{"id":8607,"date":"2015-06-13T23:48:35","date_gmt":"2015-06-14T02:48:35","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8607"},"modified":"2015-06-28T15:48:48","modified_gmt":"2015-06-28T18:48:48","slug":"um-lugar-para-o-socialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8607","title":{"rendered":"Um lugar para o socialismo"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/stockholm.skp.se\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/01\/kke1.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>por Daniel Vaz de Carvalho<\/p>\n<p>&#8220;A Rep\u00fablica n\u00e3o ser\u00e1 uma realidade se n\u00e3o tiver por fim pr\u00e1tico a reforma social e por instrumento a liberdade plena garantindo a iniciativa popular dentro e fora do governo. Para n\u00f3s s\u00f3 \u00e9 real e s\u00e9ria a Rep\u00fablica em que houver garantido para o Socialismo um lugar seu&#8221;.<!--more--><\/p>\n<p>Antero Quental, A Rep\u00fablica e o Socialismo, 1873 [1]<\/p>\n<p>1 \u2013 Por qu\u00ea o socialismo?<\/p>\n<p>E m 1949 Einstein escrevia um texto intitulado &#8220;Por qu\u00ea o socialismo&#8221; [2] . Um texto absolutamente atual. Dizia ent\u00e3o, que sob o sistema capitalista os impulsos sociais se deterioram progressivamente. &#8220;Os seres humanos, seja qual for a sua posi\u00e7\u00e3o na sociedade, sofrem este processo de deteriora\u00e7\u00e3o. Inconscientemente prisioneiros da sua subjetividade, sentem-se inseguros, s\u00f3s, e privados do prazer simples e n\u00e3o sofisticado da vida&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O capital privado tende a concentrar-se em poucas m\u00e3os, em parte por causa da concorr\u00eancia entre os capitalistas e em parte porque o desenvolvimento tecnol\u00f3gico e a crescente divis\u00e3o do trabalho encorajam a forma\u00e7\u00e3o de unidades de produ\u00e7\u00e3o maiores \u00e0 custa de outras mais pequenas. O resultado destes desenvolvimentos \u00e9 uma oligarquia de capital privado cujo enorme poder n\u00e3o pode ser eficazmente controlado mesmo por uma sociedade democraticamente organizada.&#8221; &#8220;A anarquia econ\u00f3mica da sociedade capitalista como existe atualmente \u00e9, na minha opini\u00e3o, a verdadeira origem do mal&#8221;. &#8220;O homem pode encontrar sentido na vida, apenas dedicando-se \u00e0 sociedade. A clareza sobre os objetivos e problemas do socialismo \u00e9 da maior import\u00e2ncia na nossa \u00e9poca de transi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Einstein via a discuss\u00e3o livre e sem entraves destes problemas prisioneira de um poderoso tabu, embora considerasse a abordagem dos temas do socialismo um servi\u00e7o p\u00fablico importante.<\/p>\n<p>O grande cientista tinha e tem raz\u00e3o. Passadas seis d\u00e9cadas e meia, o tema socialismo como que desapareceu do debate pol\u00edtico-ideol\u00f3gico. Raros s\u00e3o hoje os partidos a n\u00edvel europeu, que apresentam o socialismo como objetivo estrat\u00e9gico. V\u00e1rios partidos embora apresentem cr\u00edticas \u00e0 austeridade e ao neoliberalismo, colocam-se \u00e0 margem do processo hist\u00f3rico, fogem \u00e0 quest\u00e3o de que uma pol\u00edtica alternativa imp\u00f5e um lugar para o socialismo.<\/p>\n<p>Na realidade, acabam por n\u00e3o p\u00f4r em causa o capitalismo, permanecendo numa linha social-democrata de querer gerir &#8220;melhor&#8221; o capitalismo, &#8220;salv\u00e1-lo dele pr\u00f3prio&#8221; ou torn\u00e1-lo socialmente menos danoso. E no entanto o capitalismo tem de ser substitu\u00eddo: mas substitu\u00eddo por qu\u00ea?