{"id":9350,"date":"2015-09-18T14:22:58","date_gmt":"2015-09-18T17:22:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9350"},"modified":"2015-09-28T09:07:27","modified_gmt":"2015-09-28T12:07:27","slug":"a-licao-da-segunda-guerra-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9350","title":{"rendered":"A li\u00e7\u00e3o da Segunda Guerra Mundial"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/LauraLopes.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Laura Lopes<\/p>\n<p>Cumprem-se 76 anos da invas\u00e3o da Pol\u00f3nia pela Alemanha nazi, a 1 de Setembro de 1939 e 70 anos da rendi\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o a 2 de Setembro de 1945. Com a publica\u00e7\u00e3o deste artigo de Laura Lopes, membro da presid\u00eancia do CPPC, <a href=\"http:\/\/odiario.info\" target=\"_blank\">odiario.info<\/a> presta tamb\u00e9m homenagem a esta grande figura de lutadora pela paz.<!--more--><\/p>\n<p>Na noite do dia 31 de Agosto de 1939, Alfred Helmut Naujocks, membro das SS nazis e do servi\u00e7o de seguran\u00e7a SD, \u00e0 frente de um grupo de criminosos de direito comum vestidos com uniformes polacos, simulava um ataque ao emissor de Gleiwitz na fronteira da Alemanha com a Pol\u00f3nia, \u00e0s ordens do conde Heydrich, comandante da pol\u00edcia de seguran\u00e7a SD.<\/p>\n<p>No dia 1 de Setembro de 1939, o jornal \u201cVolkischer Beobachter\u201d comentava este epis\u00f3dio da seguinte forma: \u201cOs Polacos irromperam na sala \u2026 O ataque contra a esta\u00e7\u00e3o tinha todo o aspecto de sinal para um ataque geral dos franco-atiradores polacos contra o territ\u00f3rio alem\u00e3o. Como se constatou entretanto, os rebeldes polacos romperam ao mesmo tempo a fronteira alem\u00e3 em dois lugares. Em ambos os locais tratava-se de destacamentos armados at\u00e9 aos dentes, que segundo todas as apar\u00eancias tinham o apoio do ex\u00e9rcito polaco regular. As sec\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia de seguran\u00e7a estacionadas na fronteira ficaram \u00e0 merc\u00ea dos assaltantes. Os combates de uma grande viol\u00eancia continuam.\u201d<\/p>\n<p>Esta opera\u00e7\u00e3o detalhadamente montada por Hitler, como foi verificado no processo dos criminosos de guerra em Nuremberga, foi o sinal de desencadeamento da II Guerra Mundial, que vinha a ser preparada desde h\u00e1 muito. Ap\u00f3s ter ordenado o golpe de m\u00e3o de Gleiwitz, Hitler deu ordem para iniciar a guerra. Os ex\u00e9rcitos hitlerianos invadiram a Pol\u00f3nia que se encontrava isolada e privada da ajuda prometida pelos aliados ocidentais, Fran\u00e7a e Gr\u00e3-Bretanha, que h\u00e1 longos meses agiam em negocia\u00e7\u00f5es de gabinete receosos de uma alian\u00e7a com a U.R.SS, deixando complacentemente Hitler avan\u00e7ar com os seus planos de conquista de \u201cespa\u00e7o vital a Leste\u201d. Foi a Pol\u00f3nia o primeiro pa\u00eds que op\u00f4s uma resist\u00eancia armada \u00e0s tropas da Wermacht. Durante cinco semanas lutou sozinha contra o ex\u00e9rcito nazi numa despropor\u00e7\u00e3o de for\u00e7as que inevitavelmente levaria ao seu esmagamento imediato. As primeiras conquistas nazis, no seu expansionismo para Leste, tinham-se efectuado sem efus\u00e3o de sangue: a \u00c1ustria, os Sudetas e Praga entregaram-se ao dom\u00ednio hitleriano.<\/p>\n<p>Hitler tinha dito 10 dias antes, em 22 de Agosto: \u201c\u2026 a destrui\u00e7\u00e3o da Pol\u00f3nia deve ser a nossa primeira tarefa \u2026 N\u00e3o tenham piedade \u2026 Sejam brutais \u2026 \u00e9 preciso agir com a m\u00e1xima severidade \u2026 A guerra deve ser uma guerra de destrui\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Mas o objectivo principal n\u00e3o era apenas a Pol\u00f3nia, era toda a Europa de Leste. Tratava-se, para a Alemanha, primordialmente, de se apoderar de novas regi\u00f5es agr\u00edcolas, de mercados para a venda dos seus produtos e de fontes de mat\u00e9rias-primas para a sua ind\u00fastria, de destruir o sistema socialista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Tinha come\u00e7ado a II Guerra Mundial, a mais atroz e devastadora guerra que a Europa conheceu.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, h\u00e1 que recordar que Hitler experimentou a sua for\u00e7a militar e a disposi\u00e7\u00e3o dos governantes dos pa\u00edses ocidentais \u2013 Fran\u00e7a, Gr\u00e3-Bretanha e Estados Unidos \u2013 durante a Guerra Civil de Espanha.<\/p>\n<p>Em Espanha fora deposto o Rei e institu\u00edda uma Rep\u00fablica Democr\u00e1tica. Mas no dia 18 de Julho de 1936 o General Franco toma a chefia de uma insurrei\u00e7\u00e3o armada fascista contra a nova Rep\u00fablica e invade o pa\u00eds. Desde o in\u00edcio da eclos\u00e3o deste movimento o governo franc\u00eas revogou o tratado de com\u00e9rcio que dava \u00e0 Espanha o direito de comprar armas em Fran\u00e7a. Em Agosto Londres seguiu o exemplo de Paris e proibiu tamb\u00e9m a venda de armas \u00e0 Espanha. No entanto, o fornecimento de armas aos franquistas continuava a fazer-se atrav\u00e9s de Portugal. Por iniciativa de L\u00e9on Blum, chefe do governo franc\u00eas, a pol\u00edtica chamada de \u201cn\u00e3o interven\u00e7\u00e3o\u201d, aceite por todas as pot\u00eancias estrangeiras, s\u00f3 viria a actuar em rela\u00e7\u00e3o ao governo republicano, dado que a It\u00e1lia e a Alemanha ajudavam Franco. Os Estados Unidos ao aplicarem o Acto de Neutralidade \u00e0 Espanha declararam as duas partes \u2013 republicanos e franquistas \u2013 iguais em direitos. O receio por parte dos governos ocidentais de um conflito armado generalizado f\u00e1-los considerar tais posi\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas face \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica. Mas a emo\u00e7\u00e3o internacional e expectativa s\u00e3o enormes. Hitler aumenta para dois anos o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio. O Jap\u00e3o desrespeita as conven\u00e7\u00f5es internacionais e lan\u00e7a-se no rearmamento naval. Est\u00e1 em gesta\u00e7\u00e3o uma entente germano-nip\u00f3nica. No princ\u00edpio de Setembro um comit\u00e9 de n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o constitui-se em Londres, o qual liberta a Sociedade das Na\u00e7\u00f5es das suas responsabilidades no caso espanhol.