{"id":8516,"date":"2015-06-03T16:53:38","date_gmt":"2015-06-03T19:53:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8516"},"modified":"2015-06-28T15:46:45","modified_gmt":"2015-06-28T18:46:45","slug":"violencia-e-ideologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8516","title":{"rendered":"Viol\u00eancia e ideologia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2015\/06\/violc3aancia-e-ideologia-mauro.jpg?w=747&#038;h=500&#038;fit=500%2C500\" alt=\"imagem\" \/><em>Por <a href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/category\/colunas\/mauro-iasi\/\" target=\"_blank\">Mauro Luis Iasi<\/a>.<\/em><\/p>\n<p><em>Assistimos ao espet\u00e1culo da viol\u00eancia<\/em>. A pr\u00f3pria frase encerra seu significado mais dram\u00e1tico. Parte das pessoas encara a viol\u00eancia no papel de espectadores e a consomem pelo filtro dos meios de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 seja a televis\u00e3o, o r\u00e1dio, as redes sociais. <!--more-->Sujeitos apassivados adornianamente pela ind\u00fastria cultural, transformados em espectadores que expectoram catarticamente para o v\u00eddeo burro seus anseios e frustra\u00e7\u00f5es, para v\u00ea-los realizados pelo outro inexistente, tornando-os vazios.<\/p>\n<p>A raiva, a viol\u00eancia, a f\u00faria, mas tamb\u00e9m a paix\u00e3o rom\u00e2ntica, a aventura ou fantasia, projetam desde fora os elementos do ser social, projetado para fora de si mesmo para se reconhecer no outro. Tal mecanismo n\u00e3o \u00e9 necessariamente de estranhamento, se pensarmos que assim nos constitu\u00edmos como seres sociais, se reconhecendo no outro. O problema \u00e9 a natureza e qualidade deste outro.<\/p>\n<p>A mercantiliza\u00e7\u00e3o da arte e da comunica\u00e7\u00e3o reconstr\u00f3i o objeto de proje\u00e7\u00e3o de forma a retirar dele toda a contraditoriedade viva. A massifica\u00e7\u00e3o sob a forma mercadoria \u00e9 necessariamente padronizadora, repetitiva, met\u00f3dica e, em uma palavra, burocr\u00e1tica. Insepar\u00e1vel da reifica\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 dizia Marx quando afirmava que est\u00e1 \u00e9 a maldi\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel dos produtores quando assumem a forma de mercadorias. Uma rela\u00e7\u00e3o entre seres humanos que assume a fantasmag\u00f3rica forma de uma rela\u00e7\u00e3o entre coisas.<\/p>\n<p>Aquele que se relaciona com o v\u00eddeo ou a pequena tela onde vivem as \u201credes sociais\u201d \u00e9 j\u00e1, antes de tal ato, uma coisa. Reificado pela viv\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es reificadas, coisificado na compra e venda de sua for\u00e7a de trabalho, na rela\u00e7\u00e3o com os demais mediados por coisas e pela lei do valor, pelo mercado. No entanto, aquele que se coisifica \u00e9 ainda um ser humano coisificado e isso \u00e9 um problema.<\/p>\n<p>A for\u00e7a de trabalho pode ter sido convertida em mercadoria, as necessidades humanos em meios de realiza\u00e7\u00e3o do valor de troca, mas tais dimens\u00f5es n\u00e3o podem existir fora dos seres que a possuem. Para desespero do capital, os seres humanos e seus problemas comezinhos, s\u00e3o o veiculo portador da principal mercadoria da forma capitalista, assim como aqueles que em seu consumo a realizam.<\/p>\n<p>Um ser social e hist\u00f3rico que vive e respira, que precisa comer, vestir-se, habitar, que fica doente e que se apaixona, canta, olha seus filhos com esperan\u00e7as descabidas, que sente a carne cortada por injusti\u00e7as, por isso se revolta e por isso luta. Em suas veias n\u00e3o corre apenas a subst\u00e2ncia abstrata do valor, mas sangue que ferve e, \u00e0s vezes, explode.<\/p>\n<p>O capital n\u00e3o pode explorar o trabalho sem atingir o conjunto da humanidade e os seres que a comp\u00f5e. N\u00e3o pode evitar, portanto, que esta forma superior de explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o produza seu contrario: a revolta. Por isso, toda forma de explora\u00e7\u00e3o \u00e9, inevitavelmente, uma forma de domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A domina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um ato simples que resulta do mero uso da for\u00e7a, ainda que esta seja um meio indispens\u00e1vel. O velho Maquiavel j\u00e1 alertava h\u00e1 muito tempo que nenhuma ordem se mant\u00e9m s\u00f3 pela espada e funda a pol\u00edtica moderna afirmando que o dom\u00ednio resulta da exata combina\u00e7\u00e3o da coer\u00e7\u00e3o e do consenso.