{"id":937,"date":"2010-10-28T23:27:33","date_gmt":"2010-10-28T23:27:33","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=937"},"modified":"2010-10-28T23:27:33","modified_gmt":"2010-10-28T23:27:33","slug":"obama-e-a-sua-nova-diplomacia-para-a-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/937","title":{"rendered":"Obama e a sua nova diplomacia para a Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"\n<p>O tom continua o mesmo de sempre: imposi\u00e7\u00e3o dos interesses e m\u00e9todos americanos.<\/p>\n<p>De tr\u00eas em tr\u00eas meses o Centro Gumilla de Caracas, sob a coordena\u00e7\u00e3o de Francisco Jos\u00e9 Virtuoso, elabora uma An\u00e1lise de conjuntura da Am\u00e9rica Latina e Caribe. O grupo de pesquisadores que elabora a an\u00e1lise \u00e9 constitu\u00eddo por Jes\u00fas Machado, Carolina Jim\u00e9nez, Hildebrand Breuer, Alfredo Infante, SJ e Dem\u00e9trio Boersner.<\/p>\n<p>Eis alguns trechos da an\u00e1lise:<\/p>\n<p>Em seu discurso de despedida de 1961, o ent\u00e3o presidente Dwight Eisenhower havia assinalado que n\u00e3o havia administrado um pa\u00eds sen\u00e3o um \u201ccomplexo industrial militar\u201d e advertiu que sua influ\u00eancia \u201cecon\u00f4mica, pol\u00edtica e at\u00e9 espiritual\u201d se sentia em \u201ccada cidade, cada Estado, cada oficina do governo federal\u201d, at\u00e9 formar parte \u201cda pr\u00f3pria estrutura de nossa sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Em princ\u00edpios de fevereiro do ano em curso, o governo dos EE.UU disse que o gasto com defesa para 2011 ser\u00e1 de US$ 750.000 milh\u00f5es, US$ 31.000 milh\u00f5es mais do que em 2010 e quase US$ 100.000 milh\u00f5es mais do que em 2009. Em meio a uma tremenda crise econ\u00f4mica, e a um d\u00e9ficit recorde na hist\u00f3ria do setor p\u00fablico estadunidense, na ordem dos US$ 2 bilh\u00f5es, nem o Nobel da paz p\u00f4de com o Pent\u00e1gono. Coincid\u00eancias ou continuidades entre o Rumsfeld de 2002 e o Obama de 2008? O que significa manter em postos-chave de seguran\u00e7a e defesa funcion\u00e1rios do Pent\u00e1gono da passada administra\u00e7\u00e3o Bush e repetir os discursos dos operadores do Pent\u00e1gono? Por que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel reduzir o pressuposto do Pent\u00e1gono em meio \u00e0 crise? \u00c9 Obama ref\u00e9m do Pent\u00e1gono? O Pent\u00e1gono dita a pol\u00edtica exterior dos EE.UU ?<\/p>\n<p>Em princ\u00edpios de fevereiro do ano em curso o governo dos EE.UU disse que o gasto com defesa para 2011 ser\u00e1 de US$ 750.000 milh\u00f5es, US$ 31.000 milh\u00f5es mais do que em 2010 e quase US$ 100.000 milh\u00f5es mais do que em 2009.<\/p>\n<p>O estadista dominicano Juan Bosch escrevera um livro em 1967, intitulado O Pentagonismo: substituto do imperialismo. Com tremenda clareza desenvolveu o modo como operava a forte diretriz do Pent\u00e1gono no sistema da tomada de decis\u00f5es na Casa Branca e a justifica\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica de suas interven\u00e7\u00f5es armadas. Tempos de releituras.<\/p>\n<p>Os primeiros movimentos da pol\u00edtica exterior norte-americana com a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (ALC) se caracterizaram por uma s\u00e9rie de atos amb\u00edguos e atitudes contrapostas. Dos coquetismos iniciais do presidente Obama com pa\u00edses como Cuba e Venezuela, a declara\u00e7\u00f5es agressivas da parte de funcion\u00e1rios de diversos n\u00edveis contra v\u00e1rios pa\u00edses considerados adversos aos EE.UU. As a\u00e7\u00f5es e discursos iniciais que mostravam alguma flexibilidade produziram mais de uma inquietude negativa na opini\u00e3o p\u00fablica estadunidense e o ataque dos setores mais conservadores n\u00e3o tardou muito em se manifestar e boa conta dele deram editoriais de imprensa e v\u00e1rios representantes do partido opositor.