{"id":9230,"date":"2015-08-31T23:10:30","date_gmt":"2015-09-01T02:10:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9230"},"modified":"2015-09-24T23:29:58","modified_gmt":"2015-09-25T02:29:58","slug":"estudos-epidemiologicos-apontam-relacao-entre-consumo-de-agrotoxicos-e-cancer-entrevista-especial-com-karen-friedrich","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9230","title":{"rendered":"Estudos epidemiol\u00f3gicos apontam rela\u00e7\u00e3o entre consumo de agrot\u00f3xicos e c\u00e2ncer. Entrevista especial com Karen Friedrich"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i62.tinypic.com\/23ihs7l.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>\u201cDependendo do tipo de intoxica\u00e7\u00e3o que ocorre, o tratamento \u00e9 apenas sintom\u00e1tico, e dificilmente se reverte uma intoxica\u00e7\u00e3o, porque s\u00e3o poucos os agrot\u00f3xicos que t\u00eam \u2018ant\u00eddotos\u2019. Muitas vezes esses danos podem continuar se manifestando de forma silenciosa at\u00e9 o fim da vida, tendo como resultado, por exemplo, o aparecimento de um c\u00e2ncer\u201d, alerta a toxicologista.<!--more--><\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9\u00a0agrot\u00f3xico\u00a0e sa\u00fade, a discuss\u00e3o tem de ser feita a partir da perspectiva da \u201cpreven\u00e7\u00e3o para evitar que um dano \u00e0 sa\u00fade se estabele\u00e7a\u201d, diz\u00a0Karen Friedrich\u00a0\u00e0\u00a0IHU On-Line. Al\u00e9m da preven\u00e7\u00e3o, frisa, \u201cseria importante incentivar iniciativas como o\u00a0incentivo \u00e0s pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas\u201d, j\u00e1 que o Brasil \u00e9 considerado o campe\u00e3o de uso de agrot\u00f3xicos h\u00e1 sete anos.Na entrevista a seguir, concedida por telefone,\u00a0Karen\u00a0explica que alguns fatores contribuem para que\u00a0agrot\u00f3xicos j\u00e1 banidos\u00a0em outros pa\u00edses continuem sendo utilizados nas lavouras brasileiras. Entre eles, ela menciona a forma como esses produtos s\u00e3o analisados no Brasil, individualmente, sem considerar que durante a aplica\u00e7\u00e3o nas lavouras h\u00e1 umuso combinado de v\u00e1rios tipos de agrot\u00f3xicos. Al\u00e9m disso, destaca, a estrutura dos\u00a0\u00f3rg\u00e3os de vigil\u00e2ncia e fiscaliza\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e9 \u201cprec\u00e1ria\u201d, o que impede o acompanhamento das popula\u00e7\u00f5es expostas, para verificar quais s\u00e3o os riscos do contato com essas subst\u00e2ncias. \u201cOutras a\u00e7\u00f5es importantes deveriam ser feitas a partir do Estado, para melhorar a capacita\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos e profissionais da sa\u00fade, possibilitando o diagn\u00f3stico das pessoas contaminadas e, consequentemente, o tratamento, quando poss\u00edvel\u201d, sugere.<\/p>\n<p>Apesar da resist\u00eancia brasileira em banir esses produtos,\u00a0Karen\u00a0informa que institui\u00e7\u00f5es nacionais, a exemplo doInstituto Nacional do C\u00e2ncer \u2013 INCA, desenvolvem campanhas e parcerias com o Instituto Internacional de Pesquisa em C\u00e2ncer &#8211; IARC da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade \u2013 OMS, que faz \u201cavalia\u00e7\u00f5es e revis\u00f5es sistem\u00e1ticas sobre alguns agrot\u00f3xicos\u201d. \u201cOs estudos feitos pelo IARC mostram que os agrot\u00f3xicos que usamos no Brasil apresentam enorme potencial de desenvolvimento de c\u00e2ncer em seres humanos. Dentre eles, o glifosato foi classificado como carcin\u00f3geno humano, assim como o malathion, que \u00e9 muito usado tamb\u00e9m em campanhas de sa\u00fade p\u00fablica [pulverizado em campanhas de combate ao mosquito da dengue], e o herbicida 2,4-D, que foi classificado como poss\u00edvel carcin\u00f3geno humano\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Karen Friedrich\u00a0possui gradua\u00e7\u00e3o em Biomedicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro &#8211; UNIRIO, mestrado e doutorado em Sa\u00fade P\u00fablica pela Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica S\u00e9rgio Arouca, Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz. Atualmente \u00e9 servidora p\u00fablica do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Sa\u00fade &#8211; INCQS da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz e professora assistente da UNIRIO.