{"id":963,"date":"2010-11-09T16:47:55","date_gmt":"2010-11-09T16:47:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=963"},"modified":"2010-11-09T16:47:55","modified_gmt":"2010-11-09T16:47:55","slug":"um-novo-passo-completar-a-tarefa-estabelecida-ha-16-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/963","title":{"rendered":"Um novo passo, completar a tarefa estabelecida h\u00e1 16 anos."},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Luta e organiza\u00e7\u00e3o classista, movimento anticapitalista, antimonopolista e anti-imperialista, internacionalismo prolet\u00e1rio, derrocada do capitalismo, Revolu\u00e7\u00e3o Socialista: Partido Comunista do M\u00e9xico<\/strong><\/p>\n<p>Nos duros anos da contrarrevolu\u00e7\u00e3o e do <em>fim da hist\u00f3ria<\/em>, que significaram a derrocada da URSS e o retrocesso temporal do socialismo no final do S\u00e9culo XX; na adversidade, a contracorrente e armados somente dos princ\u00edpios, iniciamos h\u00e1 16 anos os trabalhos para a constru\u00e7\u00e3o do partido comunista, do partido da classe oper\u00e1ria, marxista-leninista.<\/p>\n<p>Em momentos de grande confus\u00e3o, retrocesso e claudica\u00e7\u00e3o, o que nos animou foi a concep\u00e7\u00e3o materialista do mundo e da vida, que encontra na luta de classes o motor que faz avan\u00e7ar a Hist\u00f3ria. O materialismo hist\u00f3rico coloca o antagonismo insol\u00favel entre capital e trabalho no modo de produ\u00e7\u00e3o atual e situa nossa \u00e9poca &#8211; inaugurada pela Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro &#8211; como a do imperialismo e das revolu\u00e7\u00f5es prolet\u00e1rias, a \u00e9poca da transi\u00e7\u00e3o ao socialismo-comunismo.<\/p>\n<p>Nestes anos dif\u00edceis e tr\u00e1gicos &#8211; pela confus\u00e3o ideol\u00f3gica, pelos renegados e desertores, pela incapacidade de oferecer respostas coerentes e articuladas \u00e0 ofensiva do capital &#8211; a teoria e a pratica ratificaram, em fun\u00e7\u00e3o do gigantesco trabalho te\u00f3rico de Karl Marx e Friederich Engels para desentranhar a sociedade, o papel central do proletariado \u2013 a classe oper\u00e1ria, os assalariados, ou seja, o conjunto dos trabalhadores da cidade e do campo, manuais e intelectuais, homens e mulheres, independentemente de sua idade. A classe oper\u00e1ria tem um papel central no desenvolvimento da sociedade, devido a sua fun\u00e7\u00e3o vital como produtora de todos os valores; sua for\u00e7a de trabalho \u00e9 a geradora da mais-valia, o \u201cs\u00f3rdido segredo\u201d sobre o qual se erige o capitalismo, hoje na sua fase monopolista, o imperialismo. A classe oper\u00e1ria, a classe dos prolet\u00e1rios, \u00e9 chamada, entre todos os oprimidos, classes e camadas exploradas, a enterrar para sempre, n\u00e3o s\u00f3 a domina\u00e7\u00e3o capitalista, mas toda forma de explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem.<\/p>\n<p>Diferentemente das revolu\u00e7\u00f5es sociais anteriores, a revolu\u00e7\u00e3o dirigida pelo proletariado n\u00e3o significa substituir uma forma de explora\u00e7\u00e3o por outra, mas de aboli-las, todas, de uma vez e para sempre. A domina\u00e7\u00e3o de classe, que significa a Ditadura do Proletariado ser\u00e1 transit\u00f3ria, ferrenha, para sufocar o inimigo de classe que tentar\u00e1 recuperar seus privil\u00e9gios. Mais ainda como tem demonstrado a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, uma verdadeira liberdade e democracia para os povos, as massas de prolet\u00e1rios, de trabalhadores, porque ser\u00e1 seu poder, o poder oper\u00e1rio, o poder popular.<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel chegar \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o social, \u00e0 verdadeira liberdade, justi\u00e7a e democracia, sem a emancipa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da classe, por isso a derrocada deste modo de produ\u00e7\u00e3o baseado na propriedade privada dos meios de produ\u00e7\u00e3o e da mudan\u00e7a est\u00e1 no centro de uma transforma\u00e7\u00e3o profunda e radical. A luta pelo poder \u00e9 para a classe oper\u00e1ria e os oprimidos uma necessidade, e ao mesmo tempo este \u00e9 um novo tipo de poder.