{"id":903,"date":"2010-10-16T22:16:42","date_gmt":"2010-10-16T22:16:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=903"},"modified":"2010-10-16T22:16:42","modified_gmt":"2010-10-16T22:16:42","slug":"no-chile-por-tras-da-euforia-da-midia-os-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/903","title":{"rendered":"No Chile, por tr\u00e1s da euforia da m\u00eddia, os homens"},"content":{"rendered":"\n<p>O salvamento, gra\u00e7as a um po\u00e7o de evacua\u00e7\u00e3o, de trinta e tr\u00eas mineiros bloqueados na mina de San Jos\u00e9 foi um sucesso. Milhares de jornalistas chegaram do mundo inteiro ao local do \u00ab milagre \u00bb . Depois do an\u00fancio do acidente, o presidente chileno, Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era n\u00e3o poupou qualquer esfor\u00e7o para mostrar ao mundo que ele supervisionava pessoalmente os trabalhos : al\u00e9m disso, sua popularidade subiu dez pontos desde o lan\u00e7amento da opera\u00e7\u00e3o que ele considera &#8220;sem compara\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria da humanidade&#8221;. Mas uma vez passado o momento &#8211; todo natural \u2013 o Chile vai se perguntar sobre as condi\u00e7\u00f5es que tornaram poss\u00edvel este acidente?<\/p>\n<p>22 de agosto de 2010, 14 : 30 h. Copiap\u00f3, no Deserto de Atacama, norte do Chile. Algumas letras rabiscadas em tinta vermelha em volta de um tubo perfurado acima da mina de San Jos\u00e9, em uma das regi\u00f5es mais secas do mundo: &#8220;<em>estamos bem no abrigo, todos os trinta e tr\u00eas \u00bb .<\/em><\/p>\n<p>Trinta e dois mineiros chilenos e um boliviano estavam presos a cerca de setecentos metros abaixo da superf\u00edcie da terra, enterrados vivos nas entranhas de uma mina de cobre e ouro. Desde o colapso de v\u00e1rias paredes de conten\u00e7\u00e3o, sob milhares de toneladas de rocha e lama, eles sobreviveram da melhor maneira poss\u00edvel em um dos ref\u00fagios ainda dispon\u00edveis. Eles bebiam \u00e1gua das infiltra\u00e7\u00f5es, racionavam sua escassa ra\u00e7\u00e3o de comida e sofriam de um calor opressivo. Mas suas breves comunica\u00e7\u00f5es diziam: eles estavam em boas condi\u00e7\u00f5es de saude.<\/p>\n<p>Esta descoberta foi saudada pela popula\u00e7\u00e3o euf\u00f3rica: um povo em comunh\u00e3o com os &#8220;seus&#8221; filhos em um esp\u00edrito de solidariedade que atravessa os Andes e mergulha para as prov\u00edncias do sul do pa\u00eds. &#8220;Sim, os her\u00f3is existem&#8221;, como o jornal de grande circula\u00e7\u00e3o Las Ultimas Noticias, numa edi\u00e7\u00e3o especial de 23 agosto de 2010. O acampamento de San Jos\u00e9, onde estavam instaladas as fam\u00edlias dos mineiros, foi rebatizado como &#8220;Acampamento da Esperan\u00e7a&#8221;. Os trabalhos de resgate se iniciam.<\/p>\n<p>Em 13 de outubro, quando os primeiros mineiros reencontram a liberdade, n\u00e3o menos de mil e setecentos jornalistas de todo o mundo os aguardavam em meio \u00e0s bandeiras chilenas. Para se preparar para o &#8220;grande dia&#8221;, os mineiros tiveram de ter aulas de &#8220;media training&#8221; &#8211; ainda no fundo da mina &#8211; em antecipa\u00e7\u00e3o \u00e0 avalanche de entrevistas e programas de TV (sem contar as propostas de adapta\u00e7\u00e3o de sua hist\u00f3ria para o cinema em v\u00e1rias l\u00ednguas).