{"id":8592,"date":"2015-06-12T11:40:30","date_gmt":"2015-06-12T14:40:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8592"},"modified":"2015-06-28T15:49:59","modified_gmt":"2015-06-28T18:49:59","slug":"grecia-martir-heroica-humanizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8592","title":{"rendered":"Gr\u00e9cia m\u00e1rtir, heroica, humanizada"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/mur\/imagens\/greek_resistance_fighters.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Atenas Revisitada \u2013 2<\/p>\n<p><b>por Miguel Urbano Rodrigues<\/b><\/p>\n<p>Com excep\u00e7\u00e3o da ex-URSS e ex-Jugosl\u00e1via n\u00e3o h\u00e1 movimento de Resist\u00eancia compar\u00e1vel pela dimens\u00e3o ao grego, liderado pelo Partido Comunista, fundado em 1918. Mais de 400 mil gregos <!--more-->pereceram durante a II Guerra Mundial. No final da guerra, o imperialismo brit\u00e2nico aliou-se \u00e0 reac\u00e7\u00e3o grega para esmagar o ex\u00e9rcito popular. O povo e as for\u00e7as revolucion\u00e1rias gregas sofreram a repress\u00e3o e o ex\u00edlio. Sofreram a ofensiva imperialista sob todas as formas, da ditadura dos coron\u00e9is \u00e0 desastrosa integra\u00e7\u00e3o na UE e \u00e0 profunda crise actual. Mas n\u00e3o perderam o seu n\u00facleo revolucion\u00e1rio fundamental.<\/p>\n<p>Voltei a Atenas depois de por ali ter passado numa breve visita, h\u00e1 62 anos.<\/p>\n<p>\u00c9 outro o mundo e n\u00e3o me reconhe\u00e7o no homem que ent\u00e3o vivia no meu corpo.<\/p>\n<p>Atenas tinha ent\u00e3o menos de um milh\u00e3o de habitantes; cidade pobre, nela eram ainda identific\u00e1veis as feridas da brutal ocupa\u00e7\u00e3o nazi. A mem\u00f3ria da guerra civil permanecia tamb\u00e9m viva.<\/p>\n<p>A cidade cresceu prodigiosamente. Hoje \u00e9 uma gigantesca megal\u00f3polis \u2013 quarta maior da Europa \u2013 com quase 4 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>Pouqu\u00edssimos edif\u00edcios t\u00eam mais de dez andares. Muitos bairros da periferia t\u00eam vida aut\u00f3noma, com com\u00e9rcio, hot\u00e9is, restaurantes, etc. Alguns desses bairros foram constru\u00eddos ap\u00f3s a guerra de 1929\/22 com a Turquia, quando ocorreu a troca de popula\u00e7\u00f5es (400 mil turcos sa\u00edram e chegou quase um milh\u00e3o e meio de gregos vindos da \u00c1sia Menor e Istambul), onde os seus antepassados se haviam fixado h\u00e1 vinte s\u00e9culos. Essa gigantesca massa de &#8220;retornados&#8221; alterou a vida no pa\u00eds. A integra\u00e7\u00e3o dos &#8220;asi\u00e1ticos&#8221; n\u00e3o foi f\u00e1cil. A maioria tinha um n\u00edvel cultural superior ao das popula\u00e7\u00f5es de uma Gr\u00e9cia ent\u00e3o predominantemente rural que contava na \u00e9poca apenas 4 750 000 habitantes.<\/p>\n<p><b>A REVOLU\u00c7AO APUNHALADA <\/b><\/p>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o da ex-URSS e ex-Jugosl\u00e1via n\u00e3o h\u00e1 movimento de Resist\u00eancia compar\u00e1vel pela dimens\u00e3o ao grego, liderado pelo Partido Comunista, fundado em 1918. Mais de 400 mil gregos pereceram durante a Guerra Mundial. A invas\u00e3o do pa\u00eds em 1940 pela It\u00e1lia fascista foi derrotada, mas Hitler acudiu ao aliado e ocupou a Gr\u00e9cia em Abril do ano seguinte.<\/p>\n<p>A luta contra o ex\u00e9rcito alem\u00e3o nas cidades e nas montanhas foi uma epopeia, com papel decisivo dos comunistas.