{"id":890,"date":"2010-10-08T15:56:58","date_gmt":"2010-10-08T15:56:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=890"},"modified":"2010-10-08T15:56:58","modified_gmt":"2010-10-08T15:56:58","slug":"o-legado-de-luiz-carlos-prestes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/890","title":{"rendered":"O legado de Luiz Carlos Prestes"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A principal tarefa do historiador n\u00e3o \u00e9 julgar, mas compreender. O que dificulta a compreens\u00e3o, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o apenas nossas convic\u00e7\u00f5es apaixonadas, mas tamb\u00e9m a experi\u00eancia hist\u00f3rica que as formou.<\/em> (HOBSBAWM, Eric. <em>Era dos Extremos<\/em>. O breve s\u00e9culo XX \u2013 1914-1991)<\/p>\n<p>Aqui n\u00e3o h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o. Mas a compreens\u00e3o que se ap\u00f3ia numa convic\u00e7\u00e3o. Lembro-me de Lucien Febvre que disse que o historiador deve ser um homem de seu tempo e para seu tempo. Portanto, \u00e9 a compreens\u00e3o comprometida. Prestes foi seguramente a melhor das representa\u00e7\u00f5es desse breve s\u00e9culo XX, para n\u00f3s brasileiros, comunistas e partid\u00e1rios da vis\u00e3o de mundo que assumiu, da qual s\u00f3 lamentava n\u00e3o t\u00ea-la feito antes, quando liderou as revoltas do tenentismo.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso que se diga o seguinte: as lideran\u00e7as pol\u00edticas revolucion\u00e1rias do s\u00e9culo vinte, deste breve s\u00e9culo vinte, s\u00e3o lideran\u00e7as forjadas em circunst\u00e2ncias e ambientes que j\u00e1 n\u00e3o existem mais. Portanto, n\u00e3o haver\u00e1 como se pensar em se produzir novos l\u00edderes do calibre de Prestes. Contudo, muitas de suas virtudes podem e devem ser perseguidos nos marcos de novas injun\u00e7\u00f5es, de novos cen\u00e1rios pol\u00edticos. E o conhecimento de nossos l\u00edderes do passado recente ou remoto ajudam-nos a construir os nossos novos dirigentes revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por isso, falar sobre os 20 anos sem Prestes \u00e9 necessariamente falar da presen\u00e7a de Prestes, no que ela tem de perdas e de legados. Ele vive nas lembran\u00e7as de todos que o t\u00eam como exemplo de dignidade, honradez e seriedade de prop\u00f3sitos. E esses valores se encontram presentes nos momentos de combatividade diante das mais duras adversidades. Construiu um patrim\u00f4nio pol\u00edtico partilhado pelos que, inspirados em suas lutas, agiram com desassombro e perseveran\u00e7a num s\u00e9culo marcado, como lembra Hobsbawm, por cat\u00e1strofes, vit\u00f3rias e pelo desmoronamento de muitas esperan\u00e7as.<\/p>\n<p>Falei em perdas e elas existem, a come\u00e7ar pela do pr\u00f3prio Prestes, a maior, sem d\u00favida, e a que mais nos ressentimos, nesses vinte anos. Com ele um peda\u00e7o da nossa hist\u00f3ria de lutas em prol de um mundo melhor para o povo perdeu-se, pois ele n\u00e3o somente as encarnou como esteve \u00e0 frente dos mais significativos momentos das lutas populares. Mais do que isto, Prestes encarnou a revolu\u00e7\u00e3o, instrumento e ve\u00edculo das transforma\u00e7\u00f5es sociais, e neste sentido perde-se tamb\u00e9m um int\u00e9rprete genu\u00edno da vontade revolucion\u00e1ria. O combatente que simbolizou a esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Importa pouco se a revolu\u00e7\u00e3o a que se propunha Prestes encontraria hoje campo f\u00e9rtil nesses tempos de neoliberalismo. O que importa \u00e9 a evoca\u00e7\u00e3o da centelha revolucion\u00e1ria. O sil\u00eancio da prega\u00e7\u00e3o de Prestes, em raz\u00e3o de n\u00e3o mais estar conosco, reduz as expectativas, as aspira\u00e7\u00f5es e a vontade de mudar, por um lado, mas, em troca, a lembran\u00e7a de seu eloq\u00fcente discurso nos estimula a pensar que nem tudo est\u00e1 perdido. Mais do que isto, a sonhar que tudo \u00e9 poss\u00edvel, inclusive e sobretudo o momento da revolu\u00e7\u00e3o, a promover justi\u00e7a social e n\u00e3o apenas programas compensat\u00f3rios de justi\u00e7a distributiva sem altera\u00e7\u00e3o das estruturas de e.