{"id":776,"date":"2010-09-01T18:36:54","date_gmt":"2010-09-01T18:36:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=776"},"modified":"2010-09-01T18:36:54","modified_gmt":"2010-09-01T18:36:54","slug":"sociologo-cubano-fala-das-mudancas-em-curso-na-ilha-socialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/776","title":{"rendered":"Soci\u00f3logo cubano fala das mudan\u00e7as em curso na Ilha Socialista"},"content":{"rendered":"\n<p>O soci\u00f3logo cubano\u00a0<strong>Aurelio Alonso<\/strong> afirma que as \u00faltimas liberta\u00e7\u00f5es de presos na Ilha s\u00e3o um sinal de uma mudan\u00e7a de pol\u00edtica mais flex\u00edvel. E defende a ideia de que o socialismo deve se reinventar para os tempos atuais.<\/p>\n<p>A entrevista \u00e9 de\u00a0<strong>Mercedes L\u00f3pez San Miguel<\/strong> e est\u00e1 publicada no\u00a0<strong>P\u00e1gina\/12<\/strong>, 16-08-2010. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 do\u00a0<strong>Cepat<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Eis a entrevista.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como interpreta as solturas anunciadas por Cuba e que come\u00e7ou a levar a cabo com a media\u00e7\u00e3o da Igreja?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o as primeiras liberta\u00e7\u00f5es de presos pol\u00edticos em Cuba. S\u00e3o presos contra-revolucion\u00e1rios aos quais se atribuem causas que v\u00e3o al\u00e9m do pensamento: causas muito vinculadas a a\u00e7\u00f5es precisas. Quando o papa\u00a0<strong>Jo\u00e3o<\/strong> <strong>Paulo II<\/strong> visitou o nosso pa\u00eds houve uma soltura importante por solicita\u00e7\u00e3o do Vaticano.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o momentos hist\u00f3ricos diferentes&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sim, mas o fato novo n\u00e3o \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o, mas que pela primeira vez se reconhece \u00e0 Igreja um papel de mediador e a Igreja assume esse papel com uma motiva\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria. O regime cubano foi, \u00e0s vezes, muito duro quanto a admitir o crit\u00e9rio de oposi\u00e7\u00e3o. Penso que se isto for um sinal de que haver\u00e1 uma mudan\u00e7a de pol\u00edtica na dire\u00e7\u00e3o de maiores flexibilidades \u00e9 muito melhor.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea os considera \u201cpresos pol\u00edticos\u201d?<\/strong><\/p>\n<p>Sim e n\u00e3o. Em Cuba h\u00e1 uma s\u00e9rie de crimes que s\u00e3o definidos e demarcados em uma Constitui\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m definidos por uma trajet\u00f3ria hist\u00f3rica. S\u00e3o cinquenta anos de uma pol\u00edtica de cerco e de hostilidades dos Estados Unidos. Por exemplo, na vis\u00e3o das autoridades cubanas, a vincula\u00e7\u00e3o com a embaixada norte-americana \u00e9 uma vincula\u00e7\u00e3o com o inimigo. Os Estados Unidos se definem como inimigo em rela\u00e7\u00e3o conosco. S\u00e3o presos pol\u00edticos e se definem como presos contr\u00e1rios ao regime. Eu n\u00e3o lembro que se tenha podido atribuir cumplicidade ou responsabilidade a Cuba em nenhum ato de terrorismo; no entanto, os Estados Unidos d\u00e3o um tratamento preferencial a\u00a0<strong>Posada Carriles<\/strong>, um conotado terrorista.