<\/p>\n<p>Em 31 de Maio de 1941 o Comit\u00e9 Central do KKE lan\u00e7ou um apelo para a forma\u00e7\u00e3o de uma frente popular contra os fascistas alem\u00e3es, italianos e b\u00falgaros. Os grandes partidos burgueses rejeitaram imediatamente esse apelo. Em 16 de Julho de 1941, funda-se a Frente Nacional de Liberta\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores (EEAM), e a 28 de Setembro de 1941 o KKE e v\u00e1rios pequenos partidos criam a Frente Nacional de Liberta\u00e7\u00e3o (EAM). Em janeiro de 1942 o Comit\u00e9 Central do KKE e o Comit\u00e9 Central do EAM tomam a decis\u00e3o de criar o Ex\u00e9rcito Popular Grego de Liberta\u00e7\u00e3o (ELAS) que foi o bra\u00e7o militar da EAM. Em 1943 criam-se a Organiza\u00e7\u00e3o Nacional da Juventude grega (EPON), e a Marinha da Guerra Popular de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (ELAN). Paralelamente a estas organiza\u00e7\u00f5es funcionavam tamb\u00e9m a Solidariedade Nacional e a Organiza\u00e7\u00e3o de Protec\u00e7\u00e3o de Luta Popular (OPLA).<\/p>\n<p>O EAM utilizou todas as formas de luta: propaganda, publica\u00e7\u00f5es, greves, manifesta\u00e7\u00f5es, demonstra\u00e7\u00f5es, luta armada. At\u00e9 1944 libertou muitas \u00e1reas montanhosas do pa\u00eds onde estabeleceu o Governo das Montanhas, \u00f3rg\u00e3os administrativos, comiss\u00f5es e tribunais populares. No final de Agosto 1944 ELAS desencadeou a ofensiva geral contra as for\u00e7as nazistas e ap\u00f3s muitas batalhas libertou totalmente os pais.<\/p>\n<p>No momento da liberta\u00e7\u00e3o o ex\u00e9rcito regular da ELAS tinha em suas fileiras 78 mil oficiais e soldados, 50 mil reservistas e uma mil\u00edcia popular de 6 mil pessoas. O EAM contava com mais de 1,5 milh\u00f5es de membros organizados e cerca de 600 mil membros da sua organiza\u00e7\u00e3o juvenil EPON.<\/p>\n<p>O imperialismo brit\u00e2nico e a burguesia grega consideraram &#8220;amea\u00e7ados os seus interesses&#8221;.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica culminou em Dezembro de 1944 na batalha de Atenas, um acontecimento sem precedentes na segunda guerra mundial. O imperialismo brit\u00e2nico retirou 60 mil soldados que lutavam contra os alem\u00e3es em It\u00e1lia e transferiu-os para a Gr\u00e9cia. Essas tropas, com o apoio de 200 tanques e de avi\u00f5es de combate, lutaram ao lado de for\u00e7as da direita grega que tinham colaborado com os nazistas na sua confronta\u00e7\u00e3o com o EAM. Ap\u00f3s 44 dias de combates, as unidades de ELAS retiram-se de Atenas. Em 12 de fevereiro de 1945, o EAM \u2013 em nome da unidade nacional \u2013 assinou o acordo inaceit\u00e1vel de Varkiza, que previa entre outras coisas o desarmamento do ELAS.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante esse acordo, a burguesia n\u00e3o foi capaz de restabelecer plenamente a sua domina\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, para consolidar o seu poder, recorreu \u00e0 viol\u00eancia criminal e ao terrorismo. Entre o acordo da Varkiza e 31 de Mar\u00e7o de 1946 foram assassinados 1.289 membros do EAM, feridos 6.671, torturados 31.632, presos 84.931.<\/p>\n<p>Sublinho que as tropas de ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nicas desencadearam uma feroz repress\u00e3o; armaram o ex\u00e9rcito da burguesia e lan\u00e7aram-no contra o movimento popular. Este foi confrontado com uma alternativa. Ou ceder ou lutar. Embora tardiamente, optou pela luta. O novo movimento de guerrilha, o Ex\u00e9rcito Democr\u00e1tico da Gr\u00e9cia (DSE) nasceu nas montanhas. Foi uma luta justa, anti-imperialista e internacionalista.<\/p>\n<p>Durante tr\u00eas anos, o Exercito Democr\u00e1tico resistiu. Chegou a contar com 30 mil guerrilheiros. Travou combates vitoriosos sobretudo nas \u00e1reas pr\u00f3ximas das fronteiras da Alb\u00e2nia e da Jugosl\u00e1via. A participa\u00e7\u00e3o do KKE, ent\u00e3o dirigido pelo secret\u00e1rio-geral, Nikos Zachariadis, foi decisiva. Mas a despropor\u00e7\u00e3o de for\u00e7as (o ex\u00e9rcito, equipado com armas pesadas, tinha 200 mil homens) impediu o DSE de atingir o objetivo: derrotar a burguesia e o imperialismo.