{"id":8898,"date":"2015-07-17T14:18:00","date_gmt":"2015-07-17T17:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8898"},"modified":"2015-08-06T14:02:46","modified_gmt":"2015-08-06T17:02:46","slug":"comunicado-do-cc-do-kke-acerca-do-novo-acordo-memorando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8898","title":{"rendered":"Comunicado do CC do KKE acerca do novo acordo-memorando"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/inter.kke.gr\/export\/sites\/inter\/.content\/images\/news\/sygkentrosi_tou_kke_sto_syntagma_1.jpg_943569982.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><strong>1. O KKE conclama os trabalhadores, empregados, as camadas populares pobres, os pensionistas, desempregados e jovens a dizerem um real e inflex\u00edvel grande N\u00c3O ao acordo-memorando, o qual foi assinado pela coliga\u00e7\u00e3o governamental SYRIZA-ANEL com a UE-BCE-FMI e a combater contra as medidas selvagens nele <!--more--><br \/>\ninclu\u00eddas nas ruas e nos locais de trabalho. Estas medidas ser\u00e3o acrescentadas \u00e0s medidas b\u00e1rbaras do memorando anterior. Devem organizar o seu contra-ataque para que o povo n\u00e3o seja conduzido \u00e0 bancarrota completa. Que fortale\u00e7am o movimento oper\u00e1rio, a alian\u00e7a do povo, de modo a que possam abrir caminho para o povo ser libertado de uma vez para sempre do poder do capital e das uni\u00f5es imperialistas que est\u00e3o a levar-nos para uma barb\u00e1rie cada vez maior.<\/strong><br \/>\n<strong>Nem um dia, nem uma hora devem ser desperdi\u00e7ados. Agora, sem tardan\u00e7a, a actividade do povo deve ser intensificada dentro de lugares de trabalho, f\u00e1bricas, hospitais, servi\u00e7os, bairros, sindicatos, por comit\u00e9s populares e comit\u00e9s de solidariedade social e assist\u00eancia. O acordo levar\u00e1 a uma nova redu\u00e7\u00e3o significativa do rendimento do povo e ao esmagamento dos direitos populares. Ele legitima e d\u00e1 sinal verde a demiss\u00f5es, \u00e0 expans\u00e3o do trabalho n\u00e3o pago, ao f\u00e9rias compuls\u00f3rias e outras medidas anti-trabalhadores, as quais t\u00eam sido adoptadas pelo grande patronato no per\u00edodo recente, aproveitando as restri\u00e7\u00f5es sobre transac\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias. <\/strong><\/p>\n<p><strong>O povo n\u00e3o deve permitir que prevale\u00e7a a complac\u00eancia, a intimida\u00e7\u00e3o, o fatalismo, a atmosfera fraudulenta de &#8220;unidade nacional&#8221; e as falsas esperan\u00e7as de serem encorajados pelo governo, pelos outros partidos burgueses, pelos m\u00e9dios de comunica\u00e7\u00e3o social, pelos v\u00e1rios outros centros do establishment, bem como pelos organismos da UE. Eles est\u00e3o a conclamar o povo a aceitar o memorando de Tsipras e sentem-se aliviados, porque alegadamente o pior caso foi evitado. <\/strong><\/p>\n<p>2. O novo memorando Tsipras \u00e9 constitu\u00eddo por uma s\u00e9rie de medidas duras anti-povo, as quais v\u00eam intensificar os j\u00e1 insuport\u00e1veis fardos do memorando anterior e das leis de aplica\u00e7\u00e3o que foram aprovadas pelos governos ND-PASOK. Ele j\u00e1 ostenta o carimbo do ND, POTAMI e PASOK, porque a declara\u00e7\u00e3o conjunta que eles assinaram e seus votos no parlamento deram um mandato e carta branca ao governo para moldar as novas medidas b\u00e1rbaras que acompanham o governo. A posi\u00e7\u00e3o de uma vasta sec\u00e7\u00e3o dos mass media de propriedade privada \u00e9 tamb\u00e9m reveladora. Eles acusaram o SYRIZA de alegadamente querer tirar a Gr\u00e9cia da Eurozona atrav\u00e9s do referendo, mas agora aplaudem suas escolhas, louvando-lhe, porque ele &#8220;retornou&#8221; ao realismo.