{"id":8388,"date":"2015-05-22T20:48:07","date_gmt":"2015-05-22T23:48:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8388"},"modified":"2017-08-24T23:03:40","modified_gmt":"2017-08-25T02:03:40","slug":"economia-declina-aumenta-a-ameaca-de-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8388","title":{"rendered":"Economia declina, aumenta a amea\u00e7a de guerra"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/dinamicaglobal.files.wordpress.com\/2015\/06\/money_and_war.png?w=747\" alt=\"imagem\" \/><b>Da reda\u00e7\u00e3o da Vila Vudu<\/b><\/p>\n<p><i><b>A agress\u00e3o que Washington comete e a propaganda violenta j\u00e1 convenceram R\u00fassia e China de que Washington quer guerra, e essa percep\u00e7\u00e3o j\u00e1 aproximou os dois pa\u00edses numa alian\u00e7a estrat\u00e9gica. A celebra\u00e7\u00e3o do Dia da Vit\u00f3ria, <!--more-->9 de maio, na R\u00fassia, que marca os 70 anos da derrota de Hitler \u00e9 ponto de virada hist\u00f3rica. Governantes ocidentais boicotaram a celebra\u00e7\u00e3o, mas os chineses l\u00e1 estavam, substituindo-os. Pela primeira vez, soldados chineses desfilaram ao lado de soldados russos, e o presidente da China e a esposa sentaram-se ao lado do presidente Putin da R\u00fassia.<\/b><\/i><\/p>\n<p><i><b>Por Paul Craig Roberts<\/b><\/i><\/p>\n<p>Os eventos definit\u00f3rios de nosso tempo foram o colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, o 11\/9, a exporta\u00e7\u00e3o de postos de trabalho dos norte-americanos e a desregula\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as. Nesses eventos encontra-se a base dos problemas da pol\u00edtica exterior dos EUA e de seus problemas econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Os EUA sempre tiveram boa opini\u00e3o de si mesmos, mas, com o colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, a autossatisfa\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou novos p\u00edncaros. Os EUA tornaram-se o povo excepcional, o povo indispens\u00e1vel, o povo que a hist\u00f3ria escolheu para exercer hegemonia eterna sobre o mundo. Essa doutrina neoconservadora libera o governo dos EUA do dever de cumprir a lei internacional e autoriza Washington a usar de coer\u00e7\u00e3o contra estados soberanos para refazer o mundo \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Para proteger o status de Washington como \u00fanica pot\u00eancia que resultara do colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, Paul Wolfowitz, em 1992, escreveu a doutrina que ficaria conhecida como Doutrina Wolfowitz. Essa doutrina \u00e9 a base da pol\u00edtica externa de Washington. A doutrina declara:<\/p>\n<p>\u201cNosso primeiro objetivo \u00e9 impedir a re-emerg\u00eancia de novo rival, no territ\u00f3rio da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica* [orig. ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica] ou noutro lugar, que implique amea\u00e7a do tipo da que foi a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica [orig. ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica]. Essa \u00e9 considera\u00e7\u00e3o dominante subjacente \u00e0 nova estrat\u00e9gia regional de defesa e exige que nos dediquemos a impedir que qualquer pot\u00eancia hostil domine qualquer regi\u00e3o cujos recursos sejam, sob controle consolidado, suficientes para gerar poder global.\u201d<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o desse ano, o Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores dos EUA estendeu essa doutrina tamb\u00e9m para a China.<\/p>\n<p>Washington est\u00e1 agora dedicada a bloquear a ascens\u00e3o de dois grandes pa\u00edses que t\u00eam arsenais nucleares. Essa dedica\u00e7\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o da crise que Washington inventou na Ucr\u00e2nia e de ela ser usada como propaganda anti-R\u00fassia. A China enfrenta hoje o \u201cPivoteamento para a \u00c1sia\u201d e a constru\u00e7\u00e3o de novas bases a\u00e9reas e mar\u00edtimas dos EUA, para assegurar que Washington tenha total controle sobre o Mar do Sul da China, agora definido como \u00c1rea de Interesse Nacional dos EUA.