<\/p>\n<p>Pouca gente sabe que as bombas de napalm foram utilizadas pela primeira vez numa batalha no monte Grammos quando o ex\u00e9rcito burgu\u00eas lan\u00e7ou 338 sobre as posi\u00e7\u00f5es do DSE.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 desigualdade das for\u00e7as em combate, a guerra terminou com a derrota do ex\u00e9rcito do povo. Nesse per\u00edodo da guerra civil, morreram 150 mil pessoas.<\/p>\n<p>Mais de 65 mil combatentes do DSE foram obrigados a deixar o pa\u00eds com as fam\u00edlias e exilar-se em pa\u00edses socialistas.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00fatil recordar que em 1947 as tropas brit\u00e2nicas se retiraram e Londres transferiu para os EUA a direc\u00e7\u00e3o da luta anticomunista na Gr\u00e9cia. Truman, e depois Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Carter, Reagan, Clinton, Bush pai e filho, e Obama mantiveram bases militares no pa\u00eds. Alguns montaram conspira\u00e7\u00f5es, fabricaram e depuseram governos e estimularam rela\u00e7\u00f5es conflituosas entre a Gr\u00e9cia e a Turquia. Sequelas dessa pol\u00edtica imperial s\u00e3o ainda identific\u00e1veis em sentimentos antiamericanos muito vivos.<\/p>\n<p>Washington apoiou a ditadura dos coron\u00e9is (de 67 a 74), um regime de pesadelo que agravou as rela\u00e7\u00f5es com o Turquia, contribuindo com a sua irresponsabilidade para a interven\u00e7\u00e3o militar desta em Chipre.<\/p>\n<p><b>A CRISE E O QUOTIDIANO <\/b><\/p>\n<p>Na fisionomia de Atenas o estrangeiro rec\u00e9m-chegado tem alguma dificuldade em identificar a profundidade da crise que atinge o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Atenas \u00e9 uma cidade clara, predominantemente branca, com poucos parques mas muitas ruas arborizadas, (a oliveira e a laranjeira s\u00e3o frequentes na paisagem urbana), iluminada pelo sol mediterr\u00e2nico, infestada por autom\u00f3veis e motos como outras capitais europeias. Com a agravante de que n\u00e3o h\u00e1 quase estacionamentos subterr\u00e2neos.<\/p>\n<p>Nas lojas n\u00e3o se nota escassez de roupas e comida. Os pre\u00e7os s\u00e3o levemente inferiores aos de Portugal. O povo \u00e9 am\u00e1vel, na apar\u00eancia alegre, cordial, extrovertido.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, em Atenas, multid\u00f5es de jovens invadem lugares centrais, sobretudo a Pra\u00e7a Monasterakis, emoldurada por restaurantes populares, a maioria com m\u00fasica. No centro, os caf\u00e9s, apesar da crise, est\u00e3o cheios. A cozinha grega, marcada pelo Oriente (quatro s\u00e9culos de ocupa\u00e7\u00e3o turca) \u00e9 refinada, \u00f3tima.<\/p>\n<p>A alegria de viver da juventude impressiona por inesperada, mas, ao conversar com velhos amigos apercebi-me, ap\u00f3s alguns dias, da profundidade da dram\u00e1tica crise grega.<\/p>\n<p>Percorri numa manh\u00e3 durante horas \u00e1reas dos sub\u00farbios e zonas da cintura industrial. Os bairros de barracas desapareceriam h\u00e1 anos, mas a pobreza das casas e dos moradores \u00e9 identific\u00e1vel em muitos bairros. No Pireu, nomeadamente no munic\u00edpio de Parama, essa pobreza transparece no casario que sobe pelas colinas que abra\u00e7am o porto. No metro de Atenas e em ruas centrais, a presen\u00e7a de mendigos aumentou muito desde o in\u00edcio da crise, segundo apurei.<\/p>\n<p><b>A HERAN\u00c7A NEGATIVA DA UNI\u00c3O EUROPEIA <\/b><\/p>\n<p>O ingresso na Uni\u00e3o Europeia foi desastroso. Grande parte da ind\u00fastria foi destru\u00edda e a agricultura rudemente golpeada.