<\/p>\n<p>Durante dois meses, o ministro das Minas &#8211; e ex-dirigente da filial chilena da ExxonMobil -Laurence Golborne, aproveitou-se dos anfitri\u00f5es que animavam a cena. Sem nunca abandonar o seu casaco com as cores do pa\u00eds e as festividades relacionadas com o bicenten\u00e1rio da independ\u00eancia (1810-2010), abra\u00e7ou os parentes das v\u00edtimas e comentou cada avan\u00e7o na opera\u00e7\u00e3o de resgate. Mas, no grande dia, o pr\u00f3prio presidente foi colocado sob os holofotes.<\/p>\n<p>Cinco horas e onze da manh\u00e3 (hor\u00e1rio da Europa): o primeiro mineiro sai do po\u00e7o de evacua\u00e7\u00e3o. Ele beija o seu filho, sua esposa &#8230; e depois o presidente. Quatro minutos depois, ele fez sua primeira declara\u00e7\u00e3o e d\u00e1 gra\u00e7as a Deus, \u00absem o qual este resgate n\u00e3o teria sido poss\u00edvel \u00bb. E ele acrescentou: &#8220;Hoje, podemos sentir mais orgulho do que nunca de sermos chilenos&#8221;.<\/p>\n<p>Para o presidente, este drama teve algumas vantagens. Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era, presidente e empres\u00e1rio multimilion\u00e1rio, eleito em 17 de janeiro de 2010, conhece os come\u00e7os dif\u00edceis (1). Sua gest\u00e3o desastrosa das consequ\u00eancias do terremoto em fevereiro passado, no entanto, levanta muitas insatisfa\u00e7\u00f5es, ao passo que as mobiliza\u00e7\u00f5es e greves de fome dos \u00edndios Mapuche no sul, d\u00e3o-lhe uma dor de cabe\u00e7a. O mart\u00edrio dos &#8220;33&#8221; representou uma grande oportunidade para se afirmar durante dois meses ao vivo como se estivesse num um grande programa de televis\u00e3o. Enquanto os &#8220;33&#8221; foram proclamados \u00abher\u00f3is do bicenten\u00e1rio da independ\u00eancia \u00bb , tudo foi feito para transformar o esp\u00edrito de solidariedade em um consenso pol\u00edtico: todos &#8220;unidos&#8221; sob o comando do presidente Pi\u00f1era. No entanto, segundo o jornalista Paul Walder, o acidente de San Jose \u00e9 mais uma alegoria contempor\u00e2nea do Chile, um pa\u00eds onde a classe trabalhadora est\u00e1 &#8220;enterrada&#8221; sob um sistema que a oprime (2).<\/p>\n<p><strong>Na regi\u00e3o de Antofagasta, 277 das 300 minas est\u00e3o sendo exploradas sem que haja normas<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade, os trinta e tr\u00eas mineiros permanecem paradoxalmente sem voz. Nem eles nem suas fam\u00edlias, nem o movimento sindical &#8211; historicamente forte neste setor, mas enfraquecido pela ditadura e suas reformas neoliberais &#8211; n\u00e3o tiveram a oportunidade de divulgar sua an\u00e1lise das causas do acidente. L\u00e1 fora, aqueles que conseguiram escapar do desabamento tentam relembrar que seus sal\u00e1rios n\u00e3o eram pagos h\u00e1 v\u00e1rias semanas: \u00ab pare seu &#8220;show&#8221;, Pi\u00f1era, n\u00f3s somos tamb\u00e9m trezentos c\u00e1 fora \u00bb (3). Eles enfrentam a indiferen\u00e7a generalizada.<\/p>\n<p>O Chile \u00e9 uma das pontas de lan\u00e7a do capitalismo mineiro na Am\u00e9rica Latino. A minera\u00e7\u00e3o representa 58% das exporta\u00e7\u00f5es e 15% do produto interno bruto (PIB) do pa\u00eds. O pa\u00eds explora carv\u00e3o, ouro e, especialmente, o cobre, do qual \u00e9 o principal produtor mundial (com uma quota de mercado de 40%), gra\u00e7as \u00e0 maior mina a c\u00e9u aberto do mundo (Chuquiquamata). O Chile disp\u00f5e de reservas equivalentes a 200 anos de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca das grandes nacionaliza\u00e7\u00f5es, em 1971, o presidente socialista Salvador Allende tinha estimado que a minera\u00e7\u00e3o de cobre se afigurava como o &#8220;sal\u00e1rio do Chile&#8221;. O governo da Unidade Popular, ent\u00e3o, encampou a grandes empresas dos EUA e transferiu seu patrim\u00f4nio para a Corpora\u00e7\u00e3o Nacional de Cobre (Codelco).