<\/p>\n<p>O 11\/9 serviu para lan\u00e7ar a guerra dos neoconservadores, pela hegemonia sobre o Oriente M\u00e9dio. O 11\/9 tamb\u00e9m serviu para lan\u00e7ar o estado policial dom\u00e9stico, dentro dos EUA e contra os norte-americanos. Enquanto as liberdades civis iam-se atrofiando dentro dos EUA, os EUA passaram quase todo o s\u00e9culo 21 at\u00e9 hoje em guerra, guerras que custaram aos EUA, segundo Joseph Stiglitz e Linda Bilmes, no m\u00ednimo $6 trilh\u00f5es de d\u00f3lares. Essas guerras, todas elas, deram p\u00e9ssimo resultado. Desestabilizaram os governos de uma importante \u00e1rea produtora de energia. E as guerras multiplicaram muitas vezes os \u201cterroristas\u201d, os mesmos cujo aniquilamento fora a raz\u00e3o oficial para as guerras.<\/p>\n<p>Assim como o colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica deixou livre o caminho para a hegemonia dos EUA, tamb\u00e9m exportou para bem longe os empregos dos norte-americanos. O colapso da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica convenceu China e \u00cdndia a abrir aos capitais norte-americanos seus massivos e subutilizados mercados de trabalho. Empresas norte-americanas, com at\u00e9 os mais relutantes arrastados pelos grandes varejistas e pela amea\u00e7a de retomada das propriedades pelos urubus de Wall Street, transferiram para o exterior os empregos na manufatura, na ind\u00fastria e todos os tipos de servi\u00e7os profissionais comercializ\u00e1veis, como engenharia de programas de computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim a classe m\u00e9dia foi dizimada, e perderam as escadas que havia para a mobilidade social (para cima). O PIB e a base tribut\u00e1ria dos EUA moveram-se com os empregos, para China e \u00cdndia. As rendas das fam\u00edlias norte-americanas de renda m\u00e9dia deixaram de crescer e entraram em decl\u00ednio. Sem crescimento de renda para puxar a economia, Alan Greenspan recorreu \u00e0 expans\u00e3o da d\u00edvida dos consumidores, que se expandiu at\u00e9 o esgotamento. Atualmente, j\u00e1 nada h\u00e1 que puxe a economia.<\/p>\n<p>Quando os bens e servi\u00e7os produzidos fora, nos postos de trabalho exportados para longe, chegam aos EUA para serem vendidos, entram como importa\u00e7\u00f5es, o que piora muito a situa\u00e7\u00e3o da balan\u00e7a comercial. Estrangeiros passam ent\u00e3o a usar seus super\u00e1vits para comprar pap\u00e9is, a\u00e7\u00f5es, empresas e propriedade imobili\u00e1ria nos EUA. Consequentemente, lucros, dividendos, ganhos de capital e rendas s\u00e3o redirecionados, dos norte-americanos para estrangeiros. Isso piora ainda mais o d\u00e9ficit j\u00e1 existente.<\/p>\n<p>Para proteger o valor de c\u00e2mbio do d\u00f3lar, dados os grandes d\u00e9ficits em conta corrente e a cria\u00e7\u00e3o de dinheiro para dar jeito nos balan\u00e7os dos \u201cbancos grandes demais para quebrar\u201d, Washington conta com bancos centrais, no Jap\u00e3o e na Europa, para que continuem a imprimir dinheiro e dinheiro sem parar. A emiss\u00e3o de yens e euros supera a emiss\u00e3o de d\u00f3lares e, assim, protege o valor de compra do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>A Lei Glass-Steagall que separava os bancos comerciais e os bancos de investimento foi, pode-se dizer, desgastada, antes de ser completamente rejeitada durante o segundo mandato do governo Clinton. Essa rejei\u00e7\u00e3o da lei, somada ao fracasso para regular os derivativos, a remo\u00e7\u00e3o de qualquer limite a posi\u00e7\u00f5es de especuladores, e a enorme concentra\u00e7\u00e3o que resultou do status de letra morta das leis antitrustes, produziram, n\u00e3o a utopia de algum \u2018livre mercado\u2019, mas, isso sim, crise financeira grave, que perdura. A liquidez emitida para fazer frente \u00e0 crise resultou em bolhas, no mercado de a\u00e7\u00f5es e de pap\u00e9is.