<\/p>\n<p>Mas avi\u00f5es Junker e Caproni levavam as tropas marroquinas de Franco para a Espanha e aparelhos hitlerianos transportavam bombas e muni\u00e7\u00f5es para as tropas fascistas de Franco.<\/p>\n<p>Em Outubro, o pedido do governo sovi\u00e9tico (que estava representado no comit\u00e9 de n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o) de um controlo internacional sobre os portos portugueses e espanh\u00f3is foi rejeitado. Em face desta atitude, o governo sovi\u00e9tico deixou de se considerar obrigado a respeitar o acordo de n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o. Ciano e Ribbentrop \u2013 ministros dos Neg\u00f3cios Estrangeiros da It\u00e1lia e da Alemanha \u2013 reconhecem o governo de Franco em Burgos. Nos primeiros dias de Novembro as tropas de Franco est\u00e3o \u00e0s portas de Madrid. Nessa altura, na frente dos ex\u00e9rcitos republicanos aparecem os primeiros canh\u00f5es e carros sovi\u00e9ticos, 25 avi\u00f5es Ilyuchine chegaram no fim de Outubro com as suas tripula\u00e7\u00f5es. Entretanto, Maiski, delegado sovi\u00e9tico em Londres, diz: \u201ca n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o que esconde o aux\u00edlio prestado aos rebeldes franquistas, e \u00e9 por isso que o governo sovi\u00e9tico s\u00f3 v\u00ea uma sa\u00edda para a situa\u00e7\u00e3o que se criou: dar ao governo de Espanha os direitos e as possibilidades de comprar armas fora de Espanha, direitos e possibilidades de que gozam todos os governos na hora que passa.\u201d<\/p>\n<p>Os povos emocionados compreendiam o significado desta prova de for\u00e7a em que se defrontavam pela primeira vez o fascismo e a democracia.(1) N\u00e3o era apenas a Espanha que estava em causa. Em Madrid jogava-se a sorte de Paris e Vars\u00f3via, de Viena e Copenhaga.<\/p>\n<p>Para o abastecimento do povo espanhol, os barcos sovi\u00e9ticos eram for\u00e7ados a percorrer um longo caminho desde os portos do Mar Negro aos de Espanha, pelo Mediterr\u00e2neo, sem qualquer escolta de protec\u00e7\u00e3o. A fim de tal evitar, o aux\u00edlio \u00e0 Espanha deveria fazer-se em barcos franceses ou pela fronteira francesa, o que raramente acontecia devido ao n\u00e3o consentimento do governo franc\u00eas. A falta de material de guerra vai lentamente destruindo o equil\u00edbrio das for\u00e7as em Espanha em proveito dos franquistas. A U.R.S.S para tentar mant\u00ea-lo d\u00e1 os seus barcos e os seus homens: no dia 14 de Dezembro um submarino italiano afunda um transporte sovi\u00e9tico, o Konsomol, ao largo da costa africana, facto que n\u00e3o ficar\u00e1 isolado. No entanto, desde o in\u00edcio da guerra de Espanha que tropas alem\u00e3s e italianas operam lado a lado com os franquistas. Em Maio de 1937 o coura\u00e7ado Deutschland faz fogo sobre avi\u00f5es da Rep\u00fablica Espanhola. A esquadra alem\u00e3 bombardeia a cidade aberta de Almeria. Guernica \u00e9 totalmente destru\u00edda. No princ\u00edpio de Outubro dois barcos sovi\u00e9ticos transportando aux\u00edlio aos republicanos espanh\u00f3is s\u00e3o afundados por submarinos italianos.<\/p>\n<p>O comit\u00e9 de n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o, em nome do pacifismo, mostra-se partid\u00e1rio de todas as concess\u00f5es \u00e0 Alemanha nazi. No dia 11 de Mar\u00e7o de 1938 o ex\u00e9rcito alem\u00e3o entra em territ\u00f3rio austr\u00edaco. Nem a Inglaterra nem a Fran\u00e7a protestar\u00e3o. Nem Mussolini, pois entretanto j\u00e1 se formara o eixo Roma-Berlim-T\u00f3quio. Come\u00e7a a \u00e9poca das persegui\u00e7\u00f5es nazis anti-semitas em Viena e da agita\u00e7\u00e3o patronal dos Sudetas a favor do partido nazi. Ingleses e franceses esfor\u00e7am-se por conseguir um compromisso em Praga. No dia 12 de Setembro Hitler em Nuremberga exclama: \u201cO Todo-Poderoso n\u00e3o criou sete milh\u00f5es de checos para que oprimam tr\u00eas milh\u00f5es e meio de alem\u00e3es dos Sudetas!\u201d. E faz marchar tropas para o Reno, concentrando-as na \u00c1ustria e nas fronteiras da Checoslov\u00e1quia. O governo checoslovaco capitula.<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a e a Gr\u00e3-Bretanha continuam a praticar uma diplomacia duvidosa e, sem se afastarem completamente da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, v\u00e3o fazendo acordos com Hitler. Em 6 de Dezembro \u00e9 assinada uma declara\u00e7\u00e3o franco-alem\u00e3, que reconhece \u201csolenemente como definitiva\u201d a fronteira entre a Fran\u00e7a e a Alemanha. E v\u00e3o caindo de concess\u00e3o em concess\u00e3o, convencidas que abandonando a URSS desviar\u00e3o delas pr\u00f3prias a amea\u00e7a de uma agress\u00e3o nazi.