{"id":8384,"date":"2015-05-22T20:40:16","date_gmt":"2015-05-22T23:40:16","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8384"},"modified":"2015-06-07T00:36:45","modified_gmt":"2015-06-07T03:36:45","slug":"a-expansao-capitalista-no-submedio-do-vale-do-sao-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8384","title":{"rendered":"A Expans\u00e3o Capitalista no Subm\u00e9dio do Vale do S\u00e3o Francisco"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/CLEt8iOGyXCuXX7zdpHvpJYiXPhhMgl9zmz7UohBmO0=w878-h583\" alt=\"imagem\" \/><b>Ronilson Barboza de Sousa \u2013 Militante do PCB<\/b><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, o Estado atuou fortemente na regi\u00e3o do Subm\u00e9dio do Vale do S\u00e3o Francisco, procurando desenvolver a produ\u00e7\u00e3o de energia, a agricultura irrigada e a industrializa\u00e7\u00e3o. A expans\u00e3o do <!--more-->capital a partir desse per\u00edodo contribuiu, significativamente, para a configura\u00e7\u00e3o da realidade atual do campo na regi\u00e3o e, especificamente no Munic\u00edpio de Petrolina-PE.<\/p>\n<p>Diferente do Munic\u00edpio de Juazeiro-BA, em que algumas fam\u00edlias disputavam a dire\u00e7\u00e3o do poder local, e essa competi\u00e7\u00e3o tornou-o dependente do capital exterior, com dificuldades e recursos limitados, no Munic\u00edpio de Petrolina-PE, a concentra\u00e7\u00e3o de poder, econ\u00f4mico e pol\u00edtico, numa fam\u00edlia, a fam\u00edlia Coelho, permitiu-lhe uma acumula\u00e7\u00e3o de capital diferenciada, com uma maior articula\u00e7\u00e3o nacional e internacional, viabilizando a expans\u00e3o do capital.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia Coelho, principal fam\u00edlia da classe dominante em Petrolina, consolidou seu dom\u00ednio no Munic\u00edpio, principalmente durante a ditadura empresarial-militar, quando o General Humberto de Alencar Castelo Branco indicou Nilo de Sousa Coelho para governador do estado de Pernambuco para o quatri\u00eanio 1967-1971, de modo que os membros dessa fam\u00edlia t\u00eam se revezado em diferentes esferas do poder do Estado durante muitos anos, passando a dominar o com\u00e9rcio local em v\u00e1rios setores: agroneg\u00f3cio, comunica\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o do capital no Munic\u00edpio de Petrolina-PE aconteceu mediante alian\u00e7a pactuada entre a fam\u00edlia Coelho e o capital nacional e internacional. De modo que combinou-se com a perman\u00eancia de estruturas agr\u00e1rias tradicionais e a sobreviv\u00eancia de l\u00f3gicas patrimonialistas e fisiol\u00f3gicas da classe dominante.<\/p>\n<p>O caminho escolhido pela classe dominante para promover o avan\u00e7o do capital foi o de utilizar, prioritariamente, a for\u00e7a de trabalho assalariada, mediante o controle das terras e das \u00e1guas do rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do Estado foi e continua sendo fundamental para desencadear uma s\u00e9rie de pol\u00edticas e promover as condi\u00e7\u00f5es para viabilizar a explora\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o do capital. Institui\u00e7\u00f5es foram criadas, como a Chesf (Companhia Hidrel\u00e9trica do S\u00e3o Francisco), em 1945, a atual CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do S\u00e3o Francisco), que atua desde 1948, a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria), em 1973), etc. Obras foram constru\u00eddas como a ponte Presidente Dutra (para viabilizar o escoamento da produ\u00e7\u00e3o), a barragem de Sobradinho\/BA (para gerar energia e controlar o fluxo de \u00e1gua para a barragem de Paulo Afonso e para a irriga\u00e7\u00e3o), em 1974, e os Per\u00edmetros Irrigados (atraindo e incentivando grandes empresas a se apropriarem das terras e das \u00e1guas do rio S\u00e3o Francisco).<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o da barragem de Sobradinho, que foi importante para a cria\u00e7\u00e3o dos per\u00edmetros irrigados, expropriou uma popula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 12.000 fam\u00edlias ou 72.000 pessoas na regi\u00e3o, inundando quatro cidades (Casa Nova, Remanso, Santo S\u00e9 e Pil\u00e3o Arcado), que foram relocadas. At\u00e9 o momento muitas dessas fam\u00edlias n\u00e3o foram indenizadas.