{"id":9073,"date":"2015-08-13T21:17:21","date_gmt":"2015-08-14T00:17:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9073"},"modified":"2017-08-24T22:47:36","modified_gmt":"2017-08-25T01:47:36","slug":"o-que-ocorreu-na-grecia-demonstra-que-outro-capitalismo-e-impossivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9073","title":{"rendered":"\u201cO que ocorreu na Gr\u00e9cia demonstra que outro capitalismo \u00e9 imposs\u00edvel\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/angeles_maestro2.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Insurgente entrevista \u00c1ngeles Maestro, militante de Red Roja<\/p>\n<p>Insurgente<!--more--><\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 algum tempo que a Red Roja vem formulando a quest\u00e3o: romper com a extors\u00e3o da D\u00edvida tem car\u00e1cter de linha de demarca\u00e7\u00e3o. Clarifica perante o povo o eixo pol\u00edtico principal que neste momento sustenta toda engrenagem do poder e do qual este n\u00e3o pode prescindir. Nesse sentido, N\u00e3o pagar a D\u00edvida equivale \u00e0 exig\u00eancia de Paz, P\u00e3o e Terra dos bolcheviques.\u201d<\/p>\n<div>\n<p><strong>O que ocorreu na Gr\u00e9cia \u00e9 um golpe duro para os que defendem o \u201cSim \u00e9 poss\u00edvel\u201d dentro do marco capitalista?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma demostra\u00e7\u00e3o mais de que outro capitalismo \u00e9 imposs\u00edvel [1]. Dentro da estrutura de poder e das rela\u00e7\u00f5es sociais capitalistas n\u00e3o h\u00e1 qualquer espa\u00e7o, n\u00e3o j\u00e1 para recuperar o perdido e regressar Estado de Bem-estar como defendem tanto Podemos, como IU e seus sat\u00e9lites de \u201cAhora en com\u00fan\u201d, mas nem sequer para deter os intermin\u00e1veis apertos de garrote em direc\u00e7\u00e3o ao abismo, como ficou demonstrado na Gr\u00e9cia.<br \/>\nO pagamento da D\u00edvida, como sucedeu na Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e Asia, \u00e9 o mecanismo de extors\u00e3o por excel\u00eancia para impor aos governos as pol\u00edticas que as classes dominantes requerem; m\u00e1xime em uma situa\u00e7\u00e3o de profunda crise geral do capitalismo sem sa\u00edda previs\u00edvel.<\/p>\n<p>Sem assumir a anula\u00e7\u00e3o unilateral do pagamento da D\u00edvida e a consequente sa\u00edda do Euro e da UE, n\u00e3o h\u00e1 outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o o espect\u00e1culo lament\u00e1vel do Syriza: ajoelhar perante as imposi\u00e7\u00f5es ilimitadas da troika e levar o pa\u00eds ao descalabro garantido.<\/p>\n<p>A Red Roja vem a diz\u00ea-lo desde h\u00e1 dois anos: o pagamento da D\u00edvida \u00e9 o fim de qualquer soberania e dos direitos sociais e laborais [2]. N\u00e3o \u00e9 que tiv\u00e9ssemos uma bola de cristal que nos permitisse saber o que finalmente veio a suceder na Gr\u00e9cia, simplesmente fizemos an\u00e1lises rigorosas sem os antolhos do oportunismo eleitoralista.<\/p>\n<p><strong>Por que fracassa o reformismo \u201cbem-intencionado\u201d de Syriza?<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, como j\u00e1 disse, porque prop\u00f5e pol\u00edticas imposs\u00edveis. O reformismo \u00e9 um del\u00edrio de ilus\u00f5es que muita gente aceita &#8211; contra toda a evid\u00eancia \u2013 porque \u00e9 mais c\u00f3modo e menos perigoso conseguir o que se necessita introduzindo um voto numa urna e sem tocar nos interesses das classes dominantes\u2026.se isso fosse poss\u00edvel.<br \/>\nQue pessoas mais ou menos ignorantes acreditem nisso n\u00e3o \u00e9 estranho. A vigarice vem dos que proclamam op\u00e7\u00f5es irrealiz\u00e1veis sabendo que o s\u00e3o. O crit\u00e9rio m\u00ednimo imprescind\u00edvel de legitimidade deveria ser dizer a verdade ao povo. E tanto IU, como Podemos, como qualquer das novas coliga\u00e7\u00f5es sabem-no e calam.