{"id":7691,"date":"2015-04-12T17:27:36","date_gmt":"2015-04-12T17:27:36","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7691"},"modified":"2015-04-13T09:10:08","modified_gmt":"2015-04-13T09:10:08","slug":"o-conceito-de-imperialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7691","title":{"rendered":"O conceito de imperialismo"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->H\u00e1 uma vis\u00e3o, mesmo em c\u00edrculos de esquerda nos pa\u00edses capitalistas avan\u00e7ados, de que o imperialismo como categoria conceptual perdeu sua relev\u00e2ncia na era da globaliza\u00e7\u00e3o. Por um lado, as grandes burguesias em pa\u00edses do terceiro mundo como a \u00cdndia, est\u00e3o t\u00e3o profundamente integradas no projeto da &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o&#8221; que suas contradi\u00e7\u00f5es com o capital metropolitano est\u00e3o muito mais atenuadas hoje do que anteriormente. No per\u00edodo imediatamente ap\u00f3s a descoloniza\u00e7\u00e3o, por exemplo, burguesias do terceiro mundo isolaram o mercado nacional atrav\u00e9s de barreiras protecionistas contra mercadorias metropolitanas e protegeram suas economias dos fluxos financeiros internacionais. Mas hoje elas prosseguem com satisfa\u00e7\u00e3o pol\u00edticas neoliberais. Por outro lado, os trabalhadores nos pa\u00edses capitalistas avan\u00e7ados s\u00e3o agora empurrados para a mesma triste situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nos pa\u00edses do terceiro mundo, onde aumentos na produtividade do trabalho n\u00e3o s\u00e3o correspondidos por quaisquer aumentos em sal\u00e1rios reais, o que n\u00e3o era o caso anteriormente. Joseph Stiglitz por exemplo estima que hoje a taxa de sal\u00e1rio real do trabalhador americano m\u00e9dio (homem) n\u00e3o \u00e9 mais alta do que era em 1968 e possivelmente \u00e9 um pouco mais baixa.<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia, a divis\u00e3o do mundo em dois segmentos geogr\u00e1ficos diferentes, um dos quais domina o outro, frustrando mesmo as ambi\u00e7\u00f5es da burguesia deste \u00faltimo, e cuja popula\u00e7\u00e3o trabalhadora tamb\u00e9m experimenta melhoria de padr\u00f5es de vida em contraste com a do outro, n\u00e3o mais se sust\u00e9m. Uma vez que, de acordo com esta vis\u00e3o, uma tal divis\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstica do fen\u00f3meno do imperialismo, o seu desaparecimento torna o pr\u00f3prio conceito obsoleto.<\/p>\n<p>H\u00e1 naturalmente muita diversidade te\u00f3rica entre aqueles que questionam o pleno significado do conceito de imperialismo. Enquanto alguns confinariam o termo imperialismo apenas \u00e0 fase da pr\u00e9 descoloniza\u00e7\u00e3o, quando esta divis\u00e3o do mundo em dois segmentos diferentes e desiguais, com um a dominar o outro, era palp\u00e1vel, outros aceitariam sua relev\u00e2ncia mesmo na fase da p\u00f3s descoloniza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, mesmo na fase do dirigismo do terceiro mundo. Na verdade, o controle pol\u00edtico chegara a um fim com a descoloniza\u00e7\u00e3o, mas eles reconheceriam nas tentativas da principal pot\u00eancia capitalista da \u00e9poca, os Estados Unidos, de &#8220;reverter&#8221; o dirigismo do terceiro mundo (adoptando o termo utilizado por John Foster Dulles num contexto diferente mas semelhante) e recusar tentativas do terceiro mundo de ganhar controle sobre seus mercados e recursos naturais, um claro projeto imperialista.<\/p>\n<p>Toda a s\u00e9rie de tentativas de derrubar governos progressistas do terceiro mundo que chegaram ao poder no per\u00edodo da descoloniza\u00e7\u00e3o, desde Cheddi Jagan da Guiana a Mossadegh do Ir\u00e3, de Arbens na Guatemala e Sukarno da Indon\u00e9sia e a Allende do Chile, sem mencionar as horrendas guerras impostas a pa\u00edses como a Coreia e o Vietnam que estavam a iniciar-se num trajet\u00f3ria socialista de desenvolvimento, testemunharia para eles a realidade do imperialismo.