{"id":984,"date":"2010-11-17T18:16:17","date_gmt":"2010-11-17T18:16:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=984"},"modified":"2010-11-17T18:16:17","modified_gmt":"2010-11-17T18:16:17","slug":"o-fim-da-guerra-so-com-dialogo-advertiu-mono-jojoy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/984","title":{"rendered":"O fim da guerra s\u00f3 com di\u00e1logo, advertiu Mono Jojoy"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"JUSTIFY\">O povo \u00e9 invenc\u00edvel, e as causas pelas que surgimos seguem vigentes\u2026 por isso nem os imperialistas nem a oligarquia colombiana podem nos derrotar, disse Brice\u00f1o em agosto passado.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>Resumo<\/strong><strong> Latinoamericano\/Alba TV &#8211;<\/strong> Serra de La Macarena, Col\u00f4mbia. Caminho pelos morros da serra de La Macarena com uma esquadra de 11 guerrilheiros das For\u00e7as Revolucion\u00e1rias de Col\u00f4mbia (FARC), penetrando nas entranhas da \u00faltima cadeia montanhosa que exibe a topografia colombiana antes de que a paisagem abunde as plan\u00edcies t\u00e3o verdes como infinitas, capazes de chegar at\u00e9 Venezuela e Brasil, Miles de quil\u00f4metros mais ao oriente.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Passaram quase tr\u00eas anos desde que enviei ao Mono Jojoy uma solicita\u00e7\u00e3o para entrevistar a Tanja Nijmeijer, uma jovem holandesa que se incorporou \u00e0s fileiras das FARC no final de 2002, e faz alguns dias que chegou a resposta positiva. Imediatamente preparei meu equipamento de grava\u00e7\u00e3o, empacotei umas poucas mudas de roupa e empreendi o caminho.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Agora que sigo as marcas de tanja e me aproximo lenta e penosamente ao lugar remoto onde a imagino, cresce minha curiosidade por esta mulher, convertida em uma verdadeira lenda destas selvas onde acontece, desde meios do s\u00e9culo passado, a guerra mais larga do hemisf\u00e9rio ocidental.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Faz um p\u00e1s de semanas vi em Bogot\u00e1 um documental no qual a m\u00e3e de Tanja pede \u00e0s FARC que permitam sua filha voltar a sua casa. A pe\u00e7a audiovisual, dirigida pelo holand\u00eas Leo de Boer, mostra uma m\u00e3e desorientada que voa sobre a selva amaz\u00f4nica em um helic\u00f3ptero do ex\u00e9rcito colombiano gritando por um megafone para que sua filha fuja. Hannie, a m\u00e3e de tanja, tamb\u00e9m aparece no documental pedindo perd\u00e3o a um grupo de v\u00edtimas da guerra pelas eventuais a\u00e7\u00f5es violentas de sua filha.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Enquanto subimos e descemos montanhas em absoluto silencio, com o eco dos morteiros rebotando nas paredes rochosas dos arredores, me vem recorda\u00e7\u00f5es do dia que conheci a holandesa, por junho de 2003, poucos meses depois de seu ingresso \u00e0s fileiras insurgentes. A id\u00e9ia de uma Tanja virtualmente seq\u00fcestrada pelas FARC n\u00e3o se encaixa nada com a entusiasta guerrilheira que vi cara a cara. Ela se chamava Alexandra e usava um fuzil AK 47 que parecia feito a sua medida. Extenuantes jornadas de treinamento por varias semanas esculpiu um corpo que era invejado pelas outras guerrilheiras e seus primeiros amores no monte j\u00e1 come\u00e7avam a se somar \u00e0s folhagens. Tamb\u00e9m se insinuava sua faceta de educadora, pela qual o Mono Jojoy j\u00e1 estava de olho.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Uns meses mais tarde voltei a ver-la. J\u00e1 estava nos acampamentos do comandante do bloco oriental, dando aulas de ingl\u00eas a um seleto grupo de guerrilheiros.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u201cWe are FARC, we are people army\u201d os fazia repetir uma e outra vez, na sala de aula em muito boas condi\u00e7\u00f5es na qual eu a encontrei outra vez.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Os dias e suas noites passam, at\u00e9 que Efr\u00e9n, o comandante da Frente 27 das FARC e chefe do acampamento onde espero, me anuncia o dia 19 de agosto que devo me preparar, pois dentro de algumas horas verei a Holanda. O camarada Jorge (Brice\u00f1o) lhe manda sauda\u00e7\u00f5es, quem talvez lhe d\u00ea uma entrevista, agrega Efr\u00e9n.