{"id":8770,"date":"2015-07-03T14:36:08","date_gmt":"2015-07-03T17:36:08","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8770"},"modified":"2015-07-20T14:41:58","modified_gmt":"2015-07-20T17:41:58","slug":"a-burguesia-lusitana-e-as-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8770","title":{"rendered":"A burguesia lusitana e as elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/portugal\/imagens\/banqueiros.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p>por Jos\u00e9 Ferreira*<\/p>\n<p>Entre 1985 e 2008, ou seja, do primeiro governo de Cavaco Silva ao primeiro de S\u00f3crates, Portugal foi governado por uma elite composta por poucos sectores: a banca, a constru\u00e7\u00e3o civil, o sector empresarial do Estado (que inclui empresas rec\u00e9m-privatizadas, mas ainda vinculadas \u00e0 estrat\u00e9gia <!--more-->conjunta desta frac\u00e7\u00e3o burguesa, como a EDP), al\u00e9m de outras empresas dependentes de contratos com o Estado como as empresas de produ\u00e7\u00e3o de energia. A especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e as obras p\u00fablicas foram o motor do crescimento econ\u00f4mico lusitano e, enquanto pareceu dar certo, os &#8220;outros&#8221; \u2013 quer dizer, os sectores inclu\u00eddos na outra frac\u00e7\u00e3o burguesa \u2013 aceitaram ou toleraram esse modelo. Afinal, esta frac\u00e7\u00e3o dependeu dos trabalhadores da primeira enquanto seus consumidores.<\/p>\n<p>A crise de 2008 p\u00f4s em causa a capacidade de endividamento do Estado e, portanto, o modelo que havia sido organizado sob a batuta de Cavaco Silva. A crise do modelo data do final de 1999, quando a compra de casas come\u00e7a a diminuir. Por isso, a banca necessitou colocar no governo um homem da sua confian\u00e7a, Jos\u00e9 S\u00f3crates, para prolongar o modelo \u00e0 custa exclusivamente de obras p\u00fablicas e do endividamento do Estado. Foi somente com o eclodir da crise que os &#8220;outros&#8221; se organizaram com a lideran\u00e7a dos supermercados. Deix\u00e1mos de ter os restaurantes (e os supermercados) cheios de pedreiros e funcion\u00e1rios p\u00fablicos e pass\u00e1mos a ter Soares dos Santos, nas televis\u00f5es, dizendo mal de S\u00f3crates. Esta segunda frac\u00e7\u00e3o da burguesia difundiu a ideia segundo a qual, n\u00e3o fosse o Or\u00e7amento de Estado ajudar tanto a constru\u00e7\u00e3o civil, o pa\u00eds estaria cheio de Auto-Europas\u2026 E, ainda que a Auto-Europa, um enclave alem\u00e3o em Portugal, tenha dado pouca import\u00e2ncia a isso, a m\u00e9dia e pequena burguesias, bem como um bom n\u00famero de intelectuais e jornalistas, se alinharam com Soares dos Santos.<\/p>\n<p><b>Entretanto Passos claudica. <\/b><\/p>\n<p>Curiosamente, o FMI apenas entrou em Portugal quando o BCE convenceu a banca, no in\u00edcio de Mar\u00e7o de 2011, a puxar o tapete a S\u00f3crates. O governo de Passos Coelho foi fruto desta campanha, portanto a express\u00e3o pol\u00edtica dos sectores burgueses arregimentados e organizados pelos supermercados contra o <i>establishment <\/i>. Nesse sentido, foi um corte com todos os governos dos \u00faltimos 25 anos, como se viu pela sua dificuldade de encontrar ministros experientes. Lembremos as recusas de Manuela Ferreira Leite e Ant\u00f3nio Nogueira Leite. Mas o neoliberalismo radical que amea\u00e7ava deixar os bancos \u00e0 sua sorte, n\u00e3o durou muito. Jo\u00e3o Talone, administrador de v\u00e1rias empresas, foi taxativo: seguindo o caminho que se antevia no Ver\u00e3o de 2011, a banca seria nacionalizada em dois anos <b>[1]<\/b> . Ao mesmo tempo, Salgado, Ulrich e outros fizeram quest\u00e3o de lembrar a Passos Coelho que foram eles que chamaram o FMI; cobraram o apoio que o BCE lhes havia prometido. O novo governo, eleito em Junho, ajoelhou-se aos desejos da banca em Setembro!