<\/p>\n<p>No princ\u00edpio de 1939 combates encarni\u00e7ados prosseguem em Espanha. Tropas italianas entram na Catalunha e Barcelona cai nos primeiros dias de Fevereiro. Juntamente com as tropas franquistas aproximam-se da fronteira francesa e o governo de Daladier (socialista) abre campos de concentra\u00e7\u00e3o para os republicanos espanh\u00f3is que fogem para Fran\u00e7a. Este pa\u00eds envia a Burgos um representante do governo para iniciar conversa\u00e7\u00f5es com Franco. A pressa e interesse da Fran\u00e7a em reconhecer legalmente o governo de Franco p\u00f5em fim \u00e0 pol\u00edtica de n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na sua inten\u00e7\u00e3o de refrear as ambi\u00e7\u00f5es dos agressores em pot\u00eancia \u2013 a Alemanha hitleriana e a It\u00e1lia fascista de Mussolini \u2013 a URSS desenvolvia uma grande actividade pol\u00edtica e diplom\u00e1tica, da qual se destaca: em 1933, a proposta, na Confer\u00eancia sobre o Desarmamento em Genebra, de um projecto de desarmamento internacional no qual fosse definido o conceito de agress\u00e3o; em 1934, a proposta de um acordo regional relativo \u00e0 defesa m\u00fatua contra uma agress\u00e3o alem\u00e3, com a participa\u00e7\u00e3o da B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Checoslov\u00e1quia, Pol\u00f3nia, Litu\u00e2nia, Let\u00f3nia, Est\u00f3nia e Finl\u00e2ndia; em 1935, a conclus\u00e3o de um tratado com a Fran\u00e7a e a Checoslov\u00e1quia sobre ajuda m\u00fatua, que, entretanto, perdera toda a sua raz\u00e3o de ser com os acordos de Munique assinados em 30 de Setembro de 1938 pela Alemanha, It\u00e1lia, Gr\u00e3-Bretanha e Fran\u00e7a, atrav\u00e9s dos quais foi entregue \u00e0 Alemanha uma parte da Checoslov\u00e1quia \u2013 a regi\u00e3o dos Sudetas. Em seguida esfor\u00e7ou-se igualmente por concluir a tempo, em especial com a Fran\u00e7a e a Gr\u00e3-Bretanha, um acordo militar e pol\u00edtico contra a Alemanha nazi, contra os seus preparativos de guerra e de agress\u00e3o que cada vez mais evidentes se tornavam. Mas nessa \u00e9poca os meios governamentais destes pa\u00edses n\u00e3o estavam nisso interessados. Foi pois em v\u00e3o que nos anos 30 o governo sovi\u00e9tico submeteu com insist\u00eancia \u00e0s pot\u00eancias ocidentais propostas concretas para a constitui\u00e7\u00e3o de um sistema de seguran\u00e7a colectiva na Europa e para uma ac\u00e7\u00e3o comum contra os agressores fascistas (F.L. Shumam: Soviet Politics. At Home and Abroad, Nova Iorque 1947, pag. 282). \u00c9, assim, irrefut\u00e1vel que a coliga\u00e7\u00e3o anti-hitleriana poderia e deveria ter nascido muito antes de 1941. Por\u00e9m, as pot\u00eancias ocidentais agarravam-se ainda, numa altura em que o perigo era j\u00e1 eminente, \u00e0 sua pol\u00edtica de \u201capaziguamento\u201d face \u00e0 Alemanha de Hitler, mantendo a convic\u00e7\u00e3o de que poderiam desviar o seu desejo de agress\u00e3o, que englobava igualmente o ocidente, unicamente na direc\u00e7\u00e3o de Leste, contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. E isso prova-o claramente a imprensa da \u00e9poca. Foi sem disfarces, in\u00fateis ali\u00e1s, que a revista brit\u00e2nica \u201cNew Statesman and Nation\u201d descreveu na \u00e9poca o motivo principal desta atitude: \u201cSe pud\u00e9ssemos persuadir a Alemanha de dirigir a sua expans\u00e3o n\u00e3o para o ocidente mas para o leste, nada ter\u00edamos a temer nem do bolchevismo nem da guerra\u201d \u2013 citado em \u201cNeue Zeit\u201d, n\u00ba. 36\/80, pag. 28. O governo dos Estados Unidos, que estava sem d\u00favida ao corrente dos planos agressivos da Alemanha fascista, aprovava a \u201cpol\u00edtica de \u201cn\u00e3o interven\u00e7\u00e3o\u201d conduzida por Londres e Paris na esperan\u00e7a que \u201ca Fran\u00e7a, a Inglaterra e a Am\u00e9rica possam manter-se neutras at\u00e9 que o fascismo e o comunismo se destruam um ao outro\u201d \u2013 (F.L. Shumam: Soviet Politics. At Home and Abroad, Nova Iorque 1947, pag. 282).<\/p>\n<p>Tudo se passa como se Hitler tivesse esperado pela queda da Rep\u00fablica Espanhola para se lan\u00e7ar na sua pol\u00edtica de conquista, que arrastar\u00e1 os governantes ocidentais para o abismo, aceitando tudo, recuando sempre perante a agressividade das hordas hitlerianas, com o intuito, nem sempre disfar\u00e7ado, de que a Alemanha atacasse e destru\u00edsse o poder sovi\u00e9tico. \u00c9 Churchill que o dir\u00e1 mais tarde: \u201c(\u2026), a R\u00fassia sovi\u00e9tica tornara-se um perigo mortal para o mundo livre\u201d. E em 1954, perante os seus eleitores de Woodford, referindo-se ao tempo de guerra, diz que dera ordem \u201cquando os alem\u00e3es se rendiam \u00e0s centenas de milhares ao marechal de campo Montgomery, para que reunisse com cuidado as armas alem\u00e3s e as armazenasse a fim de que pudessem facilmente ser distribu\u00eddas aos soldados alem\u00e3es que ter\u00edamos de utilizar se o avan\u00e7o sovi\u00e9tico continuasse\u201d. Por isso \u201cera preciso deter a sua marcha para ocidente\u201d afirmou ainda, referindo-se \u00e0 marcha dos ex\u00e9rcitos sovi\u00e9ticos quando, ap\u00f3s expulsar os nazis do seu territ\u00f3rio, continuaram descendo para o Ocidente, libertando os povos que sofriam a repress\u00e3o feroz da servid\u00e3o hitleriana.