<\/p>\n<p>2 \u2013 Um sistema disfuncional<\/p>\n<p>O capitalismo tornou-se um sistema que apodreceu por dentro. As fraudes, a manipula\u00e7\u00e3o das taxas de juro e de c\u00e2mbio por grandes bancos ditos de refer\u00eancia, as fal\u00eancias fraudulentas e os resgates com dinheiros p\u00fablicos retirados aos sal\u00e1rios, pens\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es sociais, tornaram-se pol\u00edticas recorrentes. O dinheiro do crime organizado, os horrores do tr\u00e1fico de seres humanos, da prostitui\u00e7\u00e3o, da droga, \u00e9 absorvido pelo sistema banc\u00e1rio sem reais problemas.<\/p>\n<p>&#8220;Os bancos ganham milh\u00f5es com o tr\u00e1fico de droga. As entidades reguladoras s\u00e3o relutantes em investigar o enorme processo da lavagem de dinheiro da droga, levada a cabo pelos bancos europeus e norte-americanos. &#8221; [3] Escandalosos arranjos financeiros com bancos envolvidos na lavagem do dinheiro sujo provam que o combate aos tr\u00e1ficos de droga e de seres humanos n\u00e3o passa de uma farsa. [4]<\/p>\n<p>Como afirma Michael Hudson [5] , uma classe cleptocr\u00e1tica, os &#8220;banksters&#8221;, gangsters banc\u00e1rios, assumiu o poder econ\u00f3mico. A economia foi capturada por um poder capaz de fazer fortunas, mas sem &#8220;cria\u00e7\u00e3o de riqueza&#8221; da forma que a maioria das pessoas a reconhece.<\/p>\n<p>O sistema capitalista mergulhou o mundo em quatro avassaladoras crises, insuper\u00e1veis neste sistema que apenas as agrava: a crise econ\u00f3mica e financeira, a crise social, a crise ambiental e a crise militar-belicista. O capitalismo chegou a uma situa\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o tem solu\u00e7\u00f5es para resolver os problemas e as crises que criou.<\/p>\n<p>O capitalismo atravessa a pior crise da sua exist\u00eancia. Crise que apresenta caracter\u00edsticas diferentes das anteriores e que p\u00f5em em perigo a pr\u00f3pria Humanidade: atingiu os limites ecol\u00f3gicos da sua reprodu\u00e7\u00e3o; a amplitude dos meios de viol\u00eancia e controle social \u00e9 sem precedentes; atingiu os limites da sua expans\u00e3o extensiva; um excedente de popula\u00e7\u00e3o cresce num &#8220;planeta de favelas&#8221;; a economia globalizada tornou-se incompat\u00edvel com o Estado-Na\u00e7\u00e3o baseado num sistema de autoridade pol\u00edtica [6]<\/p>\n<p>O que temos hoje no chamado &#8220;mundo ocidental&#8221; \u00e9 o neoliberalismo, uma incoerente e dogm\u00e1tica aplica\u00e7\u00e3o ao capitalismo monopolista de princ\u00edpios do liberalismo dos fins do s\u00e9c. XVIII. A pol\u00edtica de austeridade n\u00e3o funciona em parte alguma, mas n\u00e3o t\u00eam outra. As pol\u00edticas do FMI e da UE s\u00e3o um exemplo da desconex\u00e3o da realidade que o sistema capitalista imp\u00f5e em benef\u00edcio da uma minoria de 1%.<\/p>\n<p>Recentemente, o chefe da delega\u00e7\u00e3o do FMI que mant\u00e9m Portugal sob vigil\u00e2ncia (?!) afirmou que a &#8220;d\u00edvida p\u00fablica, o fraco investimento, a falta de dinamismo do mercado de trabalho, o endividamento das empresas s\u00e3o problemas que persistem&#8221;. Insistiu nas &#8220;reformas estruturais&#8221;: &#8220;cortar sal\u00e1rios e pens\u00f5es, cortar na despesa p\u00fablica&#8221;. Mas n\u00e3o foram estas mesmas &#8220;medidas&#8221; que imp\u00f5em h\u00e1 quatro anos que resolveriam todos aqueles problemas?!