{"id":820,"date":"2010-09-19T19:31:50","date_gmt":"2010-09-19T22:31:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=820"},"modified":"2017-08-25T00:36:14","modified_gmt":"2017-08-25T03:36:14","slug":"do-movimento-continental-bolivariano-aos-povos-da-venezuela-e-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/820","title":{"rendered":"Do Movimento Continental Bolivariano aos Povos da Venezuela e do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>\u201cQuando a opress\u00e3o n\u00e3o deixa <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>mais alternativa, a guerra de libera\u00e7\u00e3o, <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>constitui o leg\u00edtimo recurso dos povos <\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>para alcan\u00e7ar a liberdade\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>S. Bol\u00edvar. 1812 Cartgena.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Concebemos o direito \u00e0 rebeli\u00e3o dos povos como um direito universal inalien\u00e1vel.<\/p>\n<p>Em determinados momentos ou per\u00edodos hist\u00f3ricos os povos tem, n\u00e3o somente o direito como o dever de levantar-se contra a opress\u00e3o e o terrorismo de Estado, utilizando todas as formas de luta que estejam em seu alcance, incluindo a luta armada. Assim aconteceu em nossa Am\u00e9rica frente a cruel conquista e coloniza\u00e7\u00e3o euorpeia e frente \u00e0s diversas formas de tirania e iniquidades, e assim vem sendo \u2013 e \u00e9 \u2013 ao largo do combate da humanidade por suas liberdades e direitos.<\/p>\n<p>Neste sentido, est\u00e1 clero que as causas que deram origem \u00e0 confronta\u00e7\u00e3o armada na Col\u00f4mbia n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o desapareceram como se aprofundaram e extendido, e que a pobreza, a iniquidade, a fraude eleitoral e a viola\u00e7\u00e3o flagrante dos direitos dos direitos fundamentais do ser humano seguem sendo constantemente agravada que marca a hist\u00f3ria recente deste pa\u00eds irm\u00e3o, impedindo uma sa\u00edda pol\u00b4tica n\u00e3o beligerante.<\/p>\n<p>O governo dirigido por Juan Manuel Santos \u00e9 somente uma nova express\u00e3o destes regimes olig\u00e1rquicos, manejados e dirigidos pelo imp\u00e9rio norte-americano desde o auge do santanderismo.<\/p>\n<p>A chamada \u201cdemocracia colombiana\u201d vem se convertendo numa obscura m\u00e1quina de eleger carrascos, n\u00e3o existindo garantias, nem coni\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para o desenvolvimento de uma alternativa pol\u00edtica eleitoral que mude o destino hist\u00f3rico deste pa\u00eds.<\/p>\n<p>Essa ansiada posibilidade tem sido cerceada em reiteradas ocasi\u00f5es. Basta recordar o assassinato de milhares de liberais desmobilizados em meados do s\u00e9culo XX, o assassinato em plena via p\u00fablica de Jorge Eli\u00e9cer Gait\u00e1n no ano de 1948 e a matan\u00e7a que se seguiu e, mais recentemente (entre 1984 e 1990) o brutal exterm\u00ednio de mais de 5000 candidatos, ativistas e pol\u00edticos desarmados da Uni\u00e3o patri\u00f3tica junto aos assassinatos seletivos dos dirigentes guerrilheiros desmobilizados do M-19.<\/p>\n<p>Entendemos a luta armada dos povos como uma epop\u00e9ia pela liberta\u00e7\u00e3o e isto, em absoluto, pode ser qualificado de terrorismo. Este termo, embalado, manipulado e explorado em maior escala pelos ianques e seus poderosos meios de desinforma\u00e7\u00e3o depois dos sucessos do 11 de setembro, vem sendo usado junto \u00e0s m\u00faltiplas artimanhas e mentiras como recurso para estigmatizar, desprestigiar e isolar os grupos insurgentes, procurando bloquear a solidariedade internacional em seu favor e criminalizar toda a tentativa de exerc\u00ea-la.<\/p>\n<p>Com esse mesmo prop\u00f3sito e igual sentido de adultera\u00e7\u00e3o da verdade e dos fatos, se insiste em vincular as guerrilhas colombianas com o narcotr\u00e1fico, utilizando nessa dire\u00e7\u00e3o o enorme poder comunicacional transnacional dos EUA e seus aliados para semear a falsa ideia de umas guerrilhas, que desviando-se de suas origens, se transformam em um cartel da droga.<\/p>\n<p>Os v\u00ednculos com a narco-corrup\u00e7\u00e3o, sem d\u00favida, apontam em dire\u00e7\u00e3o inversa, implicando profunda e inequivocadamente as altas esferas do governo, Estado e elites empresariais colombianas encabe\u00e7adas nos \u00faltimos anos pelo narco-paramilitar Uribe V\u00e9lez, pelo pr\u00f3prio Juan Manuel Santos e pelo inescrupuloso setor olig\u00e1rquico que representa. Aqui \u00e9 v\u00e1lido afirmar que o ladr\u00e3o e o assassino julgam por sua condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Podemos entender que existem raz\u00f5es do Estado que gravitam neste momentos para a retomada das rela\u00e7\u00f5es entre Venezuela e Col\u00f4mbia, por\u00e9m os povos, o povo bolivariano, mariateguista, artiguista, sanmartiniano, rodriguista, sandinista, zapatista, camanhista, alfarista, tupacamarista, guevarista\u2026 &#8211; e muito especialmente os revolucion\u00e1rios de todas as tenden\u00eancias e formas de combate &#8211; devem entender, a partir da profundidade do internacionalismo e o latino-americanismo, que a solidariedade n\u00e3o admite sil\u00eancios c\u00f4modos nem omiss\u00f5es convenientes.