<\/p>\n<p>O pa\u00eds, durante d\u00e9cadas exportou a\u00e7\u00facar, e era quase auto-suficiente em carne e leite. Hoje importa esses produtos assim como trigo e milho. A Gr\u00e9cia importa atualmente agora grande parte dos alimentos que consome.<\/p>\n<p>A cultura do algod\u00e3o, antes florescente, base de uma poderosa ind\u00fastria t\u00eaxtil, entrou em decad\u00eancia.<\/p>\n<p><b>RECORDANDO FLORAKIS <\/b><\/p>\n<p>Dos meus dias na Atenas revisitada conservo mem\u00f3ria de acontecimentos que desencadearam em mim um turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es inesperadas.<\/p>\n<p>Um deles foi o ato p\u00fablico realizado em frente da casa de <a href=\"http:\/\/inter.kke.gr\/en\/articles\/10-years-since-the-death-of-Harilaos-Florakis-He-was-a-leader-of-the-people-because-he-was-a-communist\/\" target=\"_blank\">Charilaos Florakis<\/a> que foi secret\u00e1rio-geral do KKE durante quinze anos. Patrim\u00f3nio do KKE, funciona hoje nela um centro de estudos com 30 mil documentos digitalizados, muitos sobre a hist\u00f3ria do Partido, e conta com uma biblioteca riqu\u00edssima.<\/p>\n<p>A iniciativa integrou-se nas comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio do nascimento de Florakis e coincidiu com o d\u00e9cimo anivers\u00e1rio da sua morte.<\/p>\n<p>O evento, a que compareceram muitas centenas de militantes, realizou-se ao ar livre, em frente do edif\u00edcio. No discurso que pronunciou, Dmitri Koutsoumpas, secret\u00e1rio-geral do Partido, evocou o significado da interven\u00e7\u00e3o na Historia do grande revolucion\u00e1rio, denunciando a hipocrisia da burguesia grega que o combateu e injuriou com ferocidade enquanto viveu para lhe reconhecer a grandeza somente ap\u00f3s a sua morte.<\/p>\n<p>Ao ouvir as palavras de Koutsoumpas recordei que a atitude da direita portuguesa e dos socialistas perante \u00c1lvaro Cunhal foi exatamente a mesma.<\/p>\n<p>Acompanhei com emo\u00e7\u00e3o aquela homenagem \u00e0 mem\u00f3ria do her\u00f3i comunista. Findou quando a noite havia j\u00e1 descido sobre Atenas. Entre os presentes havia muitos jovens. Senti que eles s\u00e3o j\u00e1 a ponte entre o passado e o futuro de um grande partido revolucion\u00e1rio sobre o qual chovem cr\u00edticas e at\u00e9 cal\u00fanias das burguesias da Europa e da Am\u00e9rica \u2013 um partido que \u00e9 incompreendido por organiza\u00e7\u00f5es reformistas do Movimento Comunista Internacional.<\/p>\n<p>Porqu\u00ea? Precisamente porque o KKE mant\u00e9m uma fidelidade intransigente aos valores e princ\u00edpios do marxismo-leninismo e uma confian\u00e7a inquebrant\u00e1vel na derrota final do capitalismo num mundo em crise civilizacional.<\/p>\n<p>Atenas, Junho de 2015<\/p>\n<p><b>1\u00aa parte: <a href=\"http:\/\/resistir.info\/mur\/grecia_30mai15.html\" target=\"_blank\">O SYRIZA sem m\u00e1scara<\/a><\/b><\/p>\n<p>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=3668\" target=\"_blank\">www.odiario.info\/?p=3668<\/a><\/p>\n<p><b>Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Atenas Revisitada \u2013 2 por Miguel Urbano Rodrigues Com excep\u00e7\u00e3o da ex-URSS e ex-Jugosl\u00e1via n\u00e3o h\u00e1 movimento de Resist\u00eancia compar\u00e1vel pela dimens\u00e3o ao \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8592\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-8592","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c120-grecia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2eA","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8592"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8592\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}