<\/p>\n<p>Hoje, os partidos do N\u00c3O (SYRIZA-ANEL) juntamente com os partidos do SIM (ND-POTAMI-PASOK) est\u00e3o a conclamar o povo a dizer SIM a um novo memorando, o qual lan\u00e7a novos fardos sobre a classe trabalhadora e as camadas populares pobres e realmente com medidas anti-povo como aquelas que foram rejeitadas pela maior parte do povo grego no referendo.<\/p>\n<p>O governo basicamente est\u00e1 a sobrecarregar o povo com um novo empr\u00e9stimo no valor de 86 mil milh\u00f5es de euros e com as medidas selvagens que o acompanham, tais como nova redu\u00e7\u00e3o do rendimento do povo, os pesados novos impostos, a manuten\u00e7\u00e3o da ENFIA (o novo imposto sobre a propriedade), o aumento significativo do IVA sobre itens de consumo popular e do imposto de solidariedade, a redu\u00e7\u00e3o de pens\u00f5es, a implementa\u00e7\u00e3o de um novo e pior regime de seguran\u00e7a social, a aboli\u00e7\u00e3o gradual do EKAS (pens\u00f5es suplementares para pensionistas pobres), privatiza\u00e7\u00f5es, medidas da &#8220;caixa de ferramentas&#8221; da OCDE, etc.<\/p>\n<p>As mesmas chantagens e dilemas est\u00e3o a ser utilizadas contra o povo que foram apregoadas repetidamente durante cinco anos a fim de faz\u00ea-lo aceitar tais medidas: um novo memorando ainda mais duro ou bancarrota do estado, via grexit? O mesmo dilema que foi colocado para os memorandos 1 e 2 em toda ocasi\u00e3o pouco antes de uma presta\u00e7\u00e3o estar a ser desembolsada tem sido repetido. Todas a vezes o povo teve de escolher entre o mal &#8220;menor&#8221;, o qual no fim leva ao mal maior. Hoje a coliga\u00e7\u00e3o SYRIZA-ANEL est\u00e1 a utilizar as mesmas t\u00e1cticas e ret\u00f3rica.<\/p>\n<p>3. O governo proporcionou servi\u00e7os valiosos ao sistema, desde o primeiro momento em que &#8220;travestiu&#8221; seu compromisso com slogans de esquerda e a m\u00e1scara da dignidade. Ele apresentou falsos dilemas contra o povo, num per\u00edodo em que a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 UE deveria ter adquirido um conte\u00fado radical e levado \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio caminho capitalista de desenvolvimento o qual percorre a par com a participa\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds em alian\u00e7as imperialistas inter-estatais, as quais s\u00e3o sempre constitu\u00eddas na base de rela\u00e7\u00f5es desiguais entre estados. Ele organizou um referendo com uma falsa pergunta e depois transformou o &#8220;n\u00e3o&#8221; num &#8220;sim&#8221; para um memorando ainda mais b\u00e1rbaro.<\/p>\n<p>O SYRIZA explorou conscientemente o desejo popular para a aboli\u00e7\u00e3o das consequ\u00eancias dos dois primeiros memorandos, o que significaria pelo menos uma recupera\u00e7\u00e3o das perdas dos estratos populares. Ele explorou a aspira\u00e7\u00e3o e os sonhos do povo e dos radicais de esquerda os quais ansiavam por um governo &#8220;de esquerda&#8221;, &#8220;pr\u00f3 povo&#8221;. Ele utilizou o inevit\u00e1vel desgaste da ND e do PASOK de modo a chegar ao governo. Hoje, atrav\u00e9s do novo memorando, est\u00e1 a proporcionar uma &#8220;absolvi\u00e7\u00e3o dos pecados&#8221; do memorando ND-PASOK.