{"id":9198,"date":"2015-08-26T16:46:35","date_gmt":"2015-08-26T19:46:35","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9198"},"modified":"2015-09-16T00:02:53","modified_gmt":"2015-09-16T03:02:53","slug":"capitalismo-em-crise-um-barco-que-afunda-sem-botes-salva-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9198","title":{"rendered":"Capitalismo em crise: um barco que afunda sem botes salva-vidas"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/fernandonogueiracosta.files.wordpress.com\/2011\/12\/pobreza-nos-eua-2.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Adam Booth \u2013\u00a0\u201cAten\u00e7\u00e3o\u201d, anuncia a principal manchete da revista The Economist. \u201c\u00c9 apenas uma quest\u00e3o de tempo antes que a pr\u00f3xima recess\u00e3o golpeie. O mundo rico n\u00e3o est\u00e1 preparado\u201d. A foto de capa diz tudo: um cavaleiro da classe dominante, vestindo brilhante armadura e olhando para tr\u00e1s em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 fera vencida da crise financeira, n\u00e3o se d\u00e1 conta de que est\u00e1 caminhando direto para as mand\u00edbulas salivantes de um monstro ainda maior \u2013 e desta vez sem nenhum tipo de arma a sua disposi\u00e7\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cDurante a crise financeira, quando a economia global enfrentava sua amea\u00e7a mais grave desde os anos 1930, os pol\u00edticos entraram em a\u00e7\u00e3o\u2026 \u201c\u2026 A recess\u00e3o deve golpear novamente, inevitavelmente o far\u00e1, os pa\u00edses ricos em particular estar\u00e3o mal equipados para desvi\u00e1-la. \u201c\u2026 a an\u00e1lise produz uma conclus\u00e3o clara e preocupante. Algumas economias poderiam montar uma defesa robusta contra um novo choque, mas a maioria s\u00e3o alvos f\u00e1ceis\u201d (The Economist, 13 de junho de 2015).<\/p>\n<p>The Telegraph \u2013 porta-voz de confian\u00e7a para os Tories, o partido tradicional dos ricos na Gr\u00e3-Bretanha \u2013 fez eco a tais advert\u00eancias um par de semanas antes. \u201cAs autoridades mundiais ficaram sem muni\u00e7\u00e3o\u2026 n\u00e3o t\u00eam nenhuma margem de erro enquanto a economia vacila\u201d (The Telegraph, 24 de maio de 2015).<\/p>\n<p>O jornal burgu\u00eas prossegue citando Stephen King do HSBC, o banco multinacional gigante, que compara a economia global ao Titanic \u2013 um barco gigantesco \u00e0 deriva rumo ao desastre. Ao contr\u00e1rio do famoso barco que afundou em 1912, \u201cA economia mundial\u201d, assevera King, \u201cest\u00e1 navegando atrav\u00e9s do oceano sem nenhum bote salva-vidas para uso no caso de uma emerg\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, os capitalistas e seus representantes pol\u00edticos e econ\u00f4micos, em suas tentativas de arrematar a crise de 2008, j\u00e1 usaram todas as armas de seu arsenal necess\u00e1rias para combater uma nova vaga da crise, \u201cvisto que as taxas de juros j\u00e1 est\u00e3o zeradas na maioria do mundo desenvolvido, os n\u00edveis da d\u00edvida est\u00e3o em seus m\u00e1ximos hist\u00f3ricos ou pr\u00f3ximas disto, e h\u00e1 pouca margem para est\u00edmulos fiscais\u201d.<\/p>\n<p>Operando no vazio<\/p>\n<p>\u201cAs autoridades normalmente s\u00e3o capazes de repor sua muni\u00e7\u00e3o desde que a recupera\u00e7\u00e3o ganhe f\u00f4lego\u201d, continua The Telegraph. \u201cDesta vez enfrentam o desconforto de baixo crescimento cr\u00f4nico\u2026 Quanto mais tempo esta situa\u00e7\u00e3o se prolongar, maiores os riscos de que os seis anos de recupera\u00e7\u00e3o global se pulverizem. Enquanto as expans\u00f5es n\u00e3o morrem de velhice, tornam-se mais vulner\u00e1veis a todo tipo de patologias\u201d.<\/p>\n<p>Nos EUA, que continuam a ser o principal motor da economia global, \u201cCada uma das \u00faltimas quatro recupera\u00e7\u00f5es tem sido mais fraca do que as anteriores\u201d.