<\/p>\n<p>Desde o golpe de 1973, a ditadura, e depois democracia neoliberal, inverteram a l\u00f3gica, oferecendo muitas concess\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o a empresas privadas nacionais e internacionais. Sem esquecer que trouxeram as taxas de imposto para um dos n\u00edveis mais baixos do mundo (4) e as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a \u00e0 sua express\u00e3o mais simples. Elas s\u00e3o, \u00e0s vezes, mesmo inexistentes. Pouco importa, de qualquer maneira: na regi\u00e3o de Antofagasta, 277 das 300 minas est\u00e3o sendo explorados sem normas de seguran\u00e7a. Neste contexto, a minera\u00e7\u00e3o tornou-se um neg\u00f3cio muito lucrativo. Tudo seria para melhor, no entanto, desde que o desenvolvimento da atividade pudesse levar os mineiros a ser uma verdadeira &#8220;aristocracia oper\u00e1ria&#8221;. Seus sal\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o mais do que tr\u00eas vezes o sal\u00e1rio m\u00ednimo (262 euros por m\u00eas).<\/p>\n<p><strong>Trinta e um mortos por ano<\/strong><\/p>\n<p>Com trinta e uma mortes por ano, em m\u00e9dia, (em um total de 106 340 pessoas trabalhando nas minas e pedreiras), \u00e9 f\u00e1cil descobrir ambientes mais saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;San Jos\u00e9 \u00e9 um pesadelo. Era perigoso, eu sabia, todos sabiam, disse um dos mineiros sobreviventes. H\u00e1 apenas uma palavra: produtividade \u00bb. (6) A minera\u00e7\u00e3o de San Esteban &#8211; que funcionava no subsolo do pa\u00eds h\u00e1 mais de 200 anos \u2013 e que pertence a Alejandro Bohn (participa\u00e7\u00e3o de 60%) e Marcelo Kemeny (40%), o filho do fundador da empresa, teve que ser fechada por exaust\u00e3o. Foi, portanto, necess\u00e1rio que San Jos\u00e9 continuasse a financiar o estilo de vida dos dirigentes da empresa \u00bb.<\/p>\n<p>Em San Jos\u00e9, o aumento do pre\u00e7o do metal no mercado mundial, resulta numa intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho, o recurso \u00e0s horas-extras passa a ser quase sistem\u00e1tico (at\u00e9 12 horas por dia) &#8230; e uma certa displic\u00eancia na quest\u00e3o da seguran\u00e7a: no momento do acidente, 04 de agosto, trinta e tr\u00eas mineiros correram para escalar da chamin\u00e9 de emerg\u00eancia e eles descobriram que nenhuma escada estava instalada &#8230;<\/p>\n<p>Uma surpresa? N\u00e3o, desde 1999, os acidentes estavam aumentando. Em 2004, ap\u00f3s a morte de um trabalhador, os sindicatos tinham apresentado uma queixa inicialmente rejeitada pelo tribunal de apela\u00e7\u00e3o. Finalmente, em 2005, ocorre a decis\u00e3o de encerramento da Dire\u00e7\u00e3o do Trabalho. No entanto, a mina foi reaberta em 2009, sem que toda a explora\u00e7\u00e3o fosse regularizada. Em Julho de 2010, outro acidente: um mineiro tem a perna esmagada. Ainda assim, tr\u00eas semanas depois, o Servi\u00e7o Nacional de Geologia e Minera\u00e7\u00e3o (Sernageomin), autorizou a manuten\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios sindicalistas falam de corrup\u00e7\u00e3o. Vinte e seis fam\u00edlias de mineiros decidem apresentar queixa contra os propriet\u00e1rios e o Estado.