<\/p>\n<p>Se por uma lado a for\u00e7a coercitiva \u00e9 explicita, as formas de viol\u00eancia n\u00e3o o s\u00e3o. \u00c9 violenta a a\u00e7\u00e3o criminosa da Pol\u00edcia Militar que assassina jovens nas periferias e favelas, mas \u00e9 violento tamb\u00e9m o racismo que a enquadra, a opress\u00e3o sobre migrantes e imigrantes, assim como \u00e9 ainda mais violenta a manifesta\u00e7\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o dos oprimidos e explorados como sujeitos de sua pr\u00f3pria domina\u00e7\u00e3o quando se amoldam a ordem que os massacra.<\/p>\n<p>No entanto, esta integra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um ato de convencimento. Os explorados e oprimidos n\u00e3o aceitam a ordem porque foram convencidos de sua superioridade societ\u00e1ria ou porque portam os melhores valores de nossa melhor sociedade. A ideologia n\u00e3o \u00e9 um ato meramente cognitivo, n\u00e3o \u00e9 um mero conjunto de ideias transmitidas e assimiladas por falta de cr\u00edtica. Isso pensavam os cr\u00edticos \u2013 cr\u00edticos que Marx e Engels ironizavam impiedosamente em sua obra <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/a-ideologia-alema\" target=\"_blank\"><em>A ideologia alem\u00e3<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Se a ideologia \u00e9 um mero conjunto de ideias que falsificam o mundo para favorecer a domina\u00e7\u00e3o, bastaria oferecer as ideias corretas. Da\u00ed resulta que n\u00e3o apenas os ap\u00f3stolos do nov\u00edssimo testamento como Bauer e Stirner, mas boa parte da esquerda contempor\u00e2nea se empenha em disputar com os meios de comunica\u00e7\u00e3o da burguesia com golpes ris\u00edveis de suas prec\u00e1rias iniciativas comunicacionais.<\/p>\n<p>A ideologia \u00e9 um fen\u00f4meno mais complexo. S\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es sociais dominantes expressas como ideias, as rela\u00e7\u00f5es que fazem de uma classe a classe dominante, as ideias de sua domina\u00e7\u00e3o. Por esta aproxima\u00e7\u00e3o n\u00e3o se trata de mudar uma fraseologia do mundo por outra, mas de mudar o mundo, um ato pr\u00e1tico, uma revolu\u00e7\u00e3o. E uma revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato violento de nega\u00e7\u00e3o, uma ruptura.<\/p>\n<p>Voltemos, ent\u00e3o, \u00e0 frase inicial: <em>assistimos ao espet\u00e1culo da viol\u00eancia<\/em>. Inseridos nas rela\u00e7\u00f5es que constituem a ordem do capital que degrada o ser humano a mera coisa, o trabalho em meio de vida, e a vida em meio pelo qual o valor se valoriza, os seres humanos subsumidos \u00e0 ordem reificada vivem contradi\u00e7\u00f5es que geram raiva e indigna\u00e7\u00e3o porque se confrontam com seu ser e o aviltam.<\/p>\n<p>Diante disso poderiam viver esta contradi\u00e7\u00e3o, rebelar-se. Mas isso \u00e9 muito perigoso. Aqui entra em cena o mecanismo da catarse. Oferece-se a estes seres angustiados uma caixinha de alternativas m\u00e1gicas atrav\u00e9s das quais ele pode perder-se numa ilha deserta, viajar aos confins do espa\u00e7o (onde nenhum homem j\u00e1 foi), amar perdidamente, mas, tamb\u00e9m, sofrer, morrer em explos\u00f5es, matar, trair, derrubar regimes, salvar seu pais em atos heroicos. Em poucas palavras, como no velho teatro grego de onde deriva o termo, realizar no outro e pelo outro aquilo que em seu ser latejava como necessidade, e o que \u00e9 fundamental, abdicando de faz\u00ea-lo. Eis a catarse.