{"id":799,"date":"2010-09-09T20:09:48","date_gmt":"2010-09-09T20:09:48","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=799"},"modified":"2010-09-09T20:09:48","modified_gmt":"2010-09-09T20:09:48","slug":"e-voce-tem-medo-do-ira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/799","title":{"rendered":"E voc\u00ea, tem medo do Ir\u00e3?"},"content":{"rendered":"\n<p>Se um dia lhe fosse formulada a seguinte pergunta: qual, em sua opini\u00e3o, pode ser considerado como o maior ataque terrorista da hist\u00f3ria da humanidade? Que imagens e personagens viriam primeiro \u00e0 sua mem\u00f3ria? Seria o World Trade Center nos Estados Unidos (11 de setembro de 2001) e alguns mu\u00e7ulmanos? Seria o atentado em Madri na Espanha (11 de mar\u00e7o de 2004) e tamb\u00e9m alguns mu\u00e7ulmanos? Ou seria o atentado em Londres na Inglaterra (07 de julho de 2005) e, mais uma vez, tendo os mu\u00e7ulmanos como os principais personagens? Pois bem, se somarmos todos os mortos desses tr\u00eas atentados (Estados Unidos: aproximadamente 2.750 mortes; Londres: 55 mortes e Espanha: 190 mortes), chegar\u00edamos a cerca de tr\u00eas mil v\u00edtimas fatais. O que, sem d\u00favida, \u00e9 um n\u00famero impressionante e assustador, pois uma \u00fanica vida ceifada dessa maneira j\u00e1 pode ser considerada uma trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, devemos antes nos perguntar o que \u00e9 um ataque terrorista ou, melhor, o que \u00e9 necess\u00e1rio para que um ataque seja considerado como terrorista. De forma bem sucinta (pois existem v\u00e1rios conceitos divergentes entre si para caracterizar o termo terrorismo), considera-se um ataque como terrorista quando se tem como alvo a popula\u00e7\u00e3o civil indefesa, desarmada e despreparada como foi, sem d\u00favida, o caso dos tr\u00eas atentados acima citados. O objetivo do ataque \u00e9, literalmente, causar o terror e o p\u00e2nico na popula\u00e7\u00e3o como meio de alcan\u00e7ar determinados objetivos pol\u00edticos que, n\u00e3o necessariamente, precisam ter uma conota\u00e7\u00e3o t\u00e1tica e estrat\u00e9gica de cunho militar.<\/p>\n<p>Parece-nos, ent\u00e3o, que n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que os ataques do World Trade Center, de Madri e de Londres foram indiscutivelmente ataques terroristas. Entretanto, quem citou um desses tr\u00eas como o maior ataque terrorista de toda a hist\u00f3ria, passou bem longe! Na verdade, mesmo se pud\u00e9ssemos considerar os tr\u00eas como um \u00fanico ataque, isso n\u00e3o seria suficiente para consider\u00e1-lo como o maior de todos. O maior ataque terrorista da hist\u00f3ria da humanidade ocorreu em duas etapas: o primeiro em 06 de agosto de 1945 na cidade de Hiroshima (com 140 mil mortos) e o segundo em Nagasaki (com 80 mil mortos), ambos ocorridos no Jap\u00e3o. \u00c9 bom n\u00e3o esquecermos tamb\u00e9m que, nesses dois casos, n\u00e3o havia nenhum mu\u00e7ulmano envolvido. Muito pelo contr\u00e1rio, quem comandou e ordenou os dois ataques com bombas nucleares \u00e0 popula\u00e7\u00e3o civil japonesa vestia terno e gravata, tinha a pele branca, olhos claros, se dizia crist\u00e3o e, no momento dos ataques, ocupava o cargo de presidente dos Estados Unidos: o Sr. Harry S. Truman.<\/p>\n<p>Seja terrorismo de Estado ou terrorismo efetuados por pequenos grupos independentes, ambos s\u00e3o terrorismo e a sua ess\u00eancia \u00e9 a mesma: causar o m\u00e1ximo de terror e p\u00e2nico na popula\u00e7\u00e3o para tirar proveitos pol\u00edticos (neste caso, os Estados Unidos tinham como interesse n\u00e3o acabar com a guerra, mas mostrar para o mundo, e principalmente para a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, a sua supremacia militar). Ali\u00e1s, os Estados Unidos s\u00e3o, dentre todos os pa\u00edses que det\u00e9m um arsenal b\u00e9lico nuclear, o \u00fanico pa\u00eds do mundo que se utilizou desse armamento para atacar outro pa\u00eds, ou melhor, a popula\u00e7\u00e3o civil de outro pa\u00eds, no caso o Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas as atividades estadunidenses n\u00e3o se resumem apenas ao terrorismo. Al\u00e9m de deterem esse &#8220;honrado&#8221; t\u00edtulo de maiores terroristas mundiais, os Estados Unidos s\u00e3o tamb\u00e9m os maiores produtores de armas e artefatos de guerra no mundo e, consequentemente, os maiores traficantes de armas tamb\u00e9m (o complexo militar-industrial-acad\u00eamico \u00e9 respons\u00e1vel por empregar cerca de 30% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa nos Estados Unidos).