<\/p>\n<p>Mas agora, argumentariam, o mundo tornou-se totalmente diferente. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que ainda h\u00e1 guerras horrendas, as quais foram impostas no per\u00edodo mais recente a um certo n\u00famero de pa\u00edses pela principal pot\u00eancia capitalista, os Estados Unidos, dentre as quais as guerras no Afeganist\u00e3o e no Iraque s\u00e3o exemplos \u00f3bvios; mas estas diferem das guerras anteriores uma vez que foram travadas contra for\u00e7as fundamentalistas ou contra regimes ditatoriais, em grande media por raz\u00f5es pol\u00edticas que supostamente n\u00e3o est\u00e3o diretamente relacionadas com c\u00e1lculos econ\u00f3micos; e tais guerra muitas vezes obtiveram algum apoio local do povo pertencente aos pr\u00f3prios teatros da guerra.<\/p>\n<p>E como regimes econ\u00f3micos em grande parte do terceiro mundo que est\u00e3o a seguir pol\u00edticas neoliberais est\u00e3o a assim fazer n\u00e3o como &#8220;fantoches do imperialismo&#8221;, e sim habitualmente sob a \u00e9gide de governos eleitos pelo voto popular, e conseguiram mesmo em muitos casos taxas de crescimento substanciais, ultrapassando mesmo as dos pr\u00f3prios pa\u00edses capitalistas principais, ligar tais regimes e suas pol\u00edticas a &#8220;imperialismo&#8221; \u00e9 claramente injustific\u00e1vel. A \u00e9poca atual, por outras palavras, em contraste n\u00e3o s\u00f3 com a do per\u00edodo colonial mas mesmo com a do per\u00edodo dirigista p\u00f3s colonial, n\u00e3o pode ser considerada como estando a cair dentro da era do imperialismo.<\/p>\n<p><strong>PERCEP\u00c7\u00c3O ERRADA <\/strong><\/p>\n<p>O problema b\u00e1sico com toda esta argumenta\u00e7\u00e3o, contudo, \u00e9 que a sua percep\u00e7\u00e3o de imperialismo est\u00e1 errada. O termo &#8220;imperialismo&#8221; n\u00e3o est\u00e1 ligado nem ao comportamento da burguesia do terceiro mundo nem \u00e0 condi\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora nas metr\u00f3poles. De facto, na d\u00e9cada de 1920 havia uma vis\u00e3o avan\u00e7ada por muitos te\u00f3ricos importantes da Internacional Comunista de que o imperialismo come\u00e7ava a &#8220;acomodar&#8221; a burguesia do terceiro mundo. Esta vis\u00e3o foi chamada a tese da &#8220;descoloniza\u00e7\u00e3o&#8221;, a qual naturalmente n\u00e3o significava o fim do colonialismo ou do imperialismo, mas apenas uma mudan\u00e7a na posi\u00e7\u00e3o da burguesia terceiro-mundista em rela\u00e7\u00e3o ao imperialismo. O ponto a destacar aqui n\u00e3o \u00e9 se a tese da &#8220;descoloniza\u00e7\u00e3o&#8221; era ou n\u00e3o v\u00e1lida; o ponto \u00e9 simplesmente que uma mudan\u00e7a na posi\u00e7\u00e3o da burguesia n\u00e3o implica, e nunca se pensou que implicasse, num fim do imperialismo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a ideia de que o imperialismo est\u00e1 associado a fortunas divergentes das classes trabalhadoras nas metr\u00f3poles e na periferia n\u00e3o constitui uma caracter\u00edstica definidora do imperialismo. Esta percep\u00e7\u00e3o \u00e9 mantida pelos te\u00f3ricos da &#8220;troca desigual&#8221;, mas n\u00e3o por Lenine que via apenas um fino estrato de &#8220;aristocracia do trabalho&#8221; a beneficiar-se do imperialismo mas n\u00e3o a classe trabalhadora da metr\u00f3pole como um todo. Portanto, num sentido essencial, o conceito de imperialismo nunca foi associado nem com quaisquer diverg\u00eancias nas fortunas da classe trabalhadora nem com qualquer &#8220;exclus\u00e3o&#8221; das burguesias do terceiro mundo. O argumento de que a estagna\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios reais no primeiro mundo ou a integra\u00e7\u00e3o da burguesia do terceiro mundo no corpo do capital financeiro internacional nega o conceito de imperialismo, \u00e9 portanto destitu\u00eddo de base.<\/p>\n<p>Dito de modo diferente, imperialismo implica a opress\u00e3o, a opress\u00e3o necess\u00e1ria, dos povos do terceiro mundo, das massas trabalhadoras, atrav\u00e9s da opera\u00e7\u00e3o do capitalismo metropolitano. Como as burguesias do terceiro mundo se saem no processo, e como as fortunas dos trabalhadores do primeiro mundo se alteram sob o imperialismo, n\u00e3o s\u00e3o pertinentes para a defini\u00e7\u00e3o de imperialismo.