<\/p>\n<p>De tal modo que, depois de se mostrar o mais ac\u00e9rrimo defensor do Estado m\u00ednimo contra os trabalhadores, na revis\u00e3o do C\u00f3digo de Trabalho, Passos Coelho deu passos de tartaruga, quando n\u00e3o de caranguejo, na renegocia\u00e7\u00e3o das PPPs e das rendas da energia. Ali\u00e1s, caiu um secret\u00e1rio de Estado para n\u00e3o ca\u00edrem os &#8220;direitos adquiridos&#8221; da burguesia. Por certo, os resultados de uma auditoria do Tribunal de Contas, a pedido do PCP, ao programa Parque Escolar desalojaram boa parte dos construtores civis da mesa do Or\u00e7amento de Estado. N\u00e3o obstante, o sector empresarial do Estado e o sector privado dependente do Estado, como as empresas de energia, continuaram a funcionar como intermedi\u00e1rios entre o Or\u00e7amento de Estado e a banca <b>[2]<\/b> . A austeridade, uma pol\u00edtica apresentada pelos supermercados para desalojar a banca da mesa do Or\u00e7amento de Estado, tornou-se o seu inverso. \u00c9 hoje uma desculpa para pilhar n\u00e3o s\u00f3 os trabalhadores, mas tamb\u00e9m sectores consider\u00e1veis da burguesia a fim de manter os neg\u00f3cios, h\u00e1 muito fracassados, dos banqueiros e seus amigos.<\/p>\n<p>A crise da TSU foi uma nova investida dos supermercados contra o es <i>tablishment <\/i>que j\u00e1 se tinha apoderado mais uma vez do governo. A negociata que visou colocar os trabalhadores a financiar o investimento das grandes empresas, a maioria delas entre amigos da banca, n\u00e3o poderia agradar aos &#8220;outros&#8221;. Por outro lado, os construtores civis tentaram voltar a ser convivas \u00e0 mesa do Or\u00e7amento de Estado. Se os primeiros se apresentaram diretamente por Belmiro de Azevedo, os segundos se fizeram representar por Carlos Zorrinho, prolongando a crise quando os supermercados j\u00e1 tinham engolido o sapo do apoio da Comiss\u00e3o Europeia ao governo, quer dizer, aos banqueiros. (Jos\u00e9 Seguro, entretanto, foi um cata-vento, indicando com bastante precis\u00e3o o sentido da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre frac\u00e7\u00f5es burguesas.)<\/p>\n<p>A classe trabalhadora tamb\u00e9m saiu \u00e0s ruas. Os ataques, por dois lados, ao governo podiam at\u00e9 n\u00e3o ser bem compreendidos pelos trabalhadores; tornaram, entretanto, evidente que a pol\u00edtica do governo n\u00e3o era uma inevitabilidade, mas uma escolha. Por isso, Setembro de 2012 viu duas grandes manifesta\u00e7\u00f5es e Novembro uma grande greve geral onde os trabalhadores exigiram tamb\u00e9m ser ouvidos. A burguesia assustou-se; basta comparar a forma como a CIP reagiu a esta greve geral e \u00e0quela de Mar\u00e7o de 2012. A participa\u00e7\u00e3o de trabalhadores do sector privado, ainda que pequena, \u00e9 perigosa, pois p\u00f5e em causa a t\u00e1ctica dos patr\u00f5es para mitigar os efeitos das greves. Eles declaram as greves como feitas por funcion\u00e1rios p\u00fablicos e, portanto, coisa de trabalhadores privilegiados e um problema do Estado. Por essa raz\u00e3o, a burguesia tratou imediatamente de fazer as pazes, com o \u00fanico objetivo de apresentar ao povo as decis\u00f5es tomadas \u2013 nas lutas intestinas dos corredores do poder \u2013 como inevitabilidades. Essa paz podre tem sido, nesse aspecto, bem sucedida, como mostra o refrear do movimento sindical e inorg\u00e2nico desde Mar\u00e7o de 2013 para c\u00e1.