<\/p>\n<p>O subsecret\u00e1rio de Estado para Assuntos Hemisf\u00e9ricos, Arturo Valenzuela, disse em roda de imprensa, uma semana antes da tomada de posse do rec\u00e9m eleito Presidente do Uruguai: \u201cEsta viagem \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o de nossos esfor\u00e7os para envolver-nos com os pa\u00edses do hemisf\u00e9rio numa multiplicidade de assuntos\u201d.<\/p>\n<p>Na visita que realizara o vice-presidente Biden ao M\u00e9xico, enviara um sinal bem claro de que a administra\u00e7\u00e3o Obama daria prioridade \u00e0s rela\u00e7\u00f5es com a ALC.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es dadas nas Bahamas pelo atual secretario de defesa Robert Gates, a prop\u00f3sito da confer\u00eancia de seguran\u00e7a regional dos pa\u00edses da \u00f3rbita do Caribe, em princ\u00edpios de abril de 2010, ele dissera que se estava enviando um forte sinal de que \u201cos Estados Unidos est\u00e3o se reenvolvendo com esta regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Um claro exemplo da ofensiva pol\u00edtica e diplom\u00e1tica dos EE.UU na regi\u00e3o foi o recente epis\u00f3dio do golpe em Honduras. Como parte das contradi\u00e7\u00f5es inter-burguesas na condu\u00e7\u00e3o deste pa\u00eds, o derrotado presidente Mel Zelaya realizara alguns movimentos de alian\u00e7as com os pa\u00edses que formam a ALBA. Entre outras coisas, tamb\u00e9m realizara declara\u00e7\u00f5es em torno de suas inten\u00e7\u00f5es de converter a Base Soto Cano num aeroporto destinado totalmente para atividades civis, coisa que n\u00e3o agradou ao Pent\u00e1gono. Estes elementos fizeram supor \u00e0s fac\u00e7\u00f5es mais conservadoras de Honduras e aos analistas estadunidenses que se estava produzindo na regi\u00e3o um avan\u00e7o do comunismo na Am\u00e9rica Central. Uma vez produzido o golpe, a atitude estadunidense foi amb\u00edgua, contradit\u00f3ria e branda com o princ\u00edpio de apoio \u00e0 democracia liberal. Os funcion\u00e1rios que manifestaram a pol\u00edtica exterior dos Estados Unidos nesse tema se mostraram mais eficazes em reconhecer elei\u00e7\u00f5es que legitimavam o golpe do que em colaborar com o restabelecimento da democracia nesse pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com o tema Cuba a administra\u00e7\u00e3o Obama adotou uma pol\u00edtica de tens\u00e3o progressiva; num primeiro momento aplicou medidas como anula\u00e7\u00e3o de limites \u00e0 quantidade de viagens desde seu territ\u00f3rio e o envio de remessas \u00e0 ilha, por\u00e9m progressivamente tem de novo aumentado a press\u00e3o ao governo insular e n\u00e3o se avan\u00e7ou sobre o tema do bloqueio.<\/p>\n<p>As cont\u00ednuas visitas ao continente de funcion\u00e1rios da Secretaria de Estado ou do Pent\u00e1gono mostram parte dessa ofensiva: as visitas da Secret\u00e1ria de Estado, Hillary Clinton; do subsecret\u00e1rio de Estado dos EE.UU, James Steimberg; do subsecret\u00e1rio para Assuntos Pol\u00edticos, William Burns; do subsecret\u00e1rio de Estado para Assuntos Hemisf\u00e9ricos, Arturo Valenzuela; do Secret\u00e1rio de Defesa Robert Gates; e do chefe do Comando Sul, General Douglas Fraser.