<\/p>\n<p>aren ministrar\u00e1 a palestra \u201cUso combinado de Agrot\u00f3xicos e o impacto na sa\u00fade\u201d, na abertura do\u00a0Semin\u00e1rio Agrot\u00f3xicos: Impactos na Sa\u00fade e no Ambiente, que acontece na Sala Ignacio Ellacur\u00eda e Companheiros \u2013 IHU, na Unisinos. A programa\u00e7\u00e3o completa da atividade est\u00e1 dispon\u00edvel\u00a0aqui. Na oportunidade tamb\u00e9m ser\u00e1 lan\u00e7ado o\u00a0Dossi\u00ea Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrot\u00f3xicos na sa\u00fade.<\/p>\n<p>Confira a entrevista.<\/p>\n<p>IHU On-Line \u2013 Que discuss\u00e3o \u00e9 importante ser feita quando se trata da rela\u00e7\u00e3o entre agrot\u00f3xicos e sa\u00fade?Karen Friedrich \u2013\u00a0Da \u00f3tica da sa\u00fade, sempre temos de trabalhar com a\u00a0preven\u00e7\u00e3o\u00a0para evitar que um dano \u00e0 sa\u00fade se estabele\u00e7a. S\u00f3 que a estrutura dos \u00f3rg\u00e3os de vigil\u00e2ncia e fiscaliza\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es expostas \u00e9 prec\u00e1ria, e por isso temos poucas iniciativas bem-sucedidas que trabalham com a\u00a0preven\u00e7\u00e3o e com a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade\u00a0no que se refere aos agrot\u00f3xicos. Ent\u00e3o, o ideal \u00e9 que sempre se evite o uso de agrot\u00f3xicos, porque deste modo estamos protegendo a popula\u00e7\u00e3o trabalhadora do campo, aqueles que residem no campo e aqueles que consomem alimentos que foram produzidos com agrot\u00f3xicos. Portanto, no caso da preven\u00e7\u00e3o, essa deveria ser a medida principal.<\/p>\n<p>Na quest\u00e3o da promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, seria importante incentivar iniciativas como o incentivo \u00e0s\u00a0pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas, para buscar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos sem o uso de venenos e visando tamb\u00e9m uma l\u00f3gica de justi\u00e7a ambiental e social nos sistemas produtivos. Nesse sentido, a\u00a0reforma agr\u00e1ria\u00a0\u00e9 uma pol\u00edtica importante que deve ser fortalecida no pa\u00eds, pois desse modo restringiremos modelos de produ\u00e7\u00e3o dependentes do uso de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>A outra vertente, que diz respeito ao tratamento daqueles que j\u00e1 est\u00e3o intoxicados e que foram expostos ao agrot\u00f3xico, deveria se voltar \u00e0s a\u00e7\u00f5es para fortalecer os\u00a0centros de notifica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos, para poder mapear os locais onde existem maiores casos ou maior propens\u00e3o ao aparecimento de casos de intoxica\u00e7\u00e3o. Por isso, \u00e9 importante fortalecer as estruturas de vigil\u00e2ncia. Nesse sentido, outras a\u00e7\u00f5es importantes deveriam ser feitas a partir do Estado, para melhorar a capacita\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos e profissionais da sa\u00fade, possibilitando o diagn\u00f3stico das pessoas contaminadas e, consequentemente, o tratamento, quando poss\u00edvel. Sabemos que, independentemente do tipo de intoxica\u00e7\u00e3o que ocorre, o tratamento \u00e9 apenas sintom\u00e1tico, e dificilmente se reverte uma intoxica\u00e7\u00e3o, porque s\u00e3o poucos os\u00a0agrot\u00f3xicos\u00a0que t\u00eam \u201cant\u00eddotos\u201d. Muitas vezes esses danos podem continuar se manifestando de forma silenciosa at\u00e9 o fim da vida, tendo como resultado, por exemplo, o aparecimento de um c\u00e2ncer ou um dano hep\u00e1tico renal bastante grave.<\/p>\n<p>IHU On-Line &#8211; Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o consumo de agrot\u00f3xicos e as causas de c\u00e2ncer?