{"id":9753,"date":"2015-11-01T12:28:36","date_gmt":"2015-11-01T15:28:36","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9753"},"modified":"2015-11-16T12:35:26","modified_gmt":"2015-11-16T15:35:26","slug":"eua-mandam-tropas-para-os-camaroes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9753","title":{"rendered":"EUA mandam tropas para os Camar\u00f5es*"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/clp_11__01_01_01.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/>No quadro da sua estrat\u00e9gia de dom\u00ednio global, e tal como procura fazer noutras partes do mundo o imperialismo, com os EUA \u00e0 frente, tem refor\u00e7ado continuamente a presen\u00e7a militar em \u00c1frica, visando facilitar a pilhagem das suas riquezas e, at\u00e9, a sua recoloniza\u00e7\u00e3o. Sempre com o argumento do \u00abcombate ao terrorismo\u00bb e tamb\u00e9m \u00e0 \u00abpirataria\u00bb, tropas dos EUA est\u00e3o baseadas no Chade, no N\u00edger, no Burkina Faso, no Sud\u00e3o do Sul, na Eti\u00f3pia ou no Uganda. Num eixo que cruza o continente de Oeste a Leste, do Golfo da Guin\u00e9 ao de \u00c1den.<!--more--><\/p>\n<p>Os Estados Unidos continuam a intensificar a inger\u00eancia e a ampliar a presen\u00e7a militar em \u00c1frica.<br \/>\nA Casa Branca anunciou o envio de uma for\u00e7a de 300 soldados para os Camar\u00f5es e o transporte para aquele pa\u00eds centro-africano de um n\u00famero n\u00e3o especificado de drones, para tarefas de vigil\u00e2ncia e reconhecimento a\u00e9reo e, sobretudo, para opera\u00e7\u00f5es de obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, na luta contra \u00abgrupos extremistas\u00bb.<\/p>\n<p>Numa carta ao Congresso, o presidente Barack Obama justificou a iniciativa com \u00abos interesses da seguran\u00e7a nacional\u00bb dos EUA e esclareceu que os militares permanecer\u00e3o nos Camar\u00f5es \u00abat\u00e9 que o seu apoio j\u00e1 n\u00e3o seja necess\u00e1rio\u00bb.<\/p>\n<p>Os soldados estado-unidenses \u00abestar\u00e3o armados para defender-se de poss\u00edveis ataques\u00bb mas n\u00e3o ter\u00e3o tarefas de combate, especificou o Pent\u00e1gono. Actuar\u00e3o em coordena\u00e7\u00e3o com o ex\u00e9rcito camaron\u00eas e ajudar\u00e3o os pa\u00edses da regi\u00e3o a garantir a seguran\u00e7a das fronteiras. Ficar\u00e3o instalados em Garoua, no Norte, onde a avia\u00e7\u00e3o camaronesa tem uma base a partir da qual flagela os \u00abinsurrectos infiltrados\u00bb.<\/p>\n<p>O Boko Haram, um bando jihadista associado ao Estado Isl\u00e2mico \u2013 que os EUA fingem bombardear na S\u00edria e no Iraque \u2013, expandiu a sua ac\u00e7\u00e3o de terror (ataques a escolas, mesquitas, igrejas e mercados, raptos de mulheres e crian\u00e7as, atentados com bombistas suicidas). Para al\u00e9m da sua zona de influ\u00eancia no Nordeste da Nig\u00e9ria, tem feito incurs\u00f5es nos vizinhos Camar\u00f5es, Chade e N\u00edger, cujos ex\u00e9rcitos constitu\u00edram, com o da Nig\u00e9ria, uma for\u00e7a regional para enfrentar o grupo.<\/p>\n<p>Estima-se que, desde 2009, a insurrei\u00e7\u00e3o do Boko Haram tenha causado 17 mil mortos e dois milh\u00f5es e meio de deslocados e refugiados. Neste m\u00eas de Outubro, a mortandade recrudesceu e, nos primeiros 20 dias, contam-se mais de 100 v\u00edtimas civis.<\/p>\n<p>O novo presidente da Nig\u00e9ria, general Muhammadu Buhari, que tomou posse em Maio, prometeu acabar com a viol\u00eancia. Visitou os Estados Unidos e proclamou a luta contra o Boko Haram a prioridade do seu pa\u00eds, o maior exportador africano de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p><strong>For\u00e7as dos EUA de costa a costa<\/strong><\/p>\n<p>O envio de tropas norte-americanas para os Camar\u00f5es n\u00e3o \u00e9 uma novidade na regi\u00e3o \u00e0 volta do Lago Chade. Em Maio de 2014, Washington despachou para N\u2019Djamena 80 especialistas militares e dos servi\u00e7os secretos, para ajudar a localizar mais de 200 raparigas sequestradas pelo Boko Haram, que ali\u00e1s nunca foram resgatadas. O Pent\u00e1gono tamb\u00e9m colabora com as for\u00e7as armadas da Nig\u00e9ria, fornecendo informa\u00e7\u00f5es, formando oficiais, vendendo armamento.