{"id":9453,"date":"2015-09-29T13:55:27","date_gmt":"2015-09-29T16:55:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9453"},"modified":"2015-10-22T22:16:29","modified_gmt":"2015-10-23T01:16:29","slug":"um-ano-de-ayotzinapa-o-terror-como-instrumento-de-acao-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9453","title":{"rendered":"Um ano de Ayotzinapa: o terror como instrumento de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"300\" width=\"570\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/Ayotzi-1-570x300.jpg?resize=570%2C300\" alt=\"imagem\" \/>Mercedes Meineri (Textos e fotos)\/Resumen Latinoamericano\/Marcha &#8211; Neste s\u00e1bado, fez um ano do sequestro e do desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa. 365 dias, 13 luas, 12 meses e milh\u00f5es de passos que caminham em busca da verdade, exigindo do governo de Enrique Pe\u00f1a Nieto uma resposta contundente.<!--more--><\/p>\n<p>Na noite de 26 de setembro de 2014, policiais de Iguala e Cocula, sob a responsabilidade do prefeito Jos\u00e9 Luis Abarca Vel\u00e1zquez, abriram fogo contra um grupo de estudantes da Normal Rural \u201cIsidro Burgos\u201d, do estado de Guerrero, que se preparavam para assistir a uma manifesta\u00e7\u00e3o em mem\u00f3ria do Massacre de Tlatelolco, ocorrido em 2 de outubro de 1968. O saldo: seis mortos, dezenas de feridos e 43 estudantes desaparecidos.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o oficial, denominada paradoxalmente como \u201cverdade hist\u00f3rica\u201d pela Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, acusa o cartel Guerreros Unidos de t\u00ea-los levado e incinerado em um lix\u00e3o de Cocula. No entanto, o Grupo Interdisciplinar de Especialistas Independentes (GIEI), que realizou uma exaustiva investiga\u00e7\u00e3o independente, entregou um informe no come\u00e7o deste m\u00eas, onde detalha uma serie de fatos chaves que aumentam as contradi\u00e7\u00f5es da vers\u00e3o oficial e apontam dados fundamentais para o esclarecimento do caso.<\/p>\n<p>A equipe de especialistas, criada pela Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), assegura que o Ex\u00e9rcito e a Pol\u00edcia Federal participaram do operativo, que n\u00e3o existe evid\u00eancia cient\u00edfica que possa sustentar a vers\u00e3o oficial de que os estudantes tenham sido incinerados e denuncia a neglig\u00eancia na manipula\u00e7\u00e3o de evid\u00eancia forense, no processo de investiga\u00e7\u00e3o e na busca dos estudantes.<\/p>\n<p>Ao longo do processo de investiga\u00e7\u00e3o foram realizados dezenas de rastreamentos em terrenos onde existiam ind\u00edcios que apontavam a possibilidade de encontrar os corpos dos estudantes. Foram descobertas mais de 70 fossas comuns com os restos de centenas de pessoas, que em sua maioria ainda n\u00e3o foram identificadas. Dentro dos corpos que foram reconhecidos, se identificaram dois dos estudantes.<\/p>\n<p>No ano que transcorreu, mais de 100 pessoas foram presas com rela\u00e7\u00e3o aos desaparecimentos dos estudantes, dos quais aproximadamente a metade s\u00e3o policiais e a outra metade supostos membros de grupos criminosos. Dos detidos, nenhum \u00e9 acusado especificamente pelo crime de desaparecimento for\u00e7ado e ainda n\u00e3o existe nenhuma senten\u00e7a.<\/p>\n<p>Ayotzinapa, crime de Estado<\/p>\n<p>Os n\u00fameros da trag\u00e9dia humanit\u00e1ria que vive o M\u00e9xico evidenciam que Ayotzinapa n\u00e3o \u00e9 um caso isolado: mais de 22 mil e 610 pessoas desapareceram nos \u00faltimos nove anos, 150 mil mortas, um milh\u00e3o de deslocados. Isto segundo n\u00fameros oficiais.<\/p>\n<p>Ayotzinapa \u00e9 a ponta do iceberg. O desaparecimento dos estudantes \u00e9 a mostra de que o M\u00e9xico est\u00e1 vivendo uma grav\u00edssima crise em mat\u00e9ria de direitos humanos. Longe de serem \u201cexcessos\u201d de grupos fora de controle, pr\u00e1ticas sistematizadas como o desaparecimento for\u00e7ado, a tortura e o assassinato resultam instrumentos de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que pretendem disciplinar atrav\u00e9s do terror. E ent\u00e3o os limites entre a l\u00f3gica racional do poder institu\u00eddo e a do narco se confundem.<\/p>\n<p>Um ano ap\u00f3s aquela noite que comoveu a sociedade mexicana e mobilizou tanta gente ao longo do mundo, em centenas de manifesta\u00e7\u00f5es, atividades, concentra\u00e7\u00f5es, atos e caravanas, reclamando a apresenta\u00e7\u00e3o com vida dos estudantes desaparecidos, exigindo justi\u00e7a e uma resposta seria sobre o caso, o grito volta a se multiplicar: Ayotzinapa d\u00f3i porque os desaparecidos fazem falta a todos n\u00f3s! Vivos os levaram; Vivos os queremos!<\/p>\n<p>Para ver a galeria de fotos:\u00a0http:\/\/www.marcha.org.ar\/gallery\/13-lunas-12-meses-y-millones-de-pasos\/<br \/>\nFonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2015\/09\/25\/un-ano-de-ayotzinapa-el-terror-como-instrumento-de-accion-politica\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mercedes Meineri (Textos e fotos)\/Resumen Latinoamericano\/Marcha &#8211; Neste s\u00e1bado, fez um ano do sequestro e do desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa. 365 \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9453\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[90],"tags":[],"class_list":["post-9453","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c103-mexico"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2st","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9453"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9453\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}