<\/p>\n<p>Implica\u00e7\u00f5es, consequ\u00eancias, solu\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>Quando a R\u00fassia bloqueou a invas\u00e3o da S\u00edria e o bombardeio do Ir\u00e3 planejados pelo governo Obama, os neoconservadores deram-se conta de que, enquanto eles, por uma d\u00e9cada, s\u00f3 pensavam nas guerras que inventaram no Oriente M\u00e9dio e na \u00c1frica, o presidente Putin havia reabilitado a economia e o ex\u00e9rcito russos.<\/p>\n<p>O primeiro objetivo da doutrina Wolfowitz \u2013 impedir a re-emerg\u00eancia de algum novo rival \u2013 havia fracassado. A\u00ed estava a R\u00fassia, a dizer \u201cn\u00e3o\u201d aos EUA. O Parlamento Brit\u00e2nico uniu-se a ela ao vetar a participa\u00e7\u00e3o de for\u00e7as brit\u00e2nicas na invas\u00e3o norte-americana contra a S\u00edria. O poder da \u00fanica pot\u00eancia fora abalado.<\/p>\n<p>Com isso, a aten\u00e7\u00e3o dos neoconservadores saltou, do Oriente M\u00e9dio, para a R\u00fassia. Durante toda a d\u00e9cada passada, Washington consumira $5 bilh\u00f5es financiando pol\u00edticos atuais e potenciais na Ucr\u00e2nia, al\u00e9m de Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamentais (ONGs) que podiam ser postas nas ruas, em \u2018protestos\u2019.<\/p>\n<p>Quando o presidente da Ucr\u00e2nia fez um c\u00e1lculo de custo-benef\u00edcio da proposta de associa\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, viu que era mau neg\u00f3cio para a Ucr\u00e2nia e rejeitou a proposta. Foi quando Washington ordenou \u00e0s suas ONGs que tomassem as ruas. Os neonazistas aderiram \u00e0 viol\u00eancia, e o governo, despreparado para a viol\u00eancia, entrou em colapso.<\/p>\n<p>Victoria Nuland e Geoffrey Pyatt escolheram os novos governantes ucranianos e estabeleceram na Ucr\u00e2nia um regime vassalo.<\/p>\n<p>Washington esperava usar esse golpe de estado para expulsar os russos de sua base naval do Mar Negro, a \u00fanica base russa em \u00e1guas temperadas. Mas a Crimeia, que fora parte da R\u00fassia durante s\u00e9culos, votou, em plebiscito sua reintegra\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia. Foi terr\u00edvel frustra\u00e7\u00e3o para Washington, mas ela recobrou-se; e decretou que o ato de autodetermina\u00e7\u00e3o soberana dos crimeanos dever-se-ia chamar \u201cinvas\u00e3o russa\u201d e \u201canexa\u00e7\u00e3o da Crimeia\u201d. Washington usou esse golpe de propaganda para quebrar o relacionamento econ\u00f4mico e pol\u00edtico entre Europa e R\u00fassia, pressionando a Europa para que impusesse san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia.<\/p>\n<p>As san\u00e7\u00f5es tiveram efeito muito pior sobre a Europa, que sobre a R\u00fassia. E os europeus, hoje, j\u00e1 se preocupam mais com a crescente beliger\u00e2ncia de Washington, do que com a R\u00fassia. A Europa nada tem a ganhar de algum conflito com a R\u00fassia, e teme estar sendo empurrada para a guerra. H\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que alguns governos europeus come\u00e7am a considerar avaliar, eles mesmos, pol\u00edtica externa independente da de Washington.<\/p>\n<p>A demoniza\u00e7\u00e3o e a virulenta campanha de propaganda anti-R\u00fassia, destruiu a confian\u00e7a que a R\u00fassia tivesse no ocidente. Com o comandante Breedlove da OTAN a exigir mais dinheiro, mais soldados, mais bases pr\u00f3ximas \u00e0s fronteiras da R\u00fassia, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 claramente perigosa. E num desafio militar direto contra Moscou, Washington agora inventou de incorporar \u00e0 OTAN a Ucr\u00e2nia e a Ge\u00f3rgia, dois estados que j\u00e1 foram prov\u00edncias da R\u00fassia.