{"id":9120,"date":"2015-08-15T17:47:23","date_gmt":"2015-08-15T20:47:23","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9120"},"modified":"2015-09-01T13:43:03","modified_gmt":"2015-09-01T16:43:03","slug":"movimento-dos-trabalhadores-sem-teto-ocupa-terreno-abandonado-em-niteroi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9120","title":{"rendered":"Movimento dos Trabalhadores Sem Teto ocupa terreno abandonado em Niter\u00f3i"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh5.googleusercontent.com\/-3J3dXm5hL4M\/Vc-iSQIYT-I\/AAAAAAAAKq8\/cyWZQHDgRkU\/w906-h509-no\/2015-08-15.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/>Fania Rodrigues<\/p>\n<p>Brasil de Fato RJ<\/p>\n<p>Debaixo do sol escaldante, Maria de F\u00e1tima de Souza, de 38 anos, constr\u00f3i seu barraco na recente ocupa\u00e7\u00e3o do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), no bairro Largo da Batalha, em Niter\u00f3i. Apesar do esfor\u00e7o f\u00edsico para fincar as estruturas de bambu, seu cansa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 maior que a esperan\u00e7a de ter uma vida melhor.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cAqui estamos tendo a oportunidade de lutar pela nossa casa pr\u00f3pria\u201d, diz a dona de casa e militante da ocupa\u00e7\u00e3o. Atualmente Maria de F\u00e1tima mora no Morro Cantagalo, localizado na baixada litor\u00e2nea de Niter\u00f3i. M\u00e3e de seis filhos, ela e sua fam\u00edlia vivem apenas da renda do esposo, que \u00e9 ajudante de bombeiro hidr\u00e1ulico. \u201cAmo minha comunidade, mas a vida l\u00e1 \u00e9 muito dif\u00edcil. Essa economia com o aluguel pode melhorar a vida dos meus filhos\u201d, explica.<\/p>\n<p>Maria de F\u00e1tima faz parte do grupo de mais de 350 fam\u00edlias, que ocupam o terreno de cerca de 100 mil metros quadrados, na regi\u00e3o Pendotiba, considerada uma regi\u00e3o nobre. Os militantes de MTST ocuparam a \u00e1rea no dia 7 de agosto. O terreno, que pertence \u00e0 Prefeitura de Niter\u00f3i, foi desapropriado em 2011, com o objetivo de construir um terminal rodovi\u00e1rio, mas estava abandonado h\u00e1 muitos anos.<\/p>\n<p>No entanto, at\u00e9 hoje nenhum projeto, para viabilizar o terminal, foi apresentando. Agora, o MTST pede que o terreno seja destinado a habita\u00e7\u00e3o popular. \u201cTem muitas fam\u00edlias de comunidades pobres do entorno, algumas delas vivendo em \u00e1rea de risco, que necessitam de uma moradia\u201d, afirma um dos coordenados do MTST, Guilherme Sim\u00f5es.<\/p>\n<p>Aos poucos, o terreno, que estava abandonado, cheio de mato e lixo, vai ganhando vida e barracos improvisados de fam\u00edlias pobres, que reivindica o direito a moradia. Por\u00e9m, a batalha promete ser longa, j\u00e1 que essa \u00e9 uma das regi\u00f5es mais valorizadas da cidade, e o mercado imobili\u00e1rio est\u00e1 de olho. \u201cNosso maior conflito \u00e9 com a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Tem muito carro importado que passa aqui na frente do acampamento e as pessoas nos chamam a de vagabundos. Os ricos da \u00e1rea n\u00e3o aceitam nossa presen\u00e7a\u201d, destaca Guilherme.<\/p>\n<p><b>Casa para todos<\/b><\/p>\n<p>Segundo a pol\u00edtica do movimento pela moradia, n\u00e3o pode haver casa gente e gente sem casa. \u00c9 o que os ocupantes do Largo da Batalha reivindicam. \u201cAbandonada como estava, essa \u00e1rea n\u00e3o cumpria sua fun\u00e7\u00e3o social. Esse terreno n\u00e3o pode continuar vazio enquanto tem gente precisando de casa digna\u201d, afirma Guilherme Sim\u00f5es, do MTST.<\/p>\n<p>Foi isso que levou a dona de casa Cleomar Rodrigues Mendes, de 42 anos, se juntar \u00e0 luta. \u201cL\u00e1 em casa, somos sete pessoas morando em um espa\u00e7o muito pequeno. Moro com meus tr\u00eas filhos, meu pai de, 74 anos, e duas irm\u00e3s. Mas, essa casa pertence ao pai dos meus filhos, nem \u00e9 nossa\u201d, diz a militante.<\/p>\n<p>Ela sonha com o dia em que vai ter uma casa melhor e em lugar com mais facilidades. \u201cSubir e descer a comunidade com meu pai doente \u00e9 muito sofrido. Se algu\u00e9m passa mal a noite n\u00e3o tem como ir para o m\u00e9dico, pois estamos no alto da comunidade e \u00e9 complicado de sair. Se a gente conquistasse nossa casinha, aqui as coisas seriam mais f\u00e1ceis\u201d, garante a dona de casa. (RJ)<\/p>\n<p>http:\/\/www.mtst.org\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Fania Rodrigues Brasil de Fato RJ Debaixo do sol escaldante, Maria de F\u00e1tima de Souza, de 38 anos, constr\u00f3i seu barraco na recente \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9120\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-9120","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s6-movimentos"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2n6","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9120"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9120\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}