<\/p>\n<p>Entre os pa\u00edses que receberam funcion\u00e1rios da diplomacia e do Pent\u00e1gono se encontram Uruguai, Brasil, M\u00e9xico, Chile, Guatemala, Haiti, Costa Rica, Equador, Peru. Al\u00e9m das reuni\u00f5es com presidentes na Am\u00e9rica Central: \u00c1lvaro Colom, Porf\u00edrio Lobo, Mauricio Funes, Oscar Arias, Laura Chinchila, Leonel Fern\u00e1ndez. Enquanto mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es tensas com alguns pa\u00edses considerados adversos, com outros estreita rela\u00e7\u00f5es, como os casos de Col\u00f4mbia, Peru, Chile, Panam\u00e1, Honduras, M\u00e9xico.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o estadunidense tratou de moderar a postura do Brasil em rela\u00e7\u00e3o ao tema iraniano. O Presidente brasileiro, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, havia declarado na C\u00fapula da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, realizada no M\u00e9xico, que a comunidade internacional n\u00e3o devia isolar nenhum pa\u00eds em nome da paz mundial, referindo-se ao Ir\u00e3 e \u00e0 perspectiva de novas san\u00e7\u00f5es. A posi\u00e7\u00e3o do Brasil com respeito ao tema iraniano preocupa os Estados Unidos por duas raz\u00f5es fundamentais: a primeira \u00e9 porque eles avaliam que o colosso do sul tem grande influ\u00eancia na regi\u00e3o e pode ajudar a bloquear ou a moderar as posturas da Venezuela e Bol\u00edvia nas rela\u00e7\u00f5es com o Ir\u00e3: e a segunda, porque na atualidade o Brasil ocupa um dos postos rotativos no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU e ante a discuss\u00e3o de eventuais san\u00e7\u00f5es contra o Ir\u00e3 seu voto pode ser decisivo.<\/p>\n<p>A agenda militar<\/p>\n<p>A presen\u00e7a militar norte-americana na ALC \u00e9 ampla: abrange m\u00faltiplos aspectos e formas. Encontram-se na regi\u00e3o n\u00e3o menos de duas dezenas de bases militares sob seu controle ou com forte presen\u00e7a, opera\u00e7\u00f5es militares conjuntas, presen\u00e7a de pessoal de tropa ou contratados (mercen\u00e1rios?).<\/p>\n<p>O argumento mais recorrente que se utiliza por parte dos porta-vozes norte-americanos tem a ver com temas que deveriam concitar a aprova\u00e7\u00e3o universal nesses assuntos, tais como o combate ao terrorismo e a luta contra o tr\u00e1fico de drogas. Em outros casos, quando esses argumentos n\u00e3o parecem ser os mais adequados, emprega-se um roteiro cujas linhas assinalam que a presen\u00e7a militar norte-americana se deve a um convite do governo local ou simplesmente se trata de coopera\u00e7\u00e3o. Sendo certo que a presen\u00e7a militar norte-americana seja para deter esses terr\u00edveis flagelos, como n\u00e3o se avan\u00e7ou no controle das drogas il\u00edcitas? Ap\u00f3s anos de deten\u00e7\u00e3o e tortura de presos em Guant\u00e1namo, a invas\u00e3o e o desenvolvimento de guerras contra pa\u00edses sob o argumento da luta contra o terrorismo, a mesma se apresenta estancada. Que amea\u00e7a terrorista t\u00e3o poderosa existe na ALC, que demande uma presen\u00e7a militar t\u00e3o poderosa e extensa na regi\u00e3o?<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que a presen\u00e7a militar norte-americana tem outras inten\u00e7\u00f5es, al\u00e9m do tema das drogas e do terrorismo. Talvez a explica\u00e7\u00e3o esteja relacionada com outros elementos geoestrat\u00e9gicos da pol\u00edtica exterior norte-americana.<\/p>\n<p>Os intentos regionais de reduzir a influ\u00eancia norte-americana em mat\u00e9ria militar se desenvolveram atrav\u00e9s de duas vertentes, sendo uma: acordos militares intra-regionais, que sempre existiram, por\u00e9m com o acr\u00e9scimo contempor\u00e2neo de que os mesmos s\u00e3o adiantados por governos cujas identidades pol\u00edtico-ideol\u00f3gicas s\u00e3o de contesta\u00e7\u00e3o e at\u00e9 de recha\u00e7o; e a segunda: alian\u00e7a com outros pa\u00edses extra-regionais como provedoras de armamento.