{"id":9857,"date":"2015-11-13T17:26:02","date_gmt":"2015-11-13T20:26:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9857"},"modified":"2015-12-03T11:19:29","modified_gmt":"2015-12-03T14:19:29","slug":"contra-a-violencia-machista-uma-marcha-historica-e-macica-toma-as-ruas-de-madri-na-espanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9857","title":{"rendered":"Contra a viol\u00eancia machista: Uma marcha hist\u00f3rica e maci\u00e7a toma as ruas de Madri, na Espanha!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"148\" width=\"300\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Llegada-manifestacion-violencias-machistas-Espana_EDIIMA20151107_0423_19-300x148.jpg?resize=300%2C148\" alt=\"imagem\" \/>Por\u00a0Marta Borraz \u2013\u00a0Mercedes Domenech \/ Resumen Latinoamericano \/ eldiario.es\/ 07 de novembro de 2015 \u2013 Depois de meses de prepara\u00e7\u00e3o, de trabalho e de coordena\u00e7\u00e3o, chegou o dia. Um evento hist\u00f3rico. A primeira marcha nacional contra as viol\u00eancias machistas ocorreu neste s\u00e1bado, <!--more-->no centro de Madri. A manifesta\u00e7\u00e3o reuniu na capital, pessoas oriundas de todos os pontos da Espanha. \u00c0s dez da manh\u00e3, duas horas antes do in\u00edcio, no Passeio do Prado, come\u00e7aram a se reunir amplos grupos chegados das Can\u00e1rias, Andaluzia, Ast\u00farias ou Pa\u00eds Basco. Com seus cartazes nas m\u00e3os, entoaram as primeiras can\u00e7\u00f5es de protesto enquanto, ansiosas, esperavam a performance de Woman in Black.<\/p>\n<p>Em frente ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, dezenas de mulheres vestidas de preto ficaram em fila e deram as m\u00e3os. Deitadas sobre a cal\u00e7ada, simulando serem os cad\u00e1veres das mulheres assassinadas pelas m\u00e3os de seus companheiros ou ex-companheiros, foram contornadas com giz por v\u00e1rias organizadoras da iniciativa. Ao mesmo tempo, ocorria a emocionante leitura dos nomes e lugares de origem das v\u00edtimas da viol\u00eancia de g\u00eanero em 2015, incluindo v\u00e1rias menores. Algumas participantes n\u00e3o conseguiram conter o choro.<\/p>\n<p>Depois, \u00c1ngela Gonz\u00e1lez, cujo ex-marido assassinou a filha de ambos em um regime de visitas sem supervis\u00e3o, leu o manifesto antes de come\u00e7ar o evento. Durante a leitura de Gonz\u00e1lez, protegida por todos os presentes, v\u00e1rios integrantes da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica Vox empunharam cartazes com os lemas \u201cnem machismo nem feminismo\u201d ou \u201ca viol\u00eancia n\u00e3o tem g\u00eanero\u201d, que suscitou uma rea\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das pessoas que estavam no entorno. Finalmente, a pol\u00edcia decidiu intervir e convidou os integrantes da organiza\u00e7\u00e3o a abandonar a manifesta\u00e7\u00e3o, segundo informou a cadeia Ser.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esta breve interrup\u00e7\u00e3o, \u00c1ngela continuou: \u201cN\u00e3o podemos permitir nenhum assassinato mais. Queremos nossos filhos vivos, n\u00f3s nos queremos vivas\u201d. A leitura terminou com os aplausos dos participantes com gritos de \u201cj\u00e1 basta\u201d.<br \/>\nA marcha, que se estendeu de Atocha, passando por Cibeles at\u00e9 Pra\u00e7a da Espa\u00f1a, foi guiada por uma cabeceira formada por mulheres sobreviventes da viol\u00eancia machista e representantes do movimento feminista. Mar\u00eda, Luis e Susana n\u00e3o puderam conter a emo\u00e7\u00e3o. Vieram de Ja\u00e9n com o objetivo de visibilizar \u201cque o assassinato cont\u00ednuo de mulheres n\u00e3o est\u00e1 recebendo resposta adequada por parte do Governo, nem em quest\u00e3o de or\u00e7amento nem de interesse\u201d, denunciou\u00a0Susana.<br \/>\nSob um sol que tamb\u00e9m esquenta em novembro, se respirou um ambiente de reivindica\u00e7\u00e3o. Os lemas s\u00e3o tantos como raz\u00f5es para participar da marcha: \u201cS\u00e3o assassinos, n\u00e3o s\u00e3o loucos\u201d, \u201cj\u00e1 basta de terrorismo patriarcal\u201d, \u201cn\u00e3o s\u00e3o mortas, s\u00e3o assassinadas\u201d, \u201cn\u00e3o quero seu elogio, quero seu respeito\u201d, \u201cn\u00e3o \u00e9 um impulso, \u00e9 assassinato\u201d. Os gritos, em un\u00edssono, rompem o sil\u00eancio que submete as v\u00edtimas. Elas tamb\u00e9m est\u00e3o ali e tamb\u00e9m gritam. Sem medo.