{"id":8710,"date":"2015-06-24T21:05:57","date_gmt":"2015-06-25T00:05:57","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8710"},"modified":"2015-07-20T14:32:33","modified_gmt":"2015-07-20T17:32:33","slug":"syriza-saqueio-pilhagem-e-prostracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8710","title":{"rendered":"Syriza: Saqueio, pilhagem e prostra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/petras\/imagens\/tropa_nazi_na_grecia.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><b>\u2013 Como a &#8220;esquerda&#8221; abra\u00e7a pol\u00edticas de direita<\/b><\/p>\n<p><b>por James Petras<\/b><\/p>\n<p><b>A Gr\u00e9cia tem estado nas manchetes da imprensa financeira internacional durante os \u00faltimos cinco meses, quando o partido de esquerda rec\u00e9m eleito, o Syriza, <!--more-->que se opunha ostensivamente \u00e0s chamadas &#8220;medidas de austeridade&#8221;, confrontava directamente a Troika (Fundo Monet\u00e1rio Internacional, Comiss\u00e3o Europeia e Banco Central Europeu).<\/b><\/p>\n<p>Inicialmente a lideran\u00e7a do Syriza, encabe\u00e7ada por Alexis Tsipras, adoptou<u>v\u00e1rios posicionamentos estrat\u00e9gicos <\/u>com <u>consequ\u00eancias fatais <\/u>\u2013 em termos de implementa\u00e7\u00e3o das suas promessas eleitorais de elevar padr\u00f5es de vida, acabar com a vassalagem \u00e0 Troika e seguir uma pol\u00edtica externa independente.<\/p>\n<p>Prosseguiremos esbo\u00e7ando os <u>fracassos sist\u00e9micos iniciais <\/u>do Syriza e as subsequentes concess\u00f5es, <u>corroendo mais uma vez <\/u>padr\u00f5es de vida gregos e aprofundando o papel da Gr\u00e9cia como um colaborador activo do imperialismo dos EUA e israelense.<\/p>\n<p><b>Ganhar elei\u00e7\u00f5es e capitular ao poder <\/b><\/p>\n<p>A esquerda norte-americana e europeia celebrou a vit\u00f3ria eleitoral do Syriza como uma <u>ruptura <\/u>com programas de austeridade neoliberais e como o <u>lan\u00e7amento <\/u>de uma alternativa radical, a qual implementaria iniciativas populares para mudan\u00e7as sociais b\u00e1sicas, incluindo medidas para gerar emprego, restabelecer pens\u00f5es, reverter privatiza\u00e7\u00f5es, reordenar prioridades do governo e favorecer pagamentos a empregados em rela\u00e7\u00e3o a bancos estrangeiros. A &#8220;evid\u00eancia&#8221; para a agenda de reforma radical estava contida no <u>Manifesto de Sal\u00f3nica <\/u>, o qual o Syriza prometeu que seria o programa condutor dos seus respons\u00e1veis rec\u00e9m eleitos.<\/p>\n<p>Contudo, antes e imediatamente depois de serem eleitos, l\u00edderes do Syriza adoptaram <u>tr\u00eas decis\u00f5es b\u00e1sicas <\/u>eliminando quaisquer mudan\u00e7as significativas. Na verdade, estas decis\u00f5es puseram em curso uma <u>rota reaccion\u00e1ria <\/u>.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar e acima de tudo, o Syriza aceitou como <i>leg\u00edtima <\/i>a <u>d\u00edvida externa <\/u>de mais de 350 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares, apesar de a maior parte ter sido assinada por anteriores governos cleptocratas, bancos, neg\u00f3cios, imobili\u00e1rio e interesses financeiros corruptos. Virtualmente nada desta d\u00edvida foi utilizada para financiar actividade produtiva ou servi\u00e7os vitais, os quais fortaleceriam a economia e a futura capacidade da Gr\u00e9cia para reembolsar os empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>Centenas de milhares de milh\u00f5es de Euros foram escondidos longe atrav\u00e9s de contas em bancos e imobili\u00e1rio