<\/p>\n<p>Conscientes deste papel, confirmamos e defendemos a tese de Vladimir Ilich L\u00eanin que, para a classe oper\u00e1ria, a consci\u00eancia de seus interesses superiores \u00e9, em princ\u00edpio, exterior a seu movimento, j\u00e1 que na sua luta, este s\u00f3 produz uma forma de consci\u00eancia economicista. Por esta raz\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio um agente exterior que introduza a forma superior da consci\u00eancia, a consci\u00eancia de classe. Um agente que consiga conectar a luta cotidiana do trabalhador com seus objetivos pol\u00edticos, que torne concreta a passagem \u201cde classe em si, em classe para si\u201d e que funda o movimento oper\u00e1rio com as id\u00e9ias do socialismo cient\u00edfico. O novo tipo de partido, o partido comunista, \u00e9 a express\u00e3o mais clara desta consci\u00eancia. Um partido com unidade ideol\u00f3gica, unidade org\u00e2nica e unidade program\u00e1tica; uma organiza\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es com elevada consci\u00eancia de seus militantes; disciplina e abnega\u00e7\u00e3o na luta, la\u00e7os de solidariedade e fraternidade; vinculo permanente com a classe oper\u00e1ria e com os trabalhadores. Agora, mais do que nunca, continua vigente a necessidade de uma verdadeira organiza\u00e7\u00e3o de vanguarda entre a classe trabalhadora, que lute ombro a ombro ao lado do trabalhador, que desfralde as demandas do proletariado e a necessidade do socialismo.<\/p>\n<p>Esse partido come\u00e7ou a ser constru\u00eddo no M\u00e9xico, em 1919 quando foi organizado, inspirado na Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1917 dirigida pelo Partido Bolchevique, a Se\u00e7\u00e3o Mexicana da Internacional Comunista. Embora, tenha sido em meados do S\u00e9culo XIX, quando a nascente classe trabalhadora come\u00e7ou a ter contato com as id\u00e9ias do marxismo e o socialismo, foi somente em 1919 que se organizou um destacamento est\u00e1vel e de vanguarda na luta econ\u00f4mica, pol\u00edtica e ideol\u00f3gica pela emancipa\u00e7\u00e3o dos explorados.<\/p>\n<p>O trabalho pol\u00edtico dos comunistas come\u00e7ou a render frutos, pois foi formado um n\u00famero maior de quadros, foi criado um sindicalismo independente e de classe, uma imprensa classista e revolucion\u00e1ria: <em>El Machete<\/em>. O desenvolvimento do partido pol\u00edtico da classe oper\u00e1ria teve uma crescente influ\u00eancia ideol\u00f3gica e pol\u00edtica entre a classe oper\u00e1ria e os camponeses, assim como um prest\u00edgio crescente entre os intelectuais e artistas, muitos dos quais ingressaram nas filas comunistas, entre eles o grande muralista David Alfaro Siqueiros.<\/p>\n<p>No entanto, o desenvolvimento do partido foi submetido a duas press\u00f5es ideol\u00f3gicas que com o tempo foram prejudiciais. Por um lado, havia a denominada \u201cideologia da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana\u201d constitu\u00edda pelas id\u00e9ias dominantes da nova classe que conquistou o poder estatal com a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico-burguesa que teve in\u00edcio em 1910, mesmo que por press\u00e3o das for\u00e7as mais radicais e avan\u00e7adas, neste caso o zapatismo e o villismo, tenha inscrito transitoriamente demandas avan\u00e7adas na Constitui\u00e7\u00e3o de 1917, as quais, com o passar dos anos trairia e anularia pela via dos fatos e da contra-reforma constitucional. Por outro lado, havia o browderismo, corrente reformista e revisionista que surgiu no seio da Internacional Comunista, a Comintern, como um desvio de direita. Sob tais press\u00f5es aconteceu, no geral, a perda de independ\u00eancia e a\u00e7\u00e3o militante no movimento oper\u00e1rio e nos seus principais instrumentos unit\u00e1rios. A \u201cideologia da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana\u201d engendrou o fen\u00f4meno do \u201ccharrismo sindical\u201d. O charrismo sindical se caracteriza pela alian\u00e7a das organiza\u00e7\u00f5es sindicais com o Estado burgu\u00eas, sob uma premissa oportunista que diz que o Estado surgido da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana era um \u00e1rbitro acima das rela\u00e7\u00f5es oper\u00e1rio-patronais, acima do conflito de classe. Trata-se de uma premissa oportunista, porque para o marxismo-leninismo o Estado \u00e9 uma m\u00e1quina de domina\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o a servi\u00e7o da classe dominante, e seu car\u00e1ter, de forma alguma \u00e9 neutro, pois tem precisamente um car\u00e1ter de ditadura de classe, e usa uma fachada democr\u00e1tica ou despoja-se dela se assim conv\u00e9m a seus interesses.