{"id":9708,"date":"2015-10-28T21:22:15","date_gmt":"2015-10-29T00:22:15","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9708"},"modified":"2015-11-01T10:02:18","modified_gmt":"2015-11-01T13:02:18","slug":"quem-e-quem-no-comercio-mundial-de-armas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9708","title":{"rendered":"Quem \u00e9 quem no com\u00e9rcio mundial de armas"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.admin.paginaoficial.ws\/admin\/arquivos\/biblioteca\/armas_no_mundo31358.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>Estados Unidos j\u00e1 abocanham 78% das exporta\u00e7\u00f5es mundiais \u2014 e s\u00e3o cada vez mais influenciados por seu pr\u00f3prio \u201ccomplexo industrial-militar\u201d. Por isso, m\u00eddia norte-americana prefere falar da China&#8230;<!--more--><\/p>\n<p>H\u00e1 pelo menos duas d\u00e9cadas, os Estados Unidos s\u00e3o o pa\u00eds com balan\u00e7a comercial mais deficit\u00e1ria do planeta. Ao longo de 2012, suas importa\u00e7\u00f5es superar\u00e3o as exporta\u00e7\u00f5es em cerca de 600 bilh\u00f5es de d\u00f3lares \u2014 algo como o PIB da Su\u00ed\u00e7a ou da Ar\u00e1bia Saudita. Por\u00e9m, um setor de sua economia foge a esta regra. Trata-se da ind\u00fastria armamentista. Al\u00e9m de ser a mais poderosa do mundo, ela ampliou de forma acelerada sua influ\u00eancia nos \u00faltimos cinco anos, revelou no domingo o <i>New York Times<\/i>. Tira proveito, diretamente, das tens\u00f5es crescentes que a diplomacia de Washington tem provocado \u2014 em especial no Oriente M\u00e9dio e nas disputas com o Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o impressionantes. Num \u00fanico ano, 2011, as vendas de armamentos por ind\u00fastrias norte-americanas mais que triplicaram, saltando de pouco mais de 21,4 bilh\u00f5es de d\u00f3lares para cerca de US$ 60 bilh\u00f5es. Depois deste avan\u00e7o, os EUA passaram a abocanhar 78% do com\u00e9rcio mundial de armas, deixando muito atr\u00e1s concorrentes como R\u00fassia (6%), Europa Ocidental (6%) e China (3%).<\/p>\n<p>O grosso das vendas de armamentos dirigiu-se para a regi\u00e3o mais conflagrada do planeta. S\u00f3 a Ar\u00e1bia Saudita \u2014 o prinicipal aliado estrat\u00e9gico dos EUA no Oriente M\u00e9dio \u2014 adquiriu US$ 33,4 bilh\u00f5es em armas pesadas, inclusive 84 ca\u00e7as F-15 (foto) e dezenas de helic\u00f3pteros <i>Apache<\/i> e <i>Black Hawk<\/i>. Seguiram-se a ela duas outras monarquias ultra-conservadoras da Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, ambas fortemente alinhadas a Washington: Emirados \u00c1rabes e Om\u00e3. Segundo o <i>New York Times<\/i>, a causa essencial do aumento extraordin\u00e1rio de vendas foram \u201cas preocupa\u00e7\u00f5es com as ambi\u00e7\u00f5es regionais de Teer\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>O Ir\u00e3, contudo, n\u00e3o compartilha fronteiras com nenhum dos super-compradores de armas norte-americanas. A venda de artefatos b\u00e9licos foi fortemente influenciada pela pr\u00f3pria diplomacia dos Estados Unidos, que se encarregou de demonizar o regime iraniano. Mas at\u00e9 quando a ind\u00fastria armamentista poder\u00e1 vender tanto, em tempos de paz? Em algum momento, ela n\u00e3o tentar\u00e1 criar condi\u00e7\u00f5es para que os equipamentos que distribui sejam de fato utilizados em combate?<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas entre ind\u00fastria de armas, comandos militares e poder pol\u00edtico nos Estados Unidos foram apontadas pela primeira vez pelo presidente Dwight D. Eisenhower \u2014 que cunhou a express\u00e3o \u201ccomplexo industrial-militar\u201d. No discurso de despedida que pronunciou, em 1961, ele alertou: \u201cnossa organiza\u00e7\u00e3o militar atual parece muito pouco com tudo o que p\u00f4de ser conhecido por qualquer um de meus antecessores em \u00e9pocas de paz, ou mesmo pelos que lutaram na II Guerra ou no conflito da Coreia. (\u2026) A conjun\u00e7\u00e3o de um imenso <i>establishment<\/i> militar e uma grande ind\u00fastria de armas \u00e9 nova na experi\u00eancia norte-americana. Sua influ\u00eancia \u2014 econ\u00f4mica, pol\u00edtica e mesmo espiritual \u2014 \u00e9 sentida em cada cidade, em cada c\u00e2mara estadual, em cada escrit\u00f3rio do governo federal. (\u2026) N\u00e3o devemos deixar de compreender suas graves implica\u00e7\u00f5es. (\u2026) Precisamos nos proteger contra a conquista de influ\u00eancia, intencional ou n\u00e3o, pelo complexo industrial-militar\u201d.<\/p>\n<p>Um sinal da \u201cinflu\u00eancia espiritual\u201d da ind\u00fastria de armamentos p\u00f4de ser sentida no s\u00e1bado. Sem fazer refer\u00eancia alguma aos EUA, o <i>Washington Post <\/i>destacou, numa longa mat\u00e9ria com chamada de capa, \u201co grande crescimento das exporta\u00e7\u00f5es chinesas de armas, na \u00faltima d\u00e9cada\u201d\u2026<\/p>\n<p>Fonte: Outras Palavras<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Estados Unidos j\u00e1 abocanham 78% das exporta\u00e7\u00f5es mundiais \u2014 e s\u00e3o cada vez mais influenciados por seu pr\u00f3prio \u201ccomplexo industrial-militar\u201d. Por isso, m\u00eddia \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9708\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-9708","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2wA","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9708","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9708"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9708\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}