As Conquistas Sociais na União Soviética

imagemO PODER POPULAR Nº 26 – ESPECIAL 100 ANOS DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA NA RÚSSIA

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi o primeiro Estado socialista do mundo. Depois de assumirem o poder, os bolcheviques instalaram um governo formado por operários, camponeses e intelectuais revolucionários.

De imediato foram adotadas diversas medidas inéditas destinadas a modificar totalmente a sociedade russa: reforma agrária e fim da propriedade privada da terra; extinção de todos os títulos de nobreza; desapropriação de indústrias, bancos e grandes estabelecimentos comerciais, que passaram para o controle do Estado proletário; nacionalização dos investimentos estrangeiros; criação do Exército Vermelho, com a finalidade de garantir as conquistas da Revolução Socialista.

Após a guerra civil provocada pelos defensores do antigo regime, com o apoio militar dos países imperialistas, o Partido Comunista (antigo Partido Bolchevique, fração majoritária do Partido Operário Social Democrata Russo), vitorioso graças ao apoio do povo russo, reconstruiu o país e implantou a mais avançada legislação social do mundo.

Direitos da Mulher: a Revolução de 1917 garantiu a igualdade de direitos para todos e instituiu o voto da mulher. Com medo de que de que as feministas no mundo passassem a ver no comunismo um sistema mais atrativo que o capitalismo, muitos países ocidentais, onde era forte o movimento das mulheres, legalizaram o voto feminino: a Grã-Bretanha e a Alemanha em 1918, os EUA em 1920, e outros logo em seguida. A França foi a única potência que só reconheceu esse direito em 1944.

Legislação Trabalhista: todas as conquistas que hoje existem em defesa do trabalhador e que os capitalistas querem retirar para favorecer seus lucros ganharam força e viraram leis em muitos países depois de 1917, como a semana trabalhista de 5 dias, férias gozadas e pagas, licença maternidade, assistência de saúde, segurança para os operários, etc.

Descobertas científicas: os soviéticos lançaram o primeiro satélite, o primeiro homem e a primeira mulher ao espaço; desenvolveram programas televisivos e o sistema de difusão direta via satélite; tiveram êxito na aplicação de energia nuclear para fins pacíficos, na criação de próteses ou órgãos humanos artificiais, no primeiro helicóptero e no uso inédito da xerografia.

Melhores condições de vida: em 50 anos de Revolução Socialista, a produção industrial soviética passou de 12 para 85% da alcançada pelos EUA, atingindo patamares inéditos de igualdade, segurança, saúde, habitação, emprego, educação e cultura. O socialismo pôs fim à inflação, à discriminação racial e à pobreza extrema. A expectativa média de vida duplicou, e a mortalidade infantil caiu 90%. Segundo a UNESCO, nunca uma sociedade tinha elevado tanto o nível de vida da população em tão pouco tempo.

Direito pleno à Educação e à Cultura: na URSS todos os graus de ensino, do pré-escolar ao pós-doutoramento, eram gratuitos, coisa que não acontece na imensa maioria dos países capitalistas. Nos EUA, por exemplo, os trabalhadores gastam metade do seu salário em habitação e serviços básicos. Na década de 1970, a URSS foi reconhecida pela UNESCO como o país do mundo onde se liam mais livros e viam mais filmes. O número de visitantes de museus representava metade da população, e a frequência a teatros ultrapassava o seu total.

Esportes: o alto desenvolvimento científico e educacional alcançado pela União Soviética propiciou que o país se tornasse uma das principais potências olímpicas da história. Foram mais de 1.000 medalhas ganhas em nove edições dos Jogos Olímpicos de Verão. A ginástica, o atletismo, as lutas e o halterofilismo foram as modalidades que mais venceram. A União Soviética destacou-se também no basquete, no vôlei e no futebol.

Com o fim da URSS em 1991, o número de pobres no país aumentou mais de 150 milhões, a economia e os salários encolheram mais de 50%. 75% dos russos passaram para o nível de pobreza e doenças antes erradicadas atingiram proporções epidêmicas. A esperança média de vida caiu para os níveis do século XIX.