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, Tsipras, em nome de Syriza, levou \u00e0 pr\u00e1tica pela en\u00e9sima vez a fun\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da social-democracia. Em momentos cruciais, de grande debilidade das classes dominantes, trai o povo trabalhador &#8211; cujos interesses devia representar &#8211; para assegurar o poder da burguesia. Os exemplos s\u00e3o inumer\u00e1veis; desde a vota\u00e7\u00e3o dos or\u00e7amentos de guerra na Alemanha em 1914 at\u00e9 \u00e0 sua participa\u00e7\u00e3o directa no assass\u00ednio de Rosa Luxemburg e de Karl Liebnecht em 1918, ao papel de Kerenski desde Mar\u00e7o a Outubro de 1917 ou ao do PSOE e do PCE na Transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que Tsipras fez \u00e9 o que eu vi na direc\u00e7\u00e3o de IU sucessivas vezes. Enquanto n\u00e3o h\u00e1 press\u00f5es, mant\u00e9m-se a coer\u00eancia; mas quando o poder exerce a sua capacidade de chantagem e de amea\u00e7a \u2013 quando de verdade h\u00e1 que demonstrar onde se est\u00e1, engole-se o que for preciso. O \u201cpoliticamente correcto\u201d imp\u00f5e-se a velocidade vertiginosa, ou seja, imp\u00f5e-se o que as classes dominantes exigem.<br \/>\nE n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 IU, obviamente [3].<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que o dilema \u201creforma ou revolu\u00e7\u00e3o\u201d, que em outras \u00e9pocas poderia ser apenas um debate mais ou menos interessante, hoje \u00e9 crucial. E o problema de fundo, que hoje como em outros per\u00edodos hist\u00f3ricos de crise delimita campos irreconcili\u00e1veis, \u00e9 se se \u201cvende\u201d (nunca a palavra foi melhor utilizada) perante o povo la ideia de que a democracia burguesa permite op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que questionem o direito \u00e0 propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o, ou se prepara o povo para enfrentar esse poder.<br \/>\nE quem n\u00e3o fale disso, como fez o Syriza de Tsipras, ou como fazem Podemos ou IU, o que prepara \u00e9 a encena\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima trai\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que sucedeu confirma o que os comunistas gregos do KKE vinham afirmando?<\/strong><\/p>\n<p>No fundamental, sim.<\/p>\n<p>Ante o grande sobressalto que foi a convocat\u00f3ria do Referendo \u2013 e os ataques da UE ao governo de Syriza por ter chamado o povo a opinar \u2013 era dif\u00edcil entender que o KKE apelasse ao voto nulo. Poucos se detiveram a analisar o conte\u00fado concreto da pergunta, que em nenhum momento questionava a participa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia na Eurozona e na UE. Enquanto o povo constru\u00eda o seu grande N\u00c3O, Tsipras tirava o coelho da cartola e dizia que o inquestion\u00e1vel era a perman\u00eancia da Gr\u00e9cia no Euro e na UE, custasse o que custasse.<\/p>\n<p>As l\u00e1grimas de crocodilo ante a brutal imposi\u00e7\u00e3o da troika n\u00e3o valem. Acaso n\u00e3o sabiam os Syrizas dali e daqui quem tinham pela frente? Acreditavam que era um confronto entre democratas e n\u00e3o uma extors\u00e3o de criminosos? \u00c9 inaceit\u00e1vel alegar ignor\u00e2ncia, depois de todos os ensinamentos da hist\u00f3ria, quando do que se trata \u00e9 de justificar uma descomunal cobardia e um crime contra o povo.