<\/p>\n<p>Outras atividades peculiares dos estadunidenses s\u00e3o os assassinatos de l\u00edderes pol\u00edticos de outros pa\u00edses que se posicionam contr\u00e1rios aos seus interesses como foi o caso, por exemplo, de Patrice \u00c9mery Lumumba (nascido no Congo Belga, 2 de julho de 1925 \u2013 morto em Katanga em17 de janeiro de 1961). Lumumba foi um lider anti-colonial e primeiro-ministro eleito em junho de 1960 na atual Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo depois de ter participado da conquista da independ\u00eancia do Congo Belga em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 B\u00e9lgica.<\/p>\n<p>Passadas apenas dez semanas da sua elei\u00e7\u00e3o, foi deposto juntamente com o seu governo num golpe de estado, aprisionado e assassinado (seu corpo foi esquartejado e dissolvido em \u00e1cido para que n\u00e3o deixasse vest\u00edgios) em janeiro de 1961, em circunst\u00e2ncias que indicaram prov\u00e1vel cumplicidade e apoio dos governos da B\u00e9lgica e dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Num exemplo mais recente, temos o caso da descoberta de um plano para assassinar o presidente da Bol\u00edvia Evo Morales, eleito democraticamente, que seria posto em pr\u00e1tica por grupos para-militares bolivianos, patrocinados material e financeiramente pelos Estados Unidos, para aplicarem um golpe de estado naquele pa\u00eds. Ali\u00e1s, entre as d\u00e9cadas de 1960 e 1970 n\u00e3o houve um \u00fanico golpe de estado na Am\u00e9rica Latina que n\u00e3o tivesse o envolvimento direto ou indireto dos Estados Unidos. Mas como s\u00e3o in\u00fameros os exemplos, vamos citar apenas mais um que, al\u00e9m de atual, \u00e9 extremamente emblem\u00e1tico para o entendimento do pensamento, das a\u00e7\u00f5es e dos interesses imperialistas dos dias de hoje: o caso do Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Para entendermos melhor a quest\u00e3o do Ir\u00e3, devemos come\u00e7ar por saber um pouco da hist\u00f3ria desse pa\u00eds. Somente depois disso conseguiremos entender o quanto de hipocrisia, mentira e cinismo est\u00e1 inexoravelmente ligado \u00e0s cr\u00edticas e \u00e0 campanha que est\u00e1 sendo vinculada contra o povo iraniano, e que acaba por esconder os verdadeiros motivos de tal campanha: o interesse pelo ouro negro (petr\u00f3leo) e a estrat\u00e9gia geopol\u00edtica dos Estados Unidos no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Em 1953, Mohammed Mossadegh, primeiro-ministro do Ir\u00e3, eleito democraticamente em 1951, foi deposto por um golpe de Estado orquestrado e financiado pela CIA (Central de Intelig\u00eancia Americana). Mossadegh gozava de enorme popularidade entre o povo iraniano, pois era considerado um grande nacionalista. Foi durante seu mandato que houve a nacionaliza\u00e7\u00e3o da empresa petrol\u00edfera Anglo-Iranian Oil Company (corpora\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica que explorava a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no pa\u00eds) que, primeiramente, desagradou a Inglaterra e logo em seguida tamb\u00e9m aos Estados Unidos. Mossadegh foi ent\u00e3o afastado do poder, detido e condenado \u00e0 pris\u00e3o por tr\u00eas anos, e ap\u00f3s sua liberta\u00e7\u00e3o passou o resto dos seus dias em pris\u00e3o domiciliar. Em seu lugar, assumiu um ditador e fantoche dos Estados Unidos, Mohammed Reza Pahlavi. ]<\/p>\n<p>O governo do x\u00e1 Reza