{"id":8619,"date":"2015-06-16T12:25:10","date_gmt":"2015-06-16T15:25:10","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8619"},"modified":"2015-07-08T18:14:04","modified_gmt":"2015-07-08T21:14:04","slug":"um-grande-povo-e-a-sua-grande-heranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8619","title":{"rendered":"Um grande Povo e a sua grande heran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/mur\/imagens\/santorini3.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><b>Gr\u00e9cia revisitada \u2013 Conclus\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>por Miguel Urbano Rodrigues<\/p>\n<p>No homem e na mulher gregos transparece uma cultura profunda, invis\u00edvel, que n\u00e3o se confunde com a instru\u00e7\u00e3o. O campon\u00eas de poucas letras acumulou ali, na corrente de muitas dezena de gera\u00e7\u00f5es, <!--more-->uma serenidade, uma coragem, uma tenacidade, transmitidas pela espantosa aventura dos seus antepassados &#8211; uma sabedoria combativa que nos faz amar os her\u00f3is da Il\u00edada.<\/p>\n<p>As Ilhas Gregas inspiraram poetas e romancistas c\u00e9lebres que as cantaram e descreveram como para\u00edsos terrestres.<\/p>\n<p>Santorini, nas C\u00edclades, \u00e9 daqueles lugares que homens de qualquer nacionalidade t\u00eam dificuldade em crer que existam.<\/p>\n<p>Estive ali em Maio.<\/p>\n<p>A Ilha era muito maior h\u00e1 35 s\u00e9culos quando um vulc\u00e3o submarino a destruiu. Quase metade afundou-se em \u00e1guas profundas. Aquilo que sobrou (93 km2) tem a forma de uma meia-lua irregular. No centro da ba\u00eda emergiu de erup\u00e7\u00f5es posteriores uma ilhota negra em cujo cume se abrem crateras de um vulc\u00e3o atualmente adormecido.<\/p>\n<p>Por muitos s\u00e9culos, a nova ilha ter\u00e1 sido inabit\u00e1vel. Mas gentes do Arquip\u00e9lago, atra\u00eddas pela sua beleza, fixaram-se ali. E no rodar do tempo, lavas e cinzas transformaram-se em terra f\u00e9rtil onde foram plantadas vinhas que produzem um vinho digno dos deuses do Olimpo.<\/p>\n<p>Por ali passaram gregos, bizantinos, \u00e1rabes, turcos, cruzados, venezianos.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o residente ronda hoje 15 mil pessoas. Mas a Ilha \u00e9 invadida permanentemente por densas hordas tur\u00edsticas.<\/p>\n<p>No lado voltado para a ba\u00eda, uma escarpa rochosa despenha-se abruptamente sobre o mar de uma altura que oscila entre os 200 e os 300 metros.<\/p>\n<p>Aldeias com a brancura das alentejanas aninham-se, encasteladas, \u00e0 beira de precip\u00edcios medonhos. O casario desce pelas fal\u00e9sias \u2013 hot\u00e9is, restaurantes, lojas, caf\u00e9s, resid\u00eancias abobadadas (modestas e apala\u00e7adas) \u2013 em equil\u00edbrios que assustam. Andei por duas, Fira e Oia. Recordadas, desfilam pela mem\u00f3ria como cria\u00e7\u00f5es humanas na apar\u00eancia imposs\u00edveis.<\/p>\n<p>Na costa leste, o planalto desce suavemente para morrer no mar. Em praias de areias negras, de lavas desfeitas, o mundo tur\u00edstico exibe o seu rosto s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Mas Santorini projeta tamb\u00e9m o forasteiro para uma estranha cidade morta, que nasceu e morreu no extremo sul da Ilha a duzentos metros das \u00e1guas azuis do Egeu. Akrotiri se chama. Escava\u00e7\u00f5es recent\u00edssimas, empreendidas com a t\u00e9cnica da mais avan\u00e7ada arqueologia grega, arrancaram ali do solo vulc\u00e2nico as ru\u00ednas de uma cidade pr\u00e9-hist\u00f3rica onde floresceu uma civiliza\u00e7\u00e3o de raiz minoica da idade do bronze tardio.