{"id":8779,"date":"2015-07-03T15:06:05","date_gmt":"2015-07-03T18:06:05","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8779"},"modified":"2015-07-20T14:43:01","modified_gmt":"2015-07-20T17:43:01","slug":"a-primavera-arabe-se-afoga-no-mediterraneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8779","title":{"rendered":"A primavera \u00e1rabe se afoga no Mediterr\u00e2neo"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Libia-inmigrantes.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p><b>Guadi Calvo\/Resumen Latinoamericano, 24 de junho de 2015 \u2013<\/b> O mundo chora quando em todos os jornais, em todos os shows peri\u00f3dicos, nas redes sociais, pelos menos do Ocidente, s\u00e3o mostrados os naufr\u00e1gios do Mediterr\u00e2neo e aqueles que n\u00e3o tiveram a sorte de chegar sem que se note, ainda que tenham tido a sorte de chegar ao local seco, por\u00e9m molhados.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Despojando-os da pouca dignidade que ficava, as c\u00e2meras gravam os olhares apagados, os olhos vermelhos, os semblantes quebrados, as peles rachadas, os gestos titubeantes daqueles que se aventuraram a abandonar a mis\u00e9ria e a viol\u00eancia de seus pa\u00edses.<\/p>\n<p>Com medo, com terror, com fome, com angustia, com desespero, os resgatados recebem das m\u00e3os dos socorristas as mantas t\u00e9rmicas e at\u00e9 a primeira sopa quente como aviso de que suas pen\u00farias terminaram por um segundo. Depois, ter\u00e3o outras, por\u00e9m secos e em terra firme. Sem d\u00favida, para os imigrantes o pior j\u00e1 passou.<\/p>\n<p>Em um ano j\u00e1 s\u00e3o mais de quarenta e dois mil resgatados do mar e mais de dois mil os que n\u00e3o tiveram essa sorte. Nada se sabe de quantos chegaram com \u00eaxito a alguma costa do sul da Europa e puderam esconder-se entre tantos, entrar e agora sobreviver sozinho, escapando dos guardas, das pol\u00edcias, dos agentes de migra\u00e7\u00f5es que, por mais perversos, nunca tanto quanto as doen\u00e7as, os senhores da guerra ou os salafistas que tanto no Oriente M\u00e9dio como na \u00c1frica finalmente dariam conta deles.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o mostram as c\u00e2meras, o que n\u00e3o contam os jornais \u00e9 por que come\u00e7ou a pen\u00faria dos desgra\u00e7ados. Claro, todos sabem que na \u00c1frica sempre existiram miser\u00e1veis e muitos de seus filhos resolvem suas vidas abandonando seus lares; no Oriente M\u00e9dio, todos sabem, sempre existiram guerras e seus filhos resolvem suas vidas abandonando seus lares.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, nunca tanto como nestes \u00faltimos anos. Em 2014 foram resgatados do mar entre cento e cinquenta e cento e setenta mil migrantes; acredita-se que cerca de seis mil e quinhentos morreram afogados em sucessivos naufr\u00e1gios. Os n\u00fameros referentes \u00e0queles que conseguiram entrar sem serem descobertos ou que morreram sem serem encontrados s\u00e3o imposs\u00edveis de saber. Por isso, nada mais inexato que os n\u00fameros para estes casos.