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">No 20 de agosto realizo uma curta marcha ao fim da qual descubro a Alexandra fundida na folhagem, mesclada com mais de 300 guerrilheiros que se alistam para uma solene parada militar nas que se graduar\u00e3o como guerrilheiros 57 jovens rec\u00e9m integrados \u00e0s fileiras das FARC e se prestar\u00e1 uma homenagem a Jacobo Arenas, um dos fundadores desta enigm\u00e1tica e beligerante for\u00e7a insurgente colombiana.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A c\u00e2mera j\u00e1 est\u00e1 ligada e se encanta com Tanja quando, de repente, entre um denso t\u00fanel de arvores, caminhando lentamente e visivelmente afetado pela diabetes e pelo passar dos anos, entra em cena Jorge Brice\u00f1o, o chefe do bloco oriental das FARC, mais conhecido como Mono Jojoy.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Escoltado por sua guarda pessoal e um pequeno ex\u00e9rcito de enfermeiras, assim como seu filho, Chepe, sua antiga companheira, Shirley, sua sobrinha Diana e o homem encarregado de gravar seus passos, Juli\u00e1n, tamb\u00e9m sobrinho do mais temido guerreiro das FARC e o mais desejado trof\u00e9u de Bogot\u00e1.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Ao terminar a parada militar, depois dos hinos, sa\u00fado o chefe guerrilheiro. \u201cO felicito por se atrever a vir aqui. A partir de amanh\u00e3 podes entrevistar a Alexandra\u201d, me anuncia, ao tempo que lan\u00e7a brincadeiras sobre o estrago que fez a vida e o c\u00e2ncer sobre mim.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Agrade\u00e7o a Jojoy por me permitir chegar at\u00e9 seus dom\u00ednios para fazer a hist\u00f3ria de Tanja, mas advirto que n\u00e3o penso em sair dali sem gravar uma entrevista com ele. Faz mais de sete anos que voc\u00ea n\u00e3o d\u00e1 uma entrevista a ningu\u00e9m \u2013 argumento. O chefe guerrilheiro faz um sil\u00eancio eterno antes de responder. Vou pensar, mas at\u00e9 l\u00e1 se dedique a Holanda \u2013 responde.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">No dia 25 de agosto, 27 dias antes de que uma tormenta de bombas acabe com sua vida, tenho em frente a minhas c\u00e2meras o Mono Jojoy. Esta \u00e9 sua \u00faltima entrevista a um meio de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>Jorge Enrique Botero: Passaram oito anos de Uribe, tamb\u00e9m passaram mais de 10 mil d\u00f3lares de EUA e uns 30 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de investimento colombiano; dezenas de Miles de soldados, avi\u00f5es, desembarques, bombardeios, recompensas, informantes e contudo as FARC seguem a\u00ed&#8230; Como explica isto comandante?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Mono Jojoy: Simplesmente porque o povo \u00e9 invenc\u00edvel e as causas pelas quais surgimos ainda est\u00e3o vivas. Com o uribismo estas causas se multiplicaram e isso faz com que as FARC cada vez se aperfei\u00e7oe pol\u00edtica e militarmente. Essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual nem os imperialistas nem a oligarquia colombiana nem Uribe podem nos derrotar: porque somos o povo em armas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Como se expressa no terreno militar esse aperfei\u00e7oamento das FARC ao qual voc\u00ea se refere?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: Em muito mais mobilidade, melhor cumprimento da comand\u00e2ncia em todos os n\u00edveis da aplica\u00e7\u00e3o t\u00e1tica, operacional e estrat\u00e9gica de nossa linha, mas tamb\u00e9m na organiza\u00e7\u00e3o de massas, do contato com o povo. Continuamos avan\u00e7ando com mais for\u00e7a porque temos 46 anos de exist\u00eancia e vamos para 47. Se aproximam levantes populares. N\u00e3o s\u00f3 em Col\u00f4mbia, mas em toda a Am\u00e9rica, no mundo.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: As FARC vinham de um per\u00edodo de quase tr\u00eas anos de di\u00e1logos, de pouca confronta\u00e7\u00e3o com o ex\u00e9rcito e derrepente se rompem os di\u00e1logos; com que for\u00e7a lhes atingiu esse transito ao Plano Patriota?