<\/p>\n<p>Karen Friedrich \u2013\u00a0Estudos experimentais cient\u00edficos tanto com animais de laborat\u00f3rio como com popula\u00e7\u00f5es expostas, realizados em outros pa\u00edses, mostram uma rela\u00e7\u00e3o clara entre o uso de agrot\u00f3xicos e o\u00a0aparecimento de c\u00e2ncer. Institui\u00e7\u00f5es que t\u00eam conhecimento na \u00e1rea de pesquisa de c\u00e2ncer, como o\u00a0Instituto Internacional de Pesquisa em C\u00e2ncer &#8211; IARC\u00a0da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade \u2013\u00a0OMS, fizeram avalia\u00e7\u00f5es e revis\u00f5es sistem\u00e1ticas sobre alguns agrot\u00f3xicos, e esses estudos mostram que os agrot\u00f3xicos que usamos no Brasil apresentam enorme potencial de desenvolvimento de c\u00e2ncer em seres humanos. Dentre eles, o\u00a0glifosato\u00a0foi classificado como carcin\u00f3geno humano, assim como o\u00a0malathion, que \u00e9 muito usado tamb\u00e9m em campanhas de sa\u00fade p\u00fablica [pulverizado em campanhas de combate ao mosquito da dengue], e o\u00a0herbicida 2,4-D, que foi classificado como poss\u00edvel carcin\u00f3geno humano. Portanto, temos estudos cient\u00edficos de organismos internacionais e nacionais, como oInstituto Nacional do C\u00e2ncer \u2013 INCA, que est\u00e3o se posicionando quanto ao risco do uso dos agrot\u00f3xicos desenvolverem c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>IHU On-Line &#8211; Como o agrot\u00f3xico ainda \u00e9 permitido, mesmo depois do resultado dessas pesquisas?<\/p>\n<p>Karen Friedrich &#8211;\u00a0Quando se registra um produto, se coloca a quest\u00e3o de por que a\u00a0Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria \u2013 Anvisa\u00a0permite que se use agrot\u00f3xicos que causam c\u00e2ncer. Na verdade, quando a Anvisa libera o registro de um agrot\u00f3xico, ela faz essa avalia\u00e7\u00e3o a partir dos estudos que s\u00e3o apresentados pelas empresas. Ent\u00e3o, s\u00e3o estudos experimentais, bem conduzidos, os quais acreditamos serem id\u00f4neos, mas que t\u00eam suas limita\u00e7\u00f5es. A primeira limita\u00e7\u00e3o \u00e9 que eles exp\u00f5em um \u00fanico agrot\u00f3xico naquele estudo, enquanto no dia a dia o ser humano \u00e9 exposto a uma\u00a0mistura de v\u00e1rios agrot\u00f3xicos. Por isso os estudos epidemiol\u00f3gicos, que t\u00eam sido realizados nos Estado Unidos e Canad\u00e1, est\u00e3o apontando a associa\u00e7\u00e3o entre agrot\u00f3xicos e c\u00e2ncer, porque eles est\u00e3o estudando o agrot\u00f3xico na sua realidade de uso, que considera justamente uma mistura de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>IHU On-Line &#8211; Al\u00e9m do c\u00e2ncer, que outros impactos o uso e a exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos causam \u00e0 sa\u00fade?<\/p>\n<p>Karen Friedrich \u2013\u00a0Existem aqueles efeitos mais imediatos, que podem ocorrer logo ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, em geral o trabalhador do campo, que est\u00e1 mais exposto ao produto, faz relatos frequentes de intoxica\u00e7\u00f5es agudas, que causam dor de cabe\u00e7a, v\u00f4mitos, diarreia e at\u00e9 o \u00f3bito. Al\u00e9m disso, existem os\u00a0efeitos mais tardios, que s\u00e3o o c\u00e2ncer, altera\u00e7\u00f5es hormonais, altera\u00e7\u00f5es reprodutivas, que s\u00e3o relacionadas, cientificamente, ao uso de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>IHU On-Line &#8211; Como o Dossi\u00ea da Abrasco est\u00e1 repercutindo entre os setores de sa\u00fade e vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria no pa\u00eds? Como essa discuss\u00e3o acerca da rela\u00e7\u00e3o entre consumo de agrot\u00f3xico e implica\u00e7\u00f5es \u00e0 sa\u00fade tem sido discutida no pa\u00eds?