<\/p>\n<p>A partir da derrubada da Revolu\u00e7\u00e3o L\u00edbia e do assassinato de seu l\u00edder, o Coronel Mohamed Kaddafi em 2011, no marco da t\u00e3o elogiada Primavera \u00c1rabe, como reiteramos uma infinidade de vezes, a L\u00edbia, a na\u00e7\u00e3o mais progressista da \u00c1frica, passou a se converter em um Estado Falido, sem governos reais, sem institui\u00e7\u00f5es e sem possibilidades para sair dessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil que uma na\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas da L\u00edbia pudesse suportar a hostilidade a qual foi submetida desde dezenove de mar\u00e7o de 2011, quando teve in\u00edcio o bombardeio aeronaval que continuou durante os sete meses seguintes. Os Estados Unidos e a OTAN realizaram mais de dez mil miss\u00f5es de ataque, utilizando mais de quarenta mil bombas e m\u00edsseis, fundamentalmente contra alvos civis. Soma-se \u00e0 ofensiva a\u00e9rea os milhares de mercen\u00e1rios, com selo do Al-Qaeda, recrutados e pagos pela Ar\u00e1bia Saudita e o ent\u00e3o chefe de sua intelig\u00eancia, o pr\u00edncipe Bandar al-Sult\u00e1n, vinte e cinco anos embaixador de seu pa\u00eds em Washington.<\/p>\n<p>A L\u00edbia, para as pot\u00eancias ocidentais, particularmente para os Estados Unidos e a Fran\u00e7a, respons\u00e1veis fundamentais pela queda do governo l\u00edbio e pela atual situa\u00e7\u00e3o, se converteu em uma jazida de petr\u00f3leo, a qual tentam esgotar antes que a situa\u00e7\u00e3o se converta verdadeiramente incontrol\u00e1vel. O pa\u00eds conta com as reservas de petr\u00f3leo mais importantes da \u00c1frica e s\u00e3o particularmente valiosas por sua qualidade e o baixo custo de extra\u00e7\u00e3o, assim como o g\u00e1s.<\/p>\n<p>No momento em que se iniciaram os ataques contra o Estado l\u00edbio, este contava com uns duzentos bilh\u00f5es de d\u00f3lares depositados fundamentalmente em bancos estadunidenses e brit\u00e2nicos, que ap\u00f3s serem confiscados por esses governos, se evaporaram em labirintos burocr\u00e1ticos e sem d\u00favida ajudaram muito a suportar a profunda crise econ\u00f4mica que tanto os Estados Unidos e a Europa est\u00e3o vivendo desde 2007.<\/p>\n<p>A nova L\u00edbia fragmentada pela aus\u00eancia de um governo, conta com dois: um que possui base na cidade de Tr\u00edpoli, vinculado \u00e0 Irmandade Mu\u00e7ulmana, e o de Tobruk, ligado \u00e0 vis\u00e3o ocidental, \u201cmoderado\u201d. Tr\u00edpoli tem o apoio da Turquia e Qatar, o outro do Cairo, cuja for\u00e7a a\u00e9rea atacou as colunas de milicianos salafistas que tentaram aproximar-se de Tobruk.<\/p>\n<p>No resto do pa\u00eds, organiza\u00e7\u00f5es de contrabandistas, narcotraficantes, traficantes de armas (dos arsenais do coronal Kaddafi saem uma infinidade de armamento para terroristas e grupos de criminosos de toda \u00c1frica, especialmente Mali e Nig\u00e9ria) e de pessoas, negocia com as tribos que desde sempre foram as donas desses territ\u00f3rios para poder refugiar-se e utilizar alguns corredores por onde transitar com sua mercadoria.<\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da L\u00edbia \u00e9 privilegiada j\u00e1 que n\u00e3o deixa de ser uma grande ponte que une o Mediterr\u00e2neo com o Sahel e a \u00c1frica Subsaariana. Sua situa\u00e7\u00e3o interna come\u00e7a a afetar diretamente a seguran\u00e7a de alguns pa\u00edses vizinhos, como Arg\u00e9lia e Tun\u00edsia, onde a atividade de grupos vinculados ao Estado Isl\u00e2mico se encontra crescendo. Prova disto foi o ataque ao Museu de Bardo, que deixou vinte e dois mortos, quase todos turistas europeus, em 18 de mar\u00e7o passado. Neste \u00faltimo s\u00e1bado 23, no regimento de Bouchoucha, pr\u00f3ximo do Museu de Bardo, um soldado tunisiano abriu fogo contra seus companheiros deixando oito mortos e dez feridos. Com velocidade suspeita, as autoridades determinaram que n\u00e3o se tratava de um ataque terrorista, mas que devia ser um surto psic\u00f3tico do efetivo.