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 as Damas de Branco, tamb\u00e9m aqueles que se definem como jornalistas e conseguem o apoio de organiza\u00e7\u00f5es de jornalistas no mundo e que os assinalam como presos de consci\u00eancia. Como \u00e9 a vida em Cuba em rela\u00e7\u00e3o aos que criticam ou se op\u00f5em \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Penso que a pol\u00edtica cubana e a filosofia sobre a qual esta se constr\u00f3i t\u00eam que avan\u00e7ar para n\u00edveis maiores de toler\u00e2ncia das posi\u00e7\u00f5es que se op\u00f5em e que pensam de maneira diferente. Me lembro de uma frase de\u00a0<strong>Jean-Paul Sartre<\/strong> quando visitou Cuba: \u201cN\u00e3o me preocupo tanto com o fato de que os opositores n\u00e3o possam se pronunciar, mas com o fato de que os que s\u00e3o favor\u00e1veis n\u00e3o possam se pronunciar\u201d.<\/p>\n<p><strong>Como foi fazer parte da experi\u00eancia da revista Pensamiento Cr\u00edtico?<\/strong><\/p>\n<p>Um grupo de jovens se dedicou ao estudo do marxismo nos anos 60. O leninismo como doutrina oficial do\u00a0<strong>Partido Comunista<\/strong> <strong>sovi\u00e9tico<\/strong> n\u00e3o correspondia com a produ\u00e7\u00e3o de um pensamento \u00e0 altura de nossas experi\u00eancias revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s a queda da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, voc\u00eas pensaram que o socialismo poderia cair em Cuba?<\/strong><\/p>\n<p>O grupo foi bastante coerente. Foram poucos os dissensos que se produziram tanto nos anos 70 como mais adiante, nos anos 80 e 90. Todos pensamos que a queda socialista coincidia com algumas de nossas inquietudes, n\u00e3o presumimos que tenhamos prognosticado o que iria acontecer, mas nossas inquietudes eram quanto ao car\u00e1ter excessivamente escol\u00e1stico do marxismo sovi\u00e9tico implantado a partir dos anos 70 como doutrina oficial. A\u00ed \u00e9 que desaparece o pensamento cr\u00edtico e nosso grupo. N\u00e3o nos reprimiram, mas nos impuseram um limite para exercer o pensamento cr\u00edtico. Tinha que ser um pensamento \u00fanico.<\/p>\n<p><strong>E voc\u00eas j\u00e1 eram muito cr\u00edtico da URSS.<\/strong><\/p>\n<p>Sim, nosso grupo, que se formou em um departamento de filosofia. Atrav\u00e9s da reflex\u00e3o criticando a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. O\u00a0<strong>Che<\/strong> criticou o modelo de modo mais integral por meio da pr\u00e1tica e da pol\u00edtica econ\u00f4mica. N\u00e3o pudemos ter uma vincula\u00e7\u00e3o com o\u00a0<strong>Che<\/strong>, porque este j\u00e1 estava envolvido no processo de sa\u00edda, de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s lutas guerrilheiras. Depois da desintegra\u00e7\u00e3o do socialismo sovi\u00e9tico, desse modelo, h\u00e1 um impacto muito forte no n\u00edvel mundial nos pa\u00edses que pertenciam a esse sistema. No caso de Cuba \u00e9 um impacto muito forte em muitos sentidos, em primeiro lugar, no econ\u00f4mico. Demonstrou-se que hav\u00edamos desenvolvido uma conex\u00e3o que nos tornava mais dependentes. A partir de 1986, Cuba n\u00e3o pode honrar seus compromissos de d\u00edvida com os pa\u00edses credores ocidentais e se fecharam os cr\u00e9ditos em divisas convert\u00edveis, que implicavam 15% dos cr\u00e9ditos e se paralisava 30% da economia. Isso fez com que a curva de crescimento cubana fizesse um planalto. A queda cubana come\u00e7a com a queda do socialismo sovi\u00e9tico; por conta disso, aumentou a depend\u00eancia ineficiente. A capacidade importadora cubana no per\u00edodo 1991-1993 havia ca\u00eddo 80%. Esta queda tamb\u00e9m implica uma crise de paradigma. Qual \u00e9 a hip\u00f3tese do senso comum?<\/p>\n<p><strong>Que o socialismo fracassou.