<\/p>\n<p>Por outro lado, com o browderismo foi ganhando for\u00e7a a id\u00e9ia da ren\u00fancia \u00e0 a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, para exerc\u00ea-la principalmente atrav\u00e9s das frentes, ou partidos-frente, pluriclassistas e com a concep\u00e7\u00e3o de que a chamada \u201cburguesia nacional\u201d tinha um papel progressista e condutor de tais processos. Assim, envoltos nos preceitos de Earl Browder, os comunistas s\u00f3 cumpriam o papel de clubes ideol\u00f3gicos, renunciando a disputar a hegemonia do processo de luta e \u00e0 vanguarda da classe. A consigna levantada naqueles anos expressa claramente a confus\u00e3o existente: \u201cUnidade nacional!\u201d. Esta consigna apresenta de maneira confusa o processo de concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o capitalista que sofreu o M\u00e9xico durante essa \u00e9poca, como um caminho para a independ\u00eancia e o socialismo. Esta confus\u00e3o conduziu aos pactos oper\u00e1rio-industriais e \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria e dos comunistas aos interesses de classe da burguesia.<\/p>\n<p>Quando o movimento comunista internacional questionou tais concep\u00e7\u00f5es e as combateu frontalmente, o partido no M\u00e9xico tamb\u00e9m o fez, mas s\u00f3 de maneira formal e sem levar este combate \u00e0 frente ideol\u00f3gica contra as correntes oportunistas que, na periferia do partido, sustentavam e praticavam estas equivocadas concep\u00e7\u00f5es. A crise que se abriu com tais pol\u00edticas se prolongou durante d\u00e9cadas e o desvio de direita n\u00e3o s\u00f3 se manteve latente, como encontrou no desenrolar ideol\u00f3gico, derivado do policentrismo, uma justificativa para a teoria das chamadas \u201cvias nacionais ao socialismo\u201d e a \u201ctransi\u00e7\u00e3o pac\u00edfica ao socialismo\u201d. Estas posturas, no caso de nosso pa\u00eds, podem ser resumidas na prioridade que se deu nesses anos \u00e0 alian\u00e7a com as chamadas \u201cfor\u00e7as democr\u00e1ticas e progressistas\u201d, ou seja, com a \u201cburguesia nacional\u201d.<\/p>\n<p>O estudo profundo de tal teoriza\u00e7\u00e3o e as causas que estiveram na sua base \u00e9 uma necessidade para n\u00f3s e tamb\u00e9m para o contempor\u00e2neo movimento comunista internacional, embora existam estudos aos quais n\u00f3s aderimos, j\u00e1 que cont\u00eam elementos explicativos, como \u00e9 o caso da <em><strong>As Teses do Socialismo<\/strong><\/em>, Resolu\u00e7\u00e3o do 18\u00b0 Congresso do Partido Comunista da Gr\u00e9cia, que aborda a contrarrevolu\u00e7\u00e3o que afetou a URSS e o Campo Socialista.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o, em 1981, de liquidar o Partido Comunista Mexicano, encoberta na suposta unidade com outros grupos socialistas, nacionalistas e lombardistas, foi um duro golpe contra o que foi constru\u00eddo e avan\u00e7ado em meio a grandes dificuldades. Independentemente dos erros cometidos, h\u00e1 tamb\u00e9m uma hist\u00f3ria de 62 anos de luta com a classe oper\u00e1ria, muitos deles de sacrif\u00edcio e hero\u00edsmo, em meio a cru\u00e9is repress\u00f5es. \u00c9 necess\u00e1rio explicar esse fen\u00f4meno que se apresentou antes da Perestroika e da contrarrevolu\u00e7\u00e3o, no entanto, desta experi\u00eancia j\u00e1 podemos tirar a li\u00e7\u00e3o de que os comunistas n\u00e3o podem promover outra ideologia entre a classe oper\u00e1ria. Mais que o marxismo-leninismo e que a frente ideol\u00f3gica contra as correntes pequeno-burguesas e oportunistas, \u00e9 uma necessidade vital para a pr\u00f3pria exist\u00eancia do partido comunista. O partido comunista se encontrar\u00e1 sempre na possibilidade de sofrer retrocessos, a n\u00e3o ser que d\u00ea uma import\u00e2ncia permanente ao confronto ideol\u00f3gico com o oportunismo de direita e o oportunismo de \u201cesquerda\u201d e a todos os desvios. Manter-se no caminho correto desfraldando a bandeira vermelha n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o conquistada, nem mec\u00e2nica, mas uma necessidade na luta de classes e principalmente nas viradas radicais que nesta se apresentam.