{"id":8214,"date":"2015-05-10T02:06:29","date_gmt":"2015-05-10T05:06:29","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8214"},"modified":"2015-05-21T20:19:12","modified_gmt":"2015-05-21T23:19:12","slug":"advertencia-de-generais-da-antiga-rda-republica-democratica-alema-as-guerras-recentes-dos-euaotan-nao-provocaram-males-suficientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8214","title":{"rendered":"Advert\u00eancia de generais da antiga RDA (Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Alem\u00e3): \u201cAs guerras recentes dos EUA\/OTAN n\u00e3o provocaram males suficientes?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/alemanha\/imagens\/stop_nato.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Como militares que tiveram posi\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis nas for\u00e7as armadas da RDA,<!--more--> dirigimo-nos \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica alem\u00e3 com grande apreens\u00e3o quanto \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da paz e a sobreviv\u00eancia da civiliza\u00e7\u00e3o na Europa.<\/p>\n<p>Nos anos da guerra-fria, nos quais vivemos longos per\u00edodos de confronta\u00e7\u00e3o militariza\u00e7\u00e3o \u00e0 beira de conflito aberto, utilizamos nossa per\u00edcia militar para a manuten\u00e7\u00e3o da paz e a prote\u00e7\u00e3o da nossa Rep\u00fablica Democr\u00e1tica Alem\u00e3 socialista. O Ex\u00e9rcito Nacional Popular n\u00e3o esteve envolvido num \u00fanico dia em conflito armado e, nos eventos de 1989-90, desempenhou um papel importante procurando n\u00e3o chegar ao uso de armas. A paz sempre foi a regra de conduta n\u00famero um do nosso comportamento. E isto porque nos opomos com firmeza \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do fator militar como instrumento de pol\u00edtica. A experi\u00eancia torna claro que as quest\u00f5es candentes do nosso tempo n\u00e3o s\u00e3o resolvidas por meios militares.<\/p>\n<p>\u00c9 importante recordar que o Ex\u00e9rcito Sovi\u00e9tico suportou a carga principal da demoli\u00e7\u00e3o do fascismo na Segunda Guerra Mundial. Nada menos que 27 milh\u00f5es de cidad\u00e3os sovi\u00e9ticos deram as suas vidas para esta vit\u00f3ria hist\u00f3rica. N\u00f3s lhes devemos, e aos aliados, nossa gratid\u00e3o neste 70\u00ba anivers\u00e1rio da liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Notamos agora que a guerra se tornou outra vez companhia constante da esp\u00e9cie humana. A nova ordem mundial dirigida pelos EUA e seus aliados nos \u00faltimos tempos levou a guerras na Iugosl\u00e1via, Afeganist\u00e3o, Iraque, I\u00eamen e Sud\u00e3o, na L\u00edbia e na Som\u00e1lia. Cerca de dois milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o v\u00edtimas destas guerras e milh\u00f5es tornaram-se refugiados.<\/p>\n<p>Agora os ventos da guerra atingiram a Europa. \u00c9 simples ver que a estrat\u00e9gia dos EUA \u00e9 eliminar a R\u00fassia como competidora e enfraquecer a UE. Nos \u00faltimos anos a OTAN tem rastejado cada vez mais perto das fronteiras da R\u00fassia. Com a tentativa de colocar a Ucr\u00e2nia dentro da OTAN, o cordon sanitaire seria fechado desde os Estados b\u00e1lticos at\u00e9 o Mar Negro, a fim de isolar a R\u00fassia do resto da Europa. De acordo com o planejamento americano, qualquer alian\u00e7a alem\u00e3-russa seria dif\u00edcil ou imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>A fim de influenciar o p\u00fablico nesta dire\u00e7\u00e3o, uma campanha midi\u00e1tica sem precedentes est\u00e1 em plena atividade, onde os