{"id":9872,"date":"2015-11-14T20:26:24","date_gmt":"2015-11-14T23:26:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=9872"},"modified":"2015-12-03T11:19:02","modified_gmt":"2015-12-03T14:19:02","slug":"israel-os-meios-de-comunicacao-e-a-anatomia-de-uma-sociedade-doente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9872","title":{"rendered":"Israel, os meios de comunica\u00e7\u00e3o e a anatomia de uma sociedade doente"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"400\" width=\"620\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Palestina-intifada-antorcha-620x400.jpg?resize=620%2C400\" alt=\"imagem\" \/><b>Eric Draitser*\/Resumen Medio Oriente\/Rebelion, 2 de novembro de 2015 \u2013 <\/b><\/p>\n<p>O v\u00eddeo do menino palestino de 13 anos Ahmed Manasrah dessangrando na cal\u00e7ada de um bairro de Jerusal\u00e9m Ocidental foi descrito como \u201cchocante\u201d, \u201cpreocupante\u201d e \u201cdoloroso de ver\u201d. Os monstruosos e abusivos insultos verbais dos israelenses vendo o menino retorcer <!--more-->em agonia est\u00e3o, inevitavelmente, caracterizados como \u201cdesumanos\u201d e \u201ccru\u00e9is\u201d; e de fato o s\u00e3o. <i><b>\u201cMorre, filho da puta! Morre! Morre!\u201d<\/b><\/i> , eram os gritos dos espectadores israelenses que podem ser escutados no v\u00eddeo que se converteu em viral nas redes sociais.<\/p>\n<p>Embora tenha ocorrido muita discuss\u00e3o acerca deste v\u00eddeo e de outros atos similares, onde estiveram envolvidas execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais de jovens palestinos acusados por Israel de ter apunhalado israelenses (ainda est\u00e1 em disputa a veracidade de algumas destas acusa\u00e7\u00f5es), \u00e9 evidente que n\u00e3o existe uma an\u00e1lise das implica\u00e7\u00f5es sociol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Concretamente, se converteu em um tabu interrogar que classe de conclus\u00f5es ideol\u00f3gicas e psicol\u00f3gicas pode ser extra\u00edda sobre a sociedade israelense, uma sociedade onde tal comportamento n\u00e3o \u00e9 um caso at\u00edpico; onde, em lugar de ser uma anomalia, \u00e9 indicativo de uma importante, se n\u00e3o a principal atitude.<\/p>\n<p>Este tratamento, inegavelmente b\u00e1rbaro n\u00e3o \u00e9 simples \u00f3dio e n\u00e3o pode ser explicado ou justificado. Por\u00e9m, isso \u00e9 precisamente o que fazem os meios de comunica\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nicos. Basta dizer que existem muitos analistas pol\u00edticos, ativistas e outros que s\u00e3o t\u00edmidos quando se trata de condenar firmemente a sociedade e as atitudes israelenses. Eles est\u00e3o, e com muita justifica\u00e7\u00e3o, temerosos de ser demonizados como antissemitas, aterrorizados de que, em lugar de um di\u00e1logo aberto e um exame cr\u00edtico, seus argumentos sejam distorcidos e qualificados como de \u00f3dio e racistas.<\/p>\n<p>Embora tais acusa\u00e7\u00f5es sejam \u00e0s vezes justificadas \u2013 como no caso de fan\u00e1ticos fascistas e neonazistas para quem \u201cjudeu\u201d \u00e9 sin\u00f4nimo de \u201cmal\u201d \u2013, em outras se trata de desvios intencionalmente enganosos, criados para proteger a sociedade israelense da cr\u00edtica que t\u00e3o claramente merece.