<\/p>\n<p>&#8220;As sociedades est\u00e3o vergadas ao absurdo de um sistema econ\u00f4mico que \u00e9 uma pura especula\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica sem refer\u00eancia com o mundo real&#8221;. &#8220;Esta crise de metodologia \u00e9 ao mesmo tempo um sintoma e um dos elementos da decad\u00eancia da economia atual e a sua transforma\u00e7\u00e3o em apolog\u00e9tica&#8221;. [7] No seu horizonte define-se um &#8220;\u00f3timo&#8221;. Mas este \u00f3timo de efici\u00eancia e este equil\u00edbrio, n\u00e3o \u00e9 nem um \u00f3timo nem representa um equil\u00edbrio social. Nem se prova que esses estados de equil\u00edbrio s\u00e3o socialmente justos, poss\u00edveis, \u00e9ticos. [9]<\/p>\n<p>O pseudo cientismo vigente necessita de negar a exist\u00eancia do social. A democracia est\u00e1 efetivamente condicionada por esta &#8220;ci\u00eancia&#8221; com o absurdo de as suas leis serem pretensamente v\u00e1lidas universalmente, independentemente das circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas e sociais. Na realidade, a dita &#8220;ci\u00eancia econ\u00f3mica&#8221; est\u00e1 reduzida \u00e0 facilita\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios: ao Estado reserva-se o papel de os assegurar. Como dizia um deputado PSD acerca da privatiza\u00e7\u00e3o da TAP, sem mais argumentos: &#8220;\u00e9 preciso deixar a economia funcionar&#8221;.<\/p>\n<p>A pobreza aumenta na UE, todas as medidas para &#8220;crescimento e emprego&#8221; mostraram-se contraproducentes. O reformismo social-democrata afunda-se numa espiral de contradi\u00e7\u00f5es internas e externas, mas persiste em ter como objetivo salvar o sistema e impedir uma alternativa pol\u00edtica em que o socialismo tenha lugar.<\/p>\n<p>3 \u2013 A UE, um desconexo conjunto de povos sem controle<\/p>\n<p>Num espa\u00e7o economicamente desenvolvido como a UE, praticamente toda a capacidade de decis\u00e3o popular foi usurpada. Vive-se um totalitarismo, mas a social-democracia pretende dar ainda mais compet\u00eancias \u00e0 UE &#8220;para aumentar a competitividade relativamente a outros blocos&#8221; ou ultimar a &#8220;uni\u00e3o banc\u00e1ria&#8221; com as finan\u00e7as nacionais a serem geridas por burocratas \u00e0s ordens da oligarquia dos pa\u00edses dominantes.<\/p>\n<p>Estas pol\u00edticas colocaram a generalidade dos pa\u00edses da UE, e em primeiro lugar os do euro, \u00e0 beira da cat\u00e1strofe. Portugal mergulhou na estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, aumento da pobreza, desemprego, aus\u00eancia de investimento, emigra\u00e7\u00e3o que se transformou em fuga do pa\u00eds para os mais jovens. O PIB est\u00e1 ao n\u00edvel de 15 anos atr\u00e1s, apesar de mantido pelo turismo e imobili\u00e1rio de luxo (em parte pelos &#8220;vistos gold&#8221;).<\/p>\n<p>Tudo o que poderia beneficiar o pa\u00eds, mesmo t\u00edmidas medidas como a interven\u00e7\u00e3o p\u00fablica na economia, o controle da banca, efetiva regula\u00e7\u00e3o financeira, etc, n\u00e3o \u00e9 permitido pelas institui\u00e7\u00f5es europeias sob pena de repres\u00e1lias que os seus sequazes nacionais repetem \u00e0 exaust\u00e3o. O poder democr\u00e1tico foi usurpado pelos organismos da UE contra os interesses nacionais. Sem colocarem a quest\u00e3o de verificar se as regras da UE e do euro s\u00e3o boas para Portugal e os portugueses o \u00fanico argumento que os propagandistas disp\u00f5em \u00e9 o da ced\u00eancia \u00e0s amea\u00e7as e chantagem das burocracias europeias,<\/p>\n<p>Em quatro anos de dito &#8220;ajustamento&#8221; a d\u00edvida p\u00fablica aumentou 54 mil milh\u00f5es de euros, os juros pagos atingiram cerca de 35,5 mil milh\u00f5es de euros e, em termos l\u00edquidos, o pa\u00eds perdeu nos \u00faltimos quatro anos, 25,5 mil milh\u00f5es de euros (diferen\u00e7a entre PIB e RN). Estes n\u00fameros expressam a natureza neocolonial das pol\u00edticas impostas pela UE. Face a isto, os papagaios de servi\u00e7o falam em &#8220;atrair capitais e investimento como prioridade absoluta&#8221;\u2026<\/p>\n<p>A cat\u00e1strofe \u00e9 