estrangeiro ou investidos em ac\u00e7\u00f5es e t\u00edtulos al\u00e9m-mar. Depois de afirmar a <i>&#8220;legitimidade&#8221; <\/i>da d\u00edvida il\u00edcita, o Syriza prosseguiu declarando sua <i>&#8220;disposi\u00e7\u00e3o&#8221; <\/i>para pagar a d\u00edvida. A Troika imediatamente entendeu que o novo governo Syriza seria um <u>ref\u00e9m <\/u>receptivo a nova coer\u00e7\u00e3o, \u00e0 chantagem <u>e <\/u>pagamentos da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, e relacionado com o acima, o Syriza declarou sua determina\u00e7\u00e3o de <u>permanecer dentro <\/u>da Uni\u00e3o Europeia e da Eurozona e portanto<u>aceitou <\/u>a <u>rendi\u00e7\u00e3o <\/u>da sua soberania e da sua capacidade para moldar uma pol\u00edtica independente. Declarou a sua disposi\u00e7\u00e3o a submeter-se aos ditames da Troika. Uma vez sob a pata da Troika, a \u00fanica pol\u00edtica do Syriza seria &#8220;negociar&#8221;, &#8220;renegociar&#8221; e fazer novas concess\u00f5es aos bancos da UE num processo totalmente unilateral. A r\u00e1pida submiss\u00e3o do Syriza \u00e0 Troika foi a sua segunda trai\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, mas n\u00e3o a \u00faltima, ao seu programa eleitoral.<\/p>\n<p>Uma vez que o Syriza demonstrou \u00e0 Troika a sua disposi\u00e7\u00e3o para trair seu programa popular, a Troika escalou suas exig\u00eancias e endureceu sua intransig\u00eancia. Bruxelas descontou a <u>ret\u00f3rica de esquerda <\/u>do Syriza e seus gestos radicais de teatro como um sopro de fuma\u00e7a nos olhos do eleitorado grego. Os banqueiros da UE sabiam que quando chegasse o momento de negociar novos acordos de empr\u00e9stimo, a lideran\u00e7a do Syriza capitularia. Enquanto isso, a esquerda euro-americana engoliu toda a ret\u00f3rica radical do Syriza sem olhar para sua pr\u00e1tica real.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, ao tomar posse, o Syriza negociou uma coliga\u00e7\u00e3o com a extrema-direita do <u>Partido dos Gregos Independentes<\/u>, pr\u00f3 NATO (OTAN), xen\u00f3fobo e anti-imigrantes, garantindo que a Gr\u00e9cia continuaria a apoiar pol\u00edticas militares da NATO no M\u00e9dio Oriente, na Ucr\u00e2nia e a campanha brutal de Israel contra a Palestina.<\/p>\n<p>Em quarto lugar, a maior parte dos nomeados para o gabinete do primeiro-ministro Tsipras n\u00e3o tinham experi\u00eancia de luta de classe. Pior ainda, a maior parte eram acad\u00e9micos e antigos conselheiros do PASOK sem qualquer capacidade ou disposi\u00e7\u00e3o para romper com os ditames da Troika. Sua <i>&#8220;pr\u00e1tica&#8221;<\/i>acad\u00e9mica consistia em grande parte de <i>&#8220;combate&#8221; <\/i>te\u00f3rico, mal adaptado \u00e0 confronta\u00e7\u00e3o no mundo real com pot\u00eancias imperiais agressivas.<\/p>\n<p><b>De um arranh\u00e3o \u00e0 gangrena <\/b><\/p>\n<p>Ao capitular \u00e0 UE desde o in\u00edcio, incluindo a aceita\u00e7\u00e3o do pagamento da d\u00edvida ileg\u00edtima, enganchado \u00e0 Extrema-direita e submisso aos ditames da Troika, o cen\u00e1rio estava pronto para que o Syriza <u>tra\u00edsse todas as suas promessas e agravasse o fardo econ\u00f3mico dos seus apoiantes <\/u>. As piores <u>trai\u00e7\u00f5es <\/u>incluem: (1) n\u00e3o restabelecer pagamentos de pens\u00f5es; (2) n\u00e3o restabelecer o sal\u00e1rio m\u00ednimo; (3) n\u00e3o reverter privatiza\u00e7\u00f5es; (4) n\u00e3o finalizar programas de austeridade; e (5) n\u00e3o aumentar fundos para educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, habita\u00e7\u00e3o e desenvolvimento local.