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, aqueles cujo interesse est\u00e1 na justi\u00e7a e em dizer a verdade n\u00e3o podem permanecer em sil\u00eancio, n\u00e3o podem permitir sua convers\u00e3o em v\u00edtimas da autocensura induzida pelo medo, porque a cr\u00edtica silenciada de Israel \u00e9, na realidade, um fracasso da defesa adequada dos oprimidos; \u00e9 uma abdica\u00e7\u00e3o da responsabilidade de falar contra a injusti\u00e7a, a brutalidade do colonialismo e a desumanidade do sionismo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>\u00c9 igualmente um abandono do dever de desconstruir as narrativas dominantes pelo interesse da justi\u00e7a social, de desafiar a propaganda dos meios de comunica\u00e7\u00e3o corporativos cuja fun\u00e7\u00e3o principal \u00e9 proteger o poder da luz inc\u00f4moda da cr\u00edtica. N\u00e3o posso e n\u00e3o estarei em sil\u00eancio.<\/p>\n<p><b>Os meios de propaganda e o perigo de falsa equipara\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Lendo o <i>New York Times<\/i> , <i>Washington Post<\/i> e outros principais meios de comunica\u00e7\u00e3o, supostamente liberais, nenhum deles poderia ser perdoado por pensar que a natureza do conflito palestino-israelense \u00e9 olho por olho, que \u00e9 o produto de uma rela\u00e7\u00e3o causa-efeito entre iguais. Assim \u00e9, precisamente, como se retrata o conflito em quase todos os jornais chamados \u201crespeit\u00e1veis\u201d. Tomemos, por exemplo, um artigo publicado nos Estados Unidos do \u201cregistro oficial\u201d, o <i>New York Times<\/i> , apenas algumas horas depois do incidente, com o t\u00edtulo \u201cSomar ao desafio da seguran\u00e7a em Israel esfaqueamentos e rea\u00e7\u00f5es mortais\u201d [Stabbings, and Deadly Responses, Add to Israel\u2019s Security Challenge].<\/p>\n<p>Somente na desconstru\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo fica claro onde se encontram o preconceito e o engano. O <i>Times<\/i> impregna o t\u00edtulo do artigo com uma presun\u00e7\u00e3o de culpabilidade atribu\u00edda aos palestinos. De acordo com a l\u00f3gica sint\u00e1tica da constru\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo, a palavra \u201cesfaqueamentos\u201d (apresentada primeiro) \u00e9 a raiz do problema e, portanto, as \u201crespostas mortais\u201d s\u00e3o apenas isso, rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O efeito \u00e9 justificar o assassinato de palestinos apresentando-os como uma simples resposta a um fator extremo: a viol\u00eancia contra os israelenses. Por\u00e9m, \u00e9 claro, qualquer pessoa que tenha um conhecimento rudimentar do assunto sabe que os esfaqueamentos s\u00e3o em si respostas aos ataques dos colonos israelenses e das for\u00e7as de seguran\u00e7a contra os palestinos, assim como a consequ\u00eancia previs\u00edvel da brutalidade e da ocupa\u00e7\u00e3o aparentemente intermin\u00e1veis, a pobreza e o desespero.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do colonialismo est\u00e1 repleta de exemplos deste tipo. E, \u00e9 claro, os israelenses, e o pr\u00f3prio Estado de Israel, se apresentam como as v\u00edtimas. O t\u00edtulo marca o tema como um \u201cdesafio \u00e0 seguran\u00e7a\u201d de Israel, em lugar de, por exemplo, um problema do colonialismo ou de uma cruel ocupa\u00e7\u00e3o. Assim que, tomados em sua totalidade, o t\u00edtulo e o artigo t\u00eam o efeito acumulativo de fazer passar \u00e0s v\u00edtimas por assassinos e os algozes por v\u00edtimas, invertendo assim a rela\u00e7\u00e3o do opressor com o oprimido.