<\/p>\n<p>De novo invoco Hobsbawm que no \u00faltimo par\u00e1grafo do livro citado diz com propriedade:<\/p>\n<p><em>N\u00e3o sabemos para onde estamos indo. S\u00f3 sabemos que a hist\u00f3ria nos trouxe at\u00e9 este ponto&#8230; Contudo, uma coisa \u00e9 clara. Se a humanidade quer ter um futuro reconhec\u00edvel, n\u00e3o pode ser pelo prolongamento do passado ou do presente. Se tentarmos construir o terceiro mil\u00eanio nessa base, vamos fracassar. E o pre\u00e7o do fracasso, (&#8230;) \u00e9 a escurid\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p><em>A advert\u00eancia de Hobsbawm \u00e9 de fundo genuinamente marxista, no sentido de que s\u00f3 podemos intervir nos rumos da sociedade conhecendo-a nas suas engrenagens e rela\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas historicamente. Contudo, n\u00e3o bastam os estudos, o dom\u00ednio de uma teoria revolucion\u00e1ria, \u00e9 preciso que a ela se junte um elemento do qual \u00e9 primordial, embora sozinho ele tamb\u00e9m n\u00e3o leve necessariamente a lugar algum. Refiro-me \u00e0 determina\u00e7\u00e3o, o desejo, aquele impulso de quem possui um compromisso com as mudan\u00e7as. Era o caso, sem d\u00favida, de Prestes.<\/em><\/p>\n<p><em>Prestes conheceu revezes, amargou derrotas sofridas pelo povo brasileiro, mas jamais abdicou do ide\u00e1rio que o embalou vida afora. Foi portador dos mais caros e sinceros sentimentos da e trabalhadora e das for\u00e7as sociais vivas da sociedade brasileira, por isso sua lembran\u00e7a incomoda os poderosos e os que se venderam e, com isso, se associaram aos que det\u00e9m o poder. Todos esses desprezam um dado que para Prestes, e para as pessoas honradas, n\u00e3o tem pre\u00e7o: a consci\u00eancia como meio mobilizador de uma vontade pol\u00edtica, cujo valor ele nunca desmereceu. Em depoimento a Denis de Moraes e Francisco Viana, autores do livro <em>Prestes, lutas e autocr\u00edticas<\/em>, dizia Prestes:<\/em><\/p>\n<p><em><em>Eu sou acusado de ser um homem que n\u00e3o tem amigos. Um homem sem amigos. Em 30, eu tamb\u00e9m fiquei isolado. Perdi todos os meus amigos. Um a um. Fui designado pelos tenentes, em Buenos Aires, chefe militar da revolu\u00e7\u00e3o. Mas acabei ficando um general sem soldados. Pouco a pouco, todos foram passando para o lado de Get\u00falio e eu acabei completamente isolado. J\u00e1 estou habituado. Quer dizer: eu tomo os rumos pela minha consci\u00eancia.<\/em> <\/em><\/p>\n<p><em>Mas se sua aus\u00eancia representa uma perda para todos os que estiveram lado a lado com o grande l\u00edder nacional brasileiro do s\u00e9culo vinte, cultivar a ess\u00eancia de sua trajet\u00f3ria como exemplo de vida \u00e9 um dever revolucion\u00e1rio e uma tarefa importante a ser empreendida. \u00c9 por esta raz\u00e3o que se deve falar tamb\u00e9m em legados. E estes compreendem um conjunto de valores e princ\u00edpios de modo a formar uma cultura pol\u00edtica toda especial.<\/em><\/p>\n<p><em>O primeiro e mais importante \u00e9 o do <strong>princ\u00edpio revolucion\u00e1rio<\/strong>, n\u00e3o negoci\u00e1vel e orientador de toda a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que p\u00f4s em pr\u00e1tica. O que vale neste princ\u00edpio n\u00e3o \u00e9 a forma da revolu\u00e7\u00e3o, o que importa n\u00e3o \u00e9 a etapa do processo revolucion\u00e1rio \u2013 dado n\u00e3o desprez\u00edvel para a an\u00e1lise de uma situa\u00e7\u00e3o pr\u00e9 revolucion\u00e1ria \u2013 mas irrelevante como elemento constitutivo da vis\u00e3o de mundo de um revolucion\u00e1rio, cujo papel ou dever \u00e9 pensar revolucionariamente as possibilidade de se promover as transforma\u00e7\u00f5es radicais. Sobretudo numa realidade social marcada por injusti\u00e7as que tolhem a plena liberdade do cidad\u00e3o e dos projetos de inclus\u00e3o massiva das massas na distribui\u00e7\u00e3o dos bens produzidos por quem trabalha e cria a riqueza nacional. Para Prestes a revolu\u00e7\u00e3o orientou sua vis\u00e3o de mundo. Viver para torn\u00e1-la uma realidade foi sua luta incessante.