permanecer no euro e seguir as regras da UE. Os pa\u00edses poderiam criar moeda sem juros, mas o euro \u00e9 o instrumento privilegiado para o dom\u00ednio alem\u00e3o sobre a Europa, uma lideran\u00e7a imposta custe o que custar aos outros povos. Na UE as liberdades democr\u00e1ticas est\u00e3o subordinadas aos interesses da gest\u00e3o dos neg\u00f3cios dos oligarcas. A democracia cessa na austeridade, na legisla\u00e7\u00e3o antilaboral, na comunica\u00e7\u00e3o social controlada, na submiss\u00e3o \u00e0s burocracias selecionadas pela oligarquia e pelo imperialismo.<\/p>\n<p>A social-democracia est\u00e1 a servi\u00e7o desta trag\u00e9dia e aviva os seus preconceitos anti socialismo, mostrando-se afligida com uma hipot\u00e9tica &#8220;ditadura de esquerda&#8221;. Vejam-se as atitudes para com Cuba, Bol\u00edvia, Venezuela, ao mesmo tempo que apoia o nazi-fascismo de Kiev.<\/p>\n<p>A UE tornou-se um espa\u00e7o neocolonial. Por\u00e9m, verdadeiramente colonizado \u00e9 apenas o povo que para se identificar com o colonizador esquece as suas ra\u00edzes. Verdadeiramente colonizados s\u00e3o os que se deslumbram e curvam perante os modelos pol\u00edticos e sociais do colonizador.<\/p>\n<p>5 \u2013 O socialismo como imperativo hist\u00f3rico<\/p>\n<p>O sistema capitalista espalhou o caos em regi\u00f5es inteiras, do Afeganist\u00e3o \u00e0 L\u00edbia, \u00e0 Som\u00e1lia. O capitalismo atingiu a sua fase senil incapaz de resolver os problemas que cria. Nenhum problema pode ser resolvido com a mesma forma de pensar que est\u00e1 na sua origem. Deste modo, \u00e9 necess\u00e1rio compreender que os partidos que nos trouxeram \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de descalabro atual, PS, PSD, CDS, n\u00e3o ser\u00e3o capazes de nos tirar dela. O capitalismo \u00e9 pois um sistema que tem de ser substitu\u00eddo.<\/p>\n<p>O socialismo \u00e9 de fato a alternativa \u00e0 barb\u00e1rie capitalista. [9] A barb\u00e1rie atual surge como produto da ascens\u00e3o de uma classe dominante financeira, parasit\u00e1ria e militarista. Governam e perseguem agressivamente uma agenda que est\u00e1 continuamente a reduzir os padr\u00f5es de vida, a transferir a riqueza p\u00fablica para os seus cofres privados, a violar direitos constitucionais no exerc\u00edcio de suas guerras imperiais, a segregar e perseguir milh\u00f5es de trabalhadores imigrantes e a promover a desintegra\u00e7\u00e3o e o desaparecimento do trabalho est\u00e1vel e da classe m\u00e9dia. [10]<\/p>\n<p>A luta de classes existe e foi exacerbada, mas a social-democracia mascara-a com as no\u00e7\u00f5es de competitividade e de &#8220;atrair capitais&#8221;. A propaganda, a manipula\u00e7\u00e3o podem parar a hist\u00f3ria? N\u00e3o, mas atrasam-na, pois s\u00f3 se pode mudar o que se compreende. Procuram criar uma opini\u00e3o p\u00fablica confundida, talvez revoltada, mas passiva.<\/p>\n<p>Perante o poder avassalador da finan\u00e7a e do imperialismo, seria f\u00e1cil admitir que nada pode ser alterado, por mais que os povos abominem o sistema em que vivem. Assim seria se o materialismo dial\u00e9tico n\u00e3o nos permitisse compreender e interpretar os fen\u00f3menos da vida tanto individual como coletiva e suas correla\u00e7\u00f5es. Tudo pareceria empiricamente perfeito ao capitalismo, sem a an\u00e1lise dial\u00e9tica. Mas por maior que seja o poder a servi\u00e7o da oligarquia, nada pode contra as leis econ\u00f3micas e sociais objetivas, inerentes a cada modo de produ\u00e7\u00e3o, nada pode para anular as contradi\u00e7\u00f5es que as estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia do capitalismo agravam.