{"id":9380,"date":"2015-09-22T09:51:33","date_gmt":"2015-09-22T12:51:33","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9380"},"modified":"2015-10-20T14:08:59","modified_gmt":"2015-10-20T17:08:59","slug":"exodo-sirio-e-crise-migratoria-na-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9380","title":{"rendered":"\u00caxodo s\u00edrio e \u201ccrise migrat\u00f3ria\u201d na Europa"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Refugiados-sirios-en-Boynuyogu_54170439822_53389389549_600_396-e1441671131118.jpg?w=747\" alt=\"\" \/>Por Atilio Boron \/ Resumen Latinoamericano \/ LaHaine \/ 7 de setembro de 2015 \u2013\u00a0Ante a intensifica\u00e7\u00e3o da denominada \u201ccrise migrat\u00f3ria\u201d surgiram vozes de governantes, pol\u00edticos e supostos especialistas no tema assegurando que este n\u00e3o era um problema europeu, mas africano ou, em todo caso, do Oriente M\u00e9dio. A estremecedora imagem do menino curdo-s\u00edrio <!--more-->jazendo inerte em uma Praia da Turquia depois de naufragar o barco em que junto de sua fam\u00edlia tentava chegar at\u00e9 a ilha de Kos, na Gr\u00e9cia, comoveu a opini\u00e3o p\u00fablica mundial e colocou em destaque o imenso drama humanit\u00e1rio que est\u00e1 se desenvolvendo no Mediterr\u00e2neo. N\u00e3o foi o primeiro que paga com sua vida a crise desatada pela desestabiliza\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds. A S\u00edria, infelizmente, converteu-se em alvo de sinistros c\u00e1lculos geopol\u00edticos dos EUA e de seus aliados que destru\u00edram um dos pa\u00edses mais pr\u00f3speros e est\u00e1veis da regi\u00e3o. Nesse mesmo barco morreram outros cinco, um deles seu irm\u00e3ozinho de cinco anos, al\u00e9m de sua m\u00e3e e um n\u00famero indeterminado de adultos. Se ampli\u00e1ssemos o foco da an\u00e1lise para abarcar com a torrente humana procedente da \u00c1frica Subsaariana, o n\u00famero de v\u00edtimas infantis seria esmagador, ainda que n\u00e3o exista registro fotogr\u00e1fico dele. Fica no ar a pergunta: por que se produz a crise? O que a dispara?<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, \u00e9 necess\u00e1rio um esclarecimento, porque a disputa pelo sentido \u00e9 crucial para apresentar corretamente os termos do problema. Apenas se fala, indistintamente, de uma \u201ccrise migrat\u00f3ria\u201d como se esta fosse um transit\u00f3rio desequil\u00edbrio no fluxo populacional entre a \u00c1frica Subsaariana, Oriente M\u00e9dio e Europa. Por\u00e9m, s\u00e3o migrantes ou refugiados? No caso dos s\u00edrios que fogem da devasta\u00e7\u00e3o semeada em seu pa\u00eds, n\u00e3o existe a menor d\u00favida de que se trata do segundo, e o mesmo cabe dizer dos l\u00edbios, que deixam seus lares ap\u00f3s a trag\u00e9dia iniciada pela criminosa decis\u00e3o de Washington e Bruxelas de empreender uma \u201cmudan\u00e7a de regime\u201d na L\u00edbia. O caso da \u00c1frica Subsaariana \u00e9 mais complexo, porque ali se misturam migrantes impulsionados pela fome e pela pobreza inescap\u00e1vel com setores, minorit\u00e1rios, que abandonam seus pa\u00edses por raz\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Agora bem: por que o infeliz menino da minoria curda na S\u00edria teve que deixar seu pa\u00eds? Porque, como diz\u00edamos mais acima, o plano estrat\u00e9gico de Washington no Oriente M\u00e9dio tinha como objetivo fundamental \u2013 por\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o mais, porque agora a Casa Branca tem outras prioridades na \u00e1rea! \u2013 provocar a queda da Rep\u00fablica Isl\u00e2mica no Ir\u00e3. Para isso, precisava destruir os apoios com que contava Teer\u00e3 em seu entorno imediato e entre os quais sobressa\u00eda a S\u00edria por sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, sua condi\u00e7\u00e3o de pa\u00eds lim\u00edtrofe com Israel e Turquia, sua popula\u00e7\u00e3o, sua economia e a prolongada estabilidade pol\u00edtica do regime