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que o KKE tinha raz\u00e3o. Muitos analistas, James Petras entre eles, o reconheceram. N\u00e3o seria aceit\u00e1vel que em momentos t\u00e3o cr\u00edticos como os actuais, prevalecesse \u2013 pelo menos entre as pessoas de boa-f\u00e9 &#8211; um anticomunismo prim\u00e1rio face \u00e0 evidente necessidade de unir for\u00e7as de esquerda frente a uma calamidade como a que a classe oper\u00e1ria e o povo grego enfrentam.<\/p>\n<p>O que sucede na Gr\u00e9cia \u00e9 um grande laborat\u00f3rio, tanto para o capital, como para o resto dos povos da Europa. O Syriza \u00e9 uma experi\u00eancia arrumada. Ap\u00f3s ela est\u00e1 a erguer-se a grande confronta\u00e7\u00e3o que delimitar\u00e1 os campos no futuro e que n\u00e3o oferecer\u00e1 muitas op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma das mais importantes para a classe oper\u00e1ria e para todos os povos do sul da Europa \u00e9 confluir, coordenar pol\u00edticas e apresentar alternativas pol\u00edticas, econ\u00f3micas e sociais convergentes capazes de enfrentar o inimigo comum.<\/p>\n<p><strong>Que outra sa\u00edda tinha o povo grego ap\u00f3s o referendo?<\/strong><\/p>\n<p>A \u00fanica possibilidade de evitar o que sucedeu era ter deposto o Syriza com a luta oper\u00e1ria e popular. Obviamente, n\u00e3o estavam ainda reunidas as condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O \u00fanico caminho s\u00e9rio que se abre \u00e9 o da resist\u00eancia face a todas e cada uma das medidas que a alian\u00e7a de Syriza com os partidos da burguesia pretenda impor ao povo trabalhador grego e que acentuar\u00e3o o empobrecimento massivo em que j\u00e1 vive. \u00c9 preciso fortalecer o poder da classe oper\u00e1ria e construir uma alternativa ao Syriza a partir da esquerda, que inevitavelmente ter\u00e1 como pilar o Partido Comunista e como programa suspender o pagamento da D\u00edvida, nacionalizar a banca e as grandes empresas monopolistas e sair do Euro e da UE.<\/p>\n<p>Essa \u00fanica op\u00e7\u00e3o de futuro a partir da esquerda deve construir-se tamb\u00e9m no resto dos pa\u00edses da UE, mas sobretudo nos do sul. Como o v\u00eam dizendo muitas vozes, \u00e9 preciso aproveitar as contradi\u00e7\u00f5es internas no seio da UE e entre Alemanha e EUA, mas sobretudo definir um rumo claro e firme.<\/p>\n<p>A Red Roja tem-no formulado h\u00e1 algum tempo: romper com a extors\u00e3o da D\u00edvida tem car\u00e1cter de linha de demarca\u00e7\u00e3o. Clarifica perante o povo o eixo pol\u00edtico principal que neste momento sustenta toda engrenagem do poder e do qual este n\u00e3o pode prescindir. Nesse sentido, N\u00e3o pagar a D\u00edvida equivale \u00e0 exig\u00eancia de Paz, P\u00e3o e Terra dos bolcheviques.<\/p>\n<p><strong>Transpondo o sucedido para Espanha recordemos que IU, Podemos e inclusivamente Amaiur foram a Atenas apoiar o Syriza nas elei\u00e7\u00f5es\u2026.<\/strong><\/p>\n<p>O panorama com que os novos governos eleitos se depararam ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es \u00e9 pavoroso. Onze Comunidades Aut\u00f3nomas (CC.AA.) est\u00e3o a incumprir os objectivos de d\u00e9fice e de d\u00edvida. E a amea\u00e7a de interven\u00e7\u00e3o nelas e em centenas de ayuntamientos est\u00e1 sobre a mesa. Por exemplo no Pa\u00eds Valenci\u00e1, onde j\u00e1 se fala abertamente de Valenexit, o novo Consell encontrou-se ante \u201cuma Generalitat Valenciana sob interven\u00e7\u00e3o de facto, que antes de ser concretizada j\u00e1 correspondia a todos os par\u00e2metros que deveriam ter conduzido \u00e0 interven\u00e7\u00e3o de jure que a Europa pode exigir a qualquer momento\u201d[4]. O curioso \u00e9 que n\u00e3o s\u00f3 ningu\u00e9m fala de n\u00e3o pagara D\u00edvida, como na passada reuni\u00e3o do Conselho de Pol\u00edtica Fiscal e Financeira a \u00fanica coisa que as autonomias n\u00e3o governadas pelo PP questionaram foram os n\u00fameros concretos propostos por Montoro relativos \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do d\u00e9fice e \u00e0 % de redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, n\u00e3o a necessidade de reduzir ambos os indicadores.