<\/p>\n<p>O materialismo dial\u00e9tico, o marxismo, permite-nos compreender o caos que nos cerca e suas causas, mas tamb\u00e9m definir e estimular as solu\u00e7\u00f5es para o superar. Permite-nos compreender que as transforma\u00e7\u00f5es quantitativas d\u00e3o origem \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es qualitativas. Tal como o capitalismo sucedeu ao feudalismo, o socialismo suceder\u00e1 ao capitalismo, como solu\u00e7\u00e3o para as suas contradi\u00e7\u00f5es e antagonismos.<\/p>\n<p>A alternativa parece-nos clara: socialismo ou barb\u00e1rie. O socialismo \u00e9 dirigido para um fim s\u00f3cio \u00e9tico, como escreveu Einstein. O socialismo representa a superioridade de um poder alicer\u00e7ado numa base social alargada em rela\u00e7\u00e3o a um poder submetido a uma minoria ultraprivilegiada.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do socialismo, quaisquer que sejam as variantes do seu processo de transi\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 consistir numa alternativa que defenda os interesses nacionais e populares, que lute pela soberania econ\u00f4mica, monet\u00e1ria e jur\u00eddica, do pa\u00eds. Uma alternativa que se afirme contra as quatro crises capitalistas e o espectro do neofascismo do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Notas<\/p>\n<p><u><a href=\"http:\/\/resistir.info\/mreview\/porque_o_socialismo.html\" target=\"_new\"><b>Porqu\u00ea o Socialismo?<\/b><\/a><\/u><b> , Albert Einstein<br \/>\n[3] <\/b><u><a href=\"http:\/\/www.theguardian.com\/world\/2012\/jun\/02\/western-banks-colombian-cocaine-trade\" target=\"_new\"><b>Western banks &#8216;reaping billions from Colombian cocaine trade<\/b><\/a><\/u><b> , Ed Vulliamy,<br \/>\n[4] <\/b><u><a href=\"http:\/\/www.legrandsoir.info\/le-scandaleux-arrangement-financier-avec-la-banque-hsbc-prouve-que-la-guerre-contre-la-drogue-n-est-qu-une-farce-rolling-stone.html\" target=\"_new\"><b>Le scandaleux arrangement financier avec la banque HSBC prouve que la guerre contre la drogue n&#8217;est qu&#8217;une farce<\/b><\/a><\/u><b> , Marc Taibby<br \/>\n[5] <\/b><u><a href=\"http:\/\/www.counterpunch.org\/2008\/09\/20\/america-s-own-kleptocracy\/\" target=\"_new\"><b>The Market and the Terminator Machines America&#8217;s Own Kleptocracy<\/b><\/a><\/u><b> , Michael Hudson<br \/>\n[6] <\/b><u><a href=\"http:\/\/www.informationclearinghouse.info\/article41650.htm\" target=\"_new\"><b>Crisis of Humanity and the Specter of 21st Century Fascism<\/b><\/a><\/u><b><br \/>\n[7] <\/b><u><a href=\"http:\/\/www.librairie-renaissance.fr\/listeliv.php?RECHERCHE=simple&amp;LIVREANCIEN=2&amp;MOTS=Jacques%20Sapir%20-%20Trous%20Noirs%20De%20La%20Science%20Economique.%20Essai%20Sur%20L%27Impossibilite%20De%20Penser%20Le%20Temps%20Et%20L%27Argent%20%28Les%29\" target=\"_new\"><b>Les Trous noirs de la science \u00e9conomique<\/b><\/a><\/u><b> , Jacques Sapir, Ed. <\/b><u><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=1789\" target=\"_new\"><b> , Miguel Urbano Rodrigues<br \/>\n[10] <\/b><u><\/u><\/a><u><a href=\"http:\/\/resistir.info\/petras\/petras_13ago10.html\" target=\"_new\"><b> , James Petras <\/b><\/a><\/u><\/u><\/p>\n<p>http:\/\/resistir.info\/v_carvalho\/um_lugar_para_o_socialismo.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Daniel Vaz de Carvalho &#8220;A Rep\u00fablica n\u00e3o ser\u00e1 uma realidade se n\u00e3o tiver por fim pr\u00e1tico a reforma social e por instrumento \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8607\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-8607","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2eP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8607\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}