<\/p>\n<p>Em Petrolina-PE, foram criados quatro projetos de irriga\u00e7\u00e3o: Projeto Pontal Sobradinho, Projeto Pontal (incluindo a parte Norte em fase inicial e a parte Sul, que se encontra conclu\u00edda), Bebedouro e Senador Nilo Coelho (incluindo sua extens\u00e3o, mais conhecido como projeto Maria Tereza). Os dois \u00faltimos em pleno funcionamento tornaram-se per\u00edmetros. Os per\u00edmetros irrigados expropriaram por meio de exig\u00eancia do t\u00edtulo da propriedade ou escrituras das terras, que muitos n\u00e3o possu\u00edam; e pelos crit\u00e9rios estabelecidos pela CODEVASF, certifica\u00e7\u00f5es caras, altas cobran\u00e7as pelo uso da \u00e1gua, etc.<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica da agricultura irrigada, mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de discursos ideol\u00f3gicos de \u201cdesenvolvimento\u201d, \u201cCalif\u00f3rnia brasileira\u201d, \u201csert\u00e3o que virou pomar\u201d &#8211; cuja principal express\u00e3o \u00e9 a atividade da fruticultura irrigada -, deu ao Subm\u00e9dio S\u00e3o Francisco, e principalmente ao Munic\u00edpio de Petrolina, status de um dos mais importantes polos do agroneg\u00f3cio, evidenciado, principalmente, na m\u00e9dia de 90% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de manga e uva, no crescimento econ\u00f4mico anual de 4,5% e no produto interno bruto de 2.178,549 mil de reais.<\/p>\n<p>Todo o processo de reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva, com a expans\u00e3o do capital no Munic\u00edpio, promoveu a expropria\u00e7\u00e3o camponesa da terra, impulsionou a mobilidade do trabalho e atraiu trabalhadores de outros lugares, formando uma superpopula\u00e7\u00e3o relativa na cidade, quase que quadruplicando o n\u00famero de habitantes &#8211; que era de 74.671 em 1980 e passou a ser de 293.962 &#8211; em tr\u00eas d\u00e9cadas. Destes, 219.215 habitantes residem na cidade.<\/p>\n<p>Atualmente, as empresas do agroneg\u00f3cio, no ramo da fruticultura irrigada, empregam muitos trabalhadores anualmente e possuem grandes oportunidades no mercado internacional. Nesse contexto, a agricultura irrigada, pela \u00f3ptica do agroneg\u00f3cio, com a prioridade de produzir para exportar, \u00e9 um empreendimento bem sucedido. Isso pode ser constatado de acordo com os dados obtidos por meio da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Exportadores de Hortifrutigranjeiros e Derivados do Vale do S\u00e3o Francisco \u2013 VALEXPORT (criada em 1988), que j\u00e1 em 2010 divulgava que o Subm\u00e9dio S\u00e3o Francisco contava com: 120 mil hectares irrigados, 25.630 hectares plantados de manga, produzindo cerca de 508.200 toneladas por ano e comercializando no mercado externo em torno de 92.628 toneladas, o equivalente a 84% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras da fruta. J\u00e1 os parreirais de uva cobrem 13.310 hectares, produzindo cerca de 265.430 toneladas por ano, das quais 54.476 toneladas v\u00e3o para o exterior e respondem por 99% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de uvas.<\/p>\n<p>De acordo com os dados do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), sobre a flutua\u00e7\u00e3o do emprego formal, em Petrolina, entre janeiro e dezembro de 2013, foram admitidos, na agropecu\u00e1ria, cerca de 18.662 trabalhadores. E foram demitidos 18.495 trabalhadores. Nos dados da VALEXPORT, a atividade da fruticultura irrigada no subm\u00e9dio S\u00e3o Francisco gera em m\u00e9dia 2,0 empregos por hectare irrigado, sendo um total de 240.000 empregos diretos. Contudo, esses dados mostram a alta rotatividade e a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho no Munic\u00edpio, com a maior parte dos empregos sendo tempor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Apenas para exemplificar, uma das empresas, que atua na regi\u00e3o, especificamente em Petrolina, \u00e9 a do Grupo Queiroz Galv\u00e3o<sup>1<\/sup>, mais conhecida como fazenda Timba\u00faba Agr\u00edcola. A mesma, instalou-se no ano de 1989, nas proximidades do per\u00edmetro Nilo Coelho. J\u00e1 em 2011 possu\u00eda 2000ha e \u00e9 considerada uma das mais bem sucedidas empresas do agroneg\u00f3cio. Emprega