<br \/>\nTirocinado o seu poder militar em Espanha e conhecedor da toler\u00e2ncia dos governantes ocidentais, Hitler, pondo em pr\u00e1tica o \u201cplano Weiss\u201d (como j\u00e1 exposto no in\u00edcio), ataca a Pol\u00f3nia no dia 1 de Setembro de 1939. No dia 3 de Setembro os Estados Unidos proclamaram-se independentes no conflito. A Fran\u00e7a e a Inglaterra declararam guerra \u00e0 Alemanha. Apesar disso a sua passividade manteve-se. Atitude que consentiu que em Abril de 1940 os ex\u00e9rcitos hitlerianos ocupassem a Dinamarca e a Noruega; em Maio entrassem na B\u00e9lgica, Holanda e Luxemburgo e invadissem a Fran\u00e7a, descendo at\u00e9 Bord\u00e9us. Enquanto a Alemanha estava toda entregue \u00e0 conclus\u00e3o da derrocada francesa, o Ex\u00e9rcito Vermelho chega \u00e1 foz do Dan\u00fabio para protec\u00e7\u00e3o das suas fronteiras nesta regi\u00e3o. Ent\u00e3o Hitler manda avan\u00e7ar os seus ex\u00e9rcitos para a Finl\u00e2ndia, Bulg\u00e1ria, Jugosl\u00e1via, Rom\u00e9nia, Turquia. Estava-se no m\u00eas de Julho de 1940. Jodl, chefe do Estado Maior do alto comando das for\u00e7as armadas do Reich, escreve que \u201cos territ\u00f3rios do Leste ter\u00e3o efectivos mais poderosos nas pr\u00f3ximas semanas \u2026 Estes agrupamentos n\u00e3o devem dar a impress\u00e3o \u00e0 R\u00fassia de que nos preparamos para uma ofensiva no Leste \u2026\u201d. E no entanto em 23 de Agosto do ano anterior (1939) a Alemanha tinha assinado um tratado de n\u00e3o-agress\u00e3o com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, v\u00e1lido por dez anos.<\/p>\n<p>Setembro foi o m\u00eas da \u201cbatalha de Inglaterra\u201d. Os ataques a\u00e9reos constantes, os grandes bombardeamentos de Londres, coincidem com concentra\u00e7\u00f5es de barcos nos portos alem\u00e3es, na Holanda e na B\u00e9lgica, com exerc\u00edcios espectaculares de embarques e desembarques, observados passo a passo pela avia\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica. Tudo isto mantinha a Gr\u00e3-Bretanha sob uma enorme tens\u00e3o. Mas a invas\u00e3o nunca ser\u00e1 tentada. Churchill escreveu a este respeito: \u201cDe facto, nesta data, Hitler tinha j\u00e1 voltado os seus olhares para o lado Leste\u201d. Nos primeiros dias de Outubro, as tropas alem\u00e3s na Rom\u00e9nia fixaram-se em Bucareste e ao largo do Dan\u00fabio, sob o pretexto de defenderem esta regi\u00e3o contra uma eventual invas\u00e3o brit\u00e2nica. Hitler, desejoso de manter, ainda, a apar\u00eancia de boas rela\u00e7\u00f5es germano-sovi\u00e9ticas, nem se op\u00f5e a uma ratifica\u00e7\u00e3o da fronteira do Dan\u00fabio em conversa\u00e7\u00f5es com o representante da URSS. Por\u00e9m, a 5 de Dezembro (1940), o general Halder, num relat\u00f3rio apresentado a Hitler, declarava que \u201co objectivo mais importante \u00e9 impedir que os Russos possam retirar-se mantendo uma frente cont\u00ednua. O avan\u00e7o em direc\u00e7\u00e3o a Leste ser\u00e1 combinado de tal maneira que a avia\u00e7\u00e3o russa n\u00e3o possa atacar o territ\u00f3rio do Reich alem\u00e3o e, por outro lado, a avia\u00e7\u00e3o alem\u00e3 tenha possibilidades de empreender ataques a\u00e9reos de destrui\u00e7\u00e3o sobre as regi\u00f5es da ind\u00fastria de guerra russas. Desta maneira, seremos capazes de aniquilar por completo o ex\u00e9rcito russo e impediremos que ele possa renascer\u201d.<\/p>\n<p>Em 3 de Fevereiro de 1941, numa confer\u00eancia de imprensa de chefes militares alem\u00e3es para se verificar o estado de prepara\u00e7\u00e3o dos planos \u201cTournesol\u201d (expedi\u00e7\u00e3o de Rommel em \u00c1frica) e \u201cBarba Roxa\u201d cujo objectivo principal era a conquista dos Estados b\u00e1lticos e de Leninegrado, Hitler declarou: \u201cQuando \u2018Barba Roxa\u2019 come\u00e7ar, o mundo ficar\u00e1 sem respira\u00e7\u00e3o e calar-se-\u00e1\u201d. Neste m\u00eas a concentra\u00e7\u00e3o alem\u00e3 na Rom\u00e9nia elevava-se a 4 milh\u00f5es de soldados. Em Mar\u00e7o \u00e9 ocupado pelos nazis o territ\u00f3rio continental da Gr\u00e9cia. Os italianos atacam a Alb\u00e2nia. Em Maio, um memorando redigido por um comandante da Wermacht nazi come\u00e7a por estas palavras: \u201cA guerra pode continuar se todas as nossas for\u00e7as armadas forem alimentadas pela R\u00fassia durante o terceiro ano. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma d\u00favida de que, se tomarmos neste pa\u00eds as coisas que nos s\u00e3o necess\u00e1rias, da\u00ed resultar\u00e1 a fome e a morte de um milh\u00e3o de pessoas\u201d.<\/p>\n<p>\u00c0s 4 h do dia 22 de Junho de 1941, Ribbentrop, MNE da Alemanha, entregava ao embaixador sovi\u00e9tico em Berlim uma declara\u00e7\u00e3o de guerra.<\/p>\n<p>O car\u00e1cter repentino e devastador do ataque da Alemanha \u00e9 o resultado da longa prepara\u00e7\u00e3o da invas\u00e3o da URSS pelos ex\u00e9rcitos nazis, enquanto a diplomacia hitleriana mentia, dissimulava, intrigava, atrai\u00e7oava, com a colabora\u00e7\u00e3o dos governos ocidentais. Hitler tinha enviado para a frente leste 152 divis\u00f5es, 19 de tanques e 14 motorizadas, 70% do ex\u00e9rcito de terra, ao todo mais de 5.600.000 homens. Juntamente com finlandeses, b\u00falgaros e romenos s\u00e3o 190 divis\u00f5es. Mais de 3.100 avi\u00f5es alem\u00e3es atacam no primeiro dia 70 aer\u00f3dromos fronteiri\u00e7os, destruindo 1.200 aparelhos sovi\u00e9ticos. Senhor do ar, o inimigo nazi penetra profundamente no territ\u00f3rio sovi\u00e9tico. A m\u00e1quina de propaganda nazi repetia: \u201cMata todos os russos, sovi\u00e9ticos, n\u00e3o te detenhas ante um velho, uma mulher ou uma crian\u00e7a\u2026 mata\u201d, \u201cOs russos devem morrer para que n\u00f3s possamos viver\u201d.<\/p>\n<p>Entretanto, os ingleses esfor\u00e7avam-se por convencer os americanos que \u201cera preciso enviar a maior quantidade poss\u00edvel de material ao abrigo do Acordo Empr\u00e9stimo e Arrendamento para a Gr\u00e3-Bretanha e a menor poss\u00edvel para a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica\u201d.