{"id":910,"date":"2010-10-19T01:04:00","date_gmt":"2010-10-19T01:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=910"},"modified":"2010-10-19T01:04:00","modified_gmt":"2010-10-19T01:04:00","slug":"e-preciso-derrotar-serra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/910","title":{"rendered":"\u00c9 preciso derrotar Serra"},"content":{"rendered":"\n<p>A candidatura do demotucano Jos\u00e9 Serra surpreendeu n\u00e3o por sua identifica\u00e7\u00e3o com as pol\u00edticas neoliberais, e sim pelo baixo n\u00edvel de sua campanha<\/p>\n<p><em>13\/10\/2010<\/em><\/p>\n<p>No in\u00edcio do processo eleitoral deste ano, um conjunto de for\u00e7as populares e movimentos sociais decidiram empenhar esfor\u00e7os para eleger o maior n\u00famero poss\u00edvel de parlamentares e governadores identificados com as bandeiras da classe trabalhadora. E, nesse cen\u00e1rio, sobre o pleito presidencial, a unidade se deu em torno da luta para evitar um retrocesso ao pa\u00eds. Ou seja, n\u00e3o permitir a vit\u00f3ria da proposta neoliberal, representada na candidatura do tucano Jos\u00e9 Serra. Assim, passado o primeiro turno, realizado no dia 3 de outubro, \u00e9 importante fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do que significou esse processo. At\u00e9 porque a expectativa era de vit\u00f3ria da candidata Dilma Rousseff no primeiro turno.<\/p>\n<p><strong>Importantes avan\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o boas as renova\u00e7\u00f5es que ocorreram nas assembleias estaduais, na C\u00e2mara dos Deputados, no Senado Federal, na elei\u00e7\u00e3o e reelei\u00e7\u00e3o de governadores progressistas. Nesse sentido, destacamos a vit\u00f3ria do povo ga\u00facho, que derrotou o mandato tucano de Yeda Crusius. Candidata \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o ao governo do Rio Grande do Sul, Yeda se notabilizou no controle da m\u00eddia, na criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais e na repress\u00e3o \u00e0 luta dos trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Campanha presidencial<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que, nesta campanha presidencial, os graves problemas do povo ficaram ausente do processo. Evidenciou-se que a falta de debates em torno de projetos pol\u00edticos e dos problemas principais que afetam a popula\u00e7\u00e3o brasileira. Assim, a campanha de Dilma Rousseff buscou apenas divulgar o desenvolvimento econ\u00f4mico e as pol\u00edticas sociais do governo Lula e apoiar-se na popularidade do atual presidente. Com essa estrat\u00e9gia, obteve quase 47% dos votos, mas insuficientes para vencer no primeiro turno.<\/p>\n<p>A candidatura do demotucano Jos\u00e9 Serra surpreendeu n\u00e3o por sua identifica\u00e7\u00e3o com as pol\u00edticas neoliberais, e sim pelo baixo n\u00edvel de sua campanha. Foi agressivo, tentou interferir em julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), espalhou mentiras e acusa\u00e7\u00f5es infundadas. Independente de qualquer outro resultado, a biografia do candidato j\u00e1 \u00e9 a maior derrotada nessas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 as candidaturas identificadas com os partidos de esquerda, que utilizaram o espa\u00e7o eleitoral para defender os interesses da classe trabalhadora, infelizmente tiveram uma vota\u00e7\u00e3o baixa.<\/p>\n<p>Outro elemento importante neste atual quadro \u00e9 o descenso social de duas d\u00e9cadas em nosso pa\u00eds. A fragmenta\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora e a fragilidade da pol\u00edtica de comunica\u00e7\u00e3o com a sociedade tamb\u00e9m influ\u00edram no resultado eleitoral.