que afirma de si mesmo. Para parte da esquerda, \u00e9 tentador imaginar que uma fatia da classe m\u00e9dia est\u00e1 insatisfeita apenas devido a arraigados preconceitos contra os pobres, as minorias \u00e9tnicas, a popula\u00e7\u00e3o LGBTT, o campesinato e o operariado, entre outros grupos. Entretanto, se observarmos os dados emp\u00edricos existentes, \u00e9 poss\u00edvel perceber que a insatisfa\u00e7\u00e3o tem outros motivos, a maioria de ordem econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Comecemos pelo que tem sido esquecido pela maioria dos analistas: observemos os dados emp\u00edricos sobre a trajet\u00f3ria econ\u00f4mica e demogr\u00e1fica da classe m\u00e9dia na Era PT.<\/p>\n<p>Entre 2001 e 2013, na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo (RM-SP), palco da maior manifesta\u00e7\u00e3o do dia 15 de mar\u00e7o passado, segundo a PNAD\/2013, o n\u00famero absoluto de fam\u00edlias de classe m\u00e9dia (consideradas como aquelas cuja pessoa de refer\u00eancia tinha renda mensal de cinco sal\u00e1rios-m\u00ednimos ou mais) diminuiu 31,57%, enquanto o n\u00famero absoluto de fam\u00edlias da classe trabalhadora (consideradas como aquelas cuja pessoa de refer\u00eancia tina renda mensal inferior a cinco sal\u00e1rios-m\u00ednimos) ampliou-se 57.64%. Se observarmos a mesma vari\u00e1vel contabilizando a renda de todas as pessoas do n\u00facleo familiar, a situa\u00e7\u00e3o melhora para a classe m\u00e9dia, a sua trajet\u00f3ria passa a ser de crescimento (12,00%), mas muito menor do que o da classe trabalhadora (65,48%). Mesmo nessa conta mais positiva para a classe m\u00e9dia, os estratos entre 10 e 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos e acima de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos tiveram encolhimentos absolutos de 23,00% e 38,90%.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais surpreendente quando comparamos esses n\u00fameros com aqueles das mesmas vari\u00e1veis entre os anos de 1991 e 2000. Nesse intervalo de tempo, segundo os censos demogr\u00e1ficos do IBGE, o n\u00famero absoluto de fam\u00edlias de classe m\u00e9dia no Estado de S\u00e3o Paulo (n\u00e3o tivemos acesso a dados da RM-SP para o per\u00edodo) quase dobrou (96,61%) e o de fam\u00edlias da classe trabalhadora ampliou-se em apenas 19,70%. No pa\u00eds, os n\u00fameros foram, respectivamente, 185,26% e 21,00%. Primeira conclus\u00e3o: a Era PT estancou o desenvolvimento demogr\u00e1fico da classe m\u00e9dia e fez dois dos estratos desse grupo social encolherem.<\/p>\n<p>Se corrigirmos pelo IPCA (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Ampliado) o valor nominal da renda m\u00e9dia mensal das fam\u00edlias calculado na PNAD\/2013, constataremos que, entre 2001 e 2013, todos os estratos salariais da RM-SP tiveram um ganho real de renda aproximado de 38%. Ser\u00e1 que a melhoria da renda das fam\u00edlias de trabalhadores originou-se em recursos anteriormente de posse dos setores m\u00e9dios? Como, ainda segundo a PNDA\/2013, apenas 4,39% dos integrantes da classe m\u00e9dia da RM-SP eram, em 2013, empregadores de trabalhadores n\u00e3o-dom\u00e9sticos (nesse n\u00famero est\u00e3o certamente inclusos os membros da grande burguesia, pois o IBGE n\u00e3o os discrimina) e 7, 07% dos assalariados eram trabalhadores dom\u00e9sticos, a melhoria da renda dos trabalhadores na Era PT n\u00e3o pode ter se originado, a n\u00e3o ser residualmente, de recursos provenientes da classe m\u00e9dia.