<\/p>\n<p>No plano econ\u00f4mico, o d\u00f3lar como moeda de reserva j\u00e1 se converteu em problema para todo o mundo. San\u00e7\u00f5es e outras formas do imperialismo financeiro norte-americano levam os pa\u00edses \u2013 inclusive pa\u00edses muito grandes \u2013 a deixar o sistema de pagamentos em d\u00f3lar. Como o com\u00e9rcio exterior vai-se fazendo cada vez mais sem recorrer ao d\u00f3lar norte-americano, a demanda por d\u00f3lares diminui, mas a oferta foi muit\u00edssimo ampliada como resultado do \u201cAl\u00edvio Quantitativo\u201d [orig. Quantitative Easing]. Por causa da produ\u00e7\u00e3o deslocalizada para fora do pa\u00eds e da depend\u00eancia dos EUA de importados, uma queda no valor do d\u00f3lar resultaria em infla\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica, o que baixaria ainda mais os padr\u00f5es de vida nos EUA e amea\u00e7aria os j\u00e1 fraudados mercados de a\u00e7\u00f5es, de t\u00edtulos e de metais preciosos.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o real para o Al\u00edvio Quantitativo \u00e9 dar apoio aos balan\u00e7os dos bancos. Mas a raz\u00e3o oficial \u00e9 estimular a economia e sustentar a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. O \u00fanico sinal de recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 o PIB real, que se mostra positivo, s\u00f3 porque o deflator est\u00e1 subavaliado.<\/p>\n<p>H\u00e1 clara evid\u00eancia de que n\u00e3o houve recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica alguma. Com o PIB do primeiro trimestre negativo, e o do segundo trimestre j\u00e1 com sinais de que tamb\u00e9m ser\u00e1 negativo, a segunda perna da longa virada para baixo pode j\u00e1 come\u00e7ar nesse ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobretudo, o atual alto desemprego (23%) \u00e9 diferente do desemprego que havia antes. No s\u00e9culo 20 p\u00f3s-guerra, o Federal Reserve enfrentou a infla\u00e7\u00e3o esfriando toda a economia. Vendas declinam, estoques crescem e h\u00e1 dispensa de empregados. Com o aumento do desemprego, o Fed invertia o curso e os trabalhadores eram novamente convocados para os empregos. Hoje, os empregos j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o nos EUA. Foram exportados para outros pa\u00edses. As f\u00e1bricas se foram. N\u00e3o h\u00e1 empregos para os quais reconvocar os trabalhadores.<\/p>\n<p>Restaurar a economia exigiria reverter a exporta\u00e7\u00e3o de empregos e postos de trabalho e trazer os empregos de volta para os EUA. Pode-se fazer, se se alterar o modo como se cobram impostos das grandes corpora\u00e7\u00f5es. A taxa de imposto a pagar sobre lucro das empresas pode ser determinada pela localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica onde as empresas agregam valor aos produtos que comerciam nos EUA. Se os bens e servi\u00e7os s\u00e3o produzidos no exterior, as taxas de impostos sobem. Se bens e servi\u00e7os s\u00e3o produzidos domesticamente, as taxas podem ser mais baixas. Podem-se usar os impostos para criar vantagens a favor de produtos produzidos nos EUA.<\/p>\n<p>Mas essa reforma \u00e9 bem pouco prov\u00e1vel, considerando-se o poder de lobbying das corpora\u00e7\u00f5es transnacionais e de Wall Street. Concluo pois que a economia dos EUA continuar\u00e1 declinante.<\/p>\n<p>No front de pol\u00edtica externa, a h\u00fabris e a arrog\u00e2ncia da autoimagem dos EUA como o pa\u00eds \u201cexcepcional, indispens\u00e1vel\u201d com direitos hegem\u00f4nicos sobre outros pa\u00edses significam que o mundo est\u00e1 condenado \u00e0 guerra. Nem R\u00fassia nem China aceitar\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o de vassalagem que Gr\u00e3-Bretanha, Alemanha, Fran\u00e7a e o resto da Europa, Canad\u00e1, Jap\u00e3o e Austr\u00e1lia aceitaram. A Doutrina Wolfowitz deixa bem claro que o pre\u00e7o da paz mundial \u00e9 o mundo aceitar a hegemonia de Washington.<\/p>\n<p>Assim sendo, a menos que o d\u00f3lar e, com ele, o poder dos EUA, entrem em colapso, ou a Europa tenha afinal coragem de romper com Washington e buscar pol\u00edtica externa independente, dizendo adeus \u00e0 OTAN, o futuro que mais provavelmente nos espera \u00e9 a guerra nuclear.