<\/p>\n<p>Esta opress\u00e3o dos trabalhadores do terceiro mundo pelo capital metropolitano n\u00e3o \u00e9 alguma conspira\u00e7\u00e3o clandestina; \u00e9 uma parte do pr\u00f3prio <em>modus operandi <\/em>do capitalismo. \u00c9 errado portanto identificar imperialismo s\u00f3 com casos em que s\u00e3o engendrados golpes militares, ou em que \u00e9 executadas interven\u00e7\u00e3o militar por pa\u00edses capitalistas avan\u00e7ados ou pelo seu l\u00edder, os EUA. O imperialismo, muito embora possa, em certas ocasi\u00f5es, dar origem a tais interven\u00e7\u00f5es, ou \u00e0 &#8220;diplomacia da canhoneira&#8221;, n\u00e3o \u00e9 id\u00eantico \u00e0 &#8220;diplomacia da canhoneira&#8221;. Assim, o facto de nenhuns <em>coup d&#8217;etats <\/em>\u00e0 ordem de algumas corpora\u00e7\u00f5es multinacionais como a Union Mini\u00e8re (que era ativa no Congo) ou a United Fruit Company (que era ativa na Guatemala) ou a ITT (que era ativa no Chile) possam ser citados em tempos mais recentes a acompanhar as a\u00e7\u00f5es destrutivas de tais corpora\u00e7\u00f5es nos anos 50 e 60, n\u00e3o \u00e9 um argumento contra o conceito de imperialismo. Imperialismo n\u00e3o \u00e9 alguma \u00e2nsia por encenar golpes; \u00e9 o pr\u00f3prio modo de exist\u00eancia do capitalismo.<\/p>\n<p><strong>CONTEXTO CONTEMPOR\u00c2NEO <\/strong><\/p>\n<p>No contexto contempor\u00e2neo ele abrange todo o conjunto de disposi\u00e7\u00f5es que asseguram a opera\u00e7\u00e3o desembara\u00e7ada e incontestada do capital financeiro internacional. Tal opera\u00e7\u00e3o, \u00e9 \u00f3bvio, inclui entre outras coisas a apropria\u00e7\u00e3o dos recursos de todo o mundo pelo capital financeiro internacional, mas tamb\u00e9m significa muito mais do que isto. Mesmo se o capital internacional controlasse todos os minerais e os outros recursos naturais do mundo, se houvesse um aumento substancial do poder de compra do povo trabalhador, especialmente no terceiro mundo, ent\u00e3o suas procuras sobre estes recursos aumentariam, resultando numa ascens\u00e3o nos pre\u00e7os de tais recursos. Uma tal ascens\u00e3o de pre\u00e7os, entretanto, poria em risco o sistema financeiro do mundo capitalista.<\/p>\n<p>Portanto n\u00e3o basta que recursos estejam nas m\u00e3os do capital internacional; al\u00e9m disso deve verificar-se que os povos trabalhadores dos pa\u00edses do terceiro mundo sejam impedidos de fazerem quaisquer reivindica\u00e7\u00f5es sobre eles. Isto \u00e9 assegurado pelo neoliberalismo atrav\u00e9s da precipita\u00e7\u00e3o de desemprego e de cortes de sal\u00e1rios reais entre os trabalhadores do terceiro mundo, o que for\u00e7a cortes no rendimento real dos camponeses e micro produtores do terceiro mundo. Dessa forma imp\u00f5e-se o conservadorismo or\u00e7amental e a &#8220;austeridade&#8221; a na\u00e7\u00f5es-Estado de modo a que elas n\u00e3o estejam em posi\u00e7\u00e3o de fazer &#8220;transfer\u00eancia de pagamentos&#8221; a favor da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora, mas ao contr\u00e1rio devem provocar um aumento nos pre\u00e7os de um conjunto de servi\u00e7os essenciais incluindo sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Intr\u00ednseco portanto ao neoliberalismo, o qual \u00e9 uma caracter\u00edstica chave do imperialismo contempor\u00e2neo, est\u00e1 um empobrecimento do povo trabalhador do terceiro mundo. \u00c9 ir\u00f3nico ouvir em debates p\u00fablicos na \u00cdndia a afirma\u00e7\u00e3o de que a busca do neoliberalismo, ao provocar uma acelera\u00e7\u00e3o na taxa de crescimento da economia, ajudar\u00e1 no al\u00edvio da pobreza: o neoliberalismo e suas pol\u00edticas associadas s\u00e3o um instrumento nas m\u00e3os do capital financeiro internacional para manter baixos os rendimentos e o poder de compra do povo trabalhador. A &#8220;austeridade&#8221;, como observou Noam Chomsky, \u00e9 uma guerra de classe sem peias. Esperar que o neoliberalismo melhore as condi\u00e7\u00f5es do povo trabalhador quando o seu objetivo \u00e9 fazer exatamente o oposto \u00e9 extraordinariamente ing\u00e9nuo.