<\/p>\n<p><b>Um mundo Mad Max<\/b><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o desespero pelos \u201chumanit\u00e1rios\u201d bombardeios da OTAN, o povo l\u00edbio passou a viver em um mundo que se assemelha tragicamente \u00e0 saga cinematogr\u00e1fica Mad Max, onde grupos que ficaram com os restos de um mundo p\u00f3s-guerra nuclear disputam o poder.<\/p>\n<p>Com guerra nuclear ou n\u00e3o, hoje o l\u00edbio m\u00e9dio vive sem futuro e com a \u00fanica ambi\u00e7\u00e3o de conseguir entrar em algum barco que, mesmo colocando sua vida em risco, possa deix\u00e1-lo em algum lugar das costas europeias. A monumental desordem fabricada pelo pacto contra Kaddafi provocou o surgimento de organiza\u00e7\u00f5es de traficantes de pessoas, que utilizam as amplas costas l\u00edbias, particularmente pequenos portos pesqueiros do oeste como Garabuli, Sabratha e Zuara, para lan\u00e7ar ao mar milhares de pessoas que tentam chegar \u00e0 Europa apenas trezentos quil\u00f4metros ao norte, como a ilha italiana de Lampedusa.<\/p>\n<p>S\u00e3o entre cem mil e duzentos mil pessoas, em diferentes localidades da L\u00edbia, que esperam um lugar para embarcar rumo \u00e0 Europa. Para isto utilizam tudo que flutua, desde barcos de pesca, lanchas ou barcos improvisados. Tudo serve para afastar-se da devasta\u00e7\u00e3o, sem importar o risco.<\/p>\n<p>Calcula-se que a idade m\u00e9dia daqueles que tentam fugir \u00e9 de vinte e quatro anos, sendo homens que correm o s\u00e9rio perigo de serem recrutados por algum grupo de criminosos ou pelo Estado Isl\u00e2mico que come\u00e7ou a aparecer no litoral l\u00edbio.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 l\u00edbios que buscam um lugar nessas embarca\u00e7\u00f5es. Nos acampamentos improvisados esperam in\u00fameros homens e mulheres de diferentes nacionalidades africanas e asi\u00e1ticas. Muitos deles s\u00e3o do Senegal, G\u00e2mbia, Sud\u00e3o, Som\u00e1lia, Eritr\u00e9ia e Eti\u00f3pia, Rep\u00fablica Centro Africana. I\u00eamen, S\u00edria, Bangladesh, que fogem fundamentalmente de guerras e ditaduras.<\/p>\n<p>Do Senegal, por exemplo, a viagem demora mais de dois meses, com uma infinidade de obst\u00e1culos a serem vencidos no percurso de tr\u00eas mil quil\u00f4metros de caminhos que cruzam regi\u00f5es des\u00e9rticas, com constantes trocas de ve\u00edculos, especialmente caminh\u00f5es, onde a viagem \u00e9 apertada, com pouca \u00e1gua e menos alimento. Os migrantes tiveram de pagar subornos \u00e0s autoridades em cada fronteira que cruzaram e negociar com grupos armados dispostos a sequestr\u00e1-los. Muitas das mulheres foram violentadas, talvez as que tiveram melhor sorte. Outras foram diretamente introduzidas nas redes de tr\u00e1fico, com aceitas rela\u00e7\u00f5es com os grandes proxenetas da Europa.<\/p>\n<p>Os migrantes, antes de subir nas embarca\u00e7\u00f5es, s\u00e3o despojados de seus telefones celulares. Quem pilota leva apenas um GPS e um telefone via sat\u00e9lite com o n\u00famero dos guarda-costas italianos para pedir aux\u00edlio, que apenas saem rumo \u00e0s \u00e1guas l\u00edbias indo para opera\u00e7\u00f5es de resgate, como a Trit\u00e3o ou Mare Nostrum. Estima-se que os traficantes obt\u00e9m uma m\u00e9dia de noventa mil d\u00f3lares por cada embarca\u00e7\u00e3o fretada.