<\/p>\n<p>Assim, as elei\u00e7\u00f5es deste ano demonstraram o poder nefasto e antidemocr\u00e1tico da m\u00eddia. Mas, por outro lado, potencializaram uma rede de comunicadores independentes, comprometidos com a liberdade de express\u00e3o, que enfrentaram o monop\u00f3lio dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o avan\u00e7os importantes rumo \u00e0 democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e pelo controle social sobre meios de comunica\u00e7\u00e3o em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Segundo turno<\/strong><\/p>\n<p>No dia 31, o povo brasileiro ter\u00e1 de fazer sua escolha. De um lado, o demotucano Jos\u00e9 Serra. E, como j\u00e1 dissemos aqui neste espa\u00e7o, atr\u00e1s da candidatura Serra est\u00e3o as for\u00e7as do capital mais atrasadas e subservientes ao imp\u00e9rio estadunidense, os grandes bancos, a grande ind\u00fastria paulista, o latif\u00fandio atrasado de K\u00e1tia Abreu e o agroneg\u00f3cio &#8220;moderno&#8221; do etanol. Seu programa \u00e9 um s\u00f3: a volta do mercado, benef\u00edcios para as empresas e a repress\u00e3o para conter as demandas sociais. Seria a prioridade no programa dos PPPs j\u00e1 aplicado em S\u00e3o Paulo: privatiza\u00e7\u00f5es, ped\u00e1gios e pres\u00eddios.<\/p>\n<p>De outro lado, a candidatura de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT). Tamb\u00e9m como j\u00e1 dissemos, a candidatura Dilma representa continuidade do governo Lula e tem for\u00e7as sociais entre a burguesia (temerosa da rea\u00e7\u00e3o das massas), setores da classe m\u00e9dia que melhoraram de vida e amplos setores da classe trabalhadora. Praticamente todas as for\u00e7as populares organizadas t\u00eam sua base social apoiando a candidata petista.<\/p>\n<p>Assim, o conjunto das for\u00e7as populares e movimentos sociais, que mant\u00eam o compromisso de defesa das bandeiras de lutas da classe trabalhadora e da constru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds democr\u00e1tico, socialmente justo e soberano, defendem a candidatura de Dilma. Mas manter\u00e1 a autonomia de luta independente do governo eleito.<\/p>\n<p>Infelizmente, os avan\u00e7os do governo Lula em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s bandeiras democr\u00e1tico-populares foram insuficientes, em que pese o acerto de sua pol\u00edtica externa. Tamb\u00e9m preocupa constatar que, no arco de alian\u00e7as da candidatura de Dilma Rousseff, h\u00e1 for\u00e7as pol\u00edticas que se contrap\u00f5em a essas demandas sociais.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, fica uma certeza: Jos\u00e9 Serra, por sua campanha, pelo seu governo em S\u00e3o Paulo e pelos oito anos de governo FHC, tornou-se inimigo da classe trabalhadora e das nossas bandeiras de lutas. Pelo car\u00e1ter anti-democr\u00e1tico e anti-popular dos partidos que comp\u00f5em sua alian\u00e7a e por sua personalidade autorit\u00e1ria, uma poss\u00edvel vit\u00f3ria sua significar\u00e1 um retrocesso para os movimentos sociais e populares em nosso pa\u00eds. Al\u00e9m disso, uma eventual vit\u00f3ria do demotucano ser\u00e1 um retrocesso para as conquistas democr\u00e1ticas em nosso continente e representar\u00e1 uma maior subordina\u00e7\u00e3o aos interesses do imp\u00e9rio estadunidense.<\/p>\n<p><strong>Evitar o retrocesso<\/strong><\/p>\n<p>Por isso, frente a esse cen\u00e1rio, as for\u00e7as populares e os movimentos sociais da Via Campesina declaram seu apoio e compromisso de lutar para eleger a candidata Dilma Rousseff. E o Brasil de Fato soma-se a essas organiza\u00e7\u00f5es no sentido de derrotar o demotucano Serra e tudo o que sua candidatura representa. Ou seja, \u00e9 preciso derrotar a candidatura Serra, pois ela representa as for\u00e7as direitistas e fascistas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas alertamos. \u00c9 importante seguir organizando o povo para que lute por seus direitos e mudan\u00e7as sociais profundas, mantendo a autonomia frente aos governos.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.brasildefato.com.br\/node\/4416<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Brasil de Fato\n\n\n\n\n\n\n\n\nEditorial Brasil de Fato ed. 398\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/910\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-910","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c73-eleicoes-2010"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-eG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=910"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/910\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}