Pahlavi foi caracterizado por massacres contra os opositores ao regime ditatorial, lan\u00e7ando m\u00e3o de assassinatos em massa e tortura sempre tendo o apoio pol\u00edtico, material e financeiro dos Estados Unidos. Era tamb\u00e9m considerado pela grande maioria do povo iraniano como um traidor das tradi\u00e7\u00f5es iranianas e das Leis isl\u00e2micas. Al\u00e9m disso, a mis\u00e9ria e a desigualdade crescentes entre o povo iraniano durante seu governo fomentou ainda mais a insatisfa\u00e7\u00e3o e a indigna\u00e7\u00e3o contra o regime do x\u00e1, o que ocasionou crescentes movimentos para a sua derrubada do poder, e que culminou naquilo que ficou conhecido como a Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica Iraniana, em 1979. Com a Revolu\u00e7\u00e3o, o x\u00e1 Reza Pahlavi abandona o pa\u00eds e busca asilo nos Estados Unidos que, obviamente, o recebeu de bra\u00e7os abertos.<\/p>\n<p>Entretanto, devido a essa receptividade do governo estadunidense, ocorreu a expuls\u00e3o da sua embaixada do Ir\u00e3 e a deten\u00e7\u00e3o de 53 americanos que passaram \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de ref\u00e9ns para pressionar os Estados Unidos a liberar cerca de 23 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de dinheiro iraniano em contas estadunidenses (a negocia\u00e7\u00e3o durou 444 dias e foi resolvida de forma bastante obscura, pois n\u00e3o se divulgou de que forma foi conseguida a liberta\u00e7\u00e3o dos ref\u00e9ns pelo governo estadunidense, que come\u00e7ou no governo Jimmy Carter e terminou no governo de Ronald Reagan).<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica Iraniana, portanto, que teve como seu l\u00edder de maior express\u00e3o, Ruholla Khomeini (ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o ganhou o estatuto de aiatol\u00e1, que significa perito em religi\u00e3o e direito) foi o acontecimento que deu as caracter\u00edsticas que at\u00e9 hoje regem o regime pol\u00edtico e social do Ir\u00e3 (uma Teocracia fundamentada no Alcor\u00e3o, o livro sagrado da religi\u00e3o isl\u00e2mica).<\/p>\n<p>Outro acontecimento interessante e que retrata bem a \u00e9tica estadunidense ocorreu durante a guerra do Ir\u00e3 contra o Iraque (1980-1988). Nessa \u00e9poca como vimos, o Ir\u00e3 j\u00e1 era considerado um inimigo, o que levou os Estados Unidos a apoiar material e financeiramente o Iraque do ent\u00e3o j\u00e1 ditador, por\u00e9m naquela \u00e9poca aliado, Saddam Hussein.<\/p>\n<p>Entretanto, isso n\u00e3o fez com que os Estados Unidos perdessem uma grande oportunidade de fazer neg\u00f3cios com o pr\u00f3prio Ir\u00e3: o presidente Ronald Reagan simplesmente passou a vender armas tamb\u00e9m para os iranianos (esc\u00e2ndalo que ficou conhecido como Ir\u00e3-Contras).Tendo como pilar de sustenta\u00e7\u00e3o de sua economia o Complexo Militar-industrial-acad\u00eamico, esse tipo de comportamento mercen\u00e1rio acaba por tornar-se rotineiro.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi diferente com os Talib\u00e3s no Afeganist\u00e3o, onde os Estados Unidos tamb\u00e9m financiaram, armaram e treinaram esse grupo de guerrilheiros para que eles derrotassem a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (o que de fato aconteceu). E hoje esses mesmos Talib\u00e3s s\u00e3o considerados, pelos Estados Unidos, como um grupo de terroristas.<\/p>\n<p>Bem, agora os Estados Unidos bradam aos quatro ventos que o Ir\u00e3 \u00e9 a grande amea\u00e7a \u00e0 paz mundial (e fica a pergunta: que paz?!), pois o Ir\u00e3 pretende construir a sua bomba at\u00f4mica (seria essa bomba do mesmo tipo que, segundo o presidente G.W. Bush e sua gangue, disseram que havia no Iraque?).