<\/p>\n<p>As bases militares<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia militar norte-americana ante a ALC n\u00e3o \u00e9 novidade. No documento Instala\u00e7\u00f5es Militares de Ultramar e na Lei de Revis\u00e3o de Estrutura de Distribui\u00e7\u00e3o de 2003 se criou a comiss\u00e3o sobre a revis\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es militares de ultramar e distribui\u00e7\u00e3o de estruturas dos EE.UU com o seguinte objetivo: 1) estudar as quest\u00f5es relativas \u00e0s instala\u00e7\u00f5es militares e sua distribui\u00e7\u00e3o no exterior; e 2) dar informe de resultados da revis\u00e3o ao Presidente e ao Congresso, incluindo uma proposta para uma estrat\u00e9gia de bases no exterior para satisfazer as necessidades atuais e futuras de miss\u00f5es do Departamento de Defesa.<\/p>\n<p>Partindo das orienta\u00e7\u00f5es de um memorando intitulado Presen\u00e7a Global Integrada e Estrat\u00e9gia Base, o Departamento de Defesa elaboraria uma estrat\u00e9gia a longo prazo sobre as bases no exterior. Nela se prev\u00eaem as decis\u00f5es sobre o fechamento das instala\u00e7\u00f5es no exterior, caso se justifiquem, tomando um conta os esfor\u00e7os em marcha.<\/p>\n<p>Isso se traduziu, na pr\u00e1tica, numa modifica\u00e7\u00e3o das dimens\u00f5es das bases norte-americanas na ALC. A implementa\u00e7\u00e3o inicial s\u00e3o as chamadas bases de localiza\u00e7\u00e3o cooperativa de seguran\u00e7a (Cooperative Security Location-CSL), que s\u00e3o centros instalados num pa\u00eds-anfitri\u00e3o, com presen\u00e7a permanente, pouca ou nenhuma dos EE.UU, os quais requerir\u00e3o manuten\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica, por contratados e\/ou apoio do pa\u00eds hospedeiro. Seu objetivo \u00e9 facilitar o acesso de conting\u00eancia e elas s\u00e3o um ponto focal das atividades de coopera\u00e7\u00e3o em seguran\u00e7a. Podem conter equipes. Estas s\u00e3o: de r\u00e1pido acesso para uso t\u00e1tico, ampli\u00e1veis para convert\u00ea-las num \u2018Forward Operating Site\u2019 (FOS), como posto avan\u00e7ado e de explora\u00e7\u00f5es. N\u00e3o t\u00eam um sistema de apoio para as fam\u00edlias dos efetivos militares.<\/p>\n<p>As bases de opera\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas (FOS) se localizam num pa\u00eds anfitri\u00e3o catalogado como s\u00edtio quente, com presen\u00e7a limitada de apoio militar dos EE.UU e, possivelmente, equipes militares pr\u00e9-localizadas. Pode alojar as for\u00e7as de rota\u00e7\u00e3o e ser um foco de forma\u00e7\u00e3o bilateral e regional. Estas bases est\u00e3o desenhadas para satisfazer as necessidades previstas e podem ser utilizadas por um per\u00edodo de tempo prolongado. S\u00e3o incumbidas de dar o apoio requerido \u00e0s bases principais de opera\u00e7\u00f5es (Main Operating Base-MOB).<\/p>\n<p>Uma base principal de opera\u00e7\u00f5es (main operating base, MOB) \u00e9 uma base estrat\u00e9gica permanente estabelecida num pa\u00eds-anfitri\u00e3o com for\u00e7as de combate estacionadas de maneira permanente, s\u00f3lida infra-estrutura, acesso estrat\u00e9gico, estruturas de comando e controle e servi\u00e7os de apoio familiar. As MOB servem como pontos de ancoragem para a transfer\u00eancia, forma\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e capacidade de apoio de FOS e CLS.