<\/em><\/p>\n<p><em>Dos legados integrantes dessa cultura pol\u00edtica pode-se enumerar pelo menos tr\u00eas. Eles representam uma cultura pol\u00edtica centrada em tr\u00eas pilares:<\/em><\/p>\n<p><em>O <strong>rep\u00fadio \u00e0s injusti\u00e7as sociais<\/strong> e a luta para super\u00e1-las;<\/em><\/p>\n<p><em>O <strong>primado do altru\u00edsmo<\/strong>, da solidariedade, sobre o individualismo;<\/em><\/p>\n<p><em>A <strong>vontade pol\u00edtica<\/strong> voltada \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es como motiva\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es na vida p\u00fablica.<\/em><\/p>\n<p><em>O primeiro pilar esteve presente no engajamento de Prestes quando ainda jovem oficial do ex\u00e9rcito. Revoltou-se e liderou ao longo da d\u00e9cada de vinte o movimento tenentista;<\/em><\/p>\n<p><em>O segundo acompanhou toda a sua trajet\u00f3ria de vida. O altru\u00edsmo e a solidariedade aos companheiros e aos segmentos sociais ligados ao mundo do trabalho sempre deixaram em segundo plano eventuais desejos individuais;<\/em><\/p>\n<p><em>E no que se refere ao terceiro pilar, a postura revolucion\u00e1ria o levou a trilhar uma das mais destacadas vidas no campo das lutas em defesa do ide\u00e1rio socialista;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 por essa raz\u00e3o que a esperan\u00e7a foi intensamente representada pela figura do seu Cavaleiro, a percorrer o Brasil de Norte a Sul, de Leste \u00e0 Oeste, levando a bandeira da liberta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Positivamente estes \u00faltimos vinte anos n\u00f3s temos que lamentar perdas, insucessos e o gosto de uma apatia cr\u00f4nica. Nada, portanto, a ver com as expectativas alimentadas em n\u00f3s pela perspectiva revolucion\u00e1ria, que, no Brasil, tinha em Prestes sua mais completa encarna\u00e7\u00e3o. Pablo Neruda, em <em>Confesso que vivi<\/em>, disse dele: <\/em><\/p>\n<p><em><em>Nenhum dirigente comunista da Am\u00e9rica tem uma vida t\u00e3o tr\u00e1gica e portentosa quanto Lu\u00eds Carlos Prestes. Her\u00f3i militar e pol\u00edtico do Brasil, sua verdade e sua legenda ultrapassam h\u00e1 muito tempo as restri\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas. <\/em> <\/em><\/p>\n<p><em>Existem os que sustentam hoje a primazia da reforma sobre a revolu\u00e7\u00e3o. Os defensores de uma justi\u00e7a distribuitiva sem tocar nos alicerces estruturais. S\u00e3o os neo reformistas, que embalados pelo ide\u00e1rio p\u00f3s modernista ocupam os espa\u00e7os da informa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 os meios acad\u00eamicos.<\/em><\/p>\n<p><em>Enquanto isso, ou seja, enquanto esse processo n\u00e3o se descortina, a luta continua nos planos nacionais, porque as raz\u00f5es que levaram Prestes \u00e0 luta permanecem em nossa forma\u00e7\u00e3o social, mesmo com a moderniza\u00e7\u00e3o empreendida pela internaliza\u00e7\u00e3o capitalista, que, no entanto, mant\u00eam a desigualdade social como tra\u00e7o permanente dessa sociedade;<\/em><\/p>\n<p><em>A hist\u00f3ria do PCB seria menor n\u00e3o fosse a participa\u00e7\u00e3o nela de Prestes. Ele unificou tr\u00eas segmentos sociais que estiveram muito ativos nas lutas do povo brasileiro e tamb\u00e9m na dire\u00e7\u00e3o do PCB: o operariado, os militares nacionalistas e os profissionais liberais, irmanados em torno das quest\u00f5es de soberania nacional e do internacionalismo. P\u00f4s