<\/p>\n<p>Esta invers\u00e3o \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria com a finalidade de encobrir os crimes de Israel e absolver o Estado de sua fan\u00e1tica e fascista culpa. Inclusive o tratamento supostamente justo da quest\u00e3o por parte da <i>NBC News<\/i> , de uma suposta corrente moderada, incorre em um tratamento desonesto do conflito e da viol\u00eancia recente.<\/p>\n<p>Ao cobrir o incidente, a <i>NBC News<\/i> publicou uma hist\u00f3ria sobre os disparos de morte contra o menino Ahmed Manasrah e o posterior sarcasmo com o t\u00edtulo \u201cO v\u00eddeo viral do disparo contra Ahmed Manasrah resume o atual conflito entre Israel e Palestina\u201d [Viral Video of Shot Ahmed Manasrah Sums Up Israel-Palestinian Conflic].<\/p>\n<p>O artigo pretende apresentar o tema corretamente com a apresenta\u00e7\u00e3o dos fatos que rodearam o execr\u00e1vel assassinato de Ahmed como um evento emblem\u00e1tico de todo o conflito. Essencialmente, a <i>NBC News<\/i> pretende assim dar a conhecer as vers\u00f5es opostas de fontes israelenses e palestinas como indicativo da luta mais ampla para a opini\u00e3o p\u00fablica, tentando convencer os leitores de que as acusa\u00e7\u00f5es e as contra-acusa\u00e7\u00f5es s\u00e3o simplesmente mais do mesmo e que a verdade \u00e9 simplesmente incognosc\u00edvel; depois de tudo, fontes israelenses dizem X, fontes palestinas dizem Y. Sup\u00f5em que nunca o saberemos. O leitor deste artigo da <i>NBC<\/i> fica com a conclus\u00e3o totalmente desonesta, ainda que politicamente muito \u00fatil, de que ambas as partes s\u00e3o igualmente culpadas, igualmente dignas de culpa e que o conflito mesmo est\u00e1 mais al\u00e9m da an\u00e1lise cr\u00edtica. Mais ainda, apresentando o tema deste modo, o meio de difus\u00e3o, neste caso a cadeia <i>NBC<\/i> , se considera justa, por ter proporcionado uma informa\u00e7\u00e3o equilibrada.<\/p>\n<p>Na realidade, no entanto, simplesmente ocultou a verdadeira natureza do conflito, que surge entre um opressor colonial e suas v\u00edtimas, deslocadas e despossu\u00eddas de forma sistem\u00e1tica durante sete d\u00e9cadas. Por\u00e9m, deixando de lado a falsa equival\u00eancia ao ocultar a verdade da quest\u00e3o, a <i>NBC News<\/i> revela aqui, inadvertidamente, algo fundamentalmente verdadeiro sobre o conflito e \u00e9 que, efetivamente, este incidente \u201cresume muito do conflito entre Israel e Palestina\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o terem tido a inten\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo, a <i>NBC News<\/i> exp\u00f4s corretamente o fato de que o comportamento dos israelenses frente \u00e0 c\u00e2mera \u00e9 claramente emblem\u00e1tico da sociedade em geral de Israel, que v\u00ea os meninos palestinos como \u201ccachorros\u201d e \u201cfilhos da puta\u201d, n\u00e3o aptos para respirar, indignos de viver.<\/p>\n<p><b>A patologia do fascismo israelense<\/b><\/p>\n<p>O que o v\u00eddeo de Ahmed Manasrah deixa descoberto para que o mundo veja \u00e9 a desumanidade do sionismo, uma ideologia de supremacia judia que, necessariamente, coloca os n\u00e3o judeus em uma rela\u00e7\u00e3o inferior aos judeus, que outorga menos valor \u00e0 vida do n\u00e3o judeu. N\u00e3o \u00e9 simples \u00f3dio o que motivou os repugnantes coment\u00e1rios dos espectadores, \u00e9 um arraigado sentido intergeracional da superioridade de ra\u00e7a, da desumaniza\u00e7\u00e3o dos palestinos e dos \u00e1rabes em geral.