<\/p>\n<p>O SYRIZA utilizou demagogia populista, assim como seu compromisso p\u00fablico para com o grande capital de que apoiar\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o da sua rentabilidade e de que ser\u00e1 capaz de restringir o reagrupamento e recupera\u00e7\u00e3o do movimento dos trabalhadores e do povo. Ele ganhou a toler\u00e2ncia e mesmo apoio do n\u00facleo b\u00e1sico da classe burguesa na Gr\u00e9cia, bem como dos centros imperialistas estrangeiros, como os EUA. As alian\u00e7as com os EUA, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, das quais o governo est\u00e1 orgulhoso, n\u00e3o s\u00e3o de forma alguma um &#8220;escudo&#8221; para os interesses do povo. Na realidade, trata-se de &#8220;pesos mortos&#8221; que arrastam a classe trabalhadora e os estratos populares para confronta\u00e7\u00f5es perigosas e agu\u00e7adas entre os imperialistas.<\/p>\n<p>O KKE desde o princ\u00edpio argumentou e demonstrou que o SYRIZA n\u00e3o queria e nem era capaz de preparar o povo para a confronta\u00e7\u00e3o com o memorando e os monop\u00f3lios, tanto gregos como europeus, precisamente porque ele n\u00e3o teve orienta\u00e7\u00e3o nenhuma para a resist\u00eancia e o conflito. Ao contr\u00e1rio, ele fez tudo o que pode para manter o povo passivo, de modo a que se sentasse e esperasse lan\u00e7ar o seu &#8220;voto de protesto&#8221; nas elei\u00e7\u00f5es. Ele enganou o povo ao dizer que podia abrir o caminho para mudan\u00e7as que lhe fossem favor\u00e1veis dentro da alian\u00e7a predat\u00f3ria da UE.<\/p>\n<p>A Plataforma de Esquerda do SYRIZA e todos aqueles que est\u00e3o a tentar esconder suas enormes responsabilidades por tr\u00e1s da &#8220;absten\u00e7\u00e3o&#8221; ou do &#8220;voto nulo&#8221; no parlamento desempenhou um papel particular na manipula\u00e7\u00e3o do movimento, no armadilhamento da radicalidade. Estas for\u00e7as est\u00e3o a tentar salvar-se politicamente e desempenhar um novo papel na conten\u00e7\u00e3o do radicalismo e na assimila\u00e7\u00e3o do povo dentro do sistema, preparando um novo &#8220;absorvedor de choque&#8221; pol\u00edtico, o papel que no passado foi desempenhado pelo velho partido &#8220;Synaspismos&#8221;.<\/p>\n<p>4. Especialmente hoje, n\u00e3o devem ser esquecidas certas conclus\u00f5es que s\u00e3o valiosas para o povo:<\/p>\n<p>\u2022 A &#8220;dura&#8221; negocia\u00e7\u00e3o foi desde o princ\u00edpio um campo minado para os interesses do povo, pois servia o objectivo do capital de recuperar a sua rentabilidade. A participa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia na UE e na Eurozona permanece a escolha estrat\u00e9gica do capital grego e \u00e9 caracterizada por condi\u00e7\u00f5es desiguais, as quais objectivamente existem em tais alian\u00e7as imperialistas. No quadro destas alian\u00e7as, o estado grego \u00e9 obrigado ao compromisso com os centros mais fortes, como a Alemanha, empurrando para os trabalhadores as consequ\u00eancias destas rela\u00e7\u00f5es desiguais.<\/p>\n<p>\u2022 Estes desenvolvimentos constituem a express\u00e3o mais clara do fracasso da assim chamada &#8220;esquerda governamental&#8221; ou &#8220;renovada&#8221;, da teoria de que a UE pode mudar o seu car\u00e1cter monopolista e anti-povo. Eles destacam o colapso da chamada linha &#8220;anti-memorando&#8221; que promovia o objectivo social-democrata burgu\u00eas do reagrupamento produtivo, sem mudan\u00e7as radicais ao n\u00edvel da economia e do poder.<\/p>\n<p>\u2022 A linha da luta do KKE e a sua posi\u00e7\u00e3o robusta e consistente, a qual rejeitou a participa\u00e7\u00e3o em tais &#8220;governos de esquerda&#8221;, que na realidade s\u00e3o governos de gest\u00e3o burguesa, tem sido confirmada.