<\/p>\n<p>No dia 12 de Julho, os blindados alem\u00e3es fazem a sua apari\u00e7\u00e3o nas ruas de Leninegrado. Em pouco tempo as comunica\u00e7\u00f5es terrestres com esta cidade ficam cortadas, s\u00f3 se conseguindo l\u00e1 chegar por ar ou atrav\u00e9s do lago. No dia 8 de Setembro mais de 600 bombas incendi\u00e1rias s\u00e3o atiradas sobre Leninegrado provocando 178 inc\u00eandios e, durante a noite, 40 bombas de 250 a 500 quilos martelam a cidade. O predom\u00ednio esmagador do assaltante faz que a resist\u00eancia at\u00e9 \u00e0 morte, os combates de retardamento, os sacrif\u00edcios individuais, sejam o dia-a-dia dos her\u00f3icos habitantes de Leninegrado. O frio, que no inverno de 1941\/42 chegou a uma temperatura de 30 graus negativos, e a fome mataram milhares de habitantes.<\/p>\n<p>Mas, em Janeiro de 1942, as for\u00e7as sovi\u00e9ticas s\u00e3o pouco mais ou menos iguais \u00e0s 183 divis\u00f5es do advers\u00e1rio fascista, com a vantagem num\u00e9rica dos tanques e da avia\u00e7\u00e3o. Esta viragem tem uma causa: a planifica\u00e7\u00e3o socialista. \u201cDurante o m\u00eas de Mar\u00e7o de 1942 a produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de guerra atingiu, somente nas regi\u00f5es de leste, o n\u00edvel que era o de todo o territ\u00f3rio sovi\u00e9tico no princ\u00edpio da guerra nacional\u201d, escreveu o presidente do Gosplan, N.A. Voznessienski. Contudo e por isso mesmo, a abertura de uma segunda frente na Europa Ocidental que teria apressado a derrota dos ex\u00e9rcitos hitlerianos e poupado milh\u00f5es de v\u00edtimas e destrui\u00e7\u00f5es materiais monstruosas, \u00e9 retardada. No dia 8 de Junho de 1942, Churchill numa carta ao general Ismay (2) p\u00f5e este princ\u00edpio: \u201cNada de desembarques importantes em Fran\u00e7a, a n\u00e3o ser que os Alem\u00e3es estejam desmoralizados com um novo fracasso na R\u00fassia\u201d, o que queria dizer que n\u00e3o haveria segunda frente europeia enquanto a situa\u00e7\u00e3o no Leste n\u00e3o se clarificasse. \u00c9 Churchill ainda que diz a Roosevelt em Washington neste mesmo m\u00eas: \u201cn\u00e3o deve haver desembarque em Fran\u00e7a este ano\u201d<\/p>\n<p>Todavia, decorrido menos de um m\u00eas sobre o trai\u00e7oeiro ataque militar dos ex\u00e9rcitos nazis \u00e0 URSS, Estaline, numa mensagem pessoal a Churchill, datada de 18 de Julho de 1941, escrevia: \u201cParece-me (\u2026) que tanto a posi\u00e7\u00e3o militar da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica como a da Gr\u00e3-Bretanha melhorariam substancialmente se fosse estabelecida uma frente contra Hitler a ocidente (Norte da Fran\u00e7a) e a norte (no \u00c1rctico)\u201d. Desenvolvendo em seguida com objectividade a sua opini\u00e3o.<\/p>\n<p>Numa outra mensagem pessoal enviada em 3 de Setembro de 1941, tamb\u00e9m a Churchill, Estaline dizia: \u201cOs alem\u00e3es consideram a amea\u00e7a a oeste apenas um bluff e assim, deslocam impunemente todas as suas for\u00e7as do ocidente para o leste, sabendo que n\u00e3o existe segunda frente no ocidente nem \u00e9 prov\u00e1vel que se forme uma\u201d.<\/p>\n<p>Em Julho de 1942 d\u00e1-se o primeiro bombardeamento massivo de Estalinegrado. V\u00e1rias centenas de avi\u00f5es nazis, executando mais de 2.000 voos, lan\u00e7am aos milhares bombas incendi\u00e1rias e explosivas. A cidade est\u00e1 em chamas. Os bombardeamentos visam directamente escolas, museus, hospitais, teatros, casas. No Volga, com os reservat\u00f3rios incendiados, o petr\u00f3leo corre em chamas pelo rio, os desembarcadouros e os barcos s\u00e3o tamb\u00e9m destru\u00eddos pelo fogo. Mas a avia\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica e a defesa antia\u00e9rea destru\u00edram mais de 90 aparelhos inimigos. Em 3 dias h\u00e1 mais de 2000 mortos e feridos, v\u00e1rios milhares de edif\u00edcios s\u00e3o queimados ou destru\u00eddos directamente; ficam inutilizadas as canaliza\u00e7\u00f5es de \u00e1gua, as linhas fortificadas, as esta\u00e7\u00f5es telef\u00f3nicas e ferrovi\u00e1rias e os embarcadouros; o parque de carruagens e de locomotivas \u00e9 aniquilado. At\u00e9 ao Outono, na direc\u00e7\u00e3o de Estalinegrado estiveram concentrados mais de um milh\u00e3o de soldados nazis. Na batalha do Volga, os ex\u00e9rcitos de Hitler perderam cerca de 1 milh\u00e3o e meio de soldados, 500 mil tanques e canh\u00f5es de assalto e 3 mil avi\u00f5es. Mais tarde, na batalha de Kursk, os hitlerianos perderam mais de 500 mil homens, 1500 tanques, 3500 avi\u00f5es, 3000 canh\u00f5es.<\/p>\n<p>Entretanto Churchill, numa carta dirigida a Estaline, recebida a 18 de Julho de 1942, ap\u00f3s desenrolar largas dificuldades na continua\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio militar \u00e0 URSS, conclu\u00eda em certo momento: \u201c(\u2026) tornar-se-ia imposs\u00edvel a constitui\u00e7\u00e3o de uma segunda frente em 1943\u201d. Por\u00e9m, um m\u00eas antes (10.6.1942), num memorando entregue a Molotov, ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, declarava: \u201cPor fim, e mais importante do que tudo o mais, estamos a concentrar o nosso m\u00e1ximo esfor\u00e7o na organiza\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de uma invas\u00e3o em grande escala do continente europeu pelas for\u00e7as anglo-americanas em 1943. N\u00e3o estamos a p\u00f4r limites \u00e0s tarefas e objectivos desta campanha, que ser\u00e1 efectuada, a princ\u00edpio, com mais de um milh\u00e3o de homens, ingleses e americanos e com for\u00e7as a\u00e9reas adequadas.