<\/p>\n<p>A Troika e seus publicistas na imprensa financeira est\u00e3o a exigir que o Syriza corte ainda mais o sistema grego de pens\u00f5es, empobrecendo 1,5 milh\u00e3o de trabalhadores reformados. Ao contr\u00e1rio do que os media apresentaram como &#8220;exemplos&#8221; de pens\u00f5es gordas desfrutadas por menos de 5% de pensionistas, os gregos sofreram as mais profundas redu\u00e7\u00f5es de pens\u00f5es na Europa em mais de um s\u00e9culo. S\u00f3 nos \u00faltimos quatro anos a Troika cortou oito vezes as pens\u00f5es gregas. A vasta maioria das pens\u00f5es foi amputada em aproximadamente 50% desde 2010. A pens\u00e3o m\u00e9dia \u00e9 de 700 Euros por m\u00eas mas 45% dos pensionistas gregos recebem menos de 665 Euros por m\u00eas \u2013 abaixo da linha de pobreza. Mas a Troika exige redu\u00e7\u00f5es ainda maiores. Estas incluem por fim a subs\u00eddios or\u00e7amentais a pensionistas que vivem em pobreza extrema, um aumento na idade de reforma para 67 anos, uma aboli\u00e7\u00e3o de disposi\u00e7\u00f5es de pens\u00f5es ligadas a ocupa\u00e7\u00f5es perigosas e para m\u00e3es trabalhadoras. As medidas regressivas pr\u00e9vias, impostas pela Troika e implementadas pelo regime anterior da coliga\u00e7\u00e3o de direita, esgotou gravemente o fundo de pens\u00f5es grego. Em 2012, o programa de <i>&#8220;reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida&#8221; <\/i>da Troika levou \u00e0 <i>perda<\/i>de 25 mil milh\u00f5es de Euros de reservas possu\u00eddas pelo governo grego em t\u00edtulos governamentais. As pol\u00edticas de austeridade da Troika asseguraram que as reservas para pens\u00f5es n\u00e3o seriam reabastecidas. As contribui\u00e7\u00f5es mergulharam quando o desemprego ascendeu a cerca de 30% ( <i>Financial Times,<\/i>6\/5\/15, p.4). Apesar do assalto frontal da Troika ao sistema de pens\u00f5es grego, a <i>&#8220;equipe econ\u00f3mica&#8221; <\/i>do Syriza manifestou sua disposi\u00e7\u00e3o para elevar a idade de reforma, cortar pens\u00f5es em 5% e negociar novas trai\u00e7\u00f5es a pensionistas enfrentando priva\u00e7\u00f5es. O Syriza n\u00e3o s\u00f3 fracassou em cumprir sua promessa de campanha de reverter as pol\u00edticas regressivas anteriores como comprometeu-se nas suas pr\u00f3prias liquida\u00e7\u00f5es &#8220;pragm\u00e1ticas&#8221; junto \u00e0 Troika.<\/p>\n<p>Pior ainda, o Syriza <u>aprofundou e estendeu <\/u>as pol\u00edticas dos seus antecessores reaccion\u00e1rios. (1) O Syriza prometeu congelar privatiza\u00e7\u00f5es: Agora ele promete <u>estend\u00ea-las em 3,2 mil milh\u00f5es de Euros <\/u>e privatizar novos sectores p\u00fablicos. (2) O Syriza concordou atribuir recursos p\u00fablicos escassos aos militares, incluindo um investimento de 500 milh\u00f5es de Euros para aperfei\u00e7oar a For\u00e7a A\u00e9rea Grega. (3) O Syriza pilhou o fundo nacional de pens\u00f5es e tesourarias municipais em mais de mil milh\u00f5es de euros para cumprir pagamentos de d\u00edvidas \u00e0 Troika. (4) O Syriza est\u00e1 a cortar investimentos p\u00fablicos em projectos de infraestrutura e cria\u00e7\u00e3o de emprego para atender datas finais da Troika. (5) O Syriza concordou com um excedente or\u00e7amental de 0,6% no momento em que a Gr\u00e9cia est\u00e1 a incidir, neste ano, num d\u00e9fice de 0,7% \u2013 o que significa mais cortes depois deste ano. (6) O Syriza prometia reduzir o IVA sobre bens essenciais como alimentos; agora aceita uma taxa de 23%.