imperante. Em consequ\u00eancia, a \u201cguerra civil\u201d na S\u00edria n\u00e3o \u00e9 tal, pois se trata de uma agress\u00e3o tramada de fora pelos EUA e seus parceiros europeus (igual como fizeram com a L\u00edbia poucos anos antes) e onde grupos de atrozes mercen\u00e1rios s\u00e3o exaltados como heroicos \u201ccombatentes pela liberdade\u201d, sendo respaldados pol\u00edtica e diplomaticamente enquanto cometem toda classe de desmandos. Deste buraco criado pelas democracias ocidentais e seus s\u00f3cios reacion\u00e1rios na regi\u00e3o brotou, incontrol\u00e1vel, o Estado Isl\u00e2mico, com luz verde para perpetrar horrendos crimes. [1] O resultado foi a entroniza\u00e7\u00e3o desse grupo terrorista em algumas regi\u00f5es da S\u00edria e Iraque, com sua intermin\u00e1vel sequela de decapita\u00e7\u00f5es, degolas e destrui\u00e7\u00e3o de vener\u00e1veis rel\u00edquias hist\u00f3ricas, consumidas nas chamas do fundamentalismo jihadista.<\/p>\n<p>Aylan Kurdi, tal \u00e9 o nome do menino afogado, pereceu porque teve que fugir do inferno em que Washington e os governos europeus converteram sua p\u00e1tria, apesar da heroica resist\u00eancia do povo curdo que soube colocar freio \u00e0 expans\u00e3o militar do EI em seus territ\u00f3rios. E morreu tamb\u00e9m porque as autoridades do Canad\u00e1 negaram tr\u00eas vezes a permiss\u00e3o para sua fam\u00edlia asilar-se no pa\u00eds. O Primeiro Ministro brit\u00e2nico, David Cameron, acaba de acusar Bashar Al Assad e o Estado Isl\u00e2mico de sua morte. Mente, porque sabe muito bem que o holocausto social da S\u00edria n\u00e3o \u00e9 um assunto dom\u00e9stico, mas responsabilidade direta e criminosa dos governos que formam o condom\u00ednio imperial, que em seu af\u00e3 por se posicionar mais favoravelmente no tabuleiro geopol\u00edtico mundial, n\u00e3o duvidam um instante em adotar pol\u00edticas que confundem sociedades e provocam destrui\u00e7\u00e3o e morte em seu caminho, precipitando assim a avalanche de refugiados que fogem para salvar suas vidas e a de seus familiares, com as consequ\u00eancias que todos lamentam.<\/p>\n<p>Tanto no caso da L\u00edbia como no mais atual da S\u00edria, a interven\u00e7\u00e3o imperialista foi precedida por uma cobertura midi\u00e1tica falaciosa que demonizou as figuras de Muammar El Kadaffi e Bashar al-Asad e deturpou a informa\u00e7\u00e3o originada no terreno para justificar ex ante\u00a0as cru\u00e9is t\u00e1ticas de desestabiliza\u00e7\u00e3o e caos social, econ\u00f4mico e pol\u00edtico requeridas para tornar poss\u00edvel a \u201cmudan\u00e7a de regime\u201d, frase am\u00e1vel que substitui a mais brutal de \u201csubvers\u00e3o da ordem constitucional vigente\u201d. Mentiras que, nos casos da L\u00edbia e S\u00edria, s\u00e3o an\u00e1logas \u00e0s proferidas quando antes da invas\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do Iraque a partir de Washington, Londres ou Paris, se denunciava a exist\u00eancia de armas de destrui\u00e7\u00e3o massiva nesse pobre pa\u00eds, quando todos sabiam que elas n\u00e3o existiam e que o \u00fanico pa\u00eds que as tinha nessa parte do mundo era Israel.<\/p>\n<p>Agora o problema dos refugiados na Europa adquiriu propor\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas desde fins da Segunda Guerra Mundial, e indigna comprovar a indiferen\u00e7a de alguns governos europeus ante essa crise, ou a estupidez das pol\u00edticas com as quais se pretende enfrentar a situa\u00e7\u00e3o. Por exemplo, estabelecer rid\u00edculas cotas migrat\u00f3rias ante o desastre gerado na S\u00edria e Iraque, para mencionar apenas os mais diretamente envolvidos na situa\u00e7\u00e3o atual, que t\u00eam uma popula\u00e7\u00e3o conjunta de uns 55 milh\u00f5es de habitantes. Ou o cinismo da Administra\u00e7\u00e3o Obama, que acentua as pol\u00edticas de desestabiliza\u00e7\u00e3o inerentes ao \u201cimp\u00e9rio do caos\u201d, segundo a feliz express\u00e3o de Pepe Escobar, porque, ao final, os refugiados n\u00e3o poder\u00e3o cruzar o Atl\u00e2ntico em seus fr\u00e1geis barcos e o problema dever\u00e1 permanecer na Europa. Atitude semelhante adota ao ati\u00e7ar a guerra civil na Ucr\u00e2nia: em \u00faltima inst\u00e2ncia, a batalha ser\u00e1 travada como as duas guerras mundiais no cen\u00e1rio europeu e a destrui\u00e7\u00e3o resultante beneficiar\u00e1 o apontamento da primazia global dos EUA ao enfraquecer, gra\u00e7as \u00e0 guerra, seus principais competidores.