muitos trabalhadores anualmente e tem uma grande participa\u00e7\u00e3o no mercado internacional. A empresa comercializa basicamente manga e uva, exporta em torno de 85% a 90% da produ\u00e7\u00e3o, o equivalente a aproximadamente 15milh\u00f5es de kg de uva e 8milh\u00f5es de kg de manga, principalmente, para os Estados Unidos e pa\u00edses da Europa, onde se encontra suas empresas: na Filad\u00e9lfia (EUA) e em Rotterdam (Pa\u00edses Baixos &#8211; Europa). O que fica para o mercado interno \u00e9 apenas refugo. S\u00e3o utilizados apenas 820ha, sendo 360ha de manga e 460ha de uva, com produtividade de aproximadamente 25 e 30 toneladas por hectare, respectivamente. Embora a empresa tenha adotado a pol\u00edtica de colher apenas uma safra anual (normalmente, as empresas colhem duas safras por ano), o clima semi\u00e1rido juntamente com a irriga\u00e7\u00e3o (al\u00e9m de fertilizantes) aumenta a produ\u00e7\u00e3o e a alta produtividade. A empresa possu\u00eda cerca de 1.200 trabalhadores fixos e, aproximadamente, 5.000 trabalhadores no per\u00edodo de safra. A maior parte dos empregos gerados pelo agroneg\u00f3cio s\u00e3o tempor\u00e1rios, de diarista ou de safrista, como na Queiroz Galv\u00e3o.<\/p>\n<p>O modelo de desenvolvimento evidencia sua face contradit\u00f3ria, por meio de uma s\u00e9rie de processos de expropria\u00e7\u00f5es, forma\u00e7\u00e3o de bairros muito pobres, precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o, aumento do desemprego, da viol\u00eancia, da prostitui\u00e7\u00e3o e da degrada\u00e7\u00e3o ambiental. O processo de expans\u00e3o do capital tamb\u00e9m tem promovido v\u00e1rios conflitos e propiciou o surgimento de organiza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora, a exemplo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).<\/p>\n<p>Em Petrolina, o Movimento conta com 721 fam\u00edlias, 421 assentadas e 300 acampadas. S\u00e3o 5 assentamentos: <i>Santa Maria <\/i>(mais conhecido pelo MST como <i>Maria Gorete<\/i>), com 35 fam\u00edlias; <i>S\u00e3o Francisco<\/i>, com 60 fam\u00edlias; <i>\u00c1gua Viva<\/i>, com 190 fam\u00edlias; organizado em duas vilas, \u00c1gua Viva I, com 97 fam\u00edlias, e \u00c1gua Viva II, com 93 fam\u00edlias; <i>Jos\u00e9 Almeida<\/i>, com 100 fam\u00edlias; <i>S\u00e3o Jos\u00e9 do Vale<\/i>, com 36 fam\u00edlias. E s\u00e3o 7 acampamentos: <i>Lagoa da Pedra<\/i>, com 35 fam\u00edlias; <i>Velho Chico<\/i>, com 20 fam\u00edlias; <i>Oziel Alves<\/i>, com 70 fam\u00edlias; B<i>uti\u00e1<\/i>, com 30 fam\u00edlias; <i>Jos\u00e9 Arnaldo<\/i>, com 75 fam\u00edlias; <i>15 de Abril<\/i>, com 45 fam\u00edlias;<i> Josi Samuel<\/i>, com 25 fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Em Petrolina, a luta pela terra choca-se com empres\u00e1rios da classe dominante local, empresas do agroneg\u00f3cio como a Sanrisil, Desenvolvimento Agr\u00edcola do Nordeste (DAN), Frutivita, Fruit Fort, Tamba\u00fa, Especial Fruit, Buti\u00e1, Cachoeirinha, e com institui\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio Estado, por meio, principalmente da CODEVASF e da EMBRAPA. As terras foram ocupadas pelo MST por serem consideradas improdutivas (que n\u00e3o est\u00e1 produzindo ou que est\u00e1 produzindo apenas em uma pequena parte da \u00e1rea) e, em alguns casos, por ainda possu\u00edrem d\u00edvidas com o governo.<\/p>\n<p>Enquanto as empresas do agroneg\u00f3cio produzem monocultura para exporta\u00e7\u00e3o, destinando, para o mercado interno, apenas o refugo, o que est\u00e1 fora dos padr\u00f5es comercializ\u00e1veis no mercado internacional; parte dos assentamentos e acampamentos do MST (S\u00e3o Jos\u00e9 do Vale, Maria Gorete, S\u00e3o Francisco, Josi Samuel, Oziel Alves, Buti\u00e1, Velho Chico) produzem alimentos para a popula\u00e7\u00e3o: feij\u00e3o, milho, mandioca, cebola, maracuj\u00e1, goiaba, mel\u00e3o, banana, melancia, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de bovino, caprino, ovino. Todavia, os militantes demonstram insatisfa\u00e7\u00e3o, seja nos acampamentos ou nos assentamentos, sem investimentos, sem condi\u00e7\u00f5es de produzir \u2013 como acontece nos assentamentos \u00c1gua Viva e Jos\u00e9 Almeida e nos acampamentos Lagoa da