<\/p>\n<p>O aumento da renda dos trabalhadores na Era PT foi determinado por uma significativa amplia\u00e7\u00e3o da oferta de empregos formais em um momento de relativa estabilidade monet\u00e1ria. Uma tend\u00eancia econ\u00f4mica presente em dezenas de pa\u00edses do Sul do planeta na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI e condicionada pelo deslocamento de grandes massas de capital para a periferia do sistema. Configurou-se como um ganho dos trabalhadores na luta econ\u00f4mica contra o capital, mesmo que as grandes empresas tenham abocanhado a maior parte da riqueza derivada do aumento de produtividade e da amplia\u00e7\u00e3o das escalas produtivas. A classe m\u00e9dia n\u00e3o perdeu nada com o avan\u00e7o do consumo dos trabalhadores, a multiplica\u00e7\u00e3o dos empregos e a expans\u00e3o (mercantilizada) de algumas pol\u00edticas sociais, como o Bolsa Fam\u00edlia e os subs\u00eddios para matr\u00edculas no sistema de ensino superior. A baixa qualidade da maioria dos cursos universit\u00e1rios e a precariedade da assist\u00eancia estudantil, entre outras vari\u00e1veis, fizeram com que a expans\u00e3o da presen\u00e7a dos trabalhadores no ensino superior n\u00e3o lhes tenha garantido efetiva capacidade de competir com os setores m\u00e9dios no mercado de trabalho, representando mais uma ganho simb\u00f3lico do que uma efetiva qualifica\u00e7\u00e3o (com exce\u00e7\u00e3o das trajet\u00f3rias individuais particularmente exitosas e motivadas por talento excepcional).<\/p>\n<p>A contra\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica de estratos da classe m\u00e9dia foi determinada por duas vari\u00e1veis: 1) nos 13 anos considerados (2001-20013), o aumento de 38% na renda real mensal n\u00e3o foi suficiente para cobrir o crescimento das necessidades de consumo impostas pela din\u00e2mica da sociedade a este grupo social; e 2) a reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva das empresas privadas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, baseada na diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de chefia e no avan\u00e7o tecnol\u00f3gico dissolvedor de fun\u00e7\u00f5es especializadas, diminuiu muito os postos de trabalho para os setores m\u00e9dios. Esses fatores atingiram de modo distinto os trabalhadores, pois suas necessidades ainda eram as b\u00e1sicas e os postos de trabalho que podiam ocupar se multiplicaram.<\/p>\n<p>A sociedade capitalista \u00e9 estruturada de tal modo que o n\u00edvel de consumo imposto socialmente aos indiv\u00edduos desenvolve-se numa espiral crescente e avassaladora. O telefone celular e o computador pessoal, por exemplo, inicialmente apenas curiosidades tecnol\u00f3gicas, tornaram-se instrumentos profissionais e sociais incontorn\u00e1veis. A primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX no Brasil foi marcada por um not\u00e1vel acr\u00e9scimo de novas necessidades sociais para as fam\u00edlias de classe m\u00e9dia, sendo suficiente elencar o crescimento da ades\u00e3o aos planos de sa\u00fade, a infla\u00e7\u00e3o das mensalidades escolares, a amplia\u00e7\u00e3o dos gastos com equipamentos eletr\u00f4nicos e o boom do acesso \u00e0 banda larga. Diante dessa tend\u00eancia intr\u00ednseca ao capitalismo, apenas o aumento proporcional da renda e das oportunidades de trabalho seria capaz de evitar disfuncionalidades e insatisfa\u00e7\u00e3o social. O choque entre o aumento das necessidades de consumo impostas socialmente e a renda foi, no per\u00edodo considerado, respondido pelas fam\u00edlias com a ren\u00fancia ao consumo e o endividamento, uma combina\u00e7\u00e3o politicamente explosiva.