<\/p>\n<p><b>Os impasses de Ant\u00f3nio Costa. <\/b><\/p>\n<p>Pressionado pela constru\u00e7\u00e3o civil e pela aristocracia oper\u00e1ria que ainda existe no PS, o Presidente da C\u00e2mara Municipal de Lisboa tentou derrubar Jos\u00e9 Seguro, que fora &#8220;incapaz&#8221; de derrubar o governo durante a crise da TSU. Na verdade, Seguro entendeu bem as consequ\u00eancias para o PS da queda de Passos Coelho no final de 2012. Com o governo cairia o consenso em torno da austeridade, como alertou Jorge Sampaio <b>[3]<\/b> . E, nessas condi\u00e7\u00f5es, os &#8220;socialistas&#8221; n\u00e3o est\u00e3o dispostos a governar. Costa demorou pouco tempo a aperceber-se disso: anunciou a sua candidatura em Janeiro de 2013 e recuou em Mar\u00e7o, fazendo do Congresso de Coimbra um tedioso com\u00edcio de Seguro.<\/p>\n<p>A paz podre, que encerrou a crise da TSU, foi marcada pela decis\u00e3o dos construtores civis em voltar \u00e0 mesa do Or\u00e7amento de Estado \u00e0 boleia no PS. A sa\u00edda de Jorge Coelho da Mota Engil para regressar \u00e0 pol\u00edtica somente pode ser lida nesse sentido. Mas haveria que esperar pelas elei\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias para que tudo ocorresse por meio da mais suave transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque essa decis\u00e3o dos construtores se deu em simult\u00e2neo com a resigna\u00e7\u00e3o dos &#8220;outros&#8221; que n\u00e3o sabem como evitar um regresso ao passado. A ideia original est\u00e1 duas vezes morta! Morreu quando amea\u00e7ou nacionalizar a banca e morreu novamente com o falecimento do seu melhor ide\u00f3logo: Ant\u00f3nio Borges. O seu governo est\u00e1 vencido, embora n\u00e3o convencido. Soares dos Santos emigrou para a Holanda; mas Jos\u00e9 Gomes Ferreira, o mais competente publicit\u00e1rio deste projecto, parece nem sequer ter dado conta do seu fracasso. Quer dizer, sem capacidade de renovar o seu programa pol\u00edtico, a segunda frac\u00e7\u00e3o da burguesia, os &#8220;outros&#8221;, divide-se entre calar-se resignados e insistir no mesmo. Quanto melhor conhecem os meandros do poder, mais se resignam; quanto pior conhecem, mais insistem no mesmo.<\/p>\n<p>No final de 2014, quando o sucesso da explora\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto nos EUA fez baixar as taxas de juro na Europa, e o Banco Europeu de Investimento amea\u00e7ou se tornar alguma coisa de importante, a banca abriu os bra\u00e7os aos construtores civis <b>[4]<\/b> . Tudo parecia correr bem a Jorge Coelho e Ant\u00f3nio Costa. Mas depressa o c\u00e9u ensolarado se encobriu de nuvens: a nova ind\u00fastria norte-americana mostrou enfrentar muitas inc\u00f3gnitas e, mais importante, a Comiss\u00e3o Europeia transformou-se em intransigente defensor do neoliberalismo radical para dar uma li\u00e7\u00e3o ao &#8220;impertinente&#8221; governo grego. Entretanto por c\u00e1, uma parcela importante da burguesia tenta, por todos os meios que conhece, impedir o regresso da ind\u00fastria do bet\u00e3o \u00e0 mesa do Or\u00e7amento de Estado. \u00c9 este o verdadeiro sentido da candidatura de Henrique Neto a Presidente da Rep\u00fablica. Por isso teve de ser apresentada antes das elei\u00e7\u00f5es legislativas e para influir nelas. Uma atitude pouco adequada; mas a \u00fanica que o engenheiro soube imaginar.