<\/p>\n<p>\u2022 Como um todo, os processos para a recomposi\u00e7\u00e3o do sistema pol\u00edtico burgu\u00eas est\u00e3o a acelerar-se ap\u00f3s os desenvolvimentos recentes. Ou atrav\u00e9s de um rearranjo e poss\u00edvel amplia\u00e7\u00e3o da base do governo ou atrav\u00e9s de elei\u00e7\u00f5es e a cria\u00e7\u00e3o de novos partidos e &#8220;absorvedores de choque&#8221;. Em qualquer caso, a ofensiva contra o KKE \u00e9 a op\u00e7\u00e3o firme do sistema, de modo a que a indigna\u00e7\u00e3o do povo n\u00e3o se junte \u00e0 linha de luta anti-capitalista e anti-monop\u00f3lio. Uma nova alian\u00e7a anti-povo dos &#8220;volunt\u00e1rios&#8221; est\u00e1 a ser avan\u00e7ada a fim de impedir qualquer esp\u00edrito de resist\u00eancia e emancipa\u00e7\u00e3o. Hoje, a intensifica\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o estatal e patronal est\u00e1 a elevar a cabe\u00e7a amea\u00e7adoramente, bem como o aumento do autoritarismo, a fim de impedir a organiza\u00e7\u00e3o movimento dos trabalhadores e dos seus aliados e o desenvolvimento da luta de classe.<\/p>\n<p>5. O facto de que o afastamento do pa\u00eds da Eurozona tenha sido colocado pela primeira vez t\u00e3o intensamente e directamente deve-se ao agravamento das contradi\u00e7\u00f5es internas e da desigualdade das economias da Eurozona, \u00e0 competi\u00e7\u00e3o entre centros imperialistas mais antigos e os novos, os quais emergiram ap\u00f3s a contra-revolu\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses do socialismo. Este problemas agravaram-se nas condi\u00e7\u00f5es da crise prolongada na Gr\u00e9cia e alhures. Tend\u00eancias divisivas tem-se fortalecido, as quais s\u00e3o apoiadas pelas for\u00e7as pol\u00edticas burguesas que querem uma Eurozona dos pa\u00edses com economias mais fortes. H\u00e1 uma forte tend\u00eancia na Alemanha, a qual \u00e9 fomentada pelas principais for\u00e7as do FMI, por suas pr\u00f3prias raz\u00f5es e interesses, e isto leva ao agravamento das contradi\u00e7\u00f5es no interior da Eurozona. As contradi\u00e7\u00f5es inter-imperialistas t\u00eam sido expressas dentro da Eurozona principalmente entre a Alemanha e a Fran\u00e7a, e tamb\u00e9m dentre os EUA e a Alemanha e outros centros imperialistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o de a Gr\u00e9cia permanecer na Eurozona. Os EUA intervieram, pretendendo restringir a hegemonia na Alemanha na Europa, sem que actualmente deseje a dissolu\u00e7\u00e3o da Eurozona.<\/p>\n<p>As contradi\u00e7\u00f5es e desenvolvimentos na Eurozona, na UE como um todo, n\u00e3o foram resolvidos pelo compromisso tempor\u00e1rio de hoje nem pela ratifica\u00e7\u00e3o do acordo entre a Gr\u00e9cia e a Eurozona-FMI. A tend\u00eancia permanece forte para a reestrutura\u00e7\u00e3o da Eurozona, deixando aberta a possibilidade de um Grexit, com o aprofundamento dos mecanismos de pol\u00edtica econ\u00f3mica \u00fanica, e tamb\u00e9m com regras mais estritas e mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o quanto o equil\u00edbrio positivo entre gastos e receitas estatais. Em qualquer caso, n\u00e3o \u00e9 por acaso que a Fran\u00e7a e a It\u00e1lia, que resistiram \u00e0 op\u00e7\u00e3o da sa\u00edda da Gr\u00e9cia da Eurozona, s\u00e3o pa\u00edses com altos d\u00e9fices e d\u00edvidas e procuram um relaxamento das regras estritas.<\/p>\n<p>A confronta\u00e7\u00e3o sobre a quest\u00e3o da d\u00edvida \u00e9 um resultado destas contradi\u00e7\u00f5es. O governo, alinhado com o FMI e os EUA, elevou o ajustamento da d\u00edvida a objectivo final para o povo, a todo custo e a expensas dos interesses do povo. Ao mesmo tempo, ele pede um novo empr\u00e9stimo de 86 mil milh\u00f5es de euros o qual aumentar\u00e1 a d\u00edvida. Ele quer que o povo aceite as medidas anti-povo em nome de uma nova gest\u00e3o da d\u00edvida, a qual sempre que aconteceu no passado foi acompanhada por ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo. O capital ser\u00e1 o \u00fanico benefici\u00e1rio do financiamento na forma de um novo empr\u00e9stimo-d\u00edvida ou atrav\u00e9s da sua extens\u00e3o.