{"id":7684,"date":"2015-04-11T01:33:19","date_gmt":"2015-04-11T01:33:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7684"},"modified":"2015-04-16T21:28:52","modified_gmt":"2015-04-16T21:28:52","slug":"a-imensa-marcha-pela-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7684","title":{"rendered":"A imensa marcha pela paz"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->Havana, Cuba, sede dos di\u00e1logos de paz, 10 de abril de 2015<\/p>\n<p>Ontem o povo colombiano protagonizou a mais formid\u00e1vel marcha pela paz da Col\u00f4mbia. Foi uma gigantesca mar\u00e9 branca que multiplicou e estendeu sobre todo o territ\u00f3rio nacional suas consignas de paz, cessar-fogo bilateral e Assembleia Nacional Constituinte.<\/p>\n<p>Uma multid\u00e3o de mais de 300 mil pessoas em Bogot\u00e1 e mais de um milh\u00e3o de almas no pa\u00eds, acenderam nos cora\u00e7\u00f5es a chama da reconcilia\u00e7\u00e3o e exigiram as mudan\u00e7as que proporcionem a justi\u00e7a social. A mensagem de nosso povo, dos exclu\u00eddos e sofridos de sempre, foi clara: ferviam sentimentos de conc\u00f3rdia, e a mem\u00f3ria de Jorge Eli\u00e9cer Gait\u00e1n, o caudilho dos pobres que ainda gritam nas gargantas dos despossu\u00eddos, restaura\u00e7\u00e3o moral da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>N\u00e3o importa se alguns meios pretendem distorcer os verdadeiros prop\u00f3sitos da marcha pela paz, ocultando vozes que pediam um Plano Nacional de Desenvolvimento orientado a obter o bem-estar cidad\u00e3o; ou as que clamaram pelo armist\u00edcio e a constituinte. No final, os protagonistas da maior demonstra\u00e7\u00e3o de apoio \u00e0 paz nos deixaram eternas imagens do movimento social e popular com seus cartazes e desfiles coloridos, que falavam ao regime dos problemas e necessidades b\u00e1sicas n\u00e3o satisfeitas e que requerem solu\u00e7\u00f5es urgentes.<\/p>\n<p>Apote\u00f3tica foi a presen\u00e7a da juventude, cheia de rebeldia, com o fogo esperan\u00e7oso de sua aud\u00e1cia e de sua alegria, desbocadas nas ruas de Bogot\u00e1, exigindo a transforma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Ficou claro que a Col\u00f4mbia dos humildes, que \u00e9 a Col\u00f4mbia das maiorias, deseja e luta por uma paz, que promova o bem viver com liberdade e dignidade.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caminho e n\u00e3o o das batalhas pol\u00edticas de todo tipo que hoje pululam, amea\u00e7ando viciar o processo de paz. Por isso, n\u00e3o pode existir determina\u00e7\u00e3o mais s\u00e1bia neste momento, que livrar os di\u00e1logos de Havana do perigo que significa mistur\u00e1-los com pretens\u00f5es eleitorais, ou faz\u00ea-los depender dos caprichos do mais desprestigiado sistema jur\u00eddico da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Precisamente, referindo-se ao Processo de Paz, o Presidente Santos disse que justi\u00e7a \u00e9 o problema. Sim, que \u00e9 um problema de corrup\u00e7\u00e3o, de impunidade e degrada\u00e7\u00e3o moral, que arrasta consigo a crise de credibilidade do regime em seu conjunto. Nessa perspectiva, ele diz que devemos, para buscar o caminho da reconcilia\u00e7\u00e3o, trabalhar mais dentro da l\u00f3gica do sentido comum, dentro dos Marcos Jur\u00eddicos que dependem das Cortes corruptas e concep\u00e7\u00f5es de transi\u00e7\u00e3o inventadas por pessoas que n\u00e3o conhecem nossa realidade e nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Se o governo disse que existe conflito interno, isso significa que nossa realidade encaixa dentro dos termos indicados no Protocolo II dos acordos de Genebra, quando consigna que \u00e9 conflito interno o enfrentamento \u201centre suas for\u00e7as armadas (a do Estado), e for\u00e7as armadas dissidentes ou grupos armados organizados que, sob a dire\u00e7\u00e3o de um comando respons\u00e1vel, exer\u00e7am sobre uma parte do dito territ\u00f3rio um controle tal, que lhes permita realizar opera\u00e7\u00f5es militares sustentadas e concertadas, e aplicar o presente Protocolo\u201d.<\/p>\n<p>Aos criminosos comuns n\u00e3o se aplica o Protocolo II de Genebra, como aos rebeldes n\u00e3o se pode dar o tratamento que se delineia para grupos criminosos, nem o direito penal do inimigo. N\u00e3o se pode confundir as coisas.<\/p>\n<p>Precisamente por isto foi criada a Comiss\u00e3o Hist\u00f3rica do Conflito. Porque \u00e9 sabido que existem condutas que podem ser critic\u00e1veis dentro do esquema da defini\u00e7\u00e3o do Protocolo II. O certo \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o as FARC as respons\u00e1veis desta trag\u00e9dia iniciada pelas elites mesquinhas, que impuseram o terror para manter seus privil\u00e9gios. Da\u00ed a necessidade de definir de maneira enf\u00e1tica a responsabilidade do Estado, como a de setores civis, pol\u00edticos, econ\u00f4micos, etc.<\/p>\n<p>Os resultados da Comiss\u00e3o Hist\u00f3rica devem ser retomados com urg\u00eancia. Este \u00e9 o correto. E n\u00e3o pretender abrir a janela da opini\u00e3o p\u00fablica manipulada a uma ideia eleitoreira e tergiversada da \u201cpaz sem impunidade\u201d, fazendo mera alus\u00e3o \u00e0 guerrilha para submet\u00ea-la, sem olhar para nenhum dos verdadeiros determinadores da vitimiza\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o as elites no poder.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 hora de exigir com veem\u00eancia que se abram os arquivos e que se discuta de frente para o pa\u00eds o assunto da responsabilidade do Estado! Que se discuta sobre a responsabilidade dos governantes em assassinatos, como o de Alfonso Cano e outros milhares e milhares de crimes cometidos contra indefesos e subjugados em combate. Ou se n\u00e3o, para que queremos que a Comiss\u00e3o esclare\u00e7a a verdade ou qual a finalidade do trabalho da Comiss\u00e3o Hist\u00f3rica do Conflito? Que se abram os arquivos!<\/p>\n<p>DELEGA\u00c7\u00c3O DE PAZ DAS FARC-EP<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.pazfarc-ep.org\/index.php\/noticias-comunicados-documentos-farc-ep\/delegacion-de-paz-farc-ep\/2599-la-multitudinaria-marcha-por-la-paz<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7684\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-7684","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1ZW","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7684"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7684\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}