<\/p>\n<p>A reengenharia da presen\u00e7a militar estadunidense tem implicado em passar de grandes bases a pequenas unidades militares (CLS). Na medida em que uma situa\u00e7\u00e3o v\u00e1 se complicando em termos de seguran\u00e7a, se vai recorrendo a mecanismos de amplia\u00e7\u00e3o, at\u00e9 convert\u00ea-las em verdadeiras bases (MOB) onde se hospedaria o pessoal militar, al\u00e9m de equipes de guerra mais pesada e presen\u00e7a permanente. \u00c9 a estrat\u00e9gia de flor de l\u00f3tus. Na medida em que a circunst\u00e2ncia o exija, v\u00e3o se ampliando a capacidade e as fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos casos da Col\u00f4mbia e do Panam\u00e1 se utilizou o mesmo discurso, no qual se sustenta que as bases, nas quais mant\u00eam presen\u00e7a militar os norte-americanos, s\u00e3o dos pa\u00edses anfitri\u00f5es e que sua presen\u00e7a \u00e9 pequena. Nisso h\u00e1 uma dose de verdade, por\u00e9m n\u00e3o toda a verdade. O que ocultam \u00e9 que esses conv\u00eanios de coopera\u00e7\u00e3o militar est\u00e3o sob a l\u00f3gica militar de escalamento das bases militares at\u00e9 convert\u00ea-las em verdadeiras bases, desta vez, totalmente controladas pelos norte-americanos: CLS&gt;FOS&gt;MOB.<\/p>\n<p>Por outra parte, esta nova reengenharia permite aos EE.UU descentralizarem sua presen\u00e7a militar no continente, por\u00e9m n\u00e3o elimin\u00e1-la, e assim tratar de minimizar as rejei\u00e7\u00f5es que suscitam as grandes bases.<\/p>\n<p>Bases militares norte-americanas na ALC<\/p>\n<p>Os Estados Unidos t\u00eam 865 assentamentos militares fora de seu territ\u00f3rio, dos quais entre 45 e 49 estariam na Am\u00e9rica Latina e Caribe ou em suas proximidades.<\/p>\n<p>&#8211; Col\u00f4mbia (10); trata-se de tr\u00eas bases da For\u00e7a A\u00e9rea: Malambo (norte), Palanquero (centro) e Apiay (leste); duas do Ex\u00e9rcito: em Tolemaida (centro) e Larandia (sul); e duas navais: Cartagena (norte, sobre o Atl\u00e2ntico) e M\u00e1laga (oeste, no Pac\u00edfico). A base a\u00e9rea de Palanquero tem uma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de grande import\u00e2ncia para os Estados Unidos. A partir desta base \u201cem torno da metade do continente pode ser coberta com um C-17 sem reabastecimento. Tendo subministra\u00e7\u00e3o adequada de combust\u00edvel no destino, um C-17 pode abarcar todo o continente, excetuando a regi\u00e3o de Cabo de Hornos no Chile e a Argentina.\u201d<\/p>\n<p>Arauca: esta instala\u00e7\u00e3o se utiliza para a vigil\u00e2ncia da infra-estrutura petrol\u00edfera, o que inclui o oleoduto Ca\u00f1o Lim\u00f3n-Cove\u00f1a. Lugar de treinamento para militares colombianos, esta\u00e7\u00e3o de monitoramento da zona fronteiri\u00e7a com a Venezuela.<\/p>\n<p>Forte Militar Larandia: serve como base de helic\u00f3pteros dos Estados Unidos. Possui uma pista de aterrissagem para bombardeiros B-52, uma capacidade operadora que ultrapassa o territ\u00f3rio colombiano e permite uma cobertura para ataques em quase todo o sul do continente.<\/p>\n<p>Base militar Tr\u00eas Esquinas: nesse lugar funciona a Rede de Radar de la Cuenca del Caribe (Caribbean Area Radar Program (CBRN) e o Centro Conjunto de Intelig\u00eancia. Serve, al\u00e9m disso, para opera\u00e7\u00f5es terrestres, helit\u00e1ticas e fluviais.Esta instala\u00e7\u00e3o \u00e9 receptora permanente de armamento, log\u00edstica e serve para o treinamento de tropas de combate.<\/p>\n<p>&#8211; El Salvador (1): Base Militar Comalapa. Esta base \u00e9 conhecida como uma FOL; \u00e9 uma base pequena que se utiliza para o monitoramento de sat\u00e9lites e para apoiar as bases grandes, com pessoal que tem acesso a portos, espa\u00e7os a\u00e9reos e instala\u00e7\u00f5es do governo. O acordo autoriza o ingresso de tropas estadunidenses, naves, aeronaves, transporte terrestre e armamentos.<\/p>\n<p>&#8211; Aruba (1): Base Militar Rainha Beatriz. Utilizada para o monitoramento de sat\u00e9lites e como apoio para o controle de vigil\u00e2ncia no Mar Caribe.