pol\u00edticos incorrig\u00edveis e os jornalistas corruptos est\u00e3o a rufar os tambores da guerra. A Rep\u00fablica Federal Alem\u00e3, nesta atmosfera aquecida, devia estar a desempenhar um papel para o avan\u00e7o da paz. A posi\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica da Alemanha e sua experi\u00eancia hist\u00f3rica e os interesses objetivos do seu povo pedem isto, exatamente ao contr\u00e1rio dos apelos do presidente federal por maior responsabilidade militar e da histeria de guerra e russofobia instigada pela m\u00eddia.<\/p>\n<p>Encorajar a militariza\u00e7\u00e3o da Europa Orienta n\u00e3o \u00e9 brincar com o fogo, \u00e9 brincar com a guerra!<\/p>\n<p>Tendo consci\u00eancia da natureza destrutiva da guerra moderna e em cumprimento das nossas responsabilidades como cidad\u00e3os, dizemos com plena clareza: aqui, neste momento, come\u00e7a um crime contra a humanidade.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que os muitos mortos da Segunda Guerra Mundial, a enorme destrui\u00e7\u00e3o por toda a Europa, os fluxos de refugiados e os infind\u00e1veis sofrimentos da humanidade j\u00e1 foram esquecidos? Ser\u00e1 que as guerras mais recentes dos EUA e da OTAN n\u00e3o trouxeram bastante dor? Ser\u00e1 que j\u00e1 n\u00e3o ceifaram bastantes vidas humanas?<\/p>\n<p>N\u00e3o entendem o que significaria um conflito militar no continente europeu densamente povoado? Aqui viriam avi\u00f5es de guerra \u00e0s centenas, drones armados carregados com bombas e m\u00edsseis, milhares de tanques e ve\u00edculos blindados, sistemas de artilharia. No Mar do Norte, no Mar B\u00e1ltico e no Mar Negro os mais modernos navios de guerra combateriam e, \u00e0 espera nas asas, bombas at\u00f4micas.<\/p>\n<p>N\u00e3o haveria distin\u00e7\u00e3o entre frente (militar) e n\u00e3o frente. M\u00e3es, aos milh\u00f5es, chorariam seus filhos, maridos, pais e irm\u00e3os. A paisagem da Europa seria a de uma terra devastada.<\/p>\n<p>Dever\u00edamos chegar a isto? N\u00e3o, mil vezes, N\u00c3O!<\/p>\n<p>Portanto voltamo-nos para o p\u00fablico alem\u00e3o:<\/p>\n<p>Um tal cen\u00e1rio deve ser travado.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisamos de qualquer ret\u00f3rica de guerra; precisamos, ao inv\u00e9s, de polemistas da paz.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisamos de quaisquer miss\u00f5es no exterior da Bundeswehr e n\u00e3o precisamos de qualquer Ex\u00e9rcito da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisamos de mais financiamentos para objetivos militares; precisamos de financiamentos para necessidades sociais e humanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisamos de qualquer guerra febril contra a R\u00fassia; precisamos de mais entendimento m\u00fatuo, coexist\u00eancia e boa vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisamos de qualquer depend\u00eancia militar dos EUA; precisamos da nossa pr\u00f3pria responsabilidade pela paz.<br \/>\nAo inv\u00e9s de uma &#8220;For\u00e7a de Rea\u00e7\u00e3o R\u00e1pida da OTAN&#8221; nas fronteiras a Leste, precisamos de mais turismo, interc\u00e2mbios de juventude e passos rumo \u00e0 paz com os nossos vizinhos do Leste.<\/p>\n<p>Precisamos de uma Alemanha pac\u00edfica e uma Europa pac\u00edfica.<\/p>\n<p>Possam nossos filhos, nossos netos, nossos bisnetos, recordar-nos este caminho.<\/p>\n<p>Porque conhecemos demasiado bem o que significa a guerra, elevamos nossas vozes contra ela; elevamos nossas vozes pela paz.