{"id":981,"date":"2010-11-17T17:41:58","date_gmt":"2010-11-17T17:41:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=981"},"modified":"2010-11-17T17:41:58","modified_gmt":"2010-11-17T17:41:58","slug":"a-casa-branca-impassivel-diante-da-revelacao-de-segredos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/981","title":{"rendered":"A Casa Branca impass\u00edvel diante da revela\u00e7\u00e3o de segredos"},"content":{"rendered":"\n<p>A Casa Branca ficou em sil\u00eancio diante do vazamento de documentos do Wikileaks sobre a guerra do Iraque em meio a chamados internacionais para que os Estados Unidos digam por que a vista grossa diante das torturas sistem\u00e1ticas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os relat\u00f3rios militares e de intelig\u00eancia divulgados indicam que as for\u00e7as norte-americanas n\u00e3o prestaram aten\u00e7\u00e3o a provas fidedignas de que as for\u00e7as iraquianas torturavam e matavam seus presos quando combatiam uma insurg\u00eancia violenta.<\/p>\n<p>Os documentos revelados no maior vazamento de informa\u00e7\u00e3o secreta da hist\u00f3ria dos Estados Unidos sugerem que o n\u00famero de iraquianos mortos nos anos de viol\u00eancia sect\u00e1ria e criminosa depois da invas\u00e3o norte-americana de 2003 foi muito superior ao reconhecido.<\/p>\n<p>Quase 400.000 supostos casos de guerra incluem mortes desconhecidas ou n\u00e3o reconhecidas at\u00e9 o presente que, segundo um grupo independente, n\u00e3o somariam menos de 15.000.<\/p>\n<p>O <em>New York Times<\/em> assinalou que ignorar a maioria dos casos de abusos equivale a &#8220;indiferen\u00e7a institucional&#8221;.<\/p>\n<p>O <em>Times<\/em> mencionou que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente significativa, dado que o plano de retirada das tropas norte-americanas do Iraque se assentou na passagem das fun\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a \u00e0 pol\u00edcia e o Ex\u00e9rcito local iraquianas.<\/p>\n<p>O relator especial da ONU sobre a tortura, Manfrede Nowak, e a organiza\u00e7\u00e3o de direitos humanos Anistia Internacional instaram o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, a abrir uma investiga\u00e7\u00e3o sobre a participa\u00e7\u00e3o de for\u00e7as norte-americanas em abusos de direitos no Iraque.<\/p>\n<p>Em Bagd\u00e1, o primeiro ministro iraquiano acusou o Wikileaks de difundir os documentos para sabotar sua rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O escrit\u00f3rio do primeiro ministro Nuri Maliki disse que a difus\u00e3o dos documentos poderia obedecer a motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Al Maliki, de etnia xiita, luta h\u00e1 sete meses para conservar seu posto, depois que as elei\u00e7\u00f5es nacionais de mar\u00e7o n\u00e3o apresentaram um ganhador claro.<\/p>\n<p>Segundo a declara\u00e7\u00e3o, os documentos n\u00e3o cont\u00eam provas de car\u00e1ter abusivo aos detentos durante o per\u00edodo de Al Maliki \u00e0 frente do governo iraquiano.<\/p>\n<p>Os relat\u00f3rios de guerra sa\u00edram \u00e0 luz apesar da insist\u00eancia do Pet\u00e2gono de que sua difus\u00e3o poria em risco as tropas dos Estados Unidos e de seus s\u00f3cios militares.<\/p>\n<p>Embora pare\u00e7am aut\u00eanticos, n\u00e3o foi poss\u00edvel confirmar sua origem de maneira independente, e o Wikileaks se recusou a revelar detalhes.<\/p>\n<p>Os 391.831 documentos, que v\u00e3o desde princ\u00edpios de 2004 a primeiro de janeiro de 2010.<\/p>\n<p>Registram milhares de batalhas com os insurgentes e atentados \u00e0 bomba na margem dos caminhos, assim como falhas de equipe e tiroteios por parte de empreiteiros civis. O Pent\u00e1gono se negou a confirmar a autenticidade dos documentos divulgados anteriormente pelo WikiLeaks, mas empregou uma centena de analistas para revis\u00e1-los e, em nenhum momento indicou que houvesse erros no seu conte\u00fado.<\/p>\n<p>Em Londres, o WikiLeaks anunciou no s\u00e1bado a pr\u00f3xima difus\u00e3o, de 15.000 documentos secretos adicionais sobre a guerra no Afeganist\u00e3o<\/p>\n<p>O grupo publicou previamente milhares de documentos sobre a guerra no Afeganist\u00e3o. O WikiLeaks disse que reteve a difus\u00e3o de 15.000 arquivos adicionais sobre o Afeganist\u00e3o devido a seu conte\u00fado.