<\/p>\n<p>6. Para uma solu\u00e7\u00e3o real em favor do povo \u00e9 preciso que haja uma ruptura real, a qual n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a caricatura de uma ruptura que est\u00e1 a ser mencionada pelas for\u00e7as dentro e fora do SYRIZA que promovem a Gr\u00e9cia capitalista do Dracma como a sa\u00edda. A op\u00e7\u00e3o de sair do euro e adoptar uma divisa nacional, no interior do caminho capitalista de desenvolvimento, \u00e9 anti-povo e apoiada por importantes sec\u00e7\u00f5es da classe burguesa na Alemanha, na base do &#8220;plano Schauble&#8221;, bem como em outros estados membros da Eurozona e na verdade por outras for\u00e7as reaccion\u00e1rias. Hoje, sec\u00e7\u00f5es do capital no nosso pa\u00eds est\u00e3o a namorar esta op\u00e7\u00e3o, na esperan\u00e7a de maiores lucros imediatos.<\/p>\n<p>Aqueles que afirmam que a sa\u00edda da Gr\u00e9cia da Eurozona, com uma divisa desvalorizada, impulsionar\u00e1 a competitividade e o crescimento com consequ\u00eancias positivas para o povo est\u00e3o empenhados no engano consciente. Qualquer que seja o crescimento capitalista alcan\u00e7ado no futuro n\u00e3o ser\u00e1 acompanhado pela recupera\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, pens\u00f5es, direitos e por esta raz\u00e3o n\u00e3o beneficiar\u00e1 o povo. Isto levar\u00e1 a novos sacrif\u00edcios do povo no altar da competitividade dos monop\u00f3lios.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia capitalista com uma divisa nacional n\u00e3o constitui uma ruptura em favor do povo. As for\u00e7as pol\u00edticas que promovem tal objectivo como solu\u00e7\u00e3o ou como um objectivo intermedi\u00e1rio para mudan\u00e7as radicais (Plataforma de Esquerda do SYRIZA, ANTARSYA, etc) est\u00e3o objectivamente a jogar o jogo de sec\u00e7\u00f5es do capital.<\/p>\n<p>Esta op\u00e7\u00e3o n\u00e3o levar\u00e1 aos padr\u00f5es de vida relativamente melhore das d\u00e9cadas de 1980 e 1990, como afirmam certas pessoas. As leis da explora\u00e7\u00e3o capitalista, a implac\u00e1vel competi\u00e7\u00e3o monopolista &#8220;reinar\u00e1&#8221;. Os compromissos com a UE e a NATO endurecer\u00e3o a pervers\u00e3o. As leis b\u00e1rbaras de concess\u00e3o de empr\u00e9stimos mant\u00eam-se verdadeiras em todos os mercados monet\u00e1rios, bancos de investimento e fundos da actual ou outras alian\u00e7as imperialistas (como os BRICS). Em qualquer caso as pol\u00edticas anti-povo est\u00e3o a ser implementadas em pa\u00edses no euro e tamb\u00e9m em pa\u00edses capitalistas com divisas nacionais, nos mais fortes como a China, Gr\u00e3-Bretanha, R\u00fassia e nos mais fracos como a Bulg\u00e1ria e a Rom\u00e9nia.<\/p>\n<p>Os slogans acerca da alegada dignidade para a &#8220;pobre mas orgulhosa Gr\u00e9cia que resiste aos fortes&#8221; s\u00e3o destinadas a ocultar a verdade ao povo e a subjug\u00e1-lo \u00e0 barb\u00e1rie. O povo n\u00e3o pode sentir orgulho quando a riqueza que produz lhe \u00e9 roubada e ele vai \u00e0 bancarrota a fim de salvar o sistema capitalista da crise, dentro ou fora do euro.<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 o povo optar por si pr\u00f3prio pelo abandono da UE, conscientemente e activamente, tomando as chaves da economia e do poder nas suas m\u00e3os ao mesmo tempo e uma outra coisa completamente diferente para um pa\u00eds \u00e9 encontrar-se fora da Eurozona, em resultado das contradi\u00e7\u00f5es e da competi\u00e7\u00e3o dos capitalistas. A primeira constitui uma solu\u00e7\u00e3o alternativa favor\u00e1vel ao povo e merece todo sacrif\u00edcio, a \u00faltima leva \u00e0 bancarrota do povo por um outro caminho.