<\/p>\n<p>\u201cJP Morgan estima que a economia dos EUA se contraiu a uma taxa de 1,1% no primeiro trimestre, muito pior do que originalmente se supunha\u2026 O indicador de acompanhamento instant\u00e2neo da Reserva Federal de Atlanta \u2013 GDPnow \u2013 mostra poucos sinais de que a Am\u00e9rica [EUA] est\u00e1 se livrando de seu v\u00edrus misterioso\u2026 Est\u00e1 se tornando cada vez mais dif\u00edcil argumentar que a queda se deve a um baque do inverno ou que foi causada pela paraliza\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria nos portos da Calif\u00f3rnia\u201d.<\/p>\n<p>O sistema capitalista, ent\u00e3o, nas palavras da pr\u00f3pria imprensa burguesa, \u00e9 um doente terminal. Breves vislumbres de crescimento \u2013 frequentemente saudadas como sinais de uma recupera\u00e7\u00e3o muito esperada \u2013 n\u00e3o s\u00e3o mais que os espasmos de um paciente moribundo.<\/p>\n<p>O principal temor da classe dominante agora, portanto, \u00e9 que o capitalismo, longe de retornar \u00e0 normalidade depois da crise de 2008, entrou em uma \u201cnova normalidade\u201d: uma \u00e9poca de \u201cestagna\u00e7\u00e3o secular\u201d e de \u201crecess\u00e3o permanente\u201d, em que as taxas de crescimento dos anos anteriores nunca ser\u00e3o vistas novamente. Baixas taxas de crescimento, austeridade permanente e decl\u00ednio dos n\u00edveis de vida: s\u00e3o estas as caracter\u00edsticas definidoras do pr\u00f3ximo per\u00edodo.<\/p>\n<p>A China<\/p>\n<p>No passado, os capitalistas esperavam que a economia mundial fosse impulsionada atrav\u00e9s das economias emergentes dos \u201cBRICS\u201d e de outros lugares, as quais \u2013 enquanto os pa\u00edses capitalistas avan\u00e7ados estagnavam e paralisavam \u2013 eram respons\u00e1veis pelo pouco crescimento global que existia. Mas agora tamb\u00e9m est\u00e3o surgindo temores sobre a China, o anterior garoto-propaganda da economia capitalista.<\/p>\n<p>\u201cIsto importa enormemente\u201d, declara categoricamente The Telegraph. \u201cAndrew Roberts de RBS diz que a China foi respons\u00e1vel por 85% de todo o crescimento global em 2012, e por 30% em 2014. Este indicador \u00e9 prov\u00e1vel que caia a 24% este ano. \u2018Se h\u00e1 uma s\u00f3 estat\u00edstica que o mundo necessita saber neste momento, \u00e9 esta\u2019, disse ele\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMuito depende agora da China, onde a economia est\u00e1 come\u00e7ando a parecer \u2018japonesa\u2019\u2026 a economia chinesa est\u00e1 em uma crise muito mais profunda do que admitiram at\u00e9 agora as autoridades. Provavelmente ela se contraiu de forma total no primeiro trimestre\u201d.\u201cO consumo de eletricidade se tornou negativo. O transporte ferrovi\u00e1rio de mercadorias tem diminu\u00eddo a taxas pr\u00f3ximas a dois d\u00edgitos.\u201dPortanto, da mesma forma que nos pa\u00edses capitalistas avan\u00e7ados, a China, na tentativa de impedir e evitar uma crise, apenas pavimentou o caminho para uma crise mais profunda no futuro. Os m\u00e9todos Keynesianos de est\u00edmulo, alimentados pelo gasto e d\u00edvida p\u00fablicos, criaram uma bolha de cr\u00e9dito que n\u00e3o pode mais ser controlada.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o resultado de qualquer tentativa de se resolver as contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo atrav\u00e9s de m\u00e9todos burocr\u00e1ticos de cima para baixo: o investimento \u2013 ainda realizado dentro dos limites do capitalismo, da propriedade privada e da produ\u00e7\u00e3o para o lucro \u2013 \u00e9 canalizado para becos sem sa\u00edda, o que leva ao aumento da d\u00edvida do governo local, a bolhas de pre\u00e7os dos ativos e a uma exacerba\u00e7\u00e3o do excesso de capacidade \u2013 isto \u00e9, superprodu\u00e7\u00e3o \u2013 tanto em termos nacionais quanto internacionais.<\/p>\n<p>Mas, neste mundo altamente interconectado de capitalismo globalizado, o problema n\u00e3o termina a\u00ed. \u201cOs efeitos est\u00e3o sendo sentidos por toda a \u00c1sia\u201d, explica The Telegraph. \u201cR\u00fassia, Brasil, Argentina e Venezuela est\u00e3o todos contraindo acentuadamente, v\u00edtimas da rebaixa dos produtos b\u00e1sicos impulsionada pela China.