\u201d<\/p>\n<p>\u00c0 longa missiva do 1\u00ba Ministro Brit\u00e2nico, de 18.7.1942, atr\u00e1s referida, Estaline respondeu com uma breve en\u00e9rgica mensagem, expedida em 23 de Julho de 1942, da qual transcrevo alguns passos: \u201c\u2026 Verifiquei, em primeiro lugar, que o governo brit\u00e2nico recusa continuar a enviar fornecimentos de material b\u00e9lico \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica pela zona setentrional; em segundo, que, a despeito do comunicado anglo-sovi\u00e9tico sobre a adop\u00e7\u00e3o de medidas urgentes para a abertura de uma segunda frente em 1942, o governo brit\u00e2nico pretende retardar a opera\u00e7\u00e3o para 1943\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro assunto, acrescentava mais adiante Estaline: \u201c(\u2026) nunca teria imaginado que o governo brit\u00e2nico nos negasse o envio de material b\u00e9lico, precisamente no momento em que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica dele tem maior necessidade devido \u00e0 grave situa\u00e7\u00e3o na frente russo-alem\u00e3\u201d. Quase a finalizar a sua mensagem a Churchill, Estaline declarava: \u201cNo que diz respeito ao segundo ponto, o da abertura de uma segunda frente na Europa temo que a quest\u00e3o esteja a tomar um aspecto desagrad\u00e1vel. Desejo sublinhar energicamente que, devido \u00e1 situa\u00e7\u00e3o na frente russo germ\u00e2nica o governo sovi\u00e9tico n\u00e3o pode tolerar que a abertura de uma segunda frente na Europa seja retardada para 1943\u201d.<\/p>\n<p>Em 17 de Janeiro de 1943, meio ano passado sobre a citada carta de Churchill, este e Roosevelt, dirigindo-se a Estaline, escreviam, ap\u00f3s sintetizarem a sua inten\u00e7\u00e3o no respeitante \u00e0 guerra no Pac\u00edfico: \u201cN\u00e3o podemos, por\u00e9m, permitir que as nossas ofensivas contra o Jap\u00e3o ponham em perigo a nossa capacidade de aproveitar qualquer ocasi\u00e3o que possa apresentar-se para uma completa derrota da Alemanha em 1943\u201d.<\/p>\n<p>Gozando da pol\u00edtica premeditada dos Estados ocidentais de n\u00e3o abrirem uma segunda frente na Europa, os nazis concentraram um quinto da sua infantaria e cerca de um ter\u00e7o dos ex\u00e9rcitos blindados contra Estalinegrado. Mas, em Fevereiro de 1943, o Ex\u00e9rcito Vermelho cercou e destruiu 22 divis\u00f5es hitlerianas, ou seja, 330.000 soldados e oficiais, incluindo alguns generais. S\u00f3 em Dezembro\/Janeiro de 42\/43 destruiu mais de mil avi\u00f5es nazis.<\/p>\n<p>Esta vit\u00f3ria marcou o princ\u00edpio da derrota do dom\u00ednio hitleriano na Europa.<\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito Sovi\u00e9tico, constitu\u00eddo em v\u00e1rias frentes, inicia o seu vertiginoso caminho para a Europa ocidental, varrendo o criminoso dom\u00ednio hitleriano do seu territ\u00f3rio e libertando os povos subjugados ao nazi-fascismo. Em Julho de 1943 os Aliados entram em Roma. A ofensiva sovi\u00e9tica tornara dif\u00edcil qualquer iniciativa imediata dos alem\u00e3es na It\u00e1lia. A 13 de Outubro a It\u00e1lia declara guerra \u00e0 Alemanha.<\/p>\n<p>A segunda frente europeia, formada pelos ex\u00e9rcitos dos pa\u00edses do ocidente, s\u00f3 ser\u00e1 aberta no princ\u00edpio de Junho de 1944 quando Churchill se convenceu que o seu grande desejo se gorara: \u201cque os nazis e os comunistas se destru\u00edssem uns aos outros.\u201d<\/p>\n<p>Em Julho de 1944 o Ex\u00e9rcito Sovi\u00e9tico entra na Pol\u00f3nia. No dia 23 constitui-se o Comit\u00e9 Nacional Polaco de Liberta\u00e7\u00e3o. No dia 1 de Agosto toda a Bielorr\u00fassia est\u00e1 libertada, bem como uma grande parte da Let\u00f3nia. O Ex\u00e9rcito Vermelho avan\u00e7a na Pol\u00f3nia e, numa frente de 500 a 1300 quil\u00f3metros, progride 500 quil\u00f3metros em toda a sua extens\u00e3o. Vence 80 divis\u00f5es nazis incluindo o aniquilamento de mais de 30, 160.000 prisioneiros entre os quais 22 generais, 3.000 carros e mais de 600 avi\u00f5es destru\u00eddos, 381.000 mortos. No dia 6 de Agosto atinge as fronteiras da Checoslov\u00e1quia e da Hungria, sendo libertada no fim deste m\u00eas toda a Ucr\u00e2nia ocidental. Ao entrar na Rom\u00e9nia, o Ex\u00e9rcito Sovi\u00e9tico encontra na sua frente 800.000 soldados romenos e alem\u00e3es e fortifica\u00e7\u00f5es poderosas, mas vai destruindo toda a capacidade de resist\u00eancia do inimigo fascista e caminhando no interior deste pa\u00eds. Entretanto um levantamento popular rebenta em Bucareste no dia 23, derrubando o governo fantoche ao servi\u00e7o de Hitler. No dia 26 a Rom\u00e9nia pede o armist\u00edcio e rompe com a Alemanha cuja for\u00e7a a\u00e9rea bombardeia a capital, mas o ex\u00e9rcito romeno juntou-se ao Ex\u00e9rcito Sovi\u00e9tico, que no dia 31 \u00e9 recebido em festa pelo povo em Bucareste. No dia 2 de Setembro o Ex\u00e9rcito Vermelho atravessa a fronteira romeno-b\u00falgara. O governo B\u00falgaro hesita. Por\u00e9m, sob forte press\u00e3o popular, corta rela\u00e7\u00f5es com a Alemanha e declara-lhe guerra. No dia 16 o ex\u00e9rcito libertador da URSS entrar\u00e1 em S\u00f3fia, alcan\u00e7ando em seguida a fronteira da Jugosl\u00e1via. Recha\u00e7ados em toda a parte, com os povos lutando e festejando heroicamente a sua liberta\u00e7\u00e3o do jugo nazi-fascista, os alem\u00e3es concentram for\u00e7as no que lhes resta da Est\u00f3nia, nas regi\u00f5es costeiras da Let\u00f3nia e da Litu\u00e2nia, para as utilizar como posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica a fim de tentarem impedir a invas\u00e3o da Pr\u00fassia Oriental. Esfor\u00e7os in\u00fateis pois, no princ\u00edpio de Outubro, toda a Est\u00f3nia ser\u00e1 libertada e da Let\u00f3nia s\u00f3 lhes restar\u00e1 a regi\u00e3o costeira ocidental e Riga que fica cercada com 40 divis\u00f5es dentro. Riga ser\u00e1 conquistada no dia 13.