<\/p>\n<p>Devemos lembrar que o Ir\u00e3, ao contr\u00e1rio de Israel, que sequer permite a fiscaliza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica em seu territ\u00f3rio, \u00e9 signat\u00e1rio do acordo internacional de n\u00e3o-prolifera\u00e7\u00e3o de armas nucleares. Mas mesmo assim, \u00e9 o Ir\u00e3 que \u00e9 considerado como uma grande amea\u00e7a, enquanto Israel \u00e9 considerado um aliado na luta pela paz. Historicamente, n\u00e3o \u00e9 Ir\u00e3 que tem o h\u00e1bito de invadir o territ\u00f3rio de outros pa\u00edses, desrespeitar acordos e leis internacionais e, com uma pol\u00edtica tipicamente Nazista, tenta a todo custo exterminar o povo palestino.<\/p>\n<p>Na \u00faltima e mais recente campanha midi\u00e1tica contra o Ir\u00e3, faz-se a acusa\u00e7\u00e3o de que neste pa\u00eds aplicam-se m\u00e9todos b\u00e1rbaros para a aplica\u00e7\u00e3o da pena de morte \u2013 neste caso espec\u00edfico, trata-se de uma mulher que est\u00e1 condenada \u00e0 pena de apedrejamento at\u00e9 a morte por ter tra\u00eddo seu marido e tamb\u00e9m por ter participado de seu assassinato. E a\u00ed vem outra pergunta: existe pena de morte civilizada e humana? Se fosse poss\u00edvel, dever\u00edamos perguntar pra quem j\u00e1 cumpriu esse tipo de condena\u00e7\u00e3o. A pena de morte n\u00e3o \u00e9 por si s\u00f3 uma barb\u00e1rie independentemente do m\u00e9todo que se utilize? A cadeira el\u00e9trica, a inje\u00e7\u00e3o letal (comumente usadas nos Estados Unidos, onde cerca de 70% daqueles que s\u00e3o executados s\u00e3o negros e latinos) podem ser consideradas como justas e civilizadas?<\/p>\n<p>Por que os Estados Unidos n\u00e3o tentam interferir tamb\u00e9m na Ar\u00e1bia Saudita, onde n\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico resqu\u00edcio de democracia e tamb\u00e9m h\u00e1 pena de morte por enforcamento, decapita\u00e7\u00e3o, etc.? Em 2006, na Ar\u00e1bia Saudita, uma mulher foi condenada \u00e0 morte acusada de bruxaria. Sendo que no ano anterior, em 2005, um homem j\u00e1 havia sido condenado e decapitado tamb\u00e9m pela acusa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de bruxaria. Seria porque a Ar\u00e1bia Saudita atende de forma total e subserviente aos interesses estadunidenses? E o que dizer das pris\u00f5es de Guant\u00e1namo em Cuba, de Bagram no Afeganist\u00e3o e de Abu Ghraib no Iraque (todas controladas pelos Estados Unidos), onde est\u00e3o mais do que comprovados os constantes desrespeitos aos direitos humanos, \u00e0s leis internacionais, al\u00e9m das constantes e mais diversas e perversas pr\u00e1ticas de tortura contra os prisioneiros? Malcolm X (1925-1965), um dos maiores defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos, e que morreu assassinado, j\u00e1 sabia qual era a resposta que daria solu\u00e7\u00e3o para o seu pa\u00eds. Dizia ele:<\/p>\n<p><em>&#8221; <\/em><em>Por que o negro precisa de lei para provar que \u00e9 ser humano? O branco n\u00e3o precisa provar que \u00e9 ser humano. Digo isso pelo seguinte: n\u00f3s nunca teremos liberdade real entre brancos e negros nesse pa\u00eds sem destruir esse pa\u00eds, sem destruir o atual sistema pol\u00edtico, sem destruir o atual sistema econ\u00f4mico, sem reescrever a Constitui\u00e7\u00e3o inteira, sem destruir tudo o que os Estados Unidos supostamente defendem.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>E completava: &#8220;<em>Vou me unir com qualquer um, de qualquer cor, desde que eles queiram acabar com a mis\u00e9ria desta Terra<\/em>.&#8221;<\/p>\n<p>Diante de tudo isso, nos resta apenas concluir com uma \u00faltima pergunta: e voc\u00ea, tem medo do Ir\u00e3?<\/p>\n<p>*Renato Prata Biar; Historiador; P\u00f3s-Graduado em filosofia; RJ<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: textolivre\n\n\n\n\n\n\n\n\nRenato Prata Biar*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/799\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[65],"tags":[],"class_list":["post-799","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c78-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-cT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=799"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/799\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}