<\/p>\n<p>Assinaturas<\/p>\n<p>O General de Ex\u00e9rcito na reforma, Heinz Ke\u00dfler<\/p>\n<p>O Almirante na reforma Theodor Hoffmann<\/p>\n<p>Os Generais-coroneis (Generaloberste) na reforma Horst Stechbarth; Fritz Streletz; Fritz Peter<\/p>\n<p>Os Generais-tenentes (Generalleutnante) na reforma Klaus Baar\u00df; Ulrich Bethmann; Max Butzlaff; Manfred Gehmert; Manfred Gr\u00e4tz; Wolfgang Kaiser; Gerhard Kunze; Gerhard Link; Wolfgang Neidhardt; Walter Paduch; Werner Rothe; Artur Seefeldt; Horst Skerra; Wolfgang Steger; Horst Sylla; Ehrenfried Ullmann; Alfred Vogel; Manfred Volland; Horst Zander<\/p>\n<p>O Vice-Almirante na reforma Hans Hofmann<\/p>\n<p>Os Generais-Majores (Generalmajore) na reforma Olivier Anders; Heinz Bilan; Bernhard Beyer; G\u00fcnter Brodowsky; Kurt Brunner; Heinz Calvelage; Sebald Daum; Willi D\u00f6rnbrack; Alfred Dziewulski; Johannes Fritzsche; Egon Gleau; Otto Gereit; Roland Gro\u00dfer; Peter Herrich; Karl-Heinz Hess; G\u00fcnter Hiemann; Lothar H\u00fcbner; Siegmund J\u00e4hn; G\u00fcnter Jahr; Manfred Jonischkies; G\u00fcnter Kaekow; Johannes Kaden; Helmut Klabunde; Klaus Klenner; Raimund Kokott; Kurt Kronig; Manfred Lange; Bernd Leistner; Hans Leopold; Klaus Listemann; Heinz Lipski; Hans Georg L\u00f6ffler; Rudi M\u00e4dler; Manfred Merkel; G\u00fcnter M\u00f6ckel; Dieter Nagler; Johannes Oreschko; Rolf Pitschel; Hans Christian Reiche; Fritz Rothe; G\u00fcnter Sarge; Dieter Schmidt; Horst Schmieder; Gerhard Sch\u00f6nherr; Gerhard Seifert; Kurt Sommer; Erich Stach; Manfred Thieme; Wolfgang Thonke; Henry Thunemann; Walter Tzschoppe; G\u00fcnter Voigt; Gerd Weber; Dieter Wendt; Klaus Wiegand; Heinrich Winkler; Heinz-G\u00fcnther Wittek; Erich W\u00f6llner; Werner Zaroba; Manfred Zeh; Alois Zieris<\/p>\n<p>Os Contra-Almirantes na reforma Herbert Bernig; Eberhard Grie\u00dfbach; Hans He\u00df; Werner Henniger; Klaus Kahnt; Werner Kotte; Helmut Milzow; Gerhard M\u00fcller; Joachim M\u00fcnch<\/p>\n<p>Grande n\u00famero de Coron\u00e9is e Capit\u00e3es na reforma: Volker Bednara; Frithjof Banisch; Bernd Biedermann; Karl Dlugosch; Thomas F\u00f6rster; G\u00fcnter Gnauck; G\u00fcnter Leo; Friedemann Munkelt; Werner Murzynowski; Gerhard Matthes; Lothar Matth\u00e4us; Friedrich Peters; Helmut Schmidt; Fritz Schneider; Heinz Schubert; Helmar Tietze; Wilfried Wernecke; Rolf Zander; Oberstleutnant a.D. G\u00fcnter Gan\u00dfauge<\/p>\n<p>Grande n\u00famero de oficiais, candidatos a oficiais, sub-oficiais e soldados do Ex\u00e9rcito Nacional do Povo manifestou o seu apoio.<\/p>\n<p>07\/Maio\/2015<\/p>\n<p><b>O original encontra-se em<\/b><b> <\/b><a href=\"https:\/\/www.jungewelt.de\/2015\/05-06\/023.php\" target=\"_new\"><i><u><b>Junge Welt<\/b><\/u><\/i><\/a><b> <\/b><b>e a vers\u00e3o em ingl\u00eas em<\/b><b> <\/b><a href=\"http:\/\/fortruss.blogspot.pt\/2015\/05\/a-warning-from-generals-of-former-gdr.html\" target=\"_new\"><u><b>fortruss.blogspot.pt\/2015\/05\/a-warning-from-generals-of-former-gdr.html<\/b><\/u><\/a><\/p>\n<p><b>Este manifesto encontra-se em<\/b><b> <\/b><a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_new\"><u><b>http:\/\/resistir.info\/<\/b><\/u><\/a><b> <\/b><b>.<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como militares que tiveram posi\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis nas for\u00e7as armadas da RDA,\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8214\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-8214","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-28u","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8214"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8214\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}