<\/p>\n<p>Entretanto, em Agosto de 1944 dera-se a insurrei\u00e7\u00e3o de Vars\u00f3via, que durou 63 dias. Potentes for\u00e7as hitlerianas aniquilam, durante esses dias, 250.000 insurgentes e perdem 26 mil homens.<\/p>\n<p>Uma das frentes do Ex\u00e9rcito Sovi\u00e9tico dirige-se para a Checoslov\u00e1quia e entra na Hungria Oriental; outra, vinda da Bulg\u00e1ria e da Rom\u00e9nia, chega \u00e0s fronteiras orientais da Hungria e da Jugosl\u00e1via, amea\u00e7ando os centros industriais de guerra na regi\u00e3o de Budapeste e no sul da Alemanha, bem como as bauxites da Hungria e da Jugosl\u00e1via e as regi\u00f5es petrol\u00edferas b\u00falgaras. Para defender estas fontes de mat\u00e9rias-primas exploradas pelos nazis desde a ocupa\u00e7\u00e3o daqueles pa\u00edses, Hitler d\u00e1 ordem para que todas as tropas vencidas na Ucr\u00e2nia Ocidental, na Rom\u00e9nia e na Bulg\u00e1ria, \u201cque puderem fugir\u201d, se venham concentrar naquela regi\u00e3o, e ainda tropas da Gr\u00e9cia, 20 divis\u00f5es transferidas da Fran\u00e7a, da It\u00e1lia e da pr\u00f3pria Alemanha \u2013 para deterem a marcha meridional do Ex\u00e9rcito Vermelho. Em v\u00e3o. No dia 20 de Setembro, e em colabora\u00e7\u00e3o com o ex\u00e9rcito de liberta\u00e7\u00e3o jugoslavo, o Ex\u00e9rcito Vermelho entra em Belgrado. A liberta\u00e7\u00e3o desta cidade provocou a retirada dos alem\u00e3es da Alb\u00e2nia, onde eram flagelados pelos guerrilheiros.<\/p>\n<p>No Outono de 1944 s\u00f3 a Hungria ainda em guerra continua aliada da Alemanha. O Jap\u00e3o, a partir de Abril, tenta arrastar a URSS para uma paz separada com a Alemanha. Fazendo paralelamente id\u00eanticas propostas a Washington e Londres, oferece-se como barreira a leste contra o bolchevismo. Nenhuma destas trai\u00e7oeiras propostas \u00e9 aceite.<\/p>\n<p>Desde h\u00e1 longos meses que a Hungria estava inteiramente ocupada pelos Alem\u00e3es, a sua capital tornara-se um centro das S.S. . Mas Outubro de 1944 termina com o desencadeamento da ofensiva que ir\u00e1 libertar Budapeste. A resist\u00eancia nazi dura quase todo o m\u00eas de Novembro, ficando aquela cidade, a 26 de Dezembro, completamente sitiada com 180.000 alem\u00e3es l\u00e1 dentro. Em 22, a Frente Nacional H\u00fangara da Independ\u00eancia tinha formado um governo provis\u00f3rio constitu\u00eddo por todos os partidos que integravam a Frente que lutara contra o regime hitleriano durante a ocupa\u00e7\u00e3o. O cerco de Budapeste dura mais de 10 semanas.<\/p>\n<p>Estaline, no 27\u00ba. Anivers\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro disse: \u201c\u00c9 certo que sem a segunda frente criada na Europa, e que s\u00f3 por si fixou cerca de 75 divis\u00f5es alem\u00e3s, as nossas tropas n\u00e3o teriam podido destruir, num per\u00edodo de tempo t\u00e3o curto, a resist\u00eancia das tropas alem\u00e3s e expuls\u00e1-las das fronteiras sovi\u00e9ticas. Mas n\u00e3o \u00e9 menos certo que, sem as vigorosas opera\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito Vermelho durante este Ver\u00e3o (1944), opera\u00e7\u00f5es que obrigaram a concentrar na nossa frente perto de 200 divis\u00f5es alem\u00e3s, as tropas dos nossos aliados n\u00e3o poderiam em t\u00e3o pouco tempo vencer as tropas alem\u00e3s e expuls\u00e1-las da It\u00e1lia, da Fran\u00e7a e da B\u00e9lgica\u201d.<\/p>\n<p>Foram os sovi\u00e9ticos que suportaram os combates mais encarni\u00e7ados pois aos ex\u00e9rcitos ocidentais os alem\u00e3es entregavam-se facilmente. E foram igualmente as grandes vit\u00f3rias do Ex\u00e9rcito Vermelho e o seu r\u00e1pido avan\u00e7o, que mais uma vez provocaram situa\u00e7\u00f5es amb\u00edguas e trai\u00e7oeiras da parte dos aliados ocidentais. Assim, o avan\u00e7o sovi\u00e9tico nas regi\u00f5es do Dan\u00fabio e dos Balc\u00e3s apressou o desejo do governo brit\u00e2nico de limitar o que considerava uma expans\u00e3o sovi\u00e9tica, ordenando \u00e0s tropas brit\u00e2nicas que entravam pelo sul da Gr\u00e9cia, que atacassem o Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional Grego, quando este perseguia as tropas alem\u00e3s que caminhavam para a Hungria. Esta atitude levou Roosevelt a dizer indignado: \u201cAs tropas brit\u00e2nicas lutam agora contra as guerrilhas que combateram os Alem\u00e3es durante 4 anos \u2026 Como \u00e9 que os Ingleses se atrevem a fazer uma coisa destas?\u201d<\/p>\n<p>No entanto, apesar de o grosso das divis\u00f5es alem\u00e3es estar na frente leste, o avan\u00e7o alem\u00e3o nas Ardenas em meados de Dezembro p\u00f4s em perigo os aliados na frente ocidental e Churchill pede com insist\u00eancia uma ofensiva russa durante esse m\u00eas. O tempo n\u00e3o era favor\u00e1vel pois o inverno russo n\u00e3o facilitava tal ofensiva. \u201cContudo\u201d escrevia ent\u00e3o Estaline no dia 7 \u201cconsiderando a situa\u00e7\u00e3o dos nossos aliados \u2026 o grande quartel-general \u2026 decidiu terminar aceleradamente a sua prepara\u00e7\u00e3o e sem ter em conta o tempo, come\u00e7ar na segunda metade de Janeiro largas opera\u00e7\u00f5es \u2026 ao largo da frente central.\u201d Assim, de 12 a 16 de Janeiro de 1945, 150 divis\u00f5es sovi\u00e9ticas passaram \u00e0 ofensiva em toda a extens\u00e3o da frente, desde o B\u00e1ltico aos C\u00e1rpatos. No dia 21 o Ex\u00e9rcito Vermelho entra na Sil\u00e9sia e atingindo o rio Oder atravessou em seguida toda a Pr\u00fassia Oriental. No dia 27 quase todas as for\u00e7as desta regi\u00e3o ficam cortadas da Alemanha, cercadas e fragmentadas. Em Fevereiro, o Ex\u00e9rcito Vermelho encontra-se a 60 quil\u00f3metros de Berlim.