<\/p>\n<p>Este fator fundamental \u00e9 apenas muito raramente discutido, por\u00e9m se encontra no cora\u00e7\u00e3o do conflito palestino. Ao ver os \u00e1rabes como menos humanos, muitos israelenses s\u00e3o capazes de justificar, mesmo em um n\u00edvel inconsciente, todas as formas de brutalidade, de viol\u00eancia e de opress\u00e3o. \u00c9 preciso dizer aqui que alguns israelenses lutam contra este tipo de pensamento (Gideon Levy \u00e9 talvez o cr\u00edtico mais proeminente e franco de dita ideologia de supremacia), por\u00e9m lamentavelmente est\u00e3o afogados pela barb\u00e1rie raivosa da direita israelense (e muitas do centro, tamb\u00e9m \u00e9 preciso dizer). E este fen\u00f4meno, facilmente classificado como antissemita, \u00e9 o que sustenta todas as pol\u00edticas israelenses. E a aceita\u00e7\u00e3o ativa ou passiva dessas pol\u00edticas de parte do corpo pol\u00edtico israelense.<\/p>\n<p>Enquanto Ahmed Manasrah permaneceu dessangrando em meio a um redemoinho de insultos por parte dos israelenses pode provocar um breve derramamento de downloads nas redes sociais, n\u00e3o \u00e9 mais que um exemplo desse tipo de viol\u00eancia? \u00c9 realmente t\u00e3o diferente das escavadoras israelenses demolindo in\u00fameras casas palestinas? De alguma maneira, \u00e9 mais b\u00e1rbaro que o inc\u00eandio de habita\u00e7\u00f5es palestinas com os beb\u00eas que dormem no interior? Talvez fosse melhor n\u00e3o expressar surpresa e indigna\u00e7\u00e3o pelo v\u00eddeo, mas v\u00ea-lo como a consequ\u00eancia l\u00f3gica da ideologia fascista e racista adotada pelos l\u00edderes do Estado de Israel.<\/p>\n<p>Para os israelenses, o v\u00eddeo se limita a continuar o exemplo de l\u00edderes como a ministra de Justi\u00e7a, Ayelet Shaked, que no apogeu da guerra criminosa de Israel contra Gaza no ver\u00e3o de 2014, infamemente escreveu:<\/p>\n<p>\u201c <i>O povo palestino nos declarou guerra e devemos responder com a guerra. N\u00e3o um operativo, n\u00e3o um movimento lento nem de baixa intensidade ou escalada controlada, n\u00e3o destrui\u00e7\u00e3o da infraestrutura do terror nem assassinatos seletivos. Suficiente com as refer\u00eancias indiretas. Esta \u00e9 uma guerra&#8230; N\u00e3o \u00e9 uma guerra contra o terror, tampouco uma guerra contra os extremistas e nem sequer uma guerra contra a Autoridade Palestina \u2026 <\/i><\/p>\n<p><i>Trata-se de uma guerra entre dois povos. Quem \u00e9 o inimigo? O povo palestino&#8230; O que \u00e9 t\u00e3o horr\u00edvel acerca de entender que todo o povo palestino \u00e9 o inimigo? Toda guerra entre dois povos e em todas as guerras as pessoas que come\u00e7aram a guerra, toda essa gente, \u00e9 o inimigo&#8230; Por tr\u00e1s de cada terrorista existem dezenas de homens e mulheres sem os quais n\u00e3o pode existir o terrorismo. Todos eles s\u00e3o combatentes inimigos e seu sangue se derramar\u00e1 sobre todas suas cabe\u00e7as. <\/i><\/p>\n<p><i>Isto tamb\u00e9m inclui as m\u00e3es dos m\u00e1rtires&#8230; Elas devem seguir seus filhos, nada seria mais justo. Devem desaparecer, assim como as casas f\u00edsicas nas quais se plantaram as serpentes. Do contr\u00e1rio, mais serpentes menores ser\u00e3o criadas nelas\u201d. <\/i><\/p>\n<p>Uma ret\u00f3rica semelhante, com toda a desumaniza\u00e7\u00e3o que implica, \u00e9 uma reminisc\u00eancia de in\u00fameras ideologias fascistas, do nazismo alem\u00e3o da d\u00e9cada de 1930, da pol\u00edtica contempor\u00e2nea do setor de direita da Ucr\u00e2nia e do Batalh\u00e3o Azov.