AGORA É LULA!

Derrotar a extrema direita nas urnas e nas ruas!

JORNAL O PODER POPULAR 110 (OUTUBRO 2026)

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) participou no primeiro turno das eleições deste ano apresentando a sua candidatura própria à Presidência da República e quatro camaradas disputando governos estaduais, candidatos ao Senado e ao parlamento, além de um conjunto importante de apoio que prestamos a determinadas candidaturas de forças políticas aliadas. Participamos das eleições para, acima de tudo, debater com trabalhadores, trabalhadoras, juventude e movimentos populares o nosso Programa Político Anticapitalista e Anti-imperialista. As ideias do Poder Popular foram apresentadas em vários lugares do Brasil.

Nosso candidato à Presidência, Edmilson Costa, visitou vários estados e participou de inúmeras entrevistas e debates em órgãos alternativos de imprensa, nas redes sociais e até mesmo em alguns espaços da mídia burguesa. Nossa candidata a vice-presidente, Cleusa Santos, também exerceu um importante papel na divulgação das propostas do PCB. Parabenizamos o trabalho coletivo da nossa militância e das candidaturas nos Estados, que, sem recursos do Fundo Eleitoral, se dedicaram a divulgar da forma mais ampla possível a plataforma do Poder Popular e do Socialismo.

O resultado do primeiro turno demonstrou um grande avanço da direita e da extrema-direita no Congresso Nacional, em governos estaduais e nas assembleias legislativas, reproduzindo no Brasil o fenômeno mundial do crescimento do fascismo, bem como a falência da política de conciliação de classes empreendida pelos setores da social-democracia e do social-liberalismo.

O PCB compreende a conjuntura adversa e complexa que atravessamos. Entendemos que, neste momento, é preciso somar forças para barrar o avanço da extrema-direita. Sem baixar nossas bandeiras nem esconder nossas divergências, devemos atuar de forma militante na campanha para eleger Lula e derrotar Flávio Bolsonaro.

No Brasil, o PCB é uma histórica força no combate ao fascismo e a todas as manifestações da extrema-direita. É nosso dever nos incorporar aos movimentos sociais, sindicais, populares, estudantis e culturais, e onde quer que sejam constituídos ou já existam comitês de campanha, para buscar derrotar o fascismo.

Está em jogo a defesa dos empregos e dos direitos trabalhistas, a qualidade dos serviços públicos, a saúde, a educação, a aposentadoria, a moradia e as condições de vida das famílias trabalhadoras. Num governo ultrarreacionário, haverá, sem dúvida, uma política de terra arrasada, com a ampliação das privatizações, a destruição dos direitos sociais, o fim da nossa soberania e a entrega das nossas riquezas ao imperialismo.

Vamos disputar cada voto nas ruas, casa a casa, em cada quarteirão, em cada município, em cada estado e, por fim, em todo o país. A luta em favor dos direitos sociais e das liberdades democráticas exige consciência, organização e mobilização. Sem uma intensa atuação nas ruas, não será possível derrotar a extrema-direita nas urnas.

Nesse sentido, orientamos toda a nossa militância do PCB, dos nossos coletivos partidários, amigos, amigas e simpatizantes, e conclamamos o conjunto das forças democráticas e dos movimentos populares a se integrarem no esforço para, no segundo turno, derrotarmos a candidatura de Flávio Bolsonaro e, posteriormente, nos prepararmos para as batalhas que virão, nesse cenário de maior hegemonia da extrema-direita tanto na institucionalidade como na sociedade.

Avante, camaradas!