<\/p>\n<p>Prosseguindo a sua marcha em todas as frentes, o Ex\u00e9rcito Sovi\u00e9tico liberta a \u00c1ustria em Mar\u00e7o. Na primeira metade de Abril, o avan\u00e7o aliado na Alemanha, fortemente ajudado pelas retiradas massivas dos alem\u00e3es a fim de defenderem Berlim e Viena, faz-se a ritmo acelerado e em meados de Abril o ex\u00e9rcito americano alcan\u00e7ava e atravessava o rio Elba, chegando a 90 quil\u00f3metros de Berlim.<\/p>\n<p>Muito diferente do avan\u00e7o sovi\u00e9tico que esbarrava com uma resist\u00eancia encarni\u00e7ada, o avan\u00e7o a oeste tinha aspectos de passeio militar pois as tropas nazis rendiam-se aos ingleses e americanos \u00e0s centenas de milhar. O inimigo fascista concentra 1 milh\u00e3o de homens diante de Berlim. Apesar disso, o Ex\u00e9rcito Sovi\u00e9tico, no dia 20 de Abril, encontra-se na cintura interior das defesas alem\u00e3s, abrindo fogo sobre Berlim. No dia 24 a jun\u00e7\u00e3o de dois ex\u00e9rcitos sovi\u00e9ticos torna total o cerco de todas as divis\u00f5es a sudeste da capital.<\/p>\n<p>Entretanto os nazis tentam uma capitula\u00e7\u00e3o separada com os aliados ocidentais, manobra que fracassa.<\/p>\n<p>No dia 25, Berlim fica completamente cercada e as tropas hitlerianas que enfrentavam os americanos no Elba \u201cviram-lhes as costas\u201d, segundo um comunicado da Wermacht, a fim de se dirigirem para a capital, com a inten\u00e7\u00e3o de deixarem o caminho livre ao ex\u00e9rcito americano para que fosse este a chegar primeiro a Berlim. Cartada sem tais consequ\u00eancias pois o ex\u00e9rcito sovi\u00e9tico repele o contra ataque nazi e chega ao Elba, encontrando-se com o ex\u00e9rcito americano. Este encontro pode considerar-se o apogeu militar da alian\u00e7a contra o fascismo.<\/p>\n<p>No dia 30, treze divis\u00f5es alem\u00e3s cercadas, perante a enormidade das suas perdas e a impossibilidade de fugirem, rendem-se aos sovi\u00e9ticos. Em Berlim est\u00e3o ainda mais de 200.000 soldados, 3 mil canh\u00f5es e 250 tanques. As ordens de Hitler s\u00e3o de \u201ctravar a luta com fanatismo, imagina\u00e7\u00e3o, por todos os meios de ast\u00facia, de manha, na terra, no ar e no subsolo\u201d. Mas as ordens de Hitler n\u00e3o se resumem ao combate militar. Ele manda tamb\u00e9m que os t\u00faneis do metro, cheios de mulheres, crian\u00e7as e feridos, sejam inundados.<br \/>\nNo dia 29, os sovi\u00e9ticos entram em Berlim. No dia seguinte Hitler suicida-se. Na madrugada de 1 de Maio, Goebbels e Bormann pedem tr\u00e9guas em Berlim ao comando sovi\u00e9tico para negociar um armist\u00edcio. Respondem-lhes com a exig\u00eancia de uma capitula\u00e7\u00e3o sem condi\u00e7\u00f5es, o que estes chefes nazis n\u00e3o aceitam. \u00c0s 18,30 horas o Ex\u00e9rcito Vermelho d\u00e1 o assalto final e as tropas hitlerianas capitulam no dia 2. Goebbels e a mulher suicidam-se depois de terem mandado executar os seus filhos.<\/p>\n<p>As for\u00e7as americanas atingem o vale do Dan\u00fabio e atravessam a fronteira da Checoslov\u00e1quia. As tropas brit\u00e2nicas atingem e juntam-se \u00e0s sovi\u00e9ticas. No dia 3 de Maio tomam Hamburgo. Mas todas as tropas da Holanda, do Noroeste da Alemanha, da Dinamarca, rendem-se pura e simplesmente aos Brit\u00e2nicos. Ao sul, os americanos entram na \u00c1ustria. As tropas que chegam da It\u00e1lia juntam-se \u00e0s que v\u00eam do norte. Franceses e Americanos cercaram e venceram o grupo de ex\u00e9rcitos alem\u00e3es que se estendiam de Linz at\u00e9 \u00e0 fronteira su\u00ed\u00e7a. No dia 7 de Maio, Doenitz ordena a capitula\u00e7\u00e3o sem condi\u00e7\u00f5es em todas as frentes e no dia seguinte \u00e9 assinado em Berlim o acto definitivo de capitula\u00e7\u00e3o pelos representantes do comando alem\u00e3o.<\/p>\n<p>No dia 9, \u00e0s 15 horas em Londres, \u00e0s 16 em Moscovo e \u00e0s 9 em Washington, \u00e9 anunciado simultaneamente pela r\u00e1dio o \u201cDia da Vit\u00f3ria na Europa\u201d.<\/p>\n<p>NOTAS.<br \/>\n1) Recordo a minha emo\u00e7\u00e3o quando, com 13 ou 14 anos, ouvia os meus familiares ler e comentar as not\u00edcias nos jornais ou na R\u00e1dio<br \/>\n2) Representante pessoal de Churchill na Comiss\u00e3o dos Chefes do Estado Maior<br \/>\n3) Todos os textos citados da correspond\u00eancia entre Churchill e Estaline encontram-se em \u201cCorrespond\u00eancia de Guerra I \u2013 Churchill\/Estaline\u201d, Editorial Arc\u00e1dia, Lisboa, 1969<\/p>\n<blockquote data-secret=\"I6zewpAKRF\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3759\">Comunicado do Partido Comunista Liban\u00eas por ocasi\u00e3o do 88\u00ba anivers\u00e1rio de sua funda\u00e7\u00e3o<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3759\/embed#?secret=I6zewpAKRF\" data-secret=\"I6zewpAKRF\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Comunicado do Partido Comunista Liban\u00eas por ocasi\u00e3o do 88\u00ba anivers\u00e1rio de sua funda\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Laura Lopes Cumprem-se 76 anos da invas\u00e3o da Pol\u00f3nia pela Alemanha nazi, a 1 de Setembro de 1939 e 70 anos da rendi\u00e7\u00e3o \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9350\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-9350","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2qO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9350\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}