<\/p>\n<p>Nos governos petistas, a classe m\u00e9dia tem perdido renda para o grande capital, principalmente por meio de pre\u00e7os de monop\u00f3lio cobrados por faculdades privadas, bancos, planos de sa\u00fade, montadoras de autom\u00f3vel e outros setores. Parte deste grupo social imputar\u00e1 essas perdas a qualquer governo dominado pelas grandes empresas e tender\u00e1 a usar a ret\u00f3rica antigovernista \u00e0 m\u00e3o para explicitar sua cr\u00edtica e propor um governo diferente, via elei\u00e7\u00e3o ou impeachment. Se o governo for do PSDB ou outro partido de direita, usar\u00e1 a ret\u00f3rica da esquerda, como o fez na cr\u00edtica aos governos FHC e Collor. Caso o governo seja petista e a esquerda alternativa ainda n\u00e3o tenha adquirido visibilidade e significativo peso pol\u00edtico, usar\u00e1 a ret\u00f3rica da direita e mesmo da extrema direita. Vejamos uma prova emp\u00edrica desse movimento pendular: poucos dias antes do segundo turno da elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2002, pesquisa do Instituto Datafolha mostrava que 60% da classe m\u00e9dia paulistana, replicando tend\u00eancia nacional, votaria em Lula. Na v\u00e9spera do segundo turno da elei\u00e7\u00e3o de 2006, o mesmo Datafolha divulgava que cerca de 50% dos setores m\u00e9dios paulistanos votariam no candidato do PT. O antipetismo n\u00e3o \u00e9 e nunca foi intr\u00ednseco \u00e0 classe m\u00e9dia brasileira.<\/p>\n<p>O setor da classe m\u00e9dia que se expressa, na atual conjuntura, por meio de ideias reacion\u00e1rias o faz, entre outros motivos, porque percebe os governos petistas como dominados pelo grande capital, o advers\u00e1rio econ\u00f4mico por excel\u00eancia da pequena burguesia. A fala contra a corrup\u00e7\u00e3o colocada no centro do discurso desses estratos m\u00e9dios \u00e9, al\u00e9m de uma simplifica\u00e7\u00e3o exagerada do complexo tema das pol\u00edticas p\u00fablicas, uma cr\u00edtica a governantes, de fato, capturados pelo empresariado. A atitude dos governos petistas de defender os monop\u00f3lios e abandonar a classe m\u00e9dia levou o discurso de setores desse grupo social a se expressar numa ret\u00f3rica contra o PT, seu passado prolet\u00e1rio, as pol\u00edticas sociais e a esquerda em geral. \u00c9 a fala de um anticapitalismo de direita (defende o mercado, mas \u00e9 contra a acumula\u00e7\u00e3o, deseja o individualismo, mas \u00e9 contra a igualdade de oportunidades, etc), que, por tamb\u00e9m n\u00e3o confiar na oposi\u00e7\u00e3o, apela cada vez mais para entidades abstratas, com a p\u00e1tria, em busca de for\u00e7as pol\u00edticas descompromissadas com o governo de plant\u00e3o e o grande capital. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o t\u00edpica na qual a classe m\u00e9dia pode se tornar presa das ideias fascistas. Algo particularmente perigoso num momento em que os movimentos sociais e os sindicatos est\u00e3o neutralizados pelo apassivamento proposto pelo governo, pois os aludidos estratos dos setores m\u00e9dios tornam-se uma vanguarda reacion\u00e1ria que pode imantar o resto da popula\u00e7\u00e3o. A esquerda precisa, urgentemente, entender os motivos econ\u00f4micos desta classe social e lhe apresentar um programa alternativo.<\/p>\n<p>Atualizado em 22.06.16<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nGolbery Lessa\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7623\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":true,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-7623","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c65-lulismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1YX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7623","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7623"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7623\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7623"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}