{"id":8991,"date":"2015-07-31T18:54:20","date_gmt":"2015-07-31T21:54:20","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=8991"},"modified":"2015-08-16T19:43:13","modified_gmt":"2015-08-16T22:43:13","slug":"comunistas-comemoram-o-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/8991","title":{"rendered":"Comunistas comemoram o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/-5HLklRhjrRI\/VbvuD5NBfeI\/AAAAAAAAKoY\/p2ALWz1oyMo\/w768-h509-no\/2015-07-31.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Um dia para comemorar, refletir, ocupar ruas e pra\u00e7as. Assim foi celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, com uma bonita ocupa\u00e7\u00e3o cultural realizada, no dia 25 de julho,na Pra\u00e7a da Harmonia, na Gamboa.<!--more--><\/p>\n<p>O evento, realizado pelo Comit\u00ea de Cultura pelo Poder Popular, a Uni\u00e3o da Juventude Comunista e os Coletivos Minervino de Oliveira e Ana Montenegro, contou com diversas atividades como leituras de poesias, palestras, DJs, oficina de jongo e uma boa roda de samba.<\/p>\n<p>O objetivo da celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 resgatar a hist\u00f3ria e tirar da invisibilidade todas as mulheres afrodescendentes que sofrem com o racismo e o machismo. E n\u00e3o poderia haver lugar com mais simbolismo que o bairro da Gamboa. Sobre suas ruas, pedras e cal\u00e7adas funcionou um dos maiores e mais brutais com\u00e9rcios de escravos da Am\u00e9rica Latina, no famoso mercado do Valongo. Estima-se que cerca de 300 mil africanos tenham sido vendidos como escravos nessa regi\u00e3o do Rio de Janeiro, entre os anos de 1774 e 1830.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante resgatar essa mem\u00f3ria hist\u00f3rica, pois, ap\u00f3s o fim da escravid\u00e3o, esse bairro, onde estamos celebrando, teve grande import\u00e2ncia na forma\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria afrodescendente\u201d, destaca o professor de Hist\u00f3ria na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Muniz Ferreira, que realizou uma palestra sobre &#8220;A hist\u00f3ria da Rota dos Negros no Rio de Janeiro&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cEscolhemos a Pra\u00e7a da Harmonia justamente por seu simbolismo. Essa regi\u00e3o j\u00e1 foi conhecida como a \u2018pequena \u00c1frica\u2019\u201d, afirma o militante do Coletivo Minervino de Oliveira, Daniel Reis.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o cultural \u00e9 uma maneirade assumir esses espa\u00e7os como lugar de pertencimento do p\u00fablico em geral. Uma maneira de compartilhar viv\u00eancias, arte e cultura popular. A baiana S\u00f4nia Menezes, que vende acaraj\u00e9 nas ruas do Rio de Janeiro, sabe da import\u00e2ncia de ocupar e levar cultura e significado aos lugares p\u00fablicos. \u201cEsses espa\u00e7os nos pertencem. Vivemos numa sociedade onde o machismo predador e o racismo oprime a mulher negra. Ent\u00e3o, compartilhar nossas viv\u00eancias e os saberes populares \u00e9 a melhor maneira de superar anos de opress\u00e3o\u201d, ressalta S\u00f4nia, que fez uma palestra sobre \u201cA miss\u00e3o da Baiana\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de levar cultura e reflex\u00e3o, os coletivos e movimentos que organizaram esse evento t\u00eam o compromisso decontribuir para constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade livre da explora\u00e7\u00e3o e de todas as opress\u00f5es. E para isso \u00e9 fundamental fortalecer a luta antiracista, antimachista e socialista, na organiza\u00e7\u00e3o da juventude, pela integra\u00e7\u00e3o latino-americana e na luta por uma cultura popular.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um dia para comemorar, refletir, ocupar ruas e pra\u00e7as. 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