<\/p>\n<p>\u00c1guas desconhecidas<\/p>\n<p>Para ampliar a met\u00e1fora do Titanic de King, afigura-se que, com todas as ferramentas tradicionais de pol\u00edtica fiscal e monet\u00e1ria esgotadas, a burguesia navega em \u00e1guas desconhecidas. O resultado \u00e9 a crescente depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos n\u00e3o testados de Flexibiliza\u00e7\u00e3o Quantitativa (QE, em sua sigla em ingl\u00eas), cujos impactos s\u00e3o desconhecidos para os pr\u00f3prios capitalistas que os implementam. O terr\u00edvel fantasma da incerteza espreita a terra.<\/p>\n<p>\u201cA grande esperan\u00e7a \u2013 e o resultado mais prov\u00e1vel \u2013 \u00e9 que a recente expans\u00e3o monet\u00e1ria nos EUA e na Zona do Euro comece a ganhar tra\u00e7\u00e3o no final deste ano\u2026 Mas ningu\u00e9m sabe ao certo se os mecanismos monet\u00e1rios normais est\u00e3o funcionando\u201d.Enquanto a QE manteve uma nova recess\u00e3o encurralada nos EUA e no Reino Unido, s\u00f3 o fez exportando a crise, com dinheiro barato vazando para o exterior e inflando bolhas de ativos em outros lugares. O efeito dom\u00e9stico, enquanto isto, foi o de enfraquecer as moedas daqueles que aprovaram programas de QE, ajudando a impulsionar as exporta\u00e7\u00f5es. Essencialmente, se converteu em mais uma nova forma econ\u00f4mica de \u201cempobrecer o vizinho\u201d. A estabiliza\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria para alguns apenas serviu para criar mais instabilidade para o sistema como um todo.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, como um viciado em drogas cujos desejos crescem \u00e0 cada dose aplicada, os capitalistas est\u00e3o constatando que cada nova inje\u00e7\u00e3o de dinheiro QE ou est\u00edmulo do governo, alimentados pela d\u00edvida, tem menos efeito do que a \u00faltima. A lei dos rendimentos decrescentes se imp\u00f5e com a mesma for\u00e7a tanto dentro do capitalismo quanto dentro do corpo do viciado. Nas pr\u00f3prias palavras de The Telegraph: \u201ca \u2018doce corrida\u2019 da Flexibiliza\u00e7\u00e3o Quantitativa pode desaparecer\u201d. Ou, como o pr\u00f3prio Marx colocou em O Manifesto Comunista, a classe dominante sempre pode sair de uma crise, mas somente \u201cpavimentando o caminho para crises ainda mais extensas e mais destrutivas, e reduzindo os meios para evit\u00e1-las\u201d.<\/p>\n<p>A lista de op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para a classe dominante est\u00e1 encolhendo rapidamente. Mas tempos desesperados requerem medidas desesperadas. Enquanto os motores da economia mundial vacilam e param, o que antes era impens\u00e1vel se torna pens\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cMr. King do HSBC disse que as autoridades globais enfrentar\u00e3o escolhas terr\u00edveis se a economia mundial se chocar com os recifes nas condi\u00e7\u00f5es atuais. O \u00faltimo recurso pode ter que ser o \u2018dinheiro helic\u00f3ptero\u2019, uma forma radicalmente diferente de QE que injeta dinheiro diretamente nas veias da economia atrav\u00e9s do financiamento dos gastos do governo.\u201c\u00c9 um Rubic\u00e3o que nenhum banco central deseja cruzar, embora o Banco do Jap\u00e3o j\u00e1 esteja de joelhos.\u201c\u2026 Como Mr. King coloca acidamente, \u2018Muitos \u2013 incluindo o propriet\u00e1rio do Titanic \u2013 pensaram que ele era imposs\u00edvel de naufragar; seu projetista, contudo, se apressou em assinalar que \u2018Ele \u00e9 feito de ferro, senhor, asseguro que pode\u2019\u201d.<\/p>\n<p>Iceberg \u00e0 frente<\/p>\n<p>Apesar das ocasionais bravatas e da arrog\u00e2ncia demonstrada pelos representantes pol\u00edticos da classe capitalista, os comentaristas burgueses mais s\u00e9rios podem ver os riscos iminentes dentro da economia global. De fato, mesmo o normalmente arrogante David Cameron revelou uma disposi\u00e7\u00e3o incomum de previs\u00e3o no final do ano passado, falando sobre as \u201cluzes de advert\u00eancia piscando no painel de comando da economia global\u201d.<\/p>\n<p>Na verdade, a fa\u00edsca que acender\u00e1 as chamas da crise pode vir mais cedo do que o esperado, com a amea\u00e7a de cont\u00e1gio pairando sobre a Europa enquanto se desdobram os \u00faltimos desenvolvimentos da saga grega.