<\/p>\n<p>&#8211; Cura\u00e7ao (1): Base Militar Hatos. Utilizada para o monitoramente de sat\u00e9lites e como apoio para o controle de vigil\u00e2ncia no Mar Caribe.<\/p>\n<p>&#8211; Panam\u00e1: Em fins do ano passado se dava como fato a instala\u00e7\u00e3o de duas bases. Estas seriam instaladas na Ba\u00eda Pi\u00f1a, na prov\u00edncia de Veraguas (300 kms. ao sudoeste da capital). Mencionou-se que o presidente Martinelli teria firmado um acordo com os Estados Unidos para a instala\u00e7\u00e3o de quatro bases. Al\u00e9m das duas j\u00e1 mencionadas, as restantes se localizariam uma na Ilha Chapera e outra em Rambala, prov\u00edncia de Bocas del Toro.<\/p>\n<p>&#8211; Porto Rico (14): Inclui uma ampla gama de instala\u00e7\u00f5es militares para diferentes fun\u00e7\u00f5es. Haveria umas 14 instala\u00e7\u00f5es militares, a partir das quais se desenrolam atividades de patrulhamento, treinamento, zona de tiro, esta\u00e7\u00f5es de radar. T\u00eam assento as for\u00e7as do ex\u00e9rcito, bem como navais, de avia\u00e7\u00e3o e guarda nacional.<\/p>\n<p>&#8211; Peru (3): em Iquitos funciona o Centro de Opera\u00e7\u00f5es Ribeirinhas. Administram-se cursos de adestramento a soldados peruanos. \u00c9, ademais, uma base de monitoramento com radar. A base de Chiclayo serve fundamentalmente para opera\u00e7\u00f5es a\u00e9reas. Pucalpa: funcionou a\u00ed a Escola de Sobreviv\u00eancia na selva e \u00e9 uma base a\u00e9rea utilizada por pessoal do Comando Sul e da DEA. \u00c9 uma base anti-narc\u00f3ticos. O governo dos Estados Unidos diz que estas bases pertencem \u00e0s for\u00e7as armadas peruanas, por\u00e9m foram constru\u00eddas e s\u00e3o utilizadas por soldados estadunidenses que operam na zona fluvial Nanay, na Amaz\u00f4nia peruana.<\/p>\n<p>&#8211; Cuba (1): Base naval de Guant\u00e1namo.<\/p>\n<p>&#8211; Paraguai (1): Base Marechal Estigarribia. Em maio de 2005 o governo dos EE.UU firmou um tratado com o Paraguai para instalar a base militar na cidade de Marechal Estigarribia, prov\u00edncia de Boquer\u00f3n, no chamado Chaco Paraguaio. Tem capacidade para alojar 20 mil soldados estadunidenses, uma enorme pista de aterrissagem e se encontra a 200 quil\u00f4metros da Argentina e da Bol\u00edvia e a 300 quil\u00f4metros do Brasil. Seu aeroporto \u00e9 maior que o de Assun\u00e7\u00e3o, a capital paraguaia. A base est\u00e1 estrategicamente localizada perto da tr\u00edplice fronteira Paraguai, Brasil, Argentina, e pr\u00f3xima ao Aq\u00fc\u00edfero Guarani, que \u00e9 a maior reserva de \u00e1gua doce do mundo. A partir dali tamb\u00e9m se vigia o Altiplano boliviano e a Venezuela.<\/p>\n<p>&#8211; Honduras (2); Base Soto Cano em Palmerola; usa-se como esta\u00e7\u00e3o de radar e proporciona apoio para treinamento e miss\u00f5es em helic\u00f3ptero, que monitoram os c\u00e9us e as \u00e1guas da regi\u00e3o e s\u00e3o chaves nas opera\u00e7\u00f5es militares. Base Naval no departamento norte-oriental de Gracias a Dios. Conta com um edif\u00edcio multifuncional e um centro de opera\u00e7\u00f5es que contribui para o aumento da capacidade de albergar mais pessoal e um cais para a ancoragem de lanchas de patrulhamento.<\/p>\n<p>&#8211; Ilhas Turkos e Caicos (1): Base de Opera\u00e7\u00f5es para o Apoio de Esfor\u00e7os Internacionais (OBAT).<\/p>\n<p>&#8211; Bahamas (1): Base de Opera\u00e7\u00f5es para Apoio de Esfor\u00e7os Internacionais (OBAT).<\/p>\n<p>&#8211; Ilha Ascens\u00e3o: embora n\u00e3o fa\u00e7a parte da ALC, encontra-se frente \u00e0s costas orientais do Brasil. \u00c9 uma esta\u00e7\u00e3o de seguimento de m\u00edsseis.