<\/strong><\/p>\n<p>Que fracassou no centro e que aqui n\u00e3o tem futuro. H\u00e1 uma crise de paradigma e se suscita um debate sobre a quest\u00e3o de como salv\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>Como se pode resgat\u00e1-lo?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso reinventar o socialismo do s\u00e9culo XXI. Primeiro, destaco que a solu\u00e7\u00e3o para os problemas do mundo n\u00e3o passa por outro caminho que n\u00e3o seja o socialismo, o mundo do capital, n\u00e3o. N\u00e3o pode ser um socialismo constru\u00eddo sobre os padr\u00f5es do s\u00e9culo XX. \u00c9 preciso repens\u00e1-lo sobre a realidade que estamos vivendo. Retornar a\u00a0<strong>Marx<\/strong> e estud\u00e1-lo criticamente. Mas\u00a0<strong>Marx<\/strong> n\u00e3o nos dar\u00e1 a resposta a esta problem\u00e1tica, nem\u00a0<strong>L\u00eanin<\/strong>, nem<strong>Fidel<\/strong>. A nova gera\u00e7\u00e3o tem a obriga\u00e7\u00e3o de reagir diante dos desafios que a hist\u00f3ria coloca. Temos que viver o socialismo sobre uma base de reinven\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, e estar dispostos a aplicar corre\u00e7\u00f5es e experimentos.<\/p>\n<p><strong>Que diferen\u00e7a de lideran\u00e7a h\u00e1 entre os irm\u00e3os Castro?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a ideol\u00f3gica, os dois s\u00e3o afins a um mesmo projeto de transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. A revolu\u00e7\u00e3o cubana teve quatro figuras:\u00a0<strong>Fidel<\/strong>,<strong>Ra\u00fal<\/strong>, o\u00a0<strong>Che<\/strong> e\u00a0<strong>Camilo Cienfuegos<\/strong>.\u00a0<strong>Ra\u00fal<\/strong> talvez n\u00e3o tenha o g\u00eanio pol\u00edtico de\u00a0<strong>Fidel<\/strong>, mas \u00e9 mais pragm\u00e1tico e mais administrativo.\u00a0<strong>Ra\u00fal<\/strong> est\u00e1 disposto a avan\u00e7ar em um processo de reformas que flexibilize a estrutura da economia.<\/p>\n<p><strong>Ra\u00fal disse h\u00e1 pouco que o governo quer reduzir o emprego p\u00fablico e fomentar o trabalho por conta pr\u00f3pria. Poderia haver mudan\u00e7as substanciais na Ilha?<\/strong><\/p>\n<p>Houve muita retic\u00eancia em avan\u00e7ar em um processo de reformas para um padr\u00e3o de efici\u00eancia socialista. O padr\u00e3o capitalista, pelo contr\u00e1rio, submete tudo ao lucro. \u00c0s vezes, h\u00e1 um excesso de prud\u00eancia nos dirigentes cubanos.<\/p>\n<p><strong>Prud\u00eancia naqueles que fizeram a revolu\u00e7\u00e3o frente ao imp\u00e9rio? A prud\u00eancia lhes veio com os anos?<\/strong><\/p>\n<p>Creio que sim. Dez anos me separam dos protagonistas. Teria que ter havido um processo mais seguro, mais confi\u00e1vel, mais sistem\u00e1tico de relevo geracional que n\u00e3o houve. Vemos que os mesmos l\u00edderes seguem governando e que continua se armando o aparelho sobre a base de uma presen\u00e7a muito forte da lideran\u00e7a dos anos 60.<\/p>\n<p><strong>Quando aparecem jovens, s\u00e3o afastados. O ex-chanceler Felipe P\u00e9rez Roque e o ex-vice-presidente Carlos Lage foram obrigados a renunciar no ano passado&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Essas decis\u00f5es estiveram vinculadas a atos de corrup\u00e7\u00e3o ou enriquecimento indevido.<\/p>\n<p><strong>Cuba continua a ter problemas econ\u00f4micos fundamentais. Por que n\u00e3o podem ser resolvidos?