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, durante 13 anos foi inexistente o partido comunista, pois todos os partidos, grupos ou correntes naquela \u00e9poca renunciaram a ocupar tal lugar, considerando invi\u00e1vel. \u00c9 necess\u00e1rio assinalar que, como resultado dos problemas no PCM, surgiram outras correntes comunistas, organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias que beberam nas id\u00e9ias do marxismo-leninismo e que lutaram, consequentemente, pelo socialismo. \u00c9 o caso de Arturo Gamiz e seus companheiros, que foram precursores no esclarecimento com a ideologia burguesa da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana; \u00e9 o caso tamb\u00e9m de Genaro V\u00e1zquez e Lucio Caba\u00f1as. Sua a\u00e7\u00e3o al\u00e9m de ser um exemplo, tamb\u00e9m nutre nossa aspira\u00e7\u00e3o e convic\u00e7\u00e3o de lutar pelo futuro <em>\u201cemancipador\u201d. <\/em>Tamb\u00e9m surgiram outros partidos oper\u00e1rios, socialistas que, em sua atua\u00e7\u00e3o, contribu\u00edram para divulgar as id\u00e9ias do comunismo e da organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, mas que tamb\u00e9m entraram em uma crise ideol\u00f3gica e org\u00e2nica profunda nos anos 90 do S\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Foi assim em 1994, quando a necessidade da exist\u00eancia do partido comunista foi retomada como tarefa principal. Colocados frente ao dilema de Hamlet, ser ou n\u00e3o ser, n\u00f3s, comunistas do M\u00e9xico respondemos: fomos, somos e seremos comunistas; fomos, somos e seremos construtores do partido comunista; fomos, somos e seremos organizadores pacientes e perseverantes da derrocada do capitalismo e impulsionadores da revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p>Em tempos em que o \u201cviracasaquismo\u201d e a \u201cdesideologiza\u00e7\u00e3o\u201d se mostraram no mundo, n\u00f3s, comunistas, mantivemos a convic\u00e7\u00e3o na vig\u00eancia do marxismo-leninismo e do partido como instrumento do proletariado e da luta pela tomada do poder. Mantivemos a id\u00e9ia de que a classe oper\u00e1ria, como sujeito da revolu\u00e7\u00e3o e o partido como seu instrumento de luta, n\u00e3o eram dogmas aos quais se aferravam uns nost\u00e1lgicos, tresnoitados, mas uma tese sustentada na an\u00e1lise do momento hist\u00f3rico concreto que nos coube viver. Por esta raz\u00e3o voltamos ao estudo \u00e1rduo e persistente dos cl\u00e1ssicos do marxismo-leninismo. Temos de sublinhar que a chamada \u201cdesideologizaci\u00f3n\u201d, na verdade era a pretens\u00e3o ideol\u00f3gica de impor um \u201cpensamento \u00fanico\u201d, que procurava sustentar que n\u00e3o h\u00e1 alternativa ao capitalismo, j\u00e1 que este podia abranger as aspira\u00e7\u00f5es de liberdade e democracia de todo o mundo, com o mercado \u201clivre\u201d como fiador de tal concep\u00e7\u00e3o. Hoje, podemos dizer, depois dessa longa noite, que a hist\u00f3ria, a an\u00e1lise da mesma e os fatos desmentiram uma e outra vez aquela soberba pretens\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, a experi\u00eancia tamb\u00e9m nos mostrava que muitos dos preceitos sobre os quais foram constru\u00eddas linhas estrat\u00e9gicas da luta, tanto no M\u00e9xico como no mundo, j\u00e1 n\u00e3o eram vigentes ou tinham sido errados. O mundo havia mudado, afirmando princ\u00edpios fundamentais e defendendo a experi\u00eancia hist\u00f3rica que significou o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o bolchevique e a constru\u00e7\u00e3o do primeiro Estado prolet\u00e1rio, mas tamb\u00e9m questionado muitos preceitos. E assim, demos os primeiros passos, acumulamos experi\u00eancia, esbo\u00e7amos e formulamos conceitos a partir dos problemas que a realidade coloca e aos quais fomos dando conte\u00fado e forma, na medida em que apareciam novos elementos, novas situa\u00e7\u00f5es, novos problemas. Avan\u00e7amos, apesar de tudo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso reconhecer, no entanto, que cometemos erros, um deles foi considerar que tal objetivo seria alcan\u00e7ado atrav\u00e9s da unidade da esquerda socialista. O recente fracasso da unidade com os companheiros do Partido da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista prova isso. Porque a unidade pela unidade desviava o fator principal sobre o qual se fundamenta o novo tipo de partido, que \u00e9 a unidade ideol\u00f3gica plena, pol\u00edtica e org\u00e2nica. A constru\u00e7\u00e3o de um novo tipo de partido n\u00e3o \u00e9 um processo mec\u00e2nico, uma mera soma de quadros ou uma quest\u00e3o de voluntarismo (mesmo que n\u00e3o neguemos que para a constru\u00e7\u00e3o do partido \u00e9 necess\u00e1ria a conjun\u00e7\u00e3o das vontades individuais unidas com as aspira\u00e7\u00f5es