<\/p>\n<p>A agress\u00e3o que Washington comete e a propaganda violenta j\u00e1 convenceram R\u00fassia e China de que Washington quer guerra, e essa percep\u00e7\u00e3o j\u00e1 aproximou dos dois pa\u00edses numa alian\u00e7a estrat\u00e9gica. A celebra\u00e7\u00e3o do Dia da Vit\u00f3ria, 9 de maio, na R\u00fassia, que marca os 70 anos da derrota de Hitler \u00e9 ponto de virada hist\u00f3rica. Governantes ocidentais boicotaram a celebra\u00e7\u00e3o, mas os chineses l\u00e1 estavam, substituindo-os. Pela primeira vez, soldados chineses desfilaram ao lado de soldados russos, e o presidente da China e a esposa sentaram-se ao lado do presidente Putin da R\u00fassia.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria do Saker sobre o evento \u00e9 <a href=\"http:\/\/thesaker.is\/todays-victory-day-celebrations-in-moscow-mark-a-turning-point-in-russian-history\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>interessante<\/u><\/a>. Vejam com aten\u00e7\u00e3o o gr\u00e1fico em que se v\u00ea o n\u00famero de baixas na 2\u00aa Guerra Mundial. As baixas russas, comparadas \u00e0s baixas somadas de EUA, Reino Unido e Fran\u00e7a deixam ver com perfeita clareza que quem derrotou Hitler foi a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Nesse ocidente orwelliano, as vers\u00f5es mais recentemente reescritas da hist\u00f3ria deixam de fora que foi o Ex\u00e9rcito Vermelho que destruiu a Wehrmacht. Alinhado com essa hist\u00f3ria reescrita, inventada, Obama, no discurso dos 70 anos da rendi\u00e7\u00e3o alem\u00e3 s\u00f3 falou das for\u00e7as dos EUA. Bem diferente disso, para muito melhor, Putin agradeceu aos \u201cpovos de Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a e EUA pela sua <a href=\"http:\/\/thesaker.is\/15865\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>contribui\u00e7\u00e3o para a vit\u00f3ria<\/u><\/a>.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 muitos anos o presidente Putin repete publicamente que o ocidente n\u00e3o ouve a R\u00fassia. Washington e seus estados sabujos na Europa, Canad\u00e1, Austr\u00e1lia e Jap\u00e3o n\u00e3o ouvem quando a R\u00fassia diz \u201cn\u00e3o nos provoquem demais. N\u00f3s n\u00e3o somos o inimigo. Queremos ser parceiros de voc\u00eas.\u201d<\/p>\n<p>Com os anos passando sem que Washington lhes desse aten\u00e7\u00e3o, R\u00fassia e China finalmente se aperceberam de que s\u00f3 lhes resta escolher entre vassalagem ou guerra.<\/p>\n<p>Houvesse gente inteligente, qualificada, no Conselho de Seguran\u00e7a Nacional, no Departamento de Estado, ou no Pent\u00e1gono, Washington j\u00e1 teria sido avisada para afastar-se da pol\u00edtica neoconservadora de semear desconfian\u00e7a. Mas com a h\u00fabris neoconservadora a ocupar todos os nichos do governo, Washington cometeu o erro que pode ser fatal para toda a humanidade.*****<\/p>\n<p><i><b>7\/5\/2015, Paul Craig Roberts, Annual Conference of the Financial West Group, New Orleans<\/b><\/i><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.informationclearinghouse.info\/article41811.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><u><b>http:\/\/www.informationclearinghouse.info\/article41811.htm<\/b><\/u><\/i><\/a><\/p>\n<p><i><b>Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu<\/b><\/i><\/p>\n<p><b>Legenda da imagem acima: Fascismo e imperialismo &#8211; apenas dois lados da mesma moeda<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Da reda\u00e7\u00e3o da Vila Vudu A agress\u00e3o que Washington comete e a propaganda violenta j\u00e1 convenceram R\u00fassia e China de que Washington quer \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8388\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[165,38],"tags":[],"class_list":["post-8388","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eua","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2bi","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8388\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}