<\/p>\n<p>Como The Economist procurou lembrar aos seus leitores esta semana:<\/p>\n<p>\u201cInevitavelmente permanecem fragilidades. A Europa est\u00e1 afundada na d\u00edvida e depende das exporta\u00e7\u00f5es. O Jap\u00e3o n\u00e3o pode usar a infla\u00e7\u00e3o para se fortalecer. O crescimento dos sal\u00e1rios poderia rapidamente melar os lucros das empresas e as valoriza\u00e7\u00f5es nos EUA. As economias emergentes, que representaram a maior parte do crescimento nos anos posteriores \u00e0 crise, j\u00e1 viram dias melhores. Espera-se que as economias do Brasil e da R\u00fassia encolham neste ano. Os pobres dados do com\u00e9rcio sugerem que o crescimento chin\u00eas pode estar diminuindo mais rapidamente do que deseja o governo.\u00a0\u201cSe qualquer uma dessas preocupa\u00e7\u00f5es provocar uma crise, o mundo ficar\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o mal\u00edssima para fazer qualquer coisa a respeito. Raramente tantas grandes economias se viram t\u00e3o mal equipadas para administrar uma recess\u00e3o, seja qual for a sua origem\u2026\u201d (The Economist, 13 de junho de 2015).Contudo, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que os pa\u00edses capitalistas avan\u00e7ados estejam simplesmente mal preparados para a pr\u00f3xima recess\u00e3o; na realidade, eles em nenhum momento se recuperaram da \u00faltima. Os acad\u00eamicos, comentaristas e representantes pol\u00edticos burgueses, incapazes de explicar a verdadeira causa da \u00faltima crise, s\u00e3o igualmente incapazes de resolver o problema que a economia mundial enfrenta. De fato, como pode um m\u00e9dico esperar curar um paciente quando nem mesmo \u00e9 capaz de diagnosticar corretamente a enfermidade?<\/p>\n<p>Como os marxistas explicaram em outras ocasi\u00f5es, a crise de 2008 n\u00e3o foi meramente produto de uma crise financeira ou banc\u00e1ria, e sim a express\u00e3o de uma crise org\u00e2nica do capitalismo \u2013 um ponto de inflex\u00e3o qualitativo no sistema depois de d\u00e9cadas de contradi\u00e7\u00f5es se acumulando umas sobre as outras.<\/p>\n<p>Em \u00faltima inst\u00e2ncia, apesar de anos de esfor\u00e7o para resolver o problema, nenhuma dessas contradi\u00e7\u00f5es fundamentais na economia mundial foi resolvida pela a\u00e7\u00e3o dos capitalistas. No fundo se encontra a enorme contradi\u00e7\u00e3o da superprodu\u00e7\u00e3o dentro da economia global, cujos sintomas podem ser vistos de forma crescente em todos os cantos: desde a vasta acumula\u00e7\u00e3o de dinheiro ocioso pelas grandes empresas em todo o mundo, aos extraordin\u00e1rios baixos n\u00edveis de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade nos pa\u00edses capitalistas avan\u00e7ados, e \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica e privada em todos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>Sem um mapa e uma b\u00fassola, a classe dominante vem trope\u00e7ando empiricamente de uma etapa da crise \u00e0 outra, apenas chutando constantemente a lata pela estrada e adiando o inevit\u00e1vel Dia do Julgamento Final. De fato, o atual impasse e ponto morto, entre a Gr\u00e9cia e a Troika \u2013 do FMI, Banco Central Europeu e Comiss\u00e3o Europeia \u2013 \u00e9 um claro lembrete de que, apesar de tudo, nada foi resolvido; e, o que \u00e9 mais importante, que nada ser\u00e1 ou pode ser resolvido dentro das fronteiras do capitalismo.<\/p>\n<p>\u201cSocialismo ou barb\u00e1rie\u201d \u2013 s\u00e3o estas as \u00fanicas op\u00e7\u00f5es que a sociedade enfrenta. Nunca antes o aforismo revolucion\u00e1rio de Rosa Luxemburgo foi mais correto.<\/p>\n<p>Texto postado originalmente em:<\/p>\n<p>http:\/\/www.marxist.com\/capitalismo-em-crise-um-barco-que-afunda-sem-botes-salva-vidas.htm<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Adam Booth \u2013\u00a0\u201cAten\u00e7\u00e3o\u201d, anuncia a principal manchete da revista The Economist. \u201c\u00c9 apenas uma quest\u00e3o de tempo antes que a pr\u00f3xima recess\u00e3o golpeie. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9198\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-9198","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2om","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9198\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}