<\/p>\n<p>&#8211; Costa Rica (2): Base Militar Lib\u00e9ria. Esta\u00e7\u00e3o de radar. O Subcomandante do Comando Sul do ex\u00e9rcito norte-americano Paul Trivelli informou tamb\u00e9m sobre a invers\u00e3o de 15 milh\u00f5es de d\u00f3lares numa base naval que j\u00e1 est\u00e1 sendo constru\u00edda na localidade de Caldera, da prov\u00edncia de Puntarenas.<\/p>\n<p>&#8211; Ant\u00edgua (1): base localizada pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Saint Johns.<\/p>\n<p>&#8211; Jamaica (1): esta\u00e7\u00e3o de radar e esta\u00e7\u00e3o da avia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Ilha Granada (1): esta\u00e7\u00e3o de radar.<\/p>\n<p>Os Estados unidos possuem bases militares nas ilhas Santa Cruz e Santo Tom\u00e1s, que, embora n\u00e3o formem parte da Am\u00e9rica Latina, est\u00e3o na regi\u00e3o caribenha.<\/p>\n<p>Foram reveladas 17 esta\u00e7\u00f5es de radares operadas por pessoal dos Estados Unidos. Na maioria dos casos, os pontos de radar encontram-se num pa\u00eds-anfitri\u00e3o. Um destacamento operacional t\u00edpico se comp\u00f5e de 36 a 45 pessoas. As bases conhecidas dessas esta\u00e7\u00f5es de radares s\u00e3o: na Col\u00f4mbia (6): Leticia (sudeste da Col\u00f4mbia); Marand\u00faa (leste, na fronteira com a Venezuela); Rohacha (noroeste, na costa do Caribe); San Andr\u00e9s (ao leste da Nicar\u00e1gua e no Mar Caribe); San Jos\u00e9 del Guaviare (sul do centro da Col\u00f4mbia); Tr\u00eas Esquinas (sudoeste, perto da fronteira do Equador). No Peru (3): Iquitos (no rio Amazonas, perto da fronteira com a Col\u00f4mbia); Andoas (norte do Peru, entre Col\u00f4mbia e Equador); Pucallpa (sobre o rio Ucayali, perto do Brasil). As restantes esta\u00e7\u00f5es de radar s\u00e3o m\u00f3veis ou est\u00e3o situadas em lugares secretos.<\/p>\n<p>De igual maneira, os Estados Unidos tem pretens\u00f5es de instalar futuramente quatro bases adicionais: uma em Alc\u00e2ntara, no Brasil. Rec\u00e9m obtiveram acordo em mat\u00e9ria militar com o governo de Lula, por\u00e9m sem instala\u00e7\u00f5es militares. Outra base seria na zona de Chapare, na Bol\u00edvia, onde a forte oposi\u00e7\u00e3o ao presidente Evo Morales torna dif\u00edcil, de imediato, que a mesma se concretize; mais uma em Tolhuin, na prov\u00edncia de Terra do Fogo, na Argentina; e a \u00faltima na zona conhecida como a tr\u00edplice fronteira, situada entre os limites do Brasil, da Argentina e do Paraguai.<\/p>\n<p>As localiza\u00e7\u00f5es das bases t\u00eam assinaladas \u00e1reas de cobertura. O raio de a\u00e7\u00e3o de algumas delas seria: Aruba-Cura\u00e7ao (para opera\u00e7\u00f5es no Caribe Oriental e na regi\u00e3o norte da Venezuela); Comalapa em El Salvador (para as opera\u00e7\u00f5es no Pac\u00edfico Oriental, no Caribe Ocidental e Am\u00e9rica Central). A base Soto Cano de Honduras, que prov\u00ea apoio e resposta mediante helic\u00f3pteros em miss\u00f5es do Comando Sul na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. As bases na Col\u00f4mbia, com capacidade de monitoramento e interven\u00e7\u00e3o com equipes e tropas, em toda a parte norte da Am\u00e9rica do Sul, em parte do Cone Sul e na Am\u00e9rica Central, al\u00e9m de outras tarefas encobertas: lutar contra os insurgentes colombianos; controlar os fluxos de petr\u00f3leo e minerais, os recursos em \u00e1gua doce e a biodiversidade. Por\u00e9m, desde o princ\u00edpio seus principais objetivos foram: vigiar a Venezuela e desestabilizar a revolu\u00e7\u00e3o bolivariana.