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que, enquanto Gramsci via positivamente a catarse como passagem do momento econ\u00f4mico corporativo ao \u00e9tico-politico, Brecht declara guerra \u00e0 catarse em seu teatro. Ambos v\u00eaem facetas diversas do fen\u00f4meno. O sardo foca a necessidade de superar o ego\u00edsmo que isola os membros da classe trabalhadora pela necess\u00e1ria identidade de classe que liga cada um de n\u00f3s na meta pol\u00edtica da transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria; enquanto o alem\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o para o mecanismo pelo qual atrav\u00e9s da arte (e dir\u00edamos n\u00f3s pela comunica\u00e7\u00e3o de massas) rouba a revolta de cada um impedindo a a\u00e7\u00e3o que resultaria nesta identidade de classe esperada.<\/p>\n<p>Nesta segunda acep\u00e7\u00e3o, a catarse \u00e9 um ato violento de expropria\u00e7\u00e3o da revolta, da angustia, da raiva que produz o apassivamento. Para que isso seja poss\u00edvel a pessoa precisa se tornar espectador e a viol\u00eancia espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>E n\u00e3o se iludam: isso acontece at\u00e9 mesmo em nossos espelhos t\u00e3o queridos. Nas \u201credes sociais\u201d em que filtramos os amigos para que nossas ideias pare\u00e7am ter eco em muitos outros que pensam o mesmo. A\u00ed vai mais um <em>post <\/em>para que voc\u00ea se indigne, ou se emocione, ou ria, ou se revolte. E se gostou, curta e compartilhe nesta incr\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre seres humanos que se apresenta na forma fantasmag\u00f3rica de uma rela\u00e7\u00e3o entre <em>smartphones.<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 um certo tempo ouvi uma propagando no r\u00e1dio (uma esp\u00e9cie de rede social prec\u00e1ria que os antigos frequentavam) na qual se anunciava um site que tinha o significativo t\u00edtulo de \u201cfa\u00e7a alguma coisa.com\u201d. O locutor dizia: \u201cse voc\u00ea est\u00e1 indignado, acredita que nem tudo est\u00e1 como devia, clique em nosso site \u2013 <a href=\"http:\/\/www.facaalgumacoisa.com\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.facaalgumacoisa.com<\/a> \u2013, e voc\u00ea j\u00e1 estar\u00e1 fazendo alguma coisa\u201d.<\/p>\n<p>Infelizmente, para a ordem, nem todos est\u00e3o assistindo o espet\u00e1culo da viol\u00eancia. Alguns de n\u00f3s est\u00e3o vivendo a viol\u00eancia. S\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Autores\/visualizar\/movimento-independente-maes-de-maio\">M\u00e3es<\/a> que perderam seus filhos para a Pol\u00edcia Militar assassina, s\u00e3o trabalhadores que adoecem sugados pela sanha do capital em extrair mais valia, s\u00e3o jovens jogados no ch\u00e3o sentindo a bota do carrasco sobre suas cabe\u00e7as, s\u00e3o professores tomando porrada da policia, s\u00e3o fam\u00edlias vendo suas casas derrubadas para dar lugar a horripilantes pr\u00e9dios de a\u00e7o e vidro ou vias por onde correm carros sem alma.<\/p>\n<p>As vezes, quando moradores da favela est\u00e3o sendo atacados, estudantes de uma universidade p\u00fablica \u2013 a UERJ \u2013 levantam os olhos de seus celulares e atravessam a rua e compartilham a raiva, a sagrada raiva da revolta. O imbecil do reitor (ou feitor?) afirmou depois de chamar a policia e jogar jatos d\u2019\u00e1gua na mo\u00e7ada que \u201ccom a barb\u00e1rie n\u00e3o h\u00e1 dialogo\u201d. Sou obrigado a concordar com ele, apenas o espantaria o fato que o personagem que lhe cabe nesta trama \u00e9 o da barb\u00e1rie.<\/p>\n<p>Comentando a nona tese de Walter Benjamin, na qual o autor se refere ao quadro <em>\u00c2ngelus Novus<\/em> de Paul Klee, \u017di\u017eek afirma que:<\/p>\n<p>\u201cE se a viol\u00eancia divina fosse a interven\u00e7\u00e3o selvagem desse anjo? Ao ver o amontoado de escombros que cresce em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u, esses destro\u00e7os da injusti\u00e7a, o anjo contra-ataca de vez em quando para restabelecer o equil\u00edbrio, vingando-se do impacto devastador do \u201cprogresso\u201d. N\u00e3o poderia a hist\u00f3ria da humanidade ser vista como uma normaliza\u00e7\u00e3o crescente da injusti\u00e7a, trazendo consigo o sofrimento de milh\u00f5es se seres humanos sem nome e sem rosto? Em que lugar na esfera do \u201cdivino\u201d, talvez estas injusti\u00e7as n\u00e3o tenham sido esquecidas. Acumulam-se, os erros s\u00e3o registrados, a tens\u00e3o aumenta e torna-se insuport\u00e1vel, at\u00e9 o momento em que a viol\u00eancia divina explode numa c\u00f3lera de retalia\u00e7\u00e3o devastadora.