<\/p>\n<p>Imaginei-me no s\u00e9culo XVI antes da Nossa Era ao contemplar as ruas, as casas, as pra\u00e7as, talhas que lembram as alentejanas, o mobili\u00e1rio, as esculturas e os frescos (hoje expostos no museu de Fira) de uma civiliza\u00e7\u00e3o desaparecida.<\/p>\n<p>Como sintetizar a emo\u00e7\u00e3o do descobrimento de Santorini?<\/p>\n<p>Aquela Ilha m\u00e1gica fez-me viajar durante quatro dias pela esquecida capacidade do homem para criar formas de viver, e culturas contradit\u00f3rias no planeta Terra.<\/p>\n<p><b>REGRESSO \u00c0 ACR\u00d3POLE<\/b><\/p>\n<p>Encostado ao m\u00e1rmore frio de uma coluna dos Propileus encimada por um capitel d\u00f3rico, o meu pensamento subiu pelo tempo e revi-me em 1953 sentado nos degraus do P\u00e1rtenon, contemplando Atenas.<\/p>\n<p>Semanas depois escrevi um artigo sobre a Gr\u00e9cia no <i>Di\u00e1rio de Noticias. <\/i>Dele nada recordo. Mas sei que n\u00e3o estava preparado para compreender aquilo que via.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o acumulei conhecimentos e difere muito a minha perspetiva sobre a aventura do homem na Historia.<\/p>\n<p>A Acr\u00f3pole foi tocada por m\u00faltiplas obras de restaura\u00e7\u00e3o, a escadaria de acesso aos Propileus n\u00e3o existia, a imagem do P\u00e1rtenon \u00e9 outra e a Gr\u00e9cia do ano 2015 um pa\u00eds ent\u00e3o inimagin\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nos Propileus \u00e9 outra hoje a minha medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Tempo n\u00e3o parou, nunca p\u00e1ra, mas abra\u00e7ando com o olhar parcelas da Acr\u00f3pole sinto que os templos erguidos na pequena planura que coroa aquele pared\u00e3o rochoso transmitem mensagens permanentes de uma cultura que marcou decisivamente o caminhar maravilhoso e tr\u00e1gico da humanidade.<\/p>\n<p>Viajando por 25 s\u00e9culos, tento imaginar a Atenas destru\u00edda pelo persa D\u00e1rio e reconstruida por P\u00e9ricles, o grande heleno a quem devemos o P\u00e1rtenon, o estadista que foi arquiteto da muito citada democracia grega, ant\u00edtese das tiranias coevas, mas que era afinal a ditadura de uma classe aristocr\u00e1tica que oprimia a esmagadora maioria, privada do direito de voto.<\/p>\n<p><b>UMA BURGUESIA ARROGANTE INIMIGA DOS TRABALHADORES<\/b><\/p>\n<p>O c\u00e2ntico de elogios \u00e0 Gr\u00e9cia como &#8220;p\u00e1tria da democracia&#8221;, tradicional nos pol\u00edticos e intelectuais neoliberais da Uni\u00e3o Europeia e dos Estados Unidos, \u00e9 hip\u00f3crita e falseia a Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia foi o primeiro pa\u00eds dos Balc\u00e3s a libertar-se do jugo Otomano. Mas o sujeito da insurrei\u00e7\u00e3o vitoriosa foi o povo e n\u00e3o a burguesia.<\/p>\n<p>J\u00e1 durante a ocupa\u00e7\u00e3o turca se formara no pa\u00eds uma pr\u00f3spera burguesia que se expandiu ap\u00f3s a independ\u00eancia. Essa classe nada tinha de democr\u00e1tica. A instala\u00e7\u00e3o da monarquia, implantada com o patroc\u00ednio da Inglaterra, da \u00c1ustria, da Fran\u00e7a e da R\u00fassia favoreceu os interesses dessa burguesia que colaborou sempre com os reis estrangeiros e o imperialismo.