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: O plano pol\u00edtico militar e estrat\u00e9gico das FARC sempre foi para guerrilhas m\u00f3veis, um ex\u00e9rcito desregular. N\u00f3s durante todo o tempo de conversa\u00e7\u00f5es tivemos isto muito claro, ent\u00e3o o que se produziu foi um acoplamento \u00e0 nova situa\u00e7\u00e3o. Ademais, no governo de Andr\u00e9s Pastrana havia cinco munic\u00edpios liberados da for\u00e7a p\u00fablica, mas o resto estava em conflito pol\u00edtico-militar.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Comandante, caminho a este lugar onde estamos realizando a entrevista, tive a oportunidade de conversar com muitos guerrilheiros, que de alguma maneira se sentiam agradecidos com a quantidade de treinamento, de experi\u00eancia de combate adquirida neste anos. Que transforma\u00e7\u00f5es v\u00ea em sua tropa?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: Um pessoal de base muito mais qualificado, mais pol\u00edtico, mais trabalhador pela paz da Col\u00f4mbia, que v\u00eaem como necess\u00e1ria a confronta\u00e7\u00e3o militar para poder chegar \u00e0s conversa\u00e7\u00f5es. N\u00f3s n\u00e3o estamos fazendo a guerra pela guerra, ou porque gostamos, \u00e9 que o Estado inventou esta guerra e este mesmo Estado com seus dirigentes oligarcas, com os gringos, tem que resolver-la.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Faz uns sete anos, que foi a \u00faltima vez que pude entrevistar-lo, voc\u00ea prognosticava um grupo de prisioneiros de guerra que com o presidente \u00c1lvaro Uribe n\u00e3o ia fazer nenhum tipo de acordo, e seu progn\u00f3stico se cumpriu. Queria te perguntar: em sua opini\u00e3o, para onde vai a guerra, que esperas no futuro com a chegada de Juan Manoel Santos como novo presidente?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: Santos, como continuador de uma pol\u00edtica imperialista, olig\u00e1rquica, buscar\u00e1 por todos os meios destruir a luta do povo colombiano. N\u00f3s, que fazemos parte desta luta, partimos de que o povo \u00e9 invenc\u00edvel, ent\u00e3o a guerra vai para terminar em uma mesa de conversa\u00e7\u00f5es resolvendo o que est\u00e1 colocado nos documentos das FARC, de outra maneira n\u00e3o h\u00e1 acordos. Isto n\u00e3o termina com tiros, nem bombas, nem m\u00edsseis, nem avi\u00f5es: termina com cabe\u00e7a pensante, com pol\u00edticas, resolvendo o que precisa o povo. Para isto vai a guerra. N\u00f3s humildemente, com muita mod\u00e9stia, continuamos enfrentando militarmente porque n\u00e3o h\u00e1 outra sa\u00edda. A guerra vai seguir enquanto a oligarquia decida manter-la. N\u00e3o estamos de acordo com a guerra, fazemos porque no obrigaram, nos impuseram. N\u00e3o h\u00e1 outra decis\u00e3o, e o fazemos com dignidade.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Restam 19 oficiais da for\u00e7a p\u00fablica em poder das FARC. Que sabes de eles, como est\u00e3o de sa\u00fade, em que condi\u00e7\u00f5es se encontram, e que pensas que pode passar com respeito a sua liberdade?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: Primeiro, a troca de prisioneiros continua vigente, porque s\u00e3o as linhas da FARC, por isso lutamos e o povo colombiano tem que por muita energia para tirar a estes suboficiais e oficiais da pol\u00edcia e o ex\u00e9rcito que est\u00e3o em nosso poder. Essa \u00e9 uma decis\u00e3o pol\u00edtica. O governo disse: vamos resgatar pelos meios que sejam, e nessa ordem, houve a\u00e7\u00f5es desgra\u00e7adas, nas quais tiveram oportunidade de sair alguns, mas isso indica que todos podem ter \u00eaxito. O objetivo \u00e9 a troca, e continuamos lutando por isso.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Que noticias tens dos ref\u00e9ns, que se sabe de sua sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: Est\u00e3o bastante cansado pela mobilidade, pelos operativos militares, pelos bombardeios que p\u00f5es em perigo a essas pessoas que lutaram pelo estado, pela oligarquia colombiana, \u00e0 qual eles n\u00e3o lhes importa nem um pouco. Eles somente foram mandados como carne de canh\u00e3o ao combate, onde morrem ou ficam mutilados, sendo pessoas pobres igual que n\u00f3s. Gente do povo.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: especula-se muito sobre um suposto isolamento total que se encontram as FARC, incluindo com frases dizendo que voc\u00eas est\u00e3o comendo ra\u00edzes. Recentemente se fez um grande alarde sobre supostas covas onde voc\u00ea se encontrava escondido&#8230; dizem que voc\u00eas est\u00e3o desconectados do mundo. Que t\u00e3o conectado ao mundo se sente o Mono Jojoy?