\u201d (<a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/violencia\" target=\"_blank\"><em>Viol\u00eancia<\/em><\/a>, S\u00e3o Paulo: Boitempo, 142)<\/p>\n<p>O discurso ideol\u00f3gico sobre a viol\u00eancia, sua espetaculariza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 outra forma de referir-se \u00e0 sua mercantiliza\u00e7\u00e3o, cumpre, ent\u00e3o, uma fun\u00e7\u00e3o al\u00e9m de sua distor\u00e7\u00e3o ou nega\u00e7\u00e3o. A viol\u00eancia \u00e9 simultaneamente louvada e negada, mas a fun\u00e7\u00e3o \u00faltima \u00e9 negar a possibilidade da viol\u00eancia revolucion\u00e1ria pela viv\u00eancia cat\u00e1rtica da viol\u00eancia vazia de subst\u00e2ncia. Oferecer uma viol\u00eancia ao consumo passivo, para que n\u00e3o seja poss\u00edvel o ato pr\u00e1tico de nega\u00e7\u00e3o violenta da ordem.<\/p>\n<p>Agora, nesta cidade, homens e mulheres est\u00e3o caminhando para o matadouro do trabalho subsumido ao capital, casas est\u00e3o sendo derrubadas, um jovem negro est\u00e1 ca\u00eddo pedido por sua vida quando a bala procura sua cabe\u00e7a, um corpo ensanguentado pela tortura foi jogado numa cela, um cora\u00e7\u00e3o se partiu de tristeza, uma palavra sufocou de sil\u00eancio seu portador\u2026<\/p>\n<p>Nada de triste existe que n\u00e3o se esque\u00e7a<br \/>\nalgu\u00e9m insiste e fala ao cora\u00e7\u00e3o<br \/>\ntudo de triste existe e n\u00e3o se esquece<br \/>\nalgu\u00e9m insiste e fere no cora\u00e7\u00e3o<br \/>\nnada de novo existe nesse planeta\u2026<\/p>\n<p>As pessoas est\u00e3o capturadas pela tela azulada na qual se vive a vida de que elas abriram m\u00e3o. Pelas ruas, em qualquer canto, nucas tortas carregam os que j\u00e1 foram pessoas e pequenos dispositivos sugam os olhos por onde se esvai a alma at\u00e9 onde se escondem impulsos e fluxos que substituem a rela\u00e7\u00e3o entre os seres humanos\u2026 Quem sabe se levantarmos os olhos?<\/p>\n<p>em volta dessa mesa velhos e mo\u00e7os<br \/>\nlembrando o que j\u00e1 foi<br \/>\nem volta dessa mesa existem outras falando t\u00e3o igual<br \/>\nem volta dessas mesas existe a rua<br \/>\nvivendo seu normal<br \/>\nem volta dessa rua uma cidade sonhando seus metais<br \/>\nem volta da cidade\u2026*<\/p>\n<p>Um anjo abre suas enormes asas negras sobre o caos, mas ningu\u00e9m o v\u00ea. Anjos n\u00e3o tiram <em>selfies.<\/em><\/p>\n<p><em>*Esse eu n\u00e3o vou dizer de quem \u00e9! Quem n\u00e3o souber que musica \u00e9 esta\u2026 procure no Google, ou pergunte para um amigo\u2026 se ainda tiver algum de verdade.<\/em><\/p>\n<p><strong>Mauro Iasi <\/strong>\u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/48#.Ul8Kh1Csh8E\" target=\"_blank\"><em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em><\/a> (Boitempo, 2002) e colabora com os livros <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/cidades-rebeldes\" target=\"_blank\"><em>Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil<\/em><\/a> e <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/gy%C3%B6rgy-lukacs-e-a-emancipacao-humana\" target=\"_blank\"><em>Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana<\/em><\/a> (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o <strong>Blog da Boitempo <\/strong>mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2015\/06\/03\/violencia-e-ideologia\/\">Viol\u00eancia e ideologia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Mauro Luis Iasi. Assistimos ao espet\u00e1culo da viol\u00eancia. A pr\u00f3pria frase encerra seu significado mais dram\u00e1tico. Parte das pessoas encara a viol\u00eancia \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8516\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[88],"tags":[],"class_list":["post-8516","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c101-criminalizacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2dm","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8516"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8516\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}