<\/p>\n<p>(Sampaio N\u00f3voa n\u00e3o \u00e9, por seu turno, o candidato dos construtores civis ou mesmo do regresso ao tempo que vai de Cavaco a S\u00f3crates. Nem sequer \u00e9 o candidato de Ant\u00f3nio Costa. Ele \u00e9 o candidato de M\u00e1rio Soares que, preso a uma mentalidade de Guerra Fria, quer secar o terreno ao nascimento de um populismo de esquerda e ao crescimento do PCP. \u00c9, por isso, aquilo que foi Manuel Alegre nas palavras de Vital Moreira: &#8220;Um bom candidato para perder&#8221;. E, sobretudo, para impedir a fuga de votos do PS para a sua esquerda.)<\/p>\n<p>O recuo nos avan\u00e7os t\u00edmidos do keynesianismo na Comiss\u00e3o Europeia obrigou Ant\u00f3nio Costa a dar o dito pelo n\u00e3o dito. Foi obrigado a recuar, mas nem ele mesmo entendeu at\u00e9 onde recuar. Ele necessita de mostrar que h\u00e1 alternativa a Passos Coelho, seja para se justificar, seja para abrir espa\u00e7o para o relan\u00e7amento das obras p\u00fablicas. Mas n\u00e3o muito. Costa n\u00e3o se quer arriscar a uma crise como a da TSU, nem est\u00e1 disposto a ir al\u00e9m daquilo que a Comiss\u00e3o Europeia permite. E o espa\u00e7o de incerteza que parecia haver no final de 2014 parece revelar-se esguio \u00e0 medida que ele \u00e9 tacteado por um Syriza, sem as mesmas objec\u00e7\u00f5es para mobilizar as massas. Assim, Costa vacila nas suas incertezas e perde votos. Consequentemente, as \u00faltimas sondagens j\u00e1 colocavam o PS atr\u00e1s da coliga\u00e7\u00e3o de governo nas inten\u00e7\u00f5es de voto <b>[5]<\/b> .<\/p>\n<p><b>O que deve fazer a esquerda frente a tudo isto? <\/b><\/p>\n<p>Os construtores civis apostaram todas as fichas no regresso do Partido Socialista ao governo. Por essa raz\u00e3o, Ant\u00f3nio Costa est\u00e1 a ser alvo da cr\u00edtica das estruturas pol\u00edticas que os &#8220;outros&#8221; montaram recentemente, em particular o panfleto que d\u00e1 pelo nome de <i>Observador <\/i>, para al\u00e9m da candidatura de Henrique Neto. Uma s\u00e9rie de ac\u00e7\u00f5es desconexas (fundadas na dificuldade de organiza\u00e7\u00e3o de uma fra\u00e7\u00e3o de classe muito heterogenea, que, em comum, t\u00eam apenas oposi\u00e7\u00e3o ao <i>establishment <\/i>), encontra, entretanto, a sua for\u00e7a nessa desconex\u00e3o. Elas apresentam-se como a express\u00e3o do <i>sentimento <\/i>de muitas pessoas e n\u00e3o um projecto pol\u00edtico de defesa do governo.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que n\u00e3o se trata de escolher entre dois males. Qual \u00e9 o menor para os trabalhadores: a alian\u00e7a entre a banca e os construtores civis ou o mito do Estado m\u00ednimo que termina por desaguar numa alian\u00e7a entre a banca e parceiros de ocasi\u00e3o? Trata-se, por um lado, de esperar, do PS, a exig\u00eancia dessa escolha do mal menor. Os partidos e organiza\u00e7\u00f5es de esquerda n\u00e3o podem vacilar: \u00e9 imposs\u00edvel fazer alian\u00e7as com um partido previamente aliado \u00e0queles que levaram o pa\u00eds \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de crise em que se encontra. A