Pedra, Jos\u00e9 Arnaldo, 15 de Abril -, em meio \u00e0 mis\u00e9ria, a falta de assist\u00eancia, de \u00e1gua, a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas por parte dos empres\u00e1rios e as ordens de despejos contra o Movimento, a demora e a burocratiza\u00e7\u00e3o no processo de legaliza\u00e7\u00e3o das terras. Na maioria dos acampamentos e assentamentos (mesmo entre os que produzem), muitas fam\u00edlias (n\u00e3o vivem apenas com o que produzem no acampamento ou no assentamento) s\u00e3o obrigadas a trabalhar fora, principalmente nas empresas do agroneg\u00f3cio, apesar de receberem cesta b\u00e1sica e Bolsa Fam\u00edlia. Algumas fam\u00edlias acabam se endividando para conseguir manter as despesas m\u00ednimas em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, nas empresas do agroneg\u00f3cio, envolve: <i><b>a)<\/b><\/i> os que possuem terra, mas que, pela dificuldade de produzir e viver na terra, imposta pelo capital, praticam o assalariamento; <i><b>b)<\/b><\/i> os que foram expropriados dos meios sociais de sua reprodu\u00e7\u00e3o e, para sobreviverem, vendem a for\u00e7a de trabalho; <i><b>c)<\/b><\/i> os que n\u00e3o t\u00eam e n\u00e3o tiveram v\u00ednculo com a terra e sem condi\u00e7\u00f5es de vida na cidade, recorrem ao emprego precarizado no campo. Muitos desses trabalhadores s\u00e3o migrantes, vindos de estados vizinhos, como a Bahia, Para\u00edba, Cear\u00e1, entre outros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das empresas do agroneg\u00f3cio, m\u00e9dios e pequenos produtores, o proletariado rural, \u00e9 preciso ressaltar que o agricultor campon\u00eas persiste, inclusive no Per\u00edmetro Nilo Coelho. Est\u00e1 presente nas rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o capitalistas, como: rendeiro, posseiro, parceiro, ou praticam o assalariamento como um trabalho acess\u00f3rio. Nesse sentido, a realidade dos camponeses envolve: <b>a)<\/b> aqueles que mant\u00e9m a terra (geralmente herdada); <b>b)<\/b> os que tinham a terra, mas foram expropriados e retornaram como parceiros, meeiros, rendeiros; <b>c)<\/b> aqueles que perderam a terra e v\u00eaem na luta a possibilidade de reconquistar tudo. Ou seja, os trabalhadores criam alternativas, para voltarem ou permanecerem na terra, por meio dos processos de resist\u00eancia e luta pela terra, por meio da combina\u00e7\u00e3o de mobilidade e perman\u00eancia e, por meio da combina\u00e7\u00e3o de diferentes rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>O Estado continua viabilizando o avan\u00e7o do capital, por meio de uma s\u00e9rie de pol\u00edticas (tais como a transposi\u00e7\u00e3o do rio S\u00e3o Francisco, a cria\u00e7\u00e3o de mais projetos de irriga\u00e7\u00e3o: projeto canal do sert\u00e3o, projeto pontal Sobradinho, pontal &#8211; norte e sul); mediante promessas de melhoria da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o a partir da \u201cgera\u00e7\u00e3o de emprego\u201d; sustentadas na ideia de \u201cprogresso\u201d, de \u201cdesenvolvimento\u201d, que foi e \u00e9 amplamente difundida, sobremodo, pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>1. Um conglomerado, que atua em v\u00e1rios pa\u00edses e em diferentes setores como a constru\u00e7\u00e3o civil, naval, mercado imobili\u00e1rio, siderurgia, extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, fornecimento de energia el\u00e9trica, engenharia ambiental, etc.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ronilson Barboza de Sousa \u2013 Militante do PCB Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, o Estado atuou fortemente na regi\u00e3o do Subm\u00e9dio do Vale \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8384\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-8384","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2be","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8384","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8384"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8384\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8384"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8384"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8384"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}