{"id":8886,"date":"2015-07-17T01:21:38","date_gmt":"2015-07-17T04:21:38","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8886"},"modified":"2015-08-01T13:47:07","modified_gmt":"2015-08-01T16:47:07","slug":"90-anos-de-patrice-lumumba-independentista-e-revolucionario-africano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8886","title":{"rendered":"90 anos de Patrice Lumumba, independentista e revolucion\u00e1rio africano"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.patrialatina.com.br\/fotos\/14-07-2015_16_38_26_.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>L\u00edder negro Patrice Lumumba, respons\u00e1vel pela independ\u00eancia do Congo, nasceu em 2 de julho 1925 e foi assassinado a mando do imperialismo.<\/p>\n<p>Rep\u00fablica do Congo &#8211; &#8211; &#8220;Temos sofrido ironias, insultos e golpes dia ap\u00f3s dia simplesmente porque somos negros&#8221;<!--more--><\/p>\n<p>Patrice \u00c9mery Lumumba nasceu em 02 de julho de 1925 e foi assassinado pelo imperialismo em 1961, em 17 de janeiro. Lumumba \u00e9 considerado um dos maiores expoentes africanos na luta pela independ\u00eancia de seu pa\u00eds, o Congo, e teve sob sua lideran\u00e7a milhares de oper\u00e1rios e camponeses no processo de liberta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds do colonialismo belga.<\/p>\n<p>Lumumba, quando preso, teve seu primeiro contato com movimentos pela independ\u00eancia que culminariam na forma\u00e7\u00e3o do Movimento Nacional Congol\u00eas (MNC) em 1958, primeiro partido pol\u00edtico nacional pela independ\u00eancia, que dois anos mais tarde levaria seu l\u00edder fundador ao poder.<\/p>\n<p>Obviamente, todos os processos pol\u00edticos no mundo, inclusive na \u00c1frica, s\u00e3o vigiados atentamente pelas for\u00e7as de repress\u00e3o dos Estados Unidos, como pode ser visto na totalidade das ditaduras na Am\u00e9rica Latina, todas planejadas sob a batuta do governo americano.<\/p>\n<p>Lumumba logo se constituiu um alvo da repress\u00e3o imperialista, isso em virtude da forte press\u00e3o revolucion\u00e1ria que existia no pa\u00eds, o que for\u00e7ou o rei belga, Balduino I ir pessoalmente a Leopoldville proclamar a independ\u00eancia do Congo, reconhecida oficialmente em 30 de junho de 1960.<\/p>\n<p>A press\u00e3o pela independ\u00eancia do Congo partiu tamb\u00e9m da pr\u00f3pria burguesia do pa\u00eds, que se viu pressionada pelo imperialismo mundial e buscou se libertar. Trata-se de um processo comum nas independ\u00eancias dos pa\u00edses africanos e dos pa\u00edses menos desenvolvidos, considerados historicamente como resultado do chamado nacionalismo burgu\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;Durante os 80 anos de governo colonial sofremos tanto que ainda n\u00e3o podemos afastar as feridas da mem\u00f3ria. Nos obrigaram a trabalhar como escravos por sal\u00e1rios que nem sequer nos permitem comer o suficiente para espantar a fome, ou se vestir, ou encontrar moradia, ou criar nossos filhos como seres queridos que s\u00e3o. Temos sofrido ironias, insultos e golpes dia ap\u00f3s dia simplesmente porque somos negros. As leis de um sistema judicial que s\u00f3 reconhece a lei do mais forte nos tiraram as terras. N\u00e3o h\u00e1 igualdade; as leis s\u00e3o brandas com os brancos mas cru\u00e9is com os negros. Os condenados por opini\u00f5es pol\u00edticas ou cren\u00e7as religiosas sofreram horrivelmente; exilados em seus pr\u00f3prio pa\u00eds, a vida tem sido pior que a morte. Nas cidades, os brancos puderam ter magn\u00edficas casas e os negros capengos barracos; os brancos n\u00e3o nos permitiam entrar no cinema, nos restaurantes ou nas lojas para europeus; fomos obrigados a viajar dentro das cargas ou aos p\u00e9s dos brancos sentados em cabines de luxo. Quem poder\u00e1 se esquecer dos massacres de tantos dos nossos irm\u00e3os ou das celas em que eram metidos os que n\u00e3o se submetiam \u00e0 opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o? Irm\u00e3os, assim tem sido a nossa vida\u201d, disse Lumumba em seu discurso de posse como primeiro-ministro.<\/p>\n<p>Quer dizer, mesmo ap\u00f3s a independ\u00eancia formal do pa\u00eds, quem ainda mandava era o imperialismo: os militares belgas continuavam controlando o ex\u00e9rcito e a pol\u00edcia, as empresas estrangeiras continuavam a controlar as minas e a CIA atuava conjuntamente com a intelig\u00eancia belga para manter o pa\u00eds sob seu controle. Da\u00ed em diante, no pa\u00eds seguiu-se golpes atr\u00e1s de golpes.<\/p>\n<p>Executado pelo imperialismo<\/p>\n<p>Lumumba foi assassinado sob ordens expressas da CIA e do presidente norte-americano Dwight Eisenhower em uma opera\u00e7\u00e3o conjunta com a B\u00e9lgica. Documentos revelados em 2013 mostraram a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Posteriormente, a Comiss\u00e3o Church, presidida pelo senador Frank Church, revelou que Foster Dulles, na \u00e9poca diretor da CIA, entrou em contato com seus agentes instalados em Leopoldville e ordenou a \u201cremo\u00e7\u00e3o\u201d de Patrice Lumumba do poder.<\/p>\n<p>As investiga\u00e7\u00f5es desta comiss\u00e3o provaram que em menos de dois meses ap\u00f3s a independ\u00eancia do Congo, Eisenhower assinou em uma reuni\u00e3o secreta na Casa Branca uma ordem para assassin\u00e1-lo. Um dos agentes encarregados foi Frank Carlucci, futuro secret\u00e1rio de Defesa no governo de Ronald Reagan.<\/p>\n<p>Para apagar provas e ocultar o envolvimento da CIA, o corpo de Lumumba foi desenterrado e dissolvido com \u00e1cido.<\/p>\n<p>Fizeram essas atrocidades por considerar Lumumba, um dos l\u00edderes negros na hist\u00f3ria mundial, uma pessoa de \u00faltima categoria, a quem se pode cometer qualquer barbaridade.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es imperialistas na \u00c1frica mostram que os conflitos que l\u00e1 existem n\u00e3o s\u00e3o frutos de um continente \u201camaldi\u00e7oado\u201d, ou \u201cbarbarizado\u201d, mas de um continente sob o completo dom\u00ednio do imperialismo, que tira e coloca governos ao sabor de seus interesses.<\/p>\n<p>A independ\u00eancia do Congo do imperialismo belga foi a express\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria em todo o mundo com os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nacional e a desintegra\u00e7\u00e3o do regime colonialista na \u00c1sia e na \u00c1frica ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, processo que continua at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>http:\/\/www.patrialatina.com.br<\/p>\n<p>\/editorias.php?idprog=d09168b62f80ae8aa28c426919b808c7&amp;cod=15608<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"L\u00edder negro Patrice Lumumba, respons\u00e1vel pela independ\u00eancia do Congo, nasceu em 2 de julho 1925 e foi assassinado a mando do imperialismo. Rep\u00fablica \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8886\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-8886","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2jk","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8886","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8886"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8886\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8886"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8886"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}