Honduras

HONDURAS: UM GOLPE DE MESTRE

Ivan Pinheiro* Temos que tirar o chapéu. O imperialismo norteamericano, envolvido ativamente antes, durante e depois do golpe de Estado em Honduras, fez agora uma jogada esperta, passando à opinião pública mundial a impressão de campeão da paz e da democracia, exatamente no momento em que a imagem de Obama se desgasta, por prosseguir a política belicista de Bush e estar à beira de uma derrota militar no Afeganistão e talvez no Iraque.

HONDURAS: Quem é quem na luta efetiva pela democracia

Por: Duarte Pereira Segundo o representante dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos, quem derruba um presidente constitucionalmente eleito pelo crime de PROPOR uma consulta popular sobre emenda à Constituição e, além disso, reprime os justos protestos populares e restringe as liberdades democráticas, e quem apóia esses golpistas ainda que dissimuladamente, são “responsáveis”. Quem resiste ao golpe e luta pelas liberdades democráticas, e quem os apóia ainda que limitadamente, são “irresponsáveis”.

A crise de Honduras no marco do novo Sistema Interamericano de Defesa

Serviço Informativo “Alai-amlatina” (por Cel. José García e Elsa Maria Bruzzone) ALAI AMLATINA, 05/08/2009 – Quando a “Guerra Fria” chegou ao fim e apareceu claramente o verdadeiro conflito: Norte – Sul, os EUA começaram a buscar novos inimigos como fundamento de sua nova estratégia de Segurança. Partiu então, da base de que para assegurar que seus objetivos estratégicos mantivessem o predomínio mundial, tão duramente alcançado, era necessário garantir ouso e controle dos recursos naturais estratégicos que constituem o fundamento de seu funcionamento como macro potência. Para isso, chegou à conclusão de que seu enorme poderio militar devia estar em qualquer lugar do mundo onde fossem encontrados esses recursos, seja em exploração ou em reserva, e para fundamentar uma implantação castrense de tal magnitude,decidiram que os novos inimigos seriam: o narcotráfico, o terrorismo, os possuidores de armas de destruição em massa, as migrações e os nacionalismos.

As pedras de Tegucigalpa

Crédito: Álbum PCB Flickr Honduras: a revolução nacional-libertadora tardia Por Ivan Pinheiro Os dias que passei em Honduras, na fraterna companhia de Amauri Soares e Marcelo Buzetto, serviram para consolidar as impressões que, desde o Brasil, expusera no artigo “Contra a manobra do pacto de elites”. Definitivamente, o golpe não só contou como ainda conta com o apoio material e político do imperialismo estadunidense, que foi obrigado a dissimular sua participação em razão dos erros cometidos na execução do golpe, sobretudo o fato de o mundo ter sido surpreendido com a prisão e a retirada à força de Manuel Zelaya do país, sem uma satanização prévia.

HONDURAS: Resolução do Encontro da Esquerda de Honduras

Setembro 2008 Por nossa segunda independência Condenamos a subserviência das oligarquias com o império gringo Há 187 anos, nossos heróis lutaram e conquistaram a nossa independência da Espanha. Porém, esta proeza não se converteu numa Libertação Nacional para o povo centro-americano, porque deixou intactas as estruturas econômicas, sociais e políticas da oligarquia local, responsável, junto ao imperialismo inglês, pela posterior desunião da América Central. Hoje em dia, os herdeiros dessa mesma oligarquia corrupta, parasitária e exploradora são os que detêm o poder e mantêm nosso povo em condições degradantes e desumanas de miséria e dominação, aplicando um capitalismo neoliberal que converte em mercadorias o ser humano, os recursos naturais, os serviços públicos e inclusive a política, violando os direitos humanos mais elementares de hondurenhos e hondurenhas.