<\/p>\n<p>Ante as rid\u00edculas tentativas dos pa\u00edses europeus, ou da Uni\u00e3o Europeia, para \u201cregular\u201d o tsunami dos refugiados e os migrantes, sobretudo da \u00c1frica Subsaariana, conv\u00e9m recordar as clarividentes palavras de Jos\u00e9 Saramago: \u201cO deslocamento do sul para o norte \u00e9 inevit\u00e1vel; n\u00e3o ser\u00e3o alambrados, muros nem deporta\u00e7\u00f5es: vir\u00e3o aos milh\u00f5es. A Europa ser\u00e1 conquistada pelos famintos. Vem buscando o que deles roubamos. N\u00e3o existe retorno para eles porque procedem de uma fome de s\u00e9culos e vem rastreando o cheiro da comida. A divis\u00e3o est\u00e1 cada vez mais pr\u00f3xima. As trompetas come\u00e7aram a soar. O \u00f3dio est\u00e1 servido e necessitaremos de pol\u00edticos que saibam estar \u00e0 altura das circunst\u00e2ncias\u201d.<\/p>\n<p>A responsabilidade da Europa \u00e9 muito maior, mais vis\u00edvel e inocult\u00e1vel no caso da \u00c1frica Subsaariana. Porque, quem ocupou, colonizou e saqueou por s\u00e9culos o chamado \u201cContinente Negro\u201d se n\u00e3o as pot\u00eancias europeias? Quem organizou o tr\u00e1fico de escravos atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico se n\u00e3o os governos e as classes dominantes da Europa? N\u00e3o foram os africanos que saltaram sobre esta para saquear suas riquezas e escravizar suas popula\u00e7\u00f5es. Ocorreu exatamente o contr\u00e1rio. Quem imp\u00f4s seus interesses, perpetrou um etnoc\u00eddio cruel e arrasou, com formas tradicionais de organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica, a \u00c1frica? N\u00e3o foram por acaso os colonialistas europeus que repartiram esse continente, praticando uma pilhagem e redesenharam o mapa pol\u00edtico para inventar fronteiras artificiais que dividiam velhas sociedades, etnias ancestrais e na\u00e7\u00f5es, convertidas em fragmentos destro\u00e7ados, agora caprichosamente repartidos em diferentes \u201cpa\u00edses\u201d e semeando as bases de uma rivalidade que perdura at\u00e9 nossos dias? N\u00e3o foram eles que impuseram o ingl\u00eas, o franc\u00eas, o portugu\u00eas e outras l\u00ednguas europeias como as oficiais daquelas arbitr\u00e1rias criaturas pol\u00edticas? Onde mais poderiam ir esses antigos s\u00faditos europeus que a suas metr\u00f3poles de outrora, quando a crise deixa sem futuro milh\u00f5es de africanos?<\/p>\n<p>Ou os colonialistas de hoje acreditam que poder\u00e3o sair e n\u00e3o pagar a conta dos crimes e atrocidades cometidas por seus antepassados? Reclamam por acaso impunidade ou fingem desconhecer sua responsabilidade hist\u00f3rica? Para piorar, uma vez obtida a independ\u00eancia os tent\u00e1culos do neocolonialismo \u2013 refor\u00e7ado agora pelo protagonismo dos EUA \u2013 se fundiram com mais for\u00e7a, acelerando a decomposi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica dos territ\u00f3rios p\u00f3s-coloniais. De novo: onde mais poderiam ir para buscar um al\u00edvio a seus sofrimentos se n\u00e3o \u00e0 Europa? Como poderiam os governos europeus e seus mandat\u00e1rios dizer que a crise migrat\u00f3ria, que tantas mortes causou, \u00e9 \u201cum problema africano\u201d quando n\u00e3o \u00e9 outra coisa que o inexor\u00e1vel e demorado resultado de sua passada expans\u00e3o colonial?