<\/p>\n<p>Nestor Jorquera, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o da Minera\u00e7\u00e3o do Chile (sindicato que re\u00fane dezoito mil empregados), lamenta que o Chile n\u00e3o seja signat\u00e1rio da Conven\u00e7\u00e3o 176 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) sobre seguran\u00e7a e sa\u00fade nas minas. Ele denunciou, sobretudo, a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista regressiva, um legado da ditadura. O direito de greve, por exemplo, \u00e9 limitado.<\/p>\n<p>Apesar de alguns programas de preven\u00e7\u00e3o de riscos, a Superintend\u00eancia de Seguran\u00e7a Social (Minist\u00e9rio do Trabalho), reconhece que 443 pessoas morreram ap\u00f3s acidentes em 2009 (282 no primeiro semestre de 2010), enquanto 191.685 foram acidentes n\u00e3o fatais registrados no ano passado (em uma popula\u00e7\u00e3o activa de 6,7 milh\u00f5es de pessoas).<\/p>\n<p>Em 28 agosto de 2010, o presidente Pi\u00f1era anunciou a cria\u00e7\u00e3o de uma &#8220;Superintend\u00eancia das Minas (os sindicatos n\u00e3o estar\u00e3o representados nela), demitiu o diretor do Sernageomin e prometeu um aumento no n\u00famero de inspe\u00e7\u00f5es e inspetores. Deve-se dizer que atualmente estes s\u00e3o &#8230; dezesseis, para controlar mais de quatro mil minas no pa\u00eds (7).<\/p>\n<p><strong>Franck Gaudichaud<\/strong><\/p>\n<p>Docente e conferencista sobre civiliza\u00e7\u00e3o hispano-americana na Universidade Grenoble 3. Dirigiu: O vulc\u00e3o Am\u00e9rica Latina; As esquerdas, os movimentos sociais e o neoliberalismo na Am\u00e9rica Latina, Textual, Paris, 2008.<\/p>\n<p>(1) Ver Franck Gaudichaud, &#8220;Terremoto e pol\u00edtica de regresso dos Chicago Boys&#8221;, International Research, Julho de 2010 (dispon\u00edvel no site do Centro Tricontinental).<\/p>\n<p>(2) Paul Walder, &#8220;La sepultada Clase Obrera,&#8221; Punto Final, n \u00ba 717, Santiago (Chile), setembro de 2010.<\/p>\n<p>(3) Luis Jos\u00e9 C\u00f3rdova, outubro, Diarioreddigital.cl 8, 2010.<\/p>\n<p>(4) Em Junho de 2010, o ministro das Minas reconheceu que a carga fiscal na minera\u00e7\u00e3o no Chile \u00e9 a terceira mais baixa do mundo (Radio Cooperativa, 01 de junho de 2010).<\/p>\n<p>(6) Ver Jean-Paul Mari, &#8220;La mal\u00e8diction de San Jos\u00e9&#8221;, Le Nouvel Observateur, No. 2395, 30 de setembro de 2010.<\/p>\n<p>(7) Andr\u00e9s Figueroa Cornejo &#8220;, Treinta y Tres Mineros, uno tras otro, Agencia Latinoamericana de Informaci\u00f3n, 10 de setembro de 2010.<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o : Argemiro Pertence<\/strong><\/p>\n<p>Le Monde Diplomatique<\/p>\n<p>jeudi 14 octobre 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: pt.wikipedia.org\n\n\n\n\n\n\n\n\nLe Monde Diplomatique\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/903\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[87],"tags":[],"class_list":["post-903","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c100-chile"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ez","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/903","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=903"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/903\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}