<\/p>\n<p>O que surpreende nesse espesso muro de sil\u00eancio dos novos governos de esquerdas. Se n\u00e3o se est\u00e1 a explicar ao povo que t\u00eam as m\u00e3os atadas se aceitam os objectivos do Tratado de Estabilidade da Zona Euro e das leis que aqui o aplicam, como a Lei 2\/2012, \u00e9 porque n\u00e3o se colocam outro horizonte sen\u00e3o acatar esse quadro normativo. Por outras palavras, desempenhar o mesmo papel de esbirro que Tsipras est\u00e1 desempenhando.<\/p>\n<p><strong>Como resolver a dicotomia reforma\/revolu\u00e7\u00e3o neste momento, neste pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>O esgotamento, a inutilidade das op\u00e7\u00f5es reformistas, vai verificar-se a curto prazo. Rajoy mente como um miser\u00e1vel, mas tamb\u00e9m enganam aqueles que ocultam que ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es gerais \u2013 a mesma troika, os mesmos \u201chomens de negro\u201d da Gr\u00e9cia v\u00e3o exigir novas contra-reformas laborais e das pens\u00f5es, mais privatiza\u00e7\u00f5es e maiores redu\u00e7\u00f5es da despesa p\u00fablica. E v\u00e3o faz\u00ea-lo, como na Gr\u00e9cia, com mais ferocidade se h\u00e1 um governo de \u201cesquerdas\u201d, precisamente para demonstrar que n\u00e3o h\u00e1 qualquer esperan\u00e7a de soberania e de democracia, que apenas resta baixar a cabe\u00e7a para encaixar a canga.<br \/>\nA esperan\u00e7a depositada nas elei\u00e7\u00f5es gerais vai estalar como uma bola de sab\u00e3o. Muito rapidamente. Por isso o trabalho obscuro de organiza\u00e7\u00e3o a partir de cada bairro, de cada povoa\u00e7\u00e3o, as explica\u00e7\u00f5es pacientes acerca da necessidade de se preparar para o que se avizinha e de n\u00e3o confiar em ilus\u00f5es sem fundamento algum.<\/p>\n<p>Para o caso de ainda existir alguma d\u00favida acerca da vacuidade abismal dos discursos dos novos \u201creferentes\u201d, leia-se o artigo de Pablo Iglesias que tem um t\u00edtulo t\u00e3o sugestivo como \u201cPodemos: Uma nova Transi\u00e7\u00e3o\u201d[5]. Se n\u00e3o estivessem a brincar com as vidas de tanta gente, poderia falar-se de uma antologia do absurdo.<\/p>\n<p><strong>Como se encontra de sa\u00fade a esquerda n\u00e3o reformista?<\/strong><\/p>\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o da justeza das an\u00e1lises \u2013 tendo como \u00faltimo exemplo o que sucedeu na Gr\u00e9cia com Syriza \u2013 \u00e9 muito importante. Tanto como o sil\u00eancio actual dos que se acotovelavam em Atenas para aparecer ao lado de Tsipras.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 teimosa e imp\u00f5e-se sobre o nevoeiro dos sonhos ou dos del\u00edrios. Por muito sugestivos que sejam. E o povo v\u00ea-a.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da ponte entre o descr\u00e9dito das falsas ilus\u00f5es \u2013 que como na Gr\u00e9cia pode ser r\u00e1pido e brutal \u2013 exige conflu\u00eancias que partam do trabalho ombro a ombro com aqueles que mais est\u00e3o compreendendo a necessidade de organiza\u00e7\u00e3o e de luta: os sectores mais explorados do movimento oper\u00e1rio e os bairros populares.<\/p>\n<p>A esquerda revolucionaria \u00e9 a \u00fanica capaz de oferecer uma alternativa ao beco sem sa\u00edda das novas miragens eleitorais. Com a condi\u00e7\u00e3o de que saiba estar bem pr\u00f3xima do povo trabalhador, para que a sua mensagem seja escutada quando se veja que \u201co rei vai nu\u201d.