<\/p>\n<p>Como evoluir\u00e1 esta situa\u00e7\u00e3o? N\u00e3o \u00e9 exagerado afirmar que a torrente de refugiados superou todas as previs\u00f5es e nada autoriza a pensar que a situa\u00e7\u00e3o ir\u00e1 melhorar porque nem Washington nem Bruxelas arquivaram seus planos de derrotar o governo s\u00edrio, acabar com o Hezbollah no vizinho L\u00edbano e fechar o c\u00edrculo em torno do Ir\u00e3. O resultado desta macabra iniciativa s\u00f3 pode ser mais destrui\u00e7\u00e3o, morte e renovados contingentes de refugiados golpeando as portas da opulenta Europa. Os EUA est\u00e3o quase completamente isolados dessas dolorosas correntes de seres humanos que buscam uma vida minimamente digna, assim como a Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao fluxo migrat\u00f3rio que desde o M\u00e9xico, Am\u00e9rica Central e Caribe, se amontoa nas portas do imp\u00e9rio. A \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d a qual se inclina a pol\u00edtica dos EUA passa pelo refor\u00e7o dos controles fronteiri\u00e7os, as deporta\u00e7\u00f5es e a constru\u00e7\u00e3o do muro da fronteira com o M\u00e9xico. Os pa\u00edses europeus n\u00e3o gozam das vantagens estadunidenses pela porosidade de suas fronteiras, sua heterogeneidade estatal e a proximidade dos pa\u00edses origin\u00e1rios dos migrantes. Se o Ocidente acreditar firmemente em sua t\u00e3o apregoada doutrina dos direitos humanos teria que modificar radicalmente sua pol\u00edtica migrat\u00f3ria e assumir sua responsabilidade na crise atual.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, nem os EUA nem a Uni\u00e3o Europeia d\u00e3o mostras de levar a s\u00e9rio os direitos humanos, sendo a \u00fanica medida que aparece no horizonte europeu \u00e9 uma pol\u00edtica de maior controle migrat\u00f3rio, fechamento de fronteiras, expuls\u00e3o e deporta\u00e7\u00e3o de migrantes ilegais. O ocorrido com os caminh\u00f5es carregados de africanos mortos descobertos na \u00c1ustria ou a odisseia dos que tentam cruzar o Mediterr\u00e2neo demonstram os limites morais e pr\u00e1ticos de tais pol\u00edticas. Como recordava Jos\u00e9 Saramago, o projeto de parar esta avalanche humana construindo a \u201cFortaleza Europa\u201d (ou a \u201cFortaleza Americana\u201d) est\u00e1 condenado ao fracasso e n\u00e3o colocar\u00e1 fim a um \u00eaxodo cada vez maior, alimentado pelas iniquidades do capitalismo contempor\u00e2neo em sua proje\u00e7\u00e3o global e pelas estrat\u00e9gias norte-americanas de produzir uma \u201ctroca de regime\u201d, por vias violentas como as evidenciadas na S\u00edria e L\u00edbia, no Oriente M\u00e9dio e, tamb\u00e9m, n\u00e3o esque\u00e7amos, em alguns pa\u00edses latino-americanos. Ante este quadro, o \u00fanico sensato seria construir uma nova ordem econ\u00f4mica internacional que fa\u00e7a poss\u00edvel bem-estar desses povos e que permita acessar a uma vida digna dentro de seus respectivos pa\u00edses. Por\u00e9m, o capitalismo \u00e9 um sistema esencial e incorrigivelmente irracional e al\u00e9m disso nada indica que a sensatez seja um atributo de seus c\u00edrculos dirigentes a ambos lados do Atl\u00e2ntico. O que fizeram com a Gr\u00e9cia \u00e9 uma prova rotunda de que o \u00fanico que importa \u00e9 garantir a taxa de lucro de suas transnacionais. Assim, a \u00fanica coisa que cabe esperar \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o das migra\u00e7\u00f5es subsaarianas, o \u00eaxodo s\u00edrio e novas trag\u00e9dias como a do menino Aylan.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2015\/09\/07\/exodo-sirio-y-crisis-migratoria-en-europa\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Atilio Boron \/ Resumen Latinoamericano \/ LaHaine \/ 7 de setembro de 2015 \u2013\u00a0Ante a intensifica\u00e7\u00e3o da denominada \u201ccrise migrat\u00f3ria\u201d surgiram vozes \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9380\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-9380","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2ri","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9380\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}