<\/p>\n<p>A luta de classes acentuou-se a partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XX. \u00c9 significativo que o Partido Comunista da Gr\u00e9cia tenha sido o primeiro na Europa, depois do B\u00falgaro, a ser fundado ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Russa de Outubro de 1917.<\/p>\n<p>Durante a II Guerra Mundial as camadas mais influentes da burguesia colaboraram com os ocupantes fascistas e posteriormente foram aliadas dos ingleses na feroz repress\u00e3o desencadeada contra o Ex\u00e9rcito da Democracia \u2013ELAS.<\/p>\n<p>Inimigos da democracia e da classe trabalhadora foram obviamente os armadores multimilion\u00e1rios que controlaram (e controlam) a marinha mercante grega. Dois deles, On\u00e1ssis e Niarkos, tornaram-se figuras veneradas pelo chamado jet set internacional. Exemplificam bem a afirma\u00e7\u00e3o de Marx de que o capital n\u00e3o tem p\u00e1tria.<\/p>\n<p>A pervers\u00e3o desinformava do sistema medi\u00e1tico internacional n\u00e3o pode ocultar a realidade: quem na Gr\u00e9cia ao longo do tempo se bateu pela democracia foi a classe trabalhadora. A burguesia foi sempre incompat\u00edvel com os seus valores e princ\u00edpios.<\/p>\n<p><b>O EF\u00c9MERO E O PERMANENTE <\/b><\/p>\n<p>Do lugar onde me encontro vejo o P\u00e1rtenon e o templo de Atena, mas n\u00e3o o Erecteion.<\/p>\n<p>O que sentiriam os atenienses ao participarem na prociss\u00e3o das Grandes Panateneias, na Acr\u00f3pole, quando os templos da colina sagrada eram um festival de cores?<\/p>\n<p>Sempre tive dificuldade em avaliar a atitude dos antigos gregos perante a religi\u00e3o. A sua mitologia com mais de 3000 divindades \u00e9 fascinante. Mas o que significavam para eles os deuses? At\u00e9 Alexandre procedia a sacrif\u00edcios. Acreditaria nesse ritual e na sua origem divina?<\/p>\n<p>O que na Acr\u00f3pole sobrou de m\u00faltiplas agress\u00f5es que a atingiram ao longo dos s\u00e9culos \u00e9 ainda deslumbrante. A \u00faltima foi o bombardeamento pelos ingleses, ap\u00f3s a II Guerra Mundial. Mas o esfor\u00e7o de imagina\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite atravessar o tempo e contemplar o que &#8220;aquilo&#8221; foi, os monumentos e os homens que os conceberam.<\/p>\n<p>Percorri com lentid\u00e3o os sal\u00f5es do Museu da Acr\u00f3pole. N\u00e3o creio que exista no mundo museu semelhante. Detive-me em medita\u00e7\u00e3o na galeria que exibe pe\u00e7as dos frisos dos Front\u00f5es do P\u00e1rtenon. Algumas, poucas, s\u00e3o originais encontrados nas escava\u00e7\u00f5es. A maioria s\u00e3o r\u00e9plicas dos frisos roubados por Lord Elgin, o magnate-pirata ingl\u00eas que os levou para Londres e os ofereceu ao British Museum onde se encontram ainda.<\/p>\n<p>Refleti ali sobre as guinadas da Hist\u00f3ria. Quando os bret\u00f5es da futura Inglaterra ainda viviam em cavernas e cabanas, a cidade-estado de Atenas na Pen\u00ednsula da \u00c1tica acumulava saberes que anunciavam uma civiliza\u00e7\u00e3o vocacionada para mudar o rumo da Humanidade Ocidental.<\/p>\n<p>Em v\u00e9speras de uma saga inesperada, Atenas enfrentou um enorme desafio para sobreviver. Quando Tem\u00edstocles e Milc\u00edades derrotaram os invasores persas, a Gr\u00e9cia inteira era um pequeno pa\u00eds comparada com o imp\u00e9rio do Rei dos Reis.<\/p>\n<p>As vit\u00f3rias sobre Dario e Xerxes foram o pr\u00f3logo do que parecia imposs\u00edvel. O pigmeu venceu o gigante.