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: N\u00f3s estamos conectados com o mundo. Estamos informados, e hoje as FARC s\u00e3o conhecidas em todas partes onde h\u00e1 seres humanos. Que comemos ra\u00edzes? Sim, comemos mandioca, comemos batata e outros tub\u00e9rculos. Estamos muito bem, com o melhor estado f\u00edsico, porque somos atletas, somos m\u00f3veis e n\u00e3o nos v\u00e3o amedontrar com nada.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Que faz falta no g\u00eanio pol\u00edtico e militar de Marulanda nas FARC de hoje?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: Sentimos em nosso ser, todo os guerrilheiros das FARC, tanto no secretariado, no estado maior central, comand\u00e2ncias de blocos, comandos conjuntos, frentes, etc, porque n\u00e3o h\u00e1 outro igual.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Qual \u00e9 a pol\u00edtica de fronteira das FARC?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: \u00c9 de boas rela\u00e7\u00f5es com os vizinhos, de organiza\u00e7\u00e3o de massas, de respeito m\u00fatuo, e dentro de estas pol\u00edticas houveram algumas faltas por mandos que n\u00e3o cumprem a orienta\u00e7\u00e3o e tivemos dificuldades. Mas de fraternidade, porque somos povos bolivarianos unidos pela liberdade, justi\u00e7a e unidade.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>A vig\u00eancia da luta armada<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Que responde o Mono Jojoy aos que afirmam que passou o tempo das armas?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: Cada um tem sua forma de pensar. Se est\u00e1s presidindo um Estado, se est\u00e1s de senador de uma rep\u00fablica, se est\u00e1s no poder, tens uma forma de pensar. N\u00f3s, que estamos na luta popular, pensamos que a luta armada revolucion\u00e1ria tem plena vig\u00eancia e por isso os documentos das FARC n\u00e3o tem que ser reformulados, porque isso tem a ver com as oligarquias e com os imperialistas. O dia que acabe a agress\u00e3o contra os povos do mundo, que a oligarquia deixe de matar aos colombianos ent\u00e3o haver\u00e1 transforma\u00e7\u00f5es nesta ordem.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Na sua unidade desempenha-se Alexandra, a jovem holandesa que integrou-se \u00e0s FARC em 2002. Qual \u00e9 sua opini\u00e3o dela? Como interpreta que uma menina como ela esteja nas filas da guerrilha colombiana?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: Ela \u00e9 uma mulher que chegou \u00e0 Col\u00f4mbia por necessidade de trabalho, por desejos de conhecer o mundo e foi conhecendo as FARC porque lhe falavam muito mal das FARC, porque lhe diziam que as FARC n\u00e3o existiam e que \u00e9ramos o pior, e foi conhecendo-nos e se apaixonou da luta revolucion\u00e1ria a partir das FARC. Logo, ela na vida guerrilheira, fez os cursos b\u00e1sicos, os m\u00e9dios, os gerais, tem um desempenho muito bom e as pessoas gostam muito dela. Tamb\u00e9m j\u00e1 come\u00e7a a dirigir por que tem capacidade. \u00c9 uma mulher da qual se especulou muito, mas \u00e9 uma revolucion\u00e1ria europ\u00e9ia, uma internacionalista e atrav\u00e9s dela podem chegar muitos mias, porque a explora\u00e7\u00e3o \u00e9 mundial.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>JEB: Quando ela entrou e voc\u00ea a viu pensou que serviria para guerrilheira ou teve suas d\u00favidas?<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">MJ: No in\u00edcio, quando nos vimos pela primeira vez, pela experi\u00eancia que se tem, se diz, essa n\u00e3o ag\u00fcenta, pelo comportamento que tem de ter na selva, pelo seu estado f\u00edsico, mas me enganei e agora ela anda mais que eu.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Traduzido do Espanhol por Coletivo Paulo Petry, n\u00facleo do PCB\/UJC em Cuba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resumen\n\n\n\n\n\n\n\n\nescrito por Jorge Enrique Botero\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/984\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-984","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-fS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/984\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}