<\/p>\n<p>Presen\u00e7a de tropas na ALC<\/p>\n<p>A terr\u00edvel trag\u00e9dia sofrida pelos irm\u00e3os haitianos foi um pretexto oportuno para que os EE.UU pusessem em solo haitiano uns 20.000 homens, pessoal de tropa da 82\u00aa Divis\u00e3o. Os mesmos tomaram o controle do principal porto e aeroporto de Porto Pr\u00edncipe e exerceram a\u00e7\u00f5es de controle \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o acabou sendo t\u00e3o escandalosa que v\u00e1rias chancelarias latino-americanas se pronunciaram sobre o fato e at\u00e9 o Secret\u00e1rio de Estado franc\u00eas para a Coopera\u00e7\u00e3o, Alain Joyandet declarou: \u201cTrata-se de ajudar o Haiti, e n\u00e3o de ocupar Haiti\u201d. Ante este fato h\u00e1 muitas perguntas: por que a presen\u00e7a de tantas tropas? N\u00e3o teria sido de mais ajuda colocar pessoal m\u00e9dico nessas mesmas propor\u00e7\u00f5es? Por que assumir o controle de aeroportos e portos sem contar com a anu\u00eancia da Minustah? Quem lhe outorgou essas fun\u00e7\u00f5es? Foi um exerc\u00edcio de ocupa\u00e7\u00e3o militar a um pa\u00eds da ALC?<\/p>\n<p>A reativa\u00e7\u00e3o da 4a Frota<\/p>\n<p>Em julho de 2008 a armada estadunidense reativou a IV. Frota que havia sido dissolvida em 1950, e come\u00e7ou a patrulhar os mares da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, respondendo \u00e0s ordens do Comando Sul dos Estados Unidos (o Southcom), cujas bases se encontram em Miami. A IV. Frota conta com o porta-avi\u00f5es nuclear George Washington, fragatas com m\u00edsseis, 120 avi\u00f5es, entre eles bombardeiros F-14, tanques, submarinhos nucleares e 12 navios d escolta (cruzeiros ou ca\u00e7a-torpedeiros).<\/p>\n<p>A reativa\u00e7\u00e3o da IV. Frota implicou em pronunciamentos de v\u00e1rios presidentes latino-americanos. Ao que um funcion\u00e1rio de Assuntos P\u00fablicos do Comando Sul replicou dizendo que esta frota concentrar\u00e1 seus esfor\u00e7os na luta contra o tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas e em prover ajuda humanit\u00e1ria e socorro em casos de desastres.<\/p>\n<p>Conclus\u00f5es<\/p>\n<p>A nova pol\u00edtica exterior norte-americana com respeito \u00e0 ALC se expressa no momento atual numa ofensiva pol\u00edtico-diplom\u00e1tica, por um lado, e militar, pelo outro. Trata-se de estreitar rela\u00e7\u00f5es com governos da regi\u00e3o catalogados como aliados, enquanto se hostiliza e se implementam t\u00e1ticas para o desgaste interno e externo de governos catalogados por eles como hostis. Paralelamente, desenvolve-se o componente militar sob a responsabilidade do Comando Sul, que inclui a obten\u00e7\u00e3o de acordos para instala\u00e7\u00e3o de bases com diferentes finalidades, como monitoramento por radar e sat\u00e9lite, postos de controle e supervis\u00e3o de \u00e1reas geogr\u00e1ficas, treinamento de tropas dos pa\u00edses anfitri\u00f5es, exerc\u00edcios militares conjuntos, etc. Esta nova ofensiva norte-americana ocorre num contexto em que o continente latino-americano experimenta governos discursivamente de esquerda ou progressistas.<\/p>\n<p>IHU OnLine \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o da Unisinos de S\u00e3o Leopoldo, RS<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.domtotal.com\/especiais\/detalhes.php?espId=776<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 de Benno Dischinger<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nPor IHU OnLine\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/937\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-937","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-f7","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=937"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/937\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}