<\/p>\n<p>Transcorrido um s\u00e9culo, um pr\u00edncipe da Maced\u00f3nia, estadista e general superdotado, atravessou o Helesponto e levou a cultura grega ao cora\u00e7\u00e3o do que da \u00c1sia se conhecia. Polis hel\u00e9nicas surgiram nas remotas estepes da B\u00e1ctria, \u00e0 beira dos p\u00edncaros nevados do Pamir. Ter\u00e1 sido Alexandre o primeiro governante a conceber a ideia do Estado Universal.<\/p>\n<p><b>UMA ARTE MARAVILHOSA E INOVA\u00c7\u00d5ES REVOLUCIONARIAS NAS CI\u00caNCIAS <\/b><\/p>\n<p>Caminhando pelo Museu da Acr\u00f3pole, acariciando com o olhar esculturas de F\u00eddias e Praxiteles e dezenas de est\u00e1tuas de deuses e deusas do pante\u00e3o grego, senti-me invadido por uma certeza que contrariava a l\u00f3gica aparente das coisas.<\/p>\n<p>Trabalhando os m\u00e1rmores do Pent\u00e9lico h\u00e1 25 s\u00e9culos, os artistas da \u00e9poca atingiram um n\u00edvel de perfei\u00e7\u00e3o, harmonia e rigor quase insuper\u00e1vel. Somente ap\u00f3s s\u00e9culos de escurid\u00e3o relativa seriam igualados na It\u00e1lia renascentista pelos grandes mestres de Floren\u00e7a e Veneza.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o nas artes, introduzida por um povo t\u00e3o pobre de recursos naturais, foi alias acompanhada por uma revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Na filosofia, na matem\u00e1tica, na geometria, na geografia, na astronomia, na medicina, a Gr\u00e9cia foi precursora de inova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas prodigiosas. Os materialistas gregos, Epicuro e Dem\u00f3crito, inspiraram Marx na formula\u00e7\u00e3o do materialismo hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>De Her\u00f3doto se diz que foi o pai da Hist\u00f3ria. Eu penso em Xenofonte, no seu An\u00e1base, para mim livro de cabeceira desde a juventude.<\/p>\n<p>Encantou-me nos \u00faltimos dias palmilhar quil\u00f3metros pelas ruas de Atenas, numa despedida da cidade revisitada. Sabia que n\u00e3o voltaria. Mas essa certeza dolorosa era atenuada pelo sentimento de admira\u00e7\u00e3o pelo povo grego.<\/p>\n<p>A crise n\u00e3o apagou nele a alegria de viver, a confian\u00e7a de que o sol voltar\u00e1 a brilhar na boca do t\u00fanel, tal como ocorreu em muitas outras crises da sua dram\u00e1tica hist\u00f3ria milenar.<\/p>\n<p>No homem e na mulher gregos transparece uma cultura profunda, invis\u00edvel, que n\u00e3o se confunde com a instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O campon\u00eas de poucas letras acumulou ali, na corrente de muitas dezena de gera\u00e7\u00f5es, uma serenidade, uma coragem, uma tenacidade, transmitidas pela espantosa aventura dos seus antepassados &#8211; uma sabedoria combativa que nos faz amar os her\u00f3is da Il\u00edada.<\/p>\n<p>Ao contemplar a Acr\u00f3pole sinto que ela ajuda a compreender o povo grego e a Humanidade.<\/p>\n<p>Atenas, Junho de 2015<\/p>\n<p>http:\/\/resistir.info\/mur\/grecia_08jun15.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gr\u00e9cia revisitada \u2013 Conclus\u00e3o por Miguel Urbano Rodrigues No homem e na mulher gregos transparece uma cultura profunda, invis\u00edvel, que n\u00e3o se confunde \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8619\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-8619","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c120-grecia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2f1","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8619"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8619\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}