e unidade ideol\u00f3gica da classe). Aprendemos que a constru\u00e7\u00e3o do instrumento de luta do proletariado se d\u00e1 no calor da luta de classes \u00e0 qual o partido n\u00e3o \u00e9 alheio; aprendemos tamb\u00e9m que o debate permanente sobre os \u201ccomo\u201d e os porqu\u00eas, sobre a estrat\u00e9gia e a t\u00e1tica, t\u00eam como premissa uma forte unidade ideol\u00f3gica. A virada na luta de classes que implicou a ofensiva capitalista sobre os trabalhadores e o movimento anticapitalista em geral, p\u00f4s o partido \u00e0 prova, com uma crise org\u00e2nica que iniciou em outubro de 2009, onde foi ficando claro que os companheiros desenvolveram sua pr\u00f3pria pol\u00edtica, com base na sua pr\u00f3pria estrutura organizativa. N\u00e3o \u00e9 este o momento da avalia\u00e7\u00e3o definitiva, mas sim de reconhecer que esta aprendizagem refor\u00e7a a necessidade do passo que estava fixado como objetivo desde 1994.<\/p>\n<p>A unidade como aspira\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gia fundamental derivava do fato de que a crise do comunismo no M\u00e9xico dispersou os n\u00facleos militantes fracionando-os. E, com otimismo, visionavam melhores perspectivas, com base na unidade. A pr\u00e1tica demonstrou que isso n\u00e3o \u00e9 o bastante.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o devemos confundir a nossa cr\u00edtica aos processos unit\u00e1rios como base fundamental da constru\u00e7\u00e3o do partido com a luta por unir, convergir, com outros esfor\u00e7os em um movimento anticapitalista, anti-imperialista e antimonopolista.<\/p>\n<p>A crise internacional do capitalismo se aprofunda, \u00e9 uma crise de superacumula\u00e7\u00e3o e superprodu\u00e7\u00e3o, \u00e9 intr\u00ednseca a esse modo de produ\u00e7\u00e3o, embora o empobrecimento do n\u00edvel de vida afete toda a popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 certo que a maior agressividade \u00e9 sobre a classe oper\u00e1ria, mais ainda, no M\u00e9xico, sobre os trabalhadores e trabalhadores agr\u00edcolas, assim como os camponeses pobres e sem terra. O sistema imperialista, com os EUA no topo, \u00e9 confrontado por grandes mobiliza\u00e7\u00f5es do proletariado; a onda de greves gerais na Gr\u00e9cia, dirigidas pelo PAME, sob orienta\u00e7\u00e3o do KKE dinamizaram os trabalhadores da Europa e do mundo; Em Portugal, Espanha e Fran\u00e7a a classe oper\u00e1ria \u00e9 massivamente mobilizada; novamente \u00e9 a classe oper\u00e1ria que se coloca no centro da luta anticapitalista. O papel dos partidos comunistas e oper\u00e1rios nas pr\u00f3ximas jornadas de luta ser\u00e1 determinante e reinaugurar\u00e1 o ciclo de transforma\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias. Isto se soma \u00e0 luta anti-imperialista que tem epicentro na Am\u00e9rica Latina, onde com diversas formas de luta, povos e organiza\u00e7\u00f5es op\u00f5em resist\u00eancia a uma verdadeira guerra por parte do capital.<\/p>\n<p>A clareza da estrat\u00e9gia pelo socialismo-comunismo \u00e9 a chave no caminho a uma alternativa anticapitalista. Neste sentido, situamos \u00e0 frente da recomposi\u00e7\u00e3o do movimento comunista a atividade do Partido Comunista da Gr\u00e9cia, que para n\u00f3s \u00e9 o exemplo, hoje, de um partido que desenvolve o conflito de classe, que orienta \u00e0 ruptura com o sistema, que desenvolve teoria e a\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o cede ao canto de sereias, que desfralda e tremula as bandeiras vermelhas do comunismo juntamente com a concretiza\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e1tica militante da pr\u00f3pria classe oper\u00e1ria, que conecta a solu\u00e7\u00e3o dos problemas de hoje com a economia popular, o poder popular e o socialismo.<\/p>\n<p>Nosso partido chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que a defesa e o balan\u00e7o cr\u00edtico da experi\u00eancia socialista est\u00e3o na base da elabora\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia pela derrocada do capital e a constru\u00e7\u00e3o da nova sociedade. Por isso apoiamos com firmeza um trabalho em tal dire\u00e7\u00e3o, como o da Revista Comunista Internacional e a coordena\u00e7\u00e3o de partidos comunistas com base ideol\u00f3gica. Ao mesmo tempo prestamos e prestaremos solidariedade, sem rodeios a todos os povos e organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Seguimos o exemplo de milhares e milhares de