<\/p>\n<p>A Europa s\u00f3 pode conter as gigantes mar\u00e9s migrat\u00f3rias onde se produzem constantes naufr\u00e1gios, como o ocorrido em meados de abril \u00faltimo, quando uma barca\u00e7a de trinta metros de comprimento afundou a duzentos quil\u00f4metros de Lampedusa, deixando novecentos afogados. O n\u00famero exato de mortos \u00e9 desconhecido, pois n\u00e3o se sabe quantos viajavam na realidade. Entre os corpos resgatados, foram encontrados entre quarenta e cinquenta crian\u00e7as e duzentas mulheres.<\/p>\n<p><b>Sem a ajuda de ningu\u00e9m<\/b><\/p>\n<p>Os ministros de Assuntos Exteriores e de Defesa da Uni\u00e3o Europeia (UE) acordaram uma miss\u00e3o militar naval com a finalidade de desmantelar as redes criminosas de traficantes, sem contar com o consenso do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU e o das autoridades l\u00edbias para atuar em suas \u00e1guas territoriais. Neste momento, a discuss\u00e3o se centra em destruir ou n\u00e3o as embarca\u00e7\u00f5es apossadas pelas m\u00e1fias.<\/p>\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o que a Uni\u00e3o Europeia tenha conseguido deter com tanto \u00eaxito o problema da pirataria somali no golfo de Ad\u00e9n, com a Opera\u00e7\u00e3o Atalanta, que reduziu de cento e setenta e quatro ataques a barcos mercantes em 2011 a apenas dois em 2014. Talvez o lobby dos armadores europeus e das grandes companhias pesqueiras, tamb\u00e9m fundamentalmente europeias, que operam no \u00cdndico em uma zona que abarca mais de 3.200 milhas n\u00e1uticas, em \u00e1guas internacionais e tamb\u00e9m nas \u00e1guas da Som\u00e1lia, I\u00eamen, Mo\u00e7ambique, Ilhas Seychelles, Qu\u00eania e Tanz\u00e2nia, tenha maior poder de lobby que os imigrantes africanos.<\/p>\n<p>Federica Mogherini, a atual \u201cchanceler\u201d da Uni\u00e3o Europeia, se encontra negociando tanto com a China e R\u00fassia, membros do Conselho de Seguran\u00e7a, para que a opera\u00e7\u00e3o que a Europa pretende lan\u00e7ar contra as m\u00e1fias de traficantes possa ser empreendida.<\/p>\n<p>Por outro lado, sabe-se que o Estado Isl\u00e2mico se tornou forte em Misrata, principal porto onde partem as embarca\u00e7\u00f5es de imigrantes, e ao mesmo tempo se apoderou de Sirte, outra popula\u00e7\u00e3o costeira que tem um particular valor simb\u00f3lico de ser o lugar de nascimento do Coronel Kaddafi.<\/p>\n<p>Sabemos claramente que n\u00e3o importa \u00e0 Europa a sorte dos desgra\u00e7ados que se amontoam nos portos l\u00edbios. Apenas interessa acabar com a possibilidade de que estes flagelados continuem chegando a suas costas e para isso implantaram todos os recursos poss\u00edveis, ainda que se trate de afogar a Primavera \u00c1rabe que eles propiciaram no Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2015\/06\/24\/la-primavera-arabe-se-ahoga-en-el-mediterraneo\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Guadi Calvo\/Resumen Latinoamericano, 24 de junho de 2015 \u2013 O mundo chora quando em todos os jornais, em todos os shows peri\u00f3dicos, nas \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8779\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-8779","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2hB","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8779","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8779"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8779\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8779"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8779"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8779"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}