<br \/>\nNo quadro da sua estrat\u00e9gia de dom\u00ednio global, e tal como procura fazer noutras partes do mundo, o imperialismo tem refor\u00e7ado continuamente a presen\u00e7a militar em \u00c1frica, visando facilitar a pilhagem das suas riquezas e, at\u00e9, a sua recoloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00abNo continente africano, o ex\u00e9rcito, a for\u00e7a a\u00e9rea e a marinha dos EUA formam uma malha apertada, com a presen\u00e7a permanente de conselheiros e de adidos militares\u00bb, escreve esta semana, na revista Jeune Afrique, o jornalista Mathieu Olivier. Segundo um documento oficial do Departamento de Estado, que pormenoriza a presen\u00e7a militar norte-americana no mundo em Junho de 2015, h\u00e1 funcion\u00e1rios ligados ao Pent\u00e1gono colocados em perman\u00eancia em 45 dos 54 estados africanos.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m desta \u00abdiplomacia militar\u00bb, h\u00e1 tropas no terreno, cerca de cinco mil efectivos numa dezena de pa\u00edses. Quatro mil militares est\u00e3o estacionados na base Lemonnier, em Djibuti. Mais umas dezenas utilizam, desde h\u00e1 v\u00e1rios anos, o quartel de Simba, no Qu\u00e9nia, para lan\u00e7ar ac\u00e7\u00f5es contra o grupo islamita Al-Shebab. E sempre com o argumento do \u00abcombate ao terrorismo\u00bb e tamb\u00e9m \u00e0 \u00abpirataria\u00bb, tropas dos EUA est\u00e3o tamb\u00e9m baseadas no Chade, no N\u00edger, no Burkina Faso, no Sud\u00e3o do Sul, na Eti\u00f3pia ou no Uganda. Num eixo que cruza o continente de Oeste a Leste, do Golfo da Guin\u00e9 ao de \u00c1den.<\/p>\n<p>Em alguns destes pa\u00edses (N\u00edger, Burkina, Chade), as tropas expedicion\u00e1rias americanas est\u00e3o aquarteladas ao lado de for\u00e7as francesas aliadas. S\u00f3 na faixa do Sahel\/Sahara, a Fran\u00e7a \u2013 com uma agressiva pol\u00edtica neocolonial em \u00c1frica \u2013 disp\u00f5e hoje de tr\u00eas mil militares, equipados com avi\u00f5es, helic\u00f3pteros, drones e blindados, com bases no Mali e no Chade.<\/p>\n<p>E isto tudo, claro, sem contar com a for\u00e7a de interven\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do Africom \u2013 o comando militar dos EUA para \u00c1frica \u2013, com base em Mor\u00f3n de la Frontera, no Sul de Espanha, que alberga at\u00e9 3500 marines, servidos por modernos avi\u00f5es e helic\u00f3pteros.<\/p>\n<p>Um poderoso dispositivo militar sempre pronto a intervir em \u00c1frica, l\u00e1 onde os interesses do imperialismo o exijam, contra a soberania dos estados e o direito dos povos \u00e0 paz e ao desenvolvimento.<br \/>\n<em><br \/>\n*Este artigo foi publicado no \u201cAvante!\u201d n\u00ba 2187, 29.10.2015<\/em><\/p>\n<blockquote data-secret=\"63YNJrBsrc\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3816\">\u201cLUTAS DE RESIST\u00caNCIA NA AM\u00c9RICA LATINA\u201d<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3816\/embed#?secret=63YNJrBsrc\" data-secret=\"63YNJrBsrc\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;\u201cLUTAS DE RESIST\u00caNCIA NA AM\u00c9RICA LATINA\u201d&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No quadro da sua estrat\u00e9gia de dom\u00ednio global, e tal como procura fazer noutras partes do mundo o imperialismo, com os EUA \u00e0 \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9753\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-9753","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2xj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9753"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9753\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9753"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}