militantes e oper\u00e1rios que sacrificaram suas vidas no mundo inteiro para dar um passo adiante na luta pelo socialismo. Reconhecemos a import\u00e2ncia que tiveram para este objetivo os processos organizativos na Am\u00e9rica Latina. Somos produto do dinamismo da luta de classes. Reconhecemos o esfor\u00e7o e a entrega da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana e dos processos revolucion\u00e1rios inconclusos que nosso Continente testemunhou no curso do s\u00e9culo passado. Todos eles foram e continuar\u00e3o sendo um exemplo para n\u00f3s na luta anti-imperialista e pela constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade socialista.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 casual que, simultaneamente, aumente o ritmo da luta de classes e que com a crise econ\u00f4mica do capital, surja tamb\u00e9m uma crise de domina\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, uma crise do conjunto da classe dominante e seu Estado.<\/p>\n<p>Nossa afirma\u00e7\u00e3o da luta atual pela Revolu\u00e7\u00e3o Socialista e um Partido melhor preparado para tal a\u00e7\u00e3o emana da maturidade das condi\u00e7\u00f5es e do pleno desenvolvimento do capitalismo na fase dos monop\u00f3lios. O capital no M\u00e9xico se acha plenamente inserido nas rela\u00e7\u00f5es imperialistas, praticamente n\u00e3o h\u00e1 nenhuma caracter\u00edstica do mercado interno ou externo que n\u00e3o esteja ligado por inumer\u00e1veis la\u00e7os ao sistema imperialista mundial. Dentro da pir\u00e2mide imperialista o M\u00e9xico ocupa uma posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, seu capital \u00e9 interdependente com rela\u00e7\u00e3o a outros, sobretudo, \u00e9 claro, no caso dos EUA.<\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas principais da fase imperialista de desenvolvimento do capitalismo como definiu L\u00eanin, a exporta\u00e7\u00e3o de capitais, n\u00e3o s\u00f3 existe como se fortalece. De janeiro de 1995 a dezembro de 1997 a transfer\u00eancia de ativos por empresas e cidad\u00e3os mexicanos ao exterior somou 6.551.600 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Para efeitos comparativos, por cada d\u00f3lar de capital exportado pelo M\u00e9xico entre 1995 e 1997 foram exportados 9 d\u00f3lares entre janeiro de 2007 e dezembro de 2009. A magnitude do capital transferido ao exterior nos \u00faltimos tr\u00eas anos superou facilmente a entrada de novos investimentos estrangeiros nos seis anos precedentes, que foi de 56.173.5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, segundo o Banco do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Algumas for\u00e7as caracterizam de outra maneira o desenvolvimento das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o capitalista no M\u00e9xico, atendendo a caracter\u00edsticas de car\u00e1ter secund\u00e1rio. Por exemplo, n\u00e3o se caracteriza como capitalista o dom\u00ednio que a burguesia exerce sobre estes enormes meios em virtude do modo que se apropriaram dos mesmos; negam seu car\u00e1ter por tratar-se de despojos entregues a custos rid\u00edculos por parte do Estado, roubo, etc. O pr\u00f3prio Marx j\u00e1 tinha explicado o papel que tem a acumula\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria na forma\u00e7\u00e3o do capital, e como este processo de fato se repete constantemente. Independentemente do modo de apropria\u00e7\u00e3o, este capital est\u00e1 sendo utilizado em um processo de acumula\u00e7\u00e3o; acumula\u00e7\u00e3o que, al\u00e9m disso, \u00e9 levada a cabo utilizando a concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o que permite o dom\u00ednio dos monop\u00f3lios.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s for\u00e7as pol\u00edticas burguesas, atendendo a sua t\u00e1tica, algumas admitem e outras negam a realidade da plena inser\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico nas rela\u00e7\u00f5es imperialistas. Aqueles que por manobra tentam ocult\u00e1-la usam confusamente como argumento a, ainda ampla, camada de pequenos burgueses e o impressionante n\u00famero das pequenas e m\u00e9dias empresas. A teoria marxista explica como a pequena e m\u00e9dia empresa cumpre um papel dentro do capitalismo como pioneiras do progresso tecnol\u00f3gico, abrindo brecha em novos mercados e em novos ramos e, posteriormente, s\u00e3o destru\u00eddas pela alta cont\u00ednua da taxa de produ\u00e7\u00e3o e a