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de \u201cguerra total\u201d contra todo um povo, entre eles mulheres e crian\u00e7as n\u00e3o combatentes, est\u00e1 realmente para al\u00e9m da simples propaganda de guerra. \u00c9 a apologia do genoc\u00eddio e da limpeza \u00e9tnica. E este \u00e9 exatamente o ponto: a limpeza \u00e9tnica, como um conceito e objetivo militar, se converteu na moeda pol\u00edtica de Israel moderno. Assim, por que deveria surpreender a algu\u00e9m que os jovens israelenses desejem \u00e0 morte um palestino sangrando, chamando-o de \u201cfilho da puta\u201d? Depois de tudo, n\u00e3o \u00e9 Ahmed Manasrah apenas outra \u201cpequena serpente\u201d?<\/p>\n<p>\u2026 <b>E mais uma coisa<\/b><\/p>\n<p>Se a hist\u00f3ria passada \u00e9 um indicador, o que se escreveu acima, sem d\u00favida, provocar\u00e1 algumas rea\u00e7\u00f5es negativas, condena\u00e7\u00f5es, cartas de \u00f3dio e insultos de todo tipo. \u201cAntissemita\u201d, \u201ctraidor\u201d e \u201cauto-\u00f3dio\u201d s\u00e3o alguns dos ep\u00edtetos mais comuns que escutei infinitas vezes quando escrevi ou falei sobre Israel, o sionismo, a supremacia judia, e tais quest\u00f5es.<\/p>\n<p>Estas cal\u00fanias n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o me desencorajam, como me motivam a falar mais francamente, j\u00e1 que s\u00e3o uma indica\u00e7\u00e3o de que as palavras est\u00e3o atacando um n\u00facleo que est\u00e1 em decomposi\u00e7\u00e3o e necessita urgentemente ser exposto. Eu reconhe\u00e7o igualmente o privil\u00e9gio com o qual escrevo estas linhas.<\/p>\n<p>Como ateu confesso que repudia o etnonacionalismo e o tribalismo inerentes \u00e0 ideologia pol\u00edtica do sionismo, minha origem judia me d\u00e1 um pouco de distanciamento das acusa\u00e7\u00f5es de antissemitismo (n\u00e3o a impede, \u00e9 claro).<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o s\u00f3 me permite uma maior liberdade para escrever e falar livremente sobre estes temas, como tamb\u00e9m me lembra de que tenho o dever de faz\u00ea-lo. Aqueles que n\u00e3o se op\u00f5em diretamente aos crimes do imperialismo, o colonialismo, a opress\u00e3o e o genoc\u00eddio, sem d\u00favida, s\u00e3o cumplices deles. Eu, de minha parte, n\u00e3o serei.<\/p>\n<p><i><b>*Eric Draitser \u00e9 o fundador do StopImperialism.org e apresentador do CounterPunch Radio. \u00c9 analista geopol\u00edtico independente com sede na cidade de Nova York. Traduzido do ingl\u00eas para Rebeli\u00f3n por J. M.<\/b><\/i><\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2015\/11\/02\/israel-los-medios-de-comunicacion-y-la-anatomia-de-una-sociedad-enferma\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Eric Draitser*\/Resumen Medio Oriente\/Rebelion, 2 de novembro de 2015 \u2013 O v\u00eddeo do menino palestino de 13 anos Ahmed Manasrah dessangrando na cal\u00e7ada \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/9872\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-9872","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-2ze","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9872"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9872\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}