<\/p>\n<p>Karen Friedrich \u2013\u00a0O\u00a0Dossi\u00ea\u00a0foi lan\u00e7ado no final do m\u00eas de abril, e v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es, como o Minist\u00e9rio P\u00fablico e F\u00f3runs Estaduais, t\u00eam demandado da\u00a0Abrasco\u00a0o lan\u00e7amento e a divulga\u00e7\u00e3o do Dossi\u00ea. Para n\u00f3s, essa tem sido uma surpresa, especialmente quando percebemos que pessoas que trabalham com a \u00e1rea da sa\u00fade ou que s\u00e3o representantes do Estado t\u00eam poucas informa\u00e7\u00f5es sobre os\u00a0danos dos agrot\u00f3xicos. Ent\u00e3o, o Dossi\u00ea traz, de um lado, alguns estudos cient\u00edficos para contribuir com informa\u00e7\u00f5es para essas pessoas que trabalham na \u00e1rea da sa\u00fade, ressaltando que esses estudos n\u00e3o est\u00e3o esgotados, porque existem mais estudos apontando os preju\u00edzos dos agrot\u00f3xicos. Essas informa\u00e7\u00f5es podem ser \u00fateis para que os \u00f3rg\u00e3os do Estado tomem a\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 em n\u00edvel federal, mas tamb\u00e9m os munic\u00edpios e os estados possam tomar a\u00e7\u00f5es para coibir alguns agrot\u00f3xicos em seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>De outro lado, o Dossi\u00ea tamb\u00e9m traz uma discuss\u00e3o sobre a\u00a0fragilidade do processo de registro dos agrot\u00f3xicos\u00a0no Brasil e em outros pa\u00edses, apresentando dados de\u00a0contamina\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos\u00a0na \u00e1gua, na \u00e1gua da chuva, no leite materno \u2014 muitas pessoas n\u00e3o t\u00eam conhecimento disso, porque, \u00e0s vezes, essas informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o publicadas apenas em artigos cient\u00edficos. Al\u00e9m disso, o\u00a0Dossi\u00ea\u00a0tamb\u00e9m traz uma abordagem muito interessante sobre os territ\u00f3rios que est\u00e3o suscet\u00edveis aos danos dos agrot\u00f3xicos, e a\u00ed h\u00e1 depoimentos de pessoas que falam sobre os impactos que elas t\u00eam sentido e identificado.<\/p>\n<p>IHU On-Line &#8211; Como o debate sobre o uso de agrot\u00f3xico na agricultura e os riscos \u00e0 sa\u00fade tem sido feito em outros locais do mundo?<\/p>\n<p>Karen Friedrich \u2013\u00a0O\u00a0Brasil \u00e9 o maior consumidor mundial\u00a0e tem uma grande fragilidade regulat\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos. Por isso sabemos que h\u00e1 fragilidade nos laborat\u00f3rios anal\u00edticos, fragilidade em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de pessoas que trabalham nos \u00f3rg\u00e3os de Estado para darem conta do volume de trabalho. De fato, a\u00a0situa\u00e7\u00e3o do Brasil\u00a0\u00e9 a pior no cen\u00e1rio internacional em rela\u00e7\u00e3o ao uso de agrot\u00f3xicos. Mas, ainda assim, em outros pa\u00edses existem organiza\u00e7\u00f5es, at\u00e9 an\u00e1logas \u00e0 campanha permanente contra os agrot\u00f3xicos, e existem organiza\u00e7\u00f5es e grupos de pesquisadores que t\u00eam se posicionado contra alguns agrot\u00f3xicos como, por exemplo, oglifosato, que apresenta riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Alguns agrot\u00f3xicos j\u00e1 foram proibidos em v\u00e1rios pa\u00edses, mas ainda s\u00e3o comercializados no Brasil. Esse \u00e9 um fato importante, porque mostra que as autoridades regulat\u00f3rias internacionais j\u00e1 reconheceram os\u00a0danos \u00e0 sa\u00fade\u00a0e proibiram o uso dessas subst\u00e2ncias, enquanto n\u00f3s continuamos usando esses agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Por Leslie Chaves e Patr\u00edcia Fachin<\/p>\n<p>http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/546026-estudos-epidemiologicos-apontam-relacao-entre-consumo-de-agrotoxicos-e-cancer-entrevista-especial-com-karen-friedrich<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cDependendo do tipo de intoxica\u00e7\u00e3o que ocorre, o tratamento \u00e9 apenas sintom\u00e1tico, e dificilmente se reverte uma intoxica\u00e7\u00e3o, porque s\u00e3o poucos os agrot\u00f3xicos \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9230\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-9230","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2oS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9230"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9230\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}