<\/p>\n<p>Esse trabalho de explica\u00e7\u00e3o paciente, que desespera alguns impacientes, \u00e9 o \u00fanico fecundo. Como dizia Red Roja no seu \u00faltimo Comunicado [6], \u201ca ambiguidade apenas serve para a desmoraliza\u00e7\u00e3o e a derrota. Est\u00e1 a confirmar-se que \u00e9 muito menos \u00fatil do que falar claro e que nos faz perder um tempo precioso. A vit\u00f3ria s\u00f3 poder\u00e1 decorrer da conjuga\u00e7\u00e3o de uma linha revolucionaria com a m\u00e1xima solidariedade internacionalista. E h\u00e1 que prepar\u00e1-la desde j\u00e1. Acaso \u00cdtaca n\u00e3o \u00e9 tanto aquela ilha \u201clong\u00ednqua\u201d como o objectivo de l\u00e1 chegar?\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>[1] <a href=\"http:\/\/redroja.net\/index.php\/comunicados\/831-el-mito-de-la-vuelta-al-estado-del-bienestar-otro-capitalismo-es-imposible\" target=\"_blank\">http:\/\/redroja.net\/index.php\/comunicados\/831-el-mito-de-la-vuelta-al-estado-del-bienestar-otro-capitalismo-es-imposible<\/a><br \/>\n[2] <a href=\"http:\/\/redroja.net\/in\" target=\"_blank\">http:\/\/redroja.net\/in<\/a> dex.php\/noticias-red-roja\/noticias-cercanas\/1910-informe-de-red-roja-sobre-la-ley-organica-22012-el-final-de-cualquier-soberania-y-el-arma-de-destruccion-masiva-de-los-servicios-publicos<br \/>\n[3] No caso da alem\u00e3 Die Linke (A Esquerda) as press\u00f5es recrudesceram face \u00e0 possibilidade de o seu ascenso eleitoral lhe permitir governar em determinados l\u00e4nder com o SPD, e concretizaram-se na necessidade de eliminar o seu apoio \u00e0 causa palestina para passar a apoiar o \u201cdireito de Israel a defender-se\u201d e evitar assim ser acusada de \u201canti-semita\u201d. Num comunicado de 2011 a organiza\u00e7\u00e3o citada afirmava: \u201cN\u00e3o participaremos em iniciativas sobre o conflito do M\u00e9dio Oriente que fa\u00e7am apelo \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de um Estado para Palestina e Israel, ou \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de boicotes contra produtos israelitas, ou inclusivamente na Flotilha deste ano para Gaza\u201d. <a href=\"http:\/\/redroja.net\/index.php\/noticias-red-roja\/opinion\/2789-las-tareas-de-la-izquierda-revolucionaria-ante-podemos-y-otras-opciones-electorales\" target=\"_blank\">http:\/\/redroja.net\/index.php\/noticias-red-roja\/opinion\/2789-las-tareas-de-la-izquierda-revolucionaria-ante-podemos-y-otras-opciones-electorales<\/a><br \/>\n[4] <a href=\"http:\/\/www.annanoticies.com\/wp-content\/uploads\/valenexit2.gif\" target=\"_blank\">http:\/\/www.annanoticies.com\/wp-content\/uploads\/valenexit2.gif<\/a><br \/>\n[5] <a href=\"http:\/\/elpais.com\/elpais\/2015\/07\/18\/opinion\/1437241765_050702.html\" target=\"_blank\">http:\/\/elpais.com\/elpais\/2015\/07\/18\/opinion\/1437241765_050702.html<\/a><br \/>\n[6] <a href=\"http:\/\/redroja.net\/index.php\/comunicados\/3539-el-pueblo-griego-necesita-un-no-pero-doble\" target=\"_blank\">http:\/\/redroja.net\/index.php\/comunicados\/3539-el-pueblo-griego-necesita-un-no-pero-doble<\/a><\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Insurgente entrevista \u00c1ngeles Maestro, militante de Red Roja Insurgente\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9073\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-9073","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c120-grecia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2ml","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9073"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9073\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}