<\/p>\n<p>A ira do imperialismo contra os regimes dirigistas p\u00f3s descoloniza\u00e7\u00e3o \u00e9 explic\u00e1vel n\u00e3o apenas pelo facto de que eles estavam a tentar assegurar controle &#8220;nacional&#8221; sobre seus min\u00e9rios e outros recursos, mas tamb\u00e9m porque, dadas as suas origens na luta anticolonial e os compromissos assumidos para com o povo durante aquela luta, eles estavam, n\u00e3o importa em qu\u00e3o pequena medida, procurando efetuar alguma melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de vida do povo. E a arma b\u00e1sica do imperialismo contra tais regimes, al\u00e9m da interven\u00e7\u00e3o militar sem rodeios, foi o desencadeamento de fundamentalismos religiosos, conflitos \u00e9tnicos e outros meios igualmente reprov\u00e1veis para dividir o povo. Mesmo enquanto encenava um golpe militar contra Mossadegh no Ir\u00e3, ele utilizou a ajuda do Ayatollah Kashani; mais recentemente no Iraque utilizou o fundamentalismo xi\u00edta para estimular o apoio ao derrube de Saddam Hussein. No Afeganist\u00e3o ele utilizou uma coliga\u00e7\u00e3o fundamentalista isl\u00e2mica contra o governo <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/People's_Democratic_Party_of_Afghanistan\">PDPA<\/a> e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>E quando algumas destas for\u00e7as fundamentalistas, como o monstro de Frankenstein, come\u00e7a a criar problemas para o pr\u00f3prio imperialismo, sua resposta invariavelmente \u00e9 procurar novas for\u00e7as fundamentalistas. O IS (Ex\u00e9rcito Isl\u00e2mico), acerca do qual muito se fala nestes dias, foi ele pr\u00f3prio encorajado pela secret\u00e1ria de Estado estado-unidense Condoleezza Rice como meio de se contrapor ao fundamentalismo xi\u00edta, o qual fora igualmente encorajado pela mesma administra\u00e7\u00e3o americana.<\/p>\n<p>O imperialismo, em suma, fareja todas as linhas de fratura de uma sociedade do terceiro mundo e deliberadamente divide o povo de acordo com aquelas linhas. Esta \u00e9 uma t\u00e1ctica a qual o imperialismo brit\u00e2nico recorreu amplamente durante o seu auge, incluindo na Mal\u00e1sia (como aconteceu) derrotar o levantamento revolucion\u00e1rio do p\u00f3s-guerra atrav\u00e9s da promo\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de contradi\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas entre os malaios e os chineses. E o imperialismo americano est\u00e1 a utilizar a mesma t\u00e1tica agora.<\/p>\n<p>Em consequ\u00eancia, o imperialismo contempor\u00e2neo causa ao terceiro mundo n\u00e3o s\u00f3 uma pauperiza\u00e7\u00e3o <em>(immiserisation) <\/em>da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora como tamb\u00e9m um processo de desintegra\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>29\/Mar\u00e7o\/2015<\/p>\n<p><strong>*Economista, indiano, ver <\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Prabhat_Patnaik\"><strong>Wikipedia<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em <\/strong><a href=\"http:\/\/peoplesdemocracy.in\/2015\/0329_pd\/concept-imperialism\"><strong>peoplesdemocracy.in\/2015\/0329_pd\/concept-imperialism<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em http:\/\/resistir.info\/patnaik\/imperialismo_29mar15.html<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\npor Prabhat Patnaik*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7691\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7691","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-203","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7691","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7691"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7691\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}