<\/p>\n<p>Kristinn Hrafnsson, porta-voz do WikiLeaks, disse que os documentos foram devidamente investigados e aparecer\u00e3o em breve.<\/p>\n<p>Acrescentou que os documentos sobre o Iraque foram editados para ocultar os nomes de pessoas e \u201cn\u00e3o cont\u00eam informa\u00e7\u00e3o prejudicial para os indiv\u00edduos\u201d.<\/p>\n<p>A documenta\u00e7\u00e3o sobre o Iraque descreve todo o panorama de um pa\u00eds em guerra: tiroteios em reservas militares, mercen\u00e1rios que abrem fogo contra iraquianos e abusos brutais contra prisioneiros com \u00e1gua fervente, metais em brasa, choques el\u00e9tricos e mangueiras.<\/p>\n<p>A enorme cole\u00e7\u00e3o de documentos confidenciais mostra um Iraque dividido pelas tens\u00f5es sect\u00e1rias e pressionado por vizinhos intrometidos, e oferece ind\u00edcios de que o pa\u00eds poderia cair no caos uma vez que as for\u00e7as norte-americanas se retirem. Os relat\u00f3rios publicados, que v\u00e3o desde in\u00edcios de 2004 at\u00e9 primeiro de janeiro deste ano, ajudam a entender por que o Iraque n\u00e3o consegue criar um estado unificado e independente.<\/p>\n<p>Parecem respaldar a vis\u00e3o de alguns expertes que sugerem que os Estados Unidos mantenham milhares de soldados no Iraque al\u00e9m de sua data programada de partida em 2011, para que o pa\u00eds tenha tempo de estabilizar-se.<\/p>\n<p><strong>N\u00famero de mortes no Iraque \u00e9 superior ao n\u00famero revelado<\/strong><\/p>\n<p>O grupo publicou aproximadamente 77.000 documentos da intelig\u00eancia norte-americana assim como 400.000 supostos textos secretos sobre a guerra no Afeganist\u00e3o.<\/p>\n<p>O WikiLeaks informou que tinha proporcionado vers\u00f5es sem editar os relat\u00f3rios, semanas antes, a v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es noticiosas, inclusive o <em>The New York Times<\/em>, <em>Le Monde<\/em>, <em>The Guardian <\/em>e <em>Der Spiegel. <\/em>Deu ao The Associated Press e a outros meios informativos o acesso a bases de dados redigidos algumas horas antes da divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios norte-americanos disseram na sexta-feira que trabalhavam contra o rel\u00f3gio para limitar o dano que causaria a publica\u00e7\u00e3o no site que se dedica a vazar documentos, enquanto o principal comandante da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, disse \u00e0 imprensa que temia que a revela\u00e7\u00e3o de documentos em massa pusesse vidas em perigo.<\/p>\n<p>Qualquer tipo de publica\u00e7\u00e3o causar\u00e1 \u201cuma situa\u00e7\u00e3o muito desafortunada\u201d, disse Rasmussen, sexta-feira em Berlim, depois de uma reuni\u00e3o com a chanceler alem\u00e3 Angela Merkel.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o posso entrar em detalhes sobre as conseq\u00fc\u00eancias exatas que isto teria para a seguran\u00e7a, mas em geral posso dizer que estes vazamentos podem ter um impacto de seguran\u00e7a muito negativo para as pessoas envolvidas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Diferentemente do caso anterior em que o WikiLeaks divulgou aproximadamente 77.000 documentos sobre as guerras no Afeganist\u00e3o e no Iraque, desta vez o site publicou nomes. A for\u00e7a-tarefa informou ao Comando Central de Estados Unidos quais s\u00e3o os nomes de iraquianos e outros que poderiam causar riscos de seguran\u00e7a caso fossem conhecidos, disseram funcion\u00e1rios<\/p>\n<p>A anterior divulga\u00e7\u00e3o de documentos no WikiLeaks, em julho, enfureceu o Pent\u00e1gono, que acusou o grupo de irresponsabilidade. Fogh Rasmussen disse, na sexta-feira, que os vazamentos \u201cpodem colocar soldados e civis em risco\u201d.<\/p>\n<p><strong>(Com informa\u00e7\u00e3o da AFP e AP)<\/strong><\/p>\n<p>Traduzido por: Valeria Lima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 3.bp.blogspot.com\n\n\n\n\n\n\n\n\nPublicado em 24 de outubro de 2010\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/981\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-981","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-fP","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=981"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/981\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}