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica externa do Syriza imita a dos seus antecessores. O ministro da Defesa de extrema-direita do Syriza, Panos Kammenos, tem sido um apoiante ruidoso das san\u00e7\u00f5es dos EUA e UE contra a R\u00fassia \u2013 apesar da agita\u00e7\u00e3o habitual dos falsos &#8220;dissidentes&#8221; do Syriza a pol\u00edticas da NATO, seguidas pela capitula\u00e7\u00e3o total \u2013 para permanecer nas boas gra\u00e7as da NATO. O regime Syriza tem permitido a todos os cleptocratas e evasores fiscais bem conhecidos a<u>reterem <\/u>sua riqueza il\u00edcita e aumentarem seus haveres al\u00e9m-mar com transfer\u00eancias maci\u00e7as das suas actuais <i>&#8220;poupan\u00e7as&#8221; <\/i>para fora do pa\u00eds. No fim de Maio de 2015, o primeiro-ministro Tsipras e o ministro das Finan\u00e7as Varoufakis esvazi\u200baram o Tesouro para atender a pagamentos de d\u00edvida, aumentando as perspectivas de que pensionistas e trabalhadores do sector p\u00fablico n\u00e3o receber\u00e3o os seus benef\u00edcios. Tendo esvaziado o Tesouro grego, o Syriza agora impor\u00e1 a <i>&#8220;Solu\u00e7\u00e3o Troika&#8221; <\/i>sobre as costas das empobrecidas massas gregas: <u>ou <\/u>aprovar um novo plano de &#8220;austeridade&#8221;, reduzindo pens\u00f5es, aumentando a idade de reforma, eliminando leis de protec\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a de empregos dos trabalhadores e negociando direitos <u>ou <\/u>enfrentar um tesouro vazio, sem pens\u00f5es, aumento do desemprego e aprofundamento da depress\u00e3o econ\u00f3mica. O Syriza deliberadamente esvaziou o Tesouro, pilhou fundos de pens\u00e3o e haveres locais de munic\u00edpios a fim de chantagear a popula\u00e7\u00e3o a aceitar como um facto consumado as pol\u00edticas regressivas de banqueiros da UE \u2013 os chamados &#8220;programas de austeridade&#8221;.<\/p>\n<p><u>Desde o princ\u00edpio <\/u>, o Syriza atendeu aos ditames da Troika, mesmo quando eles encenavam sua &#8220;resist\u00eancia de princ\u00edpio&#8221;. Primeiro mentiram ao p\u00fablico grego, chamando a Troika de &#8220;parceiros internacionais&#8221;. A seguir mentiram outra vez chamando o memorando da Troika para maior austeridade de &#8220;documento negocial&#8221;. Os enganos do Syriza pretendiam esconder a sua <u>continua\u00e7\u00e3o <\/u>do &#8220;quadro&#8221; altamente impopular imposto pelo anterior e desacreditado regime de extrema-direita.<\/p>\n<p>Ao pilhar o pa\u00eds de recursos a fim de pagar os banqueiros, o Syriza escalou sua abjec\u00e7\u00e3o internacional. Seu ministro da Defesa ofereceu <u>novas <\/u>bases militares \u00e0 NATO, incluindo uma base a\u00e9rea-mar\u00edtima na ilha grega de Carpatos. O Syriza escalou o apoio pol\u00edtico e militar da Gr\u00e9cia \u00e0 UE e aos EUA para interven\u00e7\u00f5es militares e apoio a terroristas <i>&#8220;moderados&#8221; <\/i>no M\u00e9dio Oriente, ridiculamente em nome da <i>&#8220;protec\u00e7\u00e3o de crist\u00e3os&#8221;. <\/i>A bajula\u00e7\u00e3o do Syriza a sionistas europeus e estado-unidenses, fortalecendo seus la\u00e7os com Israel, evocando uma <i>&#8220;alian\u00e7a estrat\u00e9gica&#8221; <\/i>com o estado do apartheid terrorista. Desde os seus primeiros dias no gabinete, o ministro de extrema-direita da Defesa, Kammenos, prop\u00f4s a cria\u00e7\u00e3o de um &#8220;espa\u00e7o de defesa comum&#8221; incluindo Chipre e Israel \u2013 apoiando portanto o bloqueio a\u00e9reo e mar\u00edtimo de Israel a Gaza.