{"id":9415,"date":"2015-09-25T13:04:33","date_gmt":"2015-09-25T16:04:33","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9415"},"modified":"2015-10-22T22:10:06","modified_gmt":"2015-10-23T01:10:06","slug":"pcb-refundado-em-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9415","title":{"rendered":"COL\u00d4MBIA-VENEZUELA: Sete pontos chaves para entender os sete pontos de Quito"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/images12.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Por William Castillo \/ Resumen Latinoamericano\/QUESTION \/ 23 de setembro de 2015 \u2013\u00a0Os conceitos vertidos nesta se\u00e7\u00e3o n\u00e3o refletem necessariamente a linha editorial da Nodal. Consideramos importante que sejam conhecidos porque contribuem para constru\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o integral da regi\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p>1.- Retorno imediato de Embaixadores.<\/p>\n<p>Nenhuma inten\u00e7\u00e3o de di\u00e1logo seria cr\u00edvel se os embaixadores da Venezuela e da Col\u00f4mbia permanecessem em seus respectivos pa\u00edses. \u00c9 uma medida concreta e l\u00f3gica, que restabelece o canal diplom\u00e1tico regular e a natural para avan\u00e7ar na agenda bilateral dos complexos temas pendentes.<\/p>\n<p>2.- Realizar uma investiga\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o da fronteira.<\/p>\n<p>Antes de tudo, cabe se perguntar o que cada parte quer investigar. E o que deveria ser investigado? Para a Col\u00f4mbia, deve ser investigado o ocorrido com a suposta (e nunca demonstrada) viola\u00e7\u00e3o aos direitos humanos dos colombianos deportados, eixo sobre o qual Santos montou seu discurso midi\u00e1tico de \u201cprotesto indignado\u201d. Para a\u00a0Venezuela, \u00e9 muito, muito profundo o que deve ser investigado: a exporta\u00e7\u00e3o pelo pa\u00eds vizinho do modelo criminoso do paramilitarismo (que na Col\u00f4mbia \u00e9 chamado as bandas criminosas \u2013 Bacrim), a legaliza\u00e7\u00e3o colombiana do contrabando de combust\u00edvel e alimentos da\u00a0Venezuela; o \u00eaxodo massivo de cidad\u00e3os colombianos empurrados pela pobreza e pelo abandono do modelo neoliberal colombiano; a penetra\u00e7\u00e3o do narcotr\u00e1fico, que declarou guerra \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana e se apropriou de um sistema financeiro que manipula o c\u00e2mbio para utiliz\u00e1-lo como coordenada para o contrabando espoliador. Assim, n\u00e3o existe Comiss\u00e3o da Verdade, como quis a Venezuela. Ter\u00e1 que esperar como se concretiza no cara a cara entre os dois pa\u00edses esta investiga\u00e7\u00e3o que dever\u00e1 ter \u2013 de alguma forma \u2013 uma relevante participa\u00e7\u00e3o internacional capaz de dar credibilidade.<\/p>\n<p>3.- Reunir os ministros para tratar os temas sens\u00edveis na fronteira.<\/p>\n<p>Boa decis\u00e3o que concretiza o in\u00edcio do di\u00e1logo em 48 horas. Acontecer\u00e1? N\u00e3o vejo a Col\u00f4mbia derrubando os decretos nacionais e as ordens municipais que legalizam o contrabando de combust\u00edveis ou autorizam a manipula\u00e7\u00e3o cambial na fronteira, por exemplo. A Col\u00f4mbia permitir\u00e1 que a PDVSA instale esta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os ou venda de gasolina diretamente \u00e0s esta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o no norte de Santander e Guajira? Que medidas adotar\u00e1 a Venezuela quanto ao tr\u00e2nsito pesado que destr\u00f3i nossas vias? O Estado colombiano far\u00e1 presen\u00e7a, por fim, na fronteira e desmontar\u00e1 a economia paramilitarizada que atua como uma sanguessuga violenta sobre a Venezuela? Que far\u00e1 Santos com as Bacrim e demais criminosos \u201cdesmobilizados\u201d de Uribe?<\/p>\n<p>4.- Progressiva normaliza\u00e7\u00e3o da fronteira.<\/p>\n<p>Aqui novamente cabe o jogo das interpreta\u00e7\u00f5es. O que significa \u201cnormalizar a fronteira\u201d? Depende. Para a Col\u00f4mbia, \u00e9 abrir a fronteira novamente e voltar ao status quo anterior a 19 de agosto. Ou seja, retornar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o que provocou o fechamento. Com livre acesso de contrabandistas, m\u00e1fias de \u201cbachaqueros\u201d e criminosos para a Venezuela, junto do povo colombiano pobre que vem buscar um futuro melhor. Algo inaceit\u00e1vel para a Venezuela. Para nosso pa\u00eds, a situa\u00e7\u00e3o ainda com o Estado de Exce\u00e7\u00e3o, hoje em dia est\u00e1 \u201cmais normal\u201d que antes do fechamento. O Presidente Maduro foi muito claro: a Venezuela prop\u00f5e uma \u201cnova fronteira de paz\u201d, n\u00e3o vai retornar \u00e0 ca\u00f3tica e amea\u00e7adora situa\u00e7\u00e3o do passado recente. A Col\u00f4mbia deseja ansiosamente a mesma fronteira de sempre, com mudan\u00e7as cosm\u00e9ticas e gestos diplom\u00e1ticos. O modelo\u00a0colombiano se baseia em excluir os pobres e empurr\u00e1-los \u00e0 fronteira, e que se virem como bem puderem. S\u00f3 assim podem sustentar as \u201czonas rosa\u201d e os privil\u00e9gios de Bogot\u00e1. Amanhecer\u00e1 e veremos.