{"id":7687,"date":"2015-04-11T17:04:41","date_gmt":"2015-04-11T17:04:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7687"},"modified":"2015-04-16T21:27:52","modified_gmt":"2015-04-16T21:27:52","slug":"elementos-da-nova-sexualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7687","title":{"rendered":"Elementos da nova sexualidade"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><strong>Elementos da nova masculinidade<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<em>O homem e a mulher n\u00e3o nascem, se fazem; s\u00e3o resultado do desenvolvimento pol\u00edtico, social, econ\u00f4mico e cultural da sociedade<\/em>.<em> A partir do nascimento, o beb\u00ea de sexo masculino j\u00e1 come\u00e7a a se dar conta do que se espera dele por ter as caracter\u00edsticas de seus \u00f3rg\u00e3os genitais. No entanto, n\u00e3o basta nascer com um p\u00eanis para se transformar em homem. Existe um caminho a ser percorrido at\u00e9 chegar a s\u00ea-lo. Os primeiros anos de vida s\u00e3o fundamentais e respons\u00e1veis pelas caracter\u00edsticas do homem que vai surgir\u201d<\/em>. <em>(Revista Cubana de Sa\u00fade P\u00fablica).<\/em><\/p>\n<p>A nova masculinidade n\u00e3o quer dizer que se renuncie a sua condi\u00e7\u00e3o de identidade de homem como tal. N\u00e3o se trata disso. Trata-se da mudan\u00e7a que o homem em sua condi\u00e7\u00e3o assume responsabilidade e papeis at\u00e9 agora pr\u00e9-determinados exclusivamente para a mulher, produto do machismo. A nova masculinidade faz do homem mais humano, um novo conceito te\u00f3rico e pr\u00e1tico em sua rela\u00e7\u00e3o di\u00e1ria com a mulher em termos de sentimentos, trabalho, igualdade e equidade de g\u00eanero.<\/p>\n<p>O homem no novo conceito da masculinidade moderna j\u00e1 n\u00e3o esconde seus sentimentos, seus afetos, seu amor. Encontra-se a si mesmo no conceito de sua masculinidade baseado em seu encanto, ternura e seguran\u00e7a como guia de seu comportamento na sociedade.<\/p>\n<p>A identidade masculina se caracterizou por padr\u00f5es patriarcais e estruturais em todas as manifesta\u00e7\u00f5es da sociedade por milhares de anos, na competitividade e no poder. Tra\u00e7os como o medo, o pranto, a dor e outras manifesta\u00e7\u00f5es do sentimento n\u00e3o cabem no estere\u00f3tipo do homem. No longo processo da socializa\u00e7\u00e3o do menino influem, normas e valores pr\u00f3prios de uma sociedade basicamente machista, que castram a verdadeira masculinidade. Imp\u00f5em-se aos homens exclusivos conceitos como atividade, for\u00e7a, dureza, virilidade, abrigo, incentivo, prote\u00e7\u00e3o, invulnerabilidade, racionalidade, castigo, poder, respeito, provimento, coragem, resist\u00eancia, ira, exterioridade, reflex\u00e3o e ordena\u00e7\u00e3o. Logicamente, todo o contr\u00e1rio para a mulher: submiss\u00e3o, inferioridade, passividade, compreens\u00e3o, espera, complac\u00eancia, intui\u00e7\u00e3o, paci\u00eancia, vulnerabilidade, debilidade, resist\u00eancia, pranto, etc.<\/p>\n<p>Estas realidades, atrav\u00e9s dos anos e da luta pelo reconhecimento social e pol\u00edtico, foram rompidas como a afirma\u00e7\u00e3o do papel protagonista de homens e mulheres na hist\u00f3ria: a luta por uma sociedade mais justa e equitativa nos tirou deste labirinto de papeis imposto pelas tradi\u00e7\u00f5es e a m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o. Tanto a mulher como o homem vem se posicionando fortemente frente a suas responsabilidades e o debate permitiu uma discuss\u00e3o universal em todas as manifesta\u00e7\u00f5es da vida, por resgatar nossa verdadeira identidade como seres humanos, em uma constru\u00e7\u00e3o social cuja ess\u00eancia se possa expressar livremente sem ser violentados ou estigmatizados.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da identidade se forja mediante a intera\u00e7\u00e3o das pessoas com seu entorno social e cultural. Sem d\u00favida, existem marcadas diferen\u00e7as f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas entre mulheres e homens, algo que se manifesta na rela\u00e7\u00e3o com outras pessoas no viver di\u00e1rio; ou seja, n\u00e3o somos iguais. No entanto, apesar dessas diferen\u00e7as f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas, ambos s\u00e3o seres humanos; de onde se depreende que, apesar das diferen\u00e7as existentes, se imp\u00f5e a equidade, motor do desenvolvimento social. Fazer o justo, dar o justo, todo um complemento humano entre mulher e o homem.<\/p>\n<p>Ante estas normas e desafios sociais impostos, somos obrigados a alcan\u00e7ar uma identidade masculina que permita aos homens serem pessoas no mais amplo sentido da palavra, baseando-se em conceitos como: <em>aceitar a pr\u00f3pria vulnerabilidade masculina; aprender a expressar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos; a buscar ajuda e apoio; assimilar m\u00e9todos cordiais para resolver conflitos e aceitar atitudes e comportamentos considerados femininos (aten\u00e7\u00e3o e cuidado com seus filhos e filhas, cozinhar, varrer, lavar, expressar afetos, etc.), o que ao final nos deve levar a um desenvolvimento humano mais completo.<\/em><\/p>\n<p>Frente aos padr\u00f5es tradicionais que limitam o verdadeiro conceito do homem, vai surgindo uma nova masculinidade que rompe com os estere\u00f3tipos, at\u00e9 conseguir uma identidade que permita ser uma pessoa, acima de ser homem. Uma constru\u00e7\u00e3o social que deve iniciar-se na tenra idade, para ir criando no menino valores humanos de identidade pr\u00f3pria, sem papeis pr\u00e9-determinados. Nos adultos, trata-se n\u00e3o apenas de participar do debate, mas em fazer esfor\u00e7os para chegar a uma pr\u00e1xis di\u00e1ria que implica uma nova conduta e comportamentos, que v\u00e3o situando em uma condi\u00e7\u00e3o mais humana, do novo homem.<\/p>\n<p>Estas realidades, hoje mais do que nunca, est\u00e3o na agenda di\u00e1ria em todas as latitudes e todos os setores sociais. Ao lado de outros temas necess\u00e1rios de serem abordados, como s\u00e3o a compreens\u00e3o, reconhecimento e respeito \u00e0 comunidade LGBT e toda sua diversidade sexual, que cada vez v\u00e3o conseguindo fazer-se mais vis\u00edvel e ir posicionando a afirma\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica de seus direitos como seres humanos.<\/p>\n<p>Necessitamos ter a mente aberta ao abordar esses temas, j\u00e1 que s\u00e3o realidade, independente de gostarmos, estarmos ou n\u00e3o de acordo.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/mujerfariana.org\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=292<\/p>\n<p><em><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nRub\u00edn Morro, Delega\u00e7\u00e3o de Paz das FARC-EP\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7687\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-7687","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1ZZ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7687\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}