composi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de capital. A pequena e m\u00e9dia empresa constantemente \u00e9 varrida pela crise neste pa\u00eds, funcionando como um colch\u00e3o para o desemprego que cada vez se contrai mais. As estat\u00edsticas mostram como de ramo em ramo a pequena produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m passa a ser concentrada e lentamente, com avan\u00e7os e retrocessos, uma propor\u00e7\u00e3o cada vez maior da pequena burguesia se proletariza. Como exemplo, destacam-se as lojas de conveni\u00eancia que, em menos de uma d\u00e9cada, a FEMSA-OXXO passou a dominar; os estabelecimentos de alimento tamb\u00e9m est\u00e3o em um evidente processo de converter-se em uma ind\u00fastria organizada.<\/p>\n<p>Devemos lembrar que o Imperialismo n\u00e3o \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o entre col\u00f4nia e metr\u00f3pole, esta \u00e9 uma forma que pode adotar historicamente, mas uma determinada fase de desenvolvimento do capitalismo na qual esteja inserida a grande maioria das economias capitalistas.<\/p>\n<p>Quanto ao M\u00e9xico, afirmamos que este n\u00e3o escapa desta fase de desenvolvimento e destas rela\u00e7\u00f5es imperialistas. N\u00f3s afirmamos que dentro da pir\u00e2mide imperialista o M\u00e9xico ocupa uma posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria; que o capital no M\u00e9xico \u00e9 interdependente em um sentido econ\u00f4mico, pol\u00edtico e militar com rela\u00e7\u00e3o aos capitais monop\u00f3licos aliados no NAFTA e em outros acordos; que estes acordos s\u00e3o desiguais e a favor do capital mais forte que, no entanto favorecem os interesses da burguesia no seu conjunto e afetam os interesses dos trabalhadores e os povos das economias envolvidas.<\/p>\n<p>Afirmamos que o Estado mexicano e os partidos que governam este pa\u00eds (PAN, PRI, PRD, PT, PVEM e Converg\u00eancia) s\u00e3o a express\u00e3o do poder dos monop\u00f3lios, que a chamada \u201cburguesia nacional\u201d n\u00e3o \u201centregou\u201d os bens em seu poder, o que se deu foi uma integra\u00e7\u00e3o e uma alian\u00e7a entre capitais monopolistas.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, afirmamos, derivado do que foi dito anteriormente, que uma luta por rela\u00e7\u00f5es capitalistas mais justas n\u00e3o procede, e que a \u00fanica sa\u00edda dos acordos e alian\u00e7as interimperialistas \u00e9 a ruptura com o capitalismo, e a Revolu\u00e7\u00e3o Socialista.<\/p>\n<p>Um conjunto de condi\u00e7\u00f5es amadureceu o processo para que completemos a tarefa estabelecida. Por essas raz\u00f5es:<\/p>\n<p>Aos cem anos da explos\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o social de 1910, em homenagem \u00e0s batalhas precursoras do movimento oper\u00e1rio, as greves de Cananea, R\u00edo Blanco, em homenagem aos ex\u00e9rcitos camponeses de Emiliano Zapata e Francisco Villa, \u00e0s massas populares construtoras da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Aos 91 anos da funda\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o Mexicana da Internacional Comunista, em homenagem aos comunistas que lutaram para organizar a classe oper\u00e1ria, para divulgar as concep\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do marxismo-leninismo. Em homenagem ao primeiro partido comunista.<\/p>\n<p>Aos 16 anos que foi fixada a meta.<\/p>\n<p>J\u00e1 circula a convocat\u00f3ria para que nos dias 20 e 21 de novembro, na Cidade do M\u00e9xico aconte\u00e7a a Primeira Sess\u00e3o Plen\u00e1ria do nosso IV Congresso; a Segunda Sess\u00e3o Plen\u00e1ria dever\u00e1 ocorrer em 29 e 30 de Janeiro de 2011. A Primeira Sess\u00e3o j\u00e1 abordar\u00e1 a proposta de ado\u00e7\u00e3o do nome que cientificamente expressa nossos princ\u00edpios: <strong>Partido Comunista do M\u00e9xico<\/strong>, os novos Estatutos e a elei\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de dire\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 adotada tamb\u00e9m uma Resolu\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica sobre a grave crise que vive a classe oper\u00e1ria, e de maneira particular a juventude trabalhadora e a mulher trabalhadora, os povos ind\u00edgenas, os camponeses, as camadas m\u00e9dias da sociedade, a profunda crise econ\u00f4mica e social de nosso povo, e tamb\u00e9m a crise pol\u00edtica que afeta a burguesia no seu conjunto. Com tal Sess\u00e3o iniciar\u00e1 o debate ideol\u00f3gico interno em torno do Novo Programa e das Teses Gerais do Partido para ser aprovadas na segunda Sess\u00e3o Plen\u00e1ria.