<\/p>\n<p><b>Conclus\u00e3o <\/b><\/p>\n<p>A decis\u00e3o pol\u00edtica do Syriza de &#8221; <u>embutir-se <\/u>&#8221; na UE e na Eurozona, a todo custo, assinala que a Gr\u00e9cia continuar\u00e1 a ser um <u>estado vassalo <\/u>, traindo seu programa e adoptando pol\u00edticas profundamente reaccion\u00e1rias, mesmo enquanto trombeteia sua falsa ret\u00f3rica esquerdista e finge <i>&#8220;resist\u00eancia&#8221; <\/i>\u00e0 Troika. Apesar do facto de o Syriza ter pilhado pens\u00f5es internas e tesourarias locais, muitos iludidos esquerdistas na Europa e nos EUA continuam a aceitar e racionalizar o que eles escolheram alcunhando-as como <i>&#8220;compromissos realistas e pragm\u00e1ticos&#8221;.<br \/>\n<\/i><br \/>\nO Syriza enterrou a Gr\u00e9cia ainda mais fundo dentro da hierarquia dominada pelas finan\u00e7as alem\u00e3s, ao capitular do seu poder soberano de impor uma morat\u00f3ria da d\u00edvida, abandonar a Eurozona, preservar seus recursos financeiros, restabelecer uma divisa nacional, impor controles de capitais, confiscar milhares de milh\u00f5es de Euros em contas il\u00edcitas al\u00e9m-mar, mobilizar fundos locais para financiar a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e reactivar o sector p\u00fablico e privado. O falso &#8220;Sector de esquerda&#8221; dentro do Syriza repetidamente balbuciou <i>&#8220;objec\u00e7\u00f5es&#8221; <\/i>impotent<wbr \/>es, enquanto Tsipras-Varoufakis prosseguiam a liquida\u00e7\u00e3o mist\u00e9rio at\u00e9 a capitula\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n<p>No final das contas, o Syriza aprofundou a pobreza e o desemprego, aumentou o controle estrangeiro sobre a economia, desgastou ainda mais o sector p\u00fablico, facilitou o despedimento de trabalhadores e cortou nas indemniza\u00e7\u00f5es por despedimento \u2013 enquanto aumentou o papel dos militares gregos ao aprofundar suas liga\u00e7\u00f5es \u00e0 NATO e a Israel.<\/p>\n<p>Igualmente importante, o Syriza esvaziou totalmente a <u>fraseologia de esquerda <\/u>de qualquer significado cognitivo: para eles, soberania nacional traduz-se em vassalagem internacional e anti-austeridade tornam-se capitula\u00e7\u00f5es pragm\u00e1ticas a nova austeridade. Quando o acordo Tsipras-Troika for finalmente assinado e o terr\u00edvel dano da austeridade durante as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas afundar-se dentro da consci\u00eancia do p\u00fablico grego, a trai\u00e7\u00e3o esperan\u00e7osamente dar\u00e1 lugar \u00e0 repulsa em massa. Talvez o Syriza venha ser dividido e a <i>&#8220;esquerda&#8221; <\/i>finalmente abandone seus confort\u00e1veis postos no gabinete e se junte aos milh\u00f5es insatisfeitos para formar um partido alternativo.<\/p>\n<p>15\/Junho\/2015<\/p>\n<p><b>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/petras.lahaine.org\/?p=2039\" target=\"_blank\">petras.lahaine.org\/?p=2039<\/a> <\/b><\/p>\n<p><b>Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u2013 Como a &#8220;esquerda&#8221; abra\u00e7a pol\u00edticas de direita por James Petras A Gr\u00e9cia tem estado nas manchetes da imprensa financeira internacional durante os \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8710\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-8710","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c120-grecia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2gu","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8710"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8710\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}