<\/p>\n<p>7. A proposta pol\u00edtica do KKE \u2013 propriedade social, desligamento da UE e da NATO, cancelamento unilateral da d\u00edvida, com poder dos trabalhadores e do povo \u2013 \u00e9 dirigida aos trabalhadores assalariados e \u00e0s camadas populares, aos jovens e as mulheres das fam\u00edlias da classe trabalhadora e estratos populares, aos pensionistas, porque estas for\u00e7as foram e s\u00e3o as for\u00e7as motoras reais da sociedade. Seu trabalho pode assegurar a prosperidade social, sem desemprego, fome, priva\u00e7\u00e3o, sem explora\u00e7\u00e3o. O que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 que se tornem os protagonistas dos desenvolvimentos sociais e pol\u00edticos, actuem no seu pr\u00f3prio interesse, pelas suas pr\u00f3prias vidas, com o KKE contra o poder dos seus exploradores.<\/p>\n<p>Nada foi alguma vez concedido pelos exploradores e o seu estado. O poder dos trabalhadores e do povo n\u00e3o ser\u00e1 concedido pelo sistema pol\u00edtico burgu\u00eas ou por qualquer partido &#8220;de esquerda&#8221;; ele deve ser conquistado. Condi\u00e7\u00e3o pr\u00f3 um caminho para uma mudan\u00e7a real na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as em favor da maioria de trabalhadores \u00e9 a articula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as em torno do KKE, o fortalecimento do KKE por toda a parte, acima de tudo nos locais de trabalho e nos bairros populares.<\/p>\n<p>O fortalecimento amplo do KKE e o juntar for\u00e7as com ele s\u00e3o pr\u00e9-requisitos para o reagrupamento do movimento oper\u00e1rio e a forma\u00e7\u00e3o de uma forte alian\u00e7a popular, a qual conduzir\u00e1 a luta sobre todos os problemas do povo, reivindicar\u00e1 medidas de al\u00edvio imediatas, a recupera\u00e7\u00e3o de perdas, tendo uma orienta\u00e7\u00e3o est\u00e1vel de combate contra os monop\u00f3lios e o capitalismo.<\/p>\n<p>Sua forma\u00e7\u00e3o e fortalecimento podem a partir de hoje ajudar a mudan\u00e7a da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as actual negativa, o refor\u00e7o da organiza\u00e7\u00e3o, da combatividade, do esp\u00edrito militante da classe trabalhadora e de outras camadas populares contra o fatalismo e a submiss\u00e3o do povo, contra os velhos e os novos administradores da barb\u00e1rie capitalista.<\/p>\n<p>O CC do KKE<\/p>\n<p>13 de Julho de 2015<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inter.kke.gr\/pt\/articles\/Comunicado-do-CC-do-KKE-acerca-do-novo-acordo-memorando\/\" target=\"_blank\">http:\/\/inter.kke.gr\/pt\/articles\/Comunicado-do-CC-do-KKE-acerca-do-novo-acordo-memorando\/<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>Acompanhe os acontecimentos acessando a p\u00e1gina do KKE (em portugu\u00eas):<br \/>\n<a href=\"http:\/\/inter.kke.gr\/pt\/firstpage\/\" target=\"_blank\">http:\/\/inter.kke.gr\/pt\/firstpage\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"1. O KKE conclama os trabalhadores, empregados, as camadas populares pobres, os pensionistas, desempregados e jovens a dizerem um real e inflex\u00edvel grande \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8898\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-8898","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c120-grecia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2jw","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8898"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8898\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}