<\/strong><\/p>\n<p>A economia cubana tem um problema de desestrutura\u00e7\u00e3o muito forte que \u00e9 resultante da queda do campo socialista gerado pelo desamparo e o isolamento, combinado com as reformas que ao mesmo tempo geram corre\u00e7\u00e3o e se superp\u00f5em com as anomalias. Tudo aquilo que possa n\u00e3o ser administrado pelo Estado tem que come\u00e7ar a encontrar as formas de outras estruturas. Vai-se rumo \u00e0 racionaliza\u00e7\u00e3o de postos de trabalho na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e \u00e0 abertura de setores de pequenas e m\u00e9dias empresas, a formalizar tudo aquilo que n\u00e3o tem por que estar nas m\u00e3os do Estado. Isso vai contribuir para balancear o desemprego. Creio que \u00e9 preciso avan\u00e7ar em processos mais efetivos de cooperativiza\u00e7\u00e3o. Propriedade familiar em alguns casos, cooperativas em outros.<\/p>\n<p>No interior do pa\u00eds \u00e9 preciso desenvolver as vias de uma propriedade comunit\u00e1ria local que tamb\u00e9m seja descentralizada e permita que os lucros fiquem e contribuam para o Estado com os impostos. Deveria se gerar um sistema de impostos com esp\u00edrito socialista, conseguir que os que geram mais ingressos contribuam mais. O contr\u00e1rio do que acontece no capitalismo, onde o Estado costuma n\u00e3o tocar nos ricos para que se mantenham felizes e aperta os de baixo. At\u00e9 que ponto\u00a0<strong>Ra\u00fal<\/strong> tem um leque de solu\u00e7\u00f5es? Isso n\u00e3o sei. At\u00e9 que ponto vai ter margem e tempo para aplic\u00e1-las? Tamb\u00e9m n\u00e3o sei.<\/p>\n<p><strong>Para um cidad\u00e3o cubano, o quanto d\u00e1 um sal\u00e1rio para viver?<\/strong><\/p>\n<p>A economia cubana \u00e9 muito sui generis, tem virtudes e irregularidades. Cria muitos amparos. O sal\u00e1rio cubano significa muito pouco em termos monet\u00e1rios. Para ter uma alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica existe uma cobertura, que diminuiu com as limita\u00e7\u00f5es produtivas. O cubano vive com 30 ou 40 d\u00f3lares por m\u00eas, mas n\u00e3o tem que pagar nem se preocupar com a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o; os servi\u00e7os b\u00e1sicos como a \u00e1gua e o g\u00e1s custam muito pouco. E penso que as gratuidades poderiam ser diferenciadas. E que alguns servi\u00e7os, por exemplo, uma cirurgia est\u00e9tica como a implanta\u00e7\u00e3o de mamas, poderia ser paga. O Estado criou um procedimento que \u00e9 muito dif\u00edcil de custear. Mas agora, dar marcha \u00e0 r\u00e9 \u00e9 algo que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai querer: n\u00e3o pagar a sa\u00fade ou a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 visto como um direito inquestion\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Por que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ler meios alternativos de comunica\u00e7\u00e3o na Ilha?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o estou de acordo em que n\u00e3o haja outras vozes, n\u00e3o \u00e9 preciso ter medo do confronto. Deve-se poder defender as posi\u00e7\u00f5es que se tem. Os cubanos se inteiram \u00e0s vezes do que passa no pa\u00eds pela imprensa estrangeira. Mas os dirigentes n\u00e3o veem as coisas dessa maneira. \u00c9 uma pol\u00edtica que eu mudaria.<\/p>\n<p><strong>O que acha do socialismo do s\u00e9culo XXI venezuelano?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o os dez primeiros anos em que\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=4080\" target=\"_blank\">Ch\u00e1vez<\/a><\/strong> faz um esfor\u00e7o para manter sob controle do Estado os setores empresariais, para afirmar um esquema de apoio popular para o sistema que est\u00e1 aplicando e para aplainar um caminho para uma poss\u00edvel sucess\u00e3o. O projeto venezuelano est\u00e1 em uma fase inicial, n\u00e3o \u00e9 exato, n\u00e3o se parece com outros, como os projetos que h\u00e1 na Bol\u00edvia e no Equador.