<\/p>\n<p>A luta de um povo por sua liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 parte de nossa pr\u00f3pria luta para nos livrarmos das cadeias. Embebidos do esp\u00edrito bolivariano, assumimos a luta antiimperialista como luta continental contra o imp\u00e9rio opressor, sempre respeitando a independ\u00eancia, as identidades, as circunst\u00e2ncias pol\u00edticas e formas de a\u00e7\u00e3o de cada povo e cada setor. Negar tal independ\u00eancia implica adotar a faculdade de perceber e analisar a realidade diferenciada com lentes distantes, que s\u00f3 procuram ver po que favorece interesses ego\u00edstas ou manobras circusntanciais, deslegitimando a voz de seus atores reais e desconhecendo o direito e as justas causas e raz\u00f5es. Quem pode afirmar que uma guerrilha pode existir sem apoio popular e sem raz\u00f5es hist\u00f3ricas inelud\u00edveis por mais de 50 anos?<\/p>\n<p>A guerra, sem d\u00favida, n\u00e3o pode seguir sendo o \u00fanico tr\u00e1gico destino de nosso irm\u00e3o povo colombiano, nem a rendi\u00e7\u00e3o de suas her\u00f3icas for\u00e7as insurgentes a sa\u00edda equ\u00e2nime que dar\u00e1 t\u00e9rmino a mais de cinco d\u00e9cadas de sangue e morte. Isso seria aceitar que a injusta ordem imposta \u00e0 ponta de fuzis e terror pelas oligarquias e o imperialismo \u00e9 o \u00fanico poss\u00edvel, aceitar o jugo e dar gra\u00e7as por ter vivido sem alcan\u00e7ar um acordo nacional que supere as causas do conflito e leve a Col\u00f4mbia \u00e0 uma paz com justi\u00e7a social, s\u00f3lida e duradoura.<\/p>\n<p>Quem est\u00e1 fechamdo as portas ao di\u00e1logo que possibilitaria um acordo n\u00e3o \u00e9 a insurg\u00eancia armada. N\u00e3o \u00e9 casual que Santos, a poucos dias de selar o acordo com o presidente Ch\u00e1vez, mostrou sua verdadeira face, assinalando que n\u00e3o vai aceitar nenhum interlocutor nacional ou internacional que busque um processo de di\u00e1logo para a paz na Col\u00f4mbia, negando-se a nomear um Comissionado de Paz e chamando o ex\u00e9rcito regular a fortalecer a ofensiva militar contra o povo em resist\u00eancia, coroando-se como o \u201csanto patrono\u201d da Col\u00f4mbia santanderista.<\/p>\n<p>Frente ao conflito colombiano, somo solid\u00e1rios com os mais de sete mil presos pol\u00edticos e prisioneiros de guerra, com os mais de quatro milh\u00f5es de expulsos de suas terras, com os familiares dos milhares de desaparecidos, com os perseguidos pol\u00edticos e refugiados colombianos espalhados por todo o mundo, em especial com os que se encontram na Venezuela e no Equador, com o movimento estudantil colombiano em p\u00e9 de luta, com os dirigentes sindicais que dia a dia arriscam suas vidas para defender seus direitos, com o movimento ind\u00edgena, com o povo consciente, pobre e perseguido da Col\u00f4mbia que resiste nas montanhas, campos e cidades nas fileiras das FARC-EP e na ELN na Col\u00f4mbia insurgente de Bol\u00edvar.<\/p>\n<p>Somos partid\u00e1rios pelo reconhecimento dessas for\u00e7as como FOR\u00c7AS BELIGERANTES, defensoras de uma proposta de paz com dignidade, portadoras de uma alternativa democr\u00e1tica destinada a contribuir junto a outros setores a criar uma nova Col\u00f4mbia livre de bases militares norte-americanas, do terrorismo de Estado, de para-militarsmo genocida e de conflitos armados. Uma Col\u00f4mbia em paz, autodeterminada e a caminho do reinado do desenvolvimento integral, inclusivo e de justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Acreditamos ser um dever das esquerdas e das for\u00e7as democr\u00e1ticas e progressistas de nossa Am\u00e9rica e do mundo, estando ou n\u00e3o exercendo fun\u00e7\u00f5es de governo, reconhecer o valor dessas for\u00e7as alternativas (insurgentes ou n\u00e3o, armadas ou civis), apoi\u00e1-las em seu rol beligerante, isolar o regime narco-para-terrorista da Col\u00f4mbia, exigir o desmantelamento das bases militares norte-americanas, bloquear seus prop\u00f3sitos agressivos contra a Venezuela e regi\u00e3o, e rumara \u00e0 sa\u00edda pol\u00edtica democr\u00e1tica do conflito armado.<\/p>\n<p>\u00c9 a hora das defini\u00e7\u00f5es, de atuar em consequ\u00eancia e com coer\u00eancia. A espada da batalha de Bol\u00edvar em nossas m\u00e3os n\u00e3o \u00e9 um s\u00edmbolo, \u00e9 esp\u00edrito de luta que percorre nossa America.<\/p>\n<p>PELA P\u00c1TRIA GRANDE EO SOCIALISMO:<\/p>\n<p>VIVA A COL\u00d4MBIA INSURGENTE DE BOLIVAR!<\/p>\n<p>Movimento Continental Bolivariano, 21 de Agosto de 2010.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Maria Fernanda M. Scelza<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: MCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nMCB\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/820\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-de","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/820\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}