<\/p>\n<p>5.- Coexist\u00eancia dos modelos sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos de cada pa\u00eds. Proposta essencial para a Venezuela, amea\u00e7ada hoje de leste a oeste. N\u00e3o se aceita o termo \u201cconviv\u00eancia\u201d proposto pelo Presidente Maduro, por\u00e9m se reconhece a exist\u00eancia (e necessidade de coexist\u00eancia) de dois modelos. Dois modelos, por certo, que n\u00e3o s\u00e3o somente diferentes, mas diametralmente opostos um ao outro. Dois projetos radicalmente antag\u00f4nicos por sua concep\u00e7\u00e3o e seus objetivos hist\u00f3ricos. A oligarquia colombiana prop\u00f5e reposicionar a Col\u00f4mbia como prato de segunda mesa no mapa da descarada e militarizada globaliza\u00e7\u00e3o. A Venezuela constr\u00f3i, ainda que tateando, uma experi\u00eancia de justi\u00e7a social e econ\u00f4mica. \u00c9 o coletivo versus o privado. O mundo das elites contra a esperan\u00e7a dos humildes. Os privil\u00e9gios contra a solidariedade. Para diz\u00ea-lo em chave bolivariana, \u00e9 Santander contra Bol\u00edvar. Ou na Col\u00f4mbia, \u00e9 a oligarquia contra Gait\u00e1n.<\/p>\n<p>Como nas rela\u00e7\u00f5es pessoais, para conviver faz falta o acordo dos dois, por\u00e9m \u2013 para se separar \u2013 basta que um s\u00f3 queira. Se a Col\u00f4mbia n\u00e3o est\u00e1 disposta a respeitar o projeto bolivariano. Se Bogot\u00e1 continua sendo ninho de conspira\u00e7\u00f5es, adotando a mais retr\u00f3grada e violenta direita venezuelana, e permitindo a instala\u00e7\u00e3o de uma para-economia na fronteira. Se continua desempenhando o papel geopol\u00edtico decidido por Washington atrav\u00e9s de Uribe: \u201cPara acabar com a Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana \u00e9 preciso ocupar militarmente a Col\u00f4mbia\u201d. Se a oligarquia bogotana continua nos vendo como uma pavorosa amea\u00e7a por nossos avan\u00e7os sociais e nosso sonho de justi\u00e7a, continuar\u00e1 jogando, sorrateiramente, na destrui\u00e7\u00e3o do vizinho. Nada faz pensar que isso vai mudar nem sequer uma v\u00edrgula. Com fronteira fechada ou com fronteira aberta.<\/p>\n<p>6.- Fazer um chamado ao esp\u00edrito de irmandade e unidade, propiciando um clima de m\u00fatuo respeito e conviv\u00eancia. Diplomacia. Diplomacia.\u00a0Diplomacia. N\u00e3o \u00e9 o mais importante, mas faz falta, sem d\u00favida. E muito.<\/p>\n<p>7.- Continuar trabalhando com o acompanhamento do Equador e do Uruguai. B\u00e1sico. Vital. Este di\u00e1logo ser\u00e1 sustentado \u2013 e avan\u00e7ar\u00e1 ainda com obst\u00e1culos e dificuldades \u2013 apenas se a regi\u00e3o for acompanhada. Nesse sentido, Quito e os instrumentos projetados e criados pelo g\u00eanio Ch\u00e1vez, a UNASUL e a CELAC, demonstram novamente a artificial utilidade da OEA, o caduco discurso intervencionista da Uni\u00e3o Europeia e propicia uma nova derrota pol\u00edtica \u00e0 pol\u00edcia do mundo. Em Quito, no centro do mundo, a Am\u00e9rica Latina marcou um gol pela paz. Mais tarde, se ver\u00e1 se foi suficiente. Ainda resta muita partida por\u00a0jogar.<\/p>\n<p>Fonte original: Questi\u00f3n<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2015\/09\/23\/colombia-venezuela-siete-claves-para-entender-los-siete-puntos-de-quito\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por William Castillo \/ Resumen Latinoamericano\/QUESTION \/ 23 de setembro de 2015 \u2013\u00a0Os conceitos vertidos nesta se\u00e7\u00e3o n\u00e3o refletem necessariamente a linha editorial \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9415\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34,45],"tags":[],"class_list":["post-9415","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia","category-c54-venezuela"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2rR","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9415"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9415\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}