<\/p>\n<p>Pensamos que tais defini\u00e7\u00f5es emergem pela maturidade das condi\u00e7\u00f5es objetivas e subjetivas e que permitir\u00e3o uma maior e melhor contribui\u00e7\u00e3o dos comunistas \u00e0 luta geral do movimento anticapitalista que emergiu em 2005-2006. Permitir\u00e3o um melhor cumprimento das nossas a\u00e7\u00f5es no movimento oper\u00e1rio e dos trabalhadores, que hoje, no terreno sindical, s\u00f3 pode escolher entre um sindicalismo patronal e colaboracionista, e um sindicalismo reformista; e que no plano pol\u00edtico, embora existam como elementos program\u00e1ticos do movimento anticapitalista, a luta pela expropria\u00e7\u00e3o dos meios da produ\u00e7\u00e3o e pela mudan\u00e7a, n\u00f3s comunistas pensamos que tais elementos devem estar conectados estreitamente com uma estrat\u00e9gia pelo socialismo e pelo comunismo. Nossa experi\u00eancia indica que o caminho \u00e9 um movimento anticapitalista, antimonopolista e anti-imperialista; o fortalecimento desse movimento, no qual o partido comunista desempenhe um papel ao mesmo tempo em que se fortalece no meio da luta, e guiado por sua estrat\u00e9gia e sua t\u00e1tica, assim como suas elabora\u00e7\u00f5es program\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Tais defini\u00e7\u00f5es nos permitir\u00e3o cumprir melhor com nossos deveres internacionalistas, maior apoio e vincula\u00e7\u00e3o aos partidos comunistas e ao movimento revolucion\u00e1rio e anti-imperialista.<\/p>\n<p>Essas defini\u00e7\u00f5es permitir\u00e3o que a classe oper\u00e1ria conte com um destacamento de vanguarda, firme, armado da teoria de vanguarda.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 nossa aspira\u00e7\u00e3o, esse \u00e9 nosso compromisso!<\/p>\n<p>Partido Comunista do M\u00e9xico, continuidade do trabalho das organiza\u00e7\u00f5es precursoras, em homenagem aos lutadores pela terra, assassinados pelos guardas brancos; em homenagem \u00e0s greves dirigidas por Her\u00f3n Proal; em homenagem a Julio Antonio Mella, J. Guadalupe Rodr\u00edguez; em homenagem a centenas de militantes presos no pres\u00eddio de Lecumberri e nas Ilhas Marias, militantes do PCM e da Federa\u00e7\u00e3o Juvenil Comunista; em homenagem \u00e0s lutas oper\u00e1rias da Central Sindical Unit\u00e1ria do M\u00e9xico, da unifica\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria; em homenagem aos reprimidos e assassinados nas greves ferrovi\u00e1rias e de professores, nas ocupa\u00e7\u00f5es de terras; em homenagem aos ca\u00eddos no dia 23 de Setembro de 1965 ao tentar assaltar o Quartel da Cidade Madeira na Sierra de Chihuahua, em homenagem a Rub\u00e9n Jaramillo.<\/p>\n<p>Partido Comunista do M\u00e9xico que olha adiante, ao futuro, que d\u00e1 continuidade a uma luta que se projeta pelas amplas avenidas da emancipa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Partido Comunista do M\u00e9xico, como L\u00eanin ensinou, para despojar-nos da roupa suja. Partido Comunista do M\u00e9xico, o nome que concentra a hist\u00f3ria e o futuro.<\/p>\n<p>Partido Comunista do M\u00e9xico, partido do socialismo cient\u00edfico, partido de luta do proletariado, dos p\u00e1rias da terra, da faminta legi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Prolet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, uni-vos!<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Comiss\u00e3o Organizadora do IV Congresso do PCM<\/strong><\/p>\n<p><strong>P\u00e1vel Blanco Cabrera, H\u00e9ctor Col\u00edo Galindo, Marco Vinicio D\u00e1vila Ju\u00e1rez, Eliseo Mac\u00edn Hernandez<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/comunistas-mexicanos.org\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=514<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Valeria Lima<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Partido dos Comunistas (M\u00e9xico)\n\n\n\n\n\n\n\n\nM\u00e9xico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/963\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[90],"tags":[],"class_list":["post-963","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c103-mexico"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-fx","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=963"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/963\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}