<\/p>\n<p>A marcha fez sua primeira parada em Cibeles, onde o coletivo Gerando Arte colocou flores de cor violeta nas laterais da fonte. A pra\u00e7a estava repleta de pessoas \u2013 segundo a organiza\u00e7\u00e3o, pelo menos 200.000 \u2013, que foram \u00e0s ruas para exigir que a viol\u00eancia de g\u00eanero seja considerada uma quest\u00e3o de Estado. Tamb\u00e9m para reclamar que sejam revertidos os cortes em Igualdade e a revis\u00e3o da Lei Integral contra a Viol\u00eancia de G\u00eanero para ampliar, entre outras quest\u00f5es, a considera\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas de viol\u00eancia machista fora do marco da rela\u00e7\u00e3o marital.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Gran V\u00eda, as participantes encorajavam as pessoas que caminhavam na cal\u00e7ada a somarem-se: \u201cN\u00e3o nos olhem, unam-se\u201d. Aurora, da Associa\u00e7\u00e3o de Ciganas Feministas pela Diversidade, foi uma das mulheres que leu parte do manifesto na Pra\u00e7a da Espa\u00f1a. \u201cN\u00f3s ciganas tamb\u00e9m sofremos viol\u00eancia de g\u00eanero, assim como as demais mulheres, e precisamos visibilizar\u201d, aponta. \u201cPorque o que n\u00e3o se v\u00ea, n\u00e3o existe\u201d.<\/p>\n<p>O segundo recesso da marcha foi na esquina de Gran V\u00eda com a rua Montera. Ali, militantes do Bloco Feminista Estudantil colocaram uma tela negra no ch\u00e3o e a encheram de cabides (s\u00edmbolo do aborto) e de pintura vermelha em sinal de protesto pela \u00faltima modifica\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da gravidez, que impede as menores de abortar sem consentimento de seus pais m\u00e3es ou tutores.<br \/>\nNa pra\u00e7a de Callao, um grupo de mulheres se uniu \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o em representa\u00e7\u00e3o das sete mulheres que est\u00e3o h\u00e1 sete dias em greve de fome na Puerta del Sol contra a viol\u00eancia machista. Uma greve que ser\u00e1 finalizada hoje porque \u201cj\u00e1 n\u00e3o podem mais\u201d, disse uma delas.<\/p>\n<p>Outro dos objetivos desta marcha \u00e9 tornar vis\u00edveis e extirpar da \u201cnormalidade\u201d as outras viol\u00eancias, no plural, porque \u201cn\u00e3o apenas se d\u00e3o no \u00e2mbito do marido ou ex-marido. As agress\u00f5es sexuais tamb\u00e9m s\u00e3o viol\u00eancia e se d\u00e3o igualmente no ambiente de trabalho, social, nas rela\u00e7\u00f5es familiares, na publicidade ou nas m\u00eddias\u201d, disse Noelia Landete, da comiss\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o. Em 30 de outubro passado, a Assembleia 7N lan\u00e7ou no Twitter o hashtag #ViolenciaMachistaEs, que em pouco tempo se converteu em tend\u00eancia.<\/p>\n<p>A marcha terminou na pra\u00e7a da Espa\u00f1a, com a leitura de um segundo manifesto em todas as l\u00ednguas oficiais. Para escut\u00e1-lo, todos e todas as participantes se sentaram no ch\u00e3o, ocupando toda a pra\u00e7a, estendendo-se pelos quase dois quil\u00f4metros que a Gran V\u00eda ocupa.<\/p>\n<p>A Solf\u00f3nica foi encarregada de encerrar o ato. Entoou pe\u00e7as carregadas de simbolismo, entre elas, \u2018Por que cantamos\u2019 de Mario Benedetti: \u201cVoc\u00ea perguntar\u00e1 por que cantamos \/ E cantamos porque o rio est\u00e1 soando \/ e sonha o rio \/ Cantamos porque o cruel n\u00e3o tem nome \/ e, em troca, tem nome seu destino\u201d.<br \/>\nO evento de hoje foi de grandes n\u00fameros: 380 organiza\u00e7\u00f5es territoriais e 70 estatais aderiram, al\u00e9m de sindicatos e partidos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Foto:\u00a0Mobiliza\u00e7\u00e3o em Madri contra a viol\u00eancia machista. (J.DANAE \/ ARGAZKI PRESS)<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2015\/11\/07\/espana-una-marcha-historica-y-multitudinaria-toma-la-calle-contra-la-violencia-machista\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por\u00a0Marta Borraz \u2013\u00a0Mercedes Domenech \/ Resumen Latinoamericano \/ eldiario.es\/ 07 de novembro de 2015 \u2013 Depois de meses de prepara\u00e7\u00e3o, de trabalho e \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9857\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[97],"tags":[],"class_list":["post-9857","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c110-espanha"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2yZ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9857","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9857"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9857\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9857"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9857"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9857"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}