<\/p>\n<p><strong>Tinha alguma expectativa com Barack Obama?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Obama<\/strong> \u00e9 o mesmo em objetivos que\u00a0<strong>Bush<\/strong>, com o agravante de que \u00e9 inteligente e sagaz. A mudan\u00e7a latino-americana \u00e9 progressiva em geral, para falar tamb\u00e9m da Argentina o kirchnerismo \u2013 mesmo que n\u00e3o seja a revolu\u00e7\u00e3o bolivariana nem a revolu\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 do Equador, mas \u00e9 uma mudan\u00e7a positiva que se entronca. A Argentina se encheu de gl\u00f3ria na c\u00fapula de Mar del Plata quando\u00a0<strong>N\u00e9stor Kirchner<\/strong> defendeu a posi\u00e7\u00e3o de bloqueio \u00e0 iniciativa norte-americana da\u00a0<strong>ALCA<\/strong> como projeto continental. Os Estados Unidos trataram de buscar vias laterais, mas o obst\u00e1culo que os povos latino-americanos lhes impuseram n\u00e3o tem precedentes. Imagina o que seria agora enfrentar esta crise se os pa\u00edses tivessem entrado na\u00a0<strong>ALCA<\/strong>. Estar\u00edamos perdidos. Diante de toda esta mudan\u00e7a, a Administra\u00e7\u00e3o Bush ficou de m\u00e3os atadas. E\u00a0<strong>Obama<\/strong> chega \u00e0 presid\u00eancia e faz um acordo com a Col\u00f4mbia para instalar sete bases militares. E deixa que se orquestre um golpe de Estado em Honduras. Nossos pa\u00edses t\u00eam que dar a volta por cima no momento em que\u00a0<strong>Obama<\/strong> quer esconder ou dissimular sua posi\u00e7\u00e3o e aproveit\u00e1-la.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, do seu ponto de vista, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma possibilidade de que se levante o embargo.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=25735\" target=\"_blank\">Se isso acontecer<\/a>, seria porque h\u00e1 uma press\u00e3o que n\u00e3o se possa conter. Pode ser que lhe convenha suavizar alguns pontos do embargo. Tamb\u00e9m se\u00a0<strong>Obama<\/strong> for pressionado dentro dos Estados Unidos. H\u00e1 muitos norte-americanos que querem viajar a Cuba. Seria uma medida para melhorar sua imagem no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Por conta dos sinais que a Ilha deu com estas liberta\u00e7\u00f5es de presos que mencionamos no come\u00e7o, com a passagem por Havana do chanceler espanhol Miguel Angel Moratinos, poderia a Europa modificar sua posi\u00e7\u00e3o comum?<\/strong><\/p>\n<p>A Espanha tem uma posi\u00e7\u00e3o boa com Cuba dentro da comunidade europeia. A Europa teria que estar disposta a ocupar um protagonismo que lhe custa assumir frente aos Estados Unidos. Melhorar a rela\u00e7\u00e3o com Cuba seria estar disposto a realizar um gesto de soberania europeia dentro do concerto das for\u00e7as mundiais. Vamos pensar em voz alta: talvez se\u00a0<strong>Obama<\/strong> fizesse algum gesto de flexibiliza\u00e7\u00e3o, a Europa tomaria esse caminho.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=32495\" target=\"_blank\">IHU<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Cubadebate\n\n\n\n\n\n\n\n\nCuba\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/776\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-776","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-cw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=776"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/776\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}