esquerda n\u00e3o \u00e9 avessa a alian\u00e7as; \u00e9 avessa a alian\u00e7as com a burguesia monopolista que, h\u00e1 pelo menos 25 anos (para n\u00e3o dizer desde o 25 de Novembro), conduz os destinos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m afirmar, frente aos neoliberais empedernidos, sua estupidez ao exigir um Estado m\u00ednimo. Passos Coelho, se serviu para algo, foi para provar que ou a banca manda no Estado, ou o Estado manda na banca. O mesmo \u00e9 v\u00e1lido para empresas <i>too big to fail <\/i>, como a EDP, a GALP, etc. A sua influ\u00eancia na economia nacional \u00e9 suficiente para fazerem chantagem com o Estado. \u00c9 necess\u00e1rio insistir que a \u00fanica forma de o Estado se livrar da influ\u00eancia desses interesses privados \u00e9 nacionalizando tais empresas. Ou os monop\u00f3lios s\u00e3o nacionalizados definitivamente ou o governo \u00e9 privatizado todos os dias.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltar\u00e3o certamente oportunidades, na campanha eleitoral que se segue, para afirmar estas duas verdades elementares.<\/p>\n<p><b>[1] <a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/economia\/detalhe\/joatildeo_talone_quotdaqui_a_dois_anos_a_banca_vai_estar_toda_nacionalizadaquot.html\" target=\"_blank\">www.jornaldenegocios.pt\/&#8230;<\/a><br \/>\n[2] Vale, a este respeito, citar o pat\u00e9tico Camilo Louren\u00e7o: cortar nas PPP &#8220;\u00e9 a conversa habitual de quem n\u00e3o faz contas. (\u2026) Renegociar o que foi assinado implica perdas monumentais para a banca\u2026 que j\u00e1 est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o delicada.&#8221;.<a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/detalhe\/hummm__isto_vai_correr_mal.html\" target=\"_blank\">www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/detalhe\/hummm__isto_vai_correr_mal.html<\/a> .<br \/>\n[3] <a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/detalhe\/hummm__isto_vai_correr_mal.html\" target=\"_blank\">www.jornaldenegocios.pt\/opiniao\/detalhe\/hummm__isto_vai_correr_mal.html<\/a> .<br \/>\n[4] <a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/empresas\/detalhe\/mira_amaral_diz_que_governo_tem_de_explicar_a_bruxelas_que_faltam_estradas_em_portugal.html\" target=\"_blank\">www.jornaldenegocios.pt\/&#8230;<\/a><br \/>\n[5] <a href=\"http:\/\/www.jornaldenegocios.pt\/economia\/detalhe\/sondagem_coligacao_psd_cds_a_frente_de_ps_nas_intencoes_de_voto.html\" target=\"_blank\">www.jornaldenegocios.pt\/&#8230;<\/a><br \/>\n<\/b><\/p>\n<p>*Portugu\u00eas, pesquisador na Universidade Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><b>Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<br \/>\n<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Jos\u00e9 Ferreira* Entre 1985 e 2008, ou seja, do primeiro governo de Cavaco Silva ao primeiro de S\u00f3crates, Portugal foi governado por \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8770\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[98],"tags":[],"class_list":["post-8770","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c111-portugal"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2hs","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8770","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8770"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8770\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}