em pr\u00e1tica as orienta\u00e7\u00f5es do VI Congresso da IC para os pa\u00edses de passado colonial e submetidos \u00e0 domina\u00e7\u00e3o imperialista. Se a concep\u00e7\u00e3o etapista da revolu\u00e7\u00e3o brasileira prevaleceu, esta obedeceu a um contexto do qual ele se vinculou como todas as demais lideran\u00e7as do movimento comunista internacional;<\/em><\/p>\n<p><em>Encarnou os sentimentos mais leg\u00edtimos e os anseios mais decididos do povo trabalhador brasileiro, ao expressar o rep\u00fadio \u00e0s pr\u00e1ticas pol\u00edticas das es dominantes e o desprezo pelos falsos l\u00edderes populares a pactuarem alian\u00e7as esp\u00farias de car\u00e1ter antipopular e de sentido antinacional. Neste sentido, soube combinar o nacionalismo antiimperialista com o internacionalismo.<\/em><\/p>\n<p><em>A perda da identidade combatente, que com o desaparecimento de Prestes tornou-se uma inc\u00f4moda realidade para os que se prop\u00f5em a dar continuidade \u00e0s suas lutas, n\u00e3o deve esmorecer os que se situam nas frentes de combate em prol das transforma\u00e7\u00f5es sociais.<\/em><\/p>\n<p><em>O bom combate precisa ter em algu\u00e9m uma identidade, um exemplo, e mais do que isso, uma disponibilidade, em condi\u00e7\u00f5es de arregimentar for\u00e7as e inspirar os que aspiram por dias melhores;<\/em><\/p>\n<p><em>Toda perda \u00e9 ao mesmo tempo um lamento e um convite a que se retome a luta e o bom combate. Nada se perde em definitivo, da mesma forma que nada se ganha de maneira absoluta. Perdas e ganhos constituem em processos que precisam ser compreendidos, como assinala Hobsbawm, para que superemos as perdas e renovemos sempre as vit\u00f3rias.<\/em><\/p>\n<p><em>A velha dial\u00e9tica com suas leis precisas permite que entendamos que os contr\u00e1rios s\u00e3o elementos de uma mesma realidade, logo, as perdas de hoje abrem os caminhos para os ganhos de amanh\u00e3. N\u00e3o temos mais Prestes entre n\u00f3s, mas o temos na mem\u00f3ria e nos ensinamentos que ele deixou para a posteridade.<\/em><\/p>\n<p><em>De Prestes devemos guardar alguns princ\u00edpios e ensinamentos: <\/em><\/p>\n<ul>\n<li>\n<p><em><strong>O princ\u00edpio da coer\u00eancia ideol\u00f3gica;<\/strong> <\/em><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><em><strong>O ensinamento de que o compromisso com a causa da revolu\u00e7\u00e3o supera os eventuais interesses individuais; <\/strong> <\/em><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><em><strong>O princ\u00edpio e o ensinamento do dever c\u00edvico, que passa pela defesa da soberania nacional e do internacionalismo; <\/strong> <\/em><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><em><strong>A integridade moral diante das adversidades; <\/strong> <\/em><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><em><strong>A capacidade de contrariar maiorias, tend\u00eancias dominantes, em nome da determina\u00e7\u00e3o da luta. <\/strong> <\/em><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Texto apresentado no &#8220;Semin\u00e1rio e Exposi\u00e7\u00e3o Prestes &#8211; 20 anos sem o Cavaleiro da Esperan\u00e7a&#8221; &#8211; 14\/09\/2010 &#8211; Campus da Praia Vermalha\/UFRJ.<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">Fonte: http:\/\/prestesaressurgir.blogspot.com\/2010\/10\/o-legado-de-luiz-carlos-prestes.html<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Prestesaressurgir\n\n\n\n\n\n\n\n\nLincoln de Abreu Penna, historiador\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/890\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-890","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-em","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/890","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=890"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/890\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}