Mês
agosto 2008

A crise no Cáucaso

Publicamos aqui três interessantes artigos sobre a crise no Cáucaso: “Uma reflexão sobre a autodeterminação dos povos e a crise do Cáucaso”, do

BOLÍVIA: À ESQUERDA, NÃO BASTA GANHAR ELEIÇÕES!

A difícil situação da Bolívia depois do referendo de 10 de Agosto analisada por Ivan Pinheiro tem, entre outros méritos, o de de ser feito por quem conhece directamente a situação, pois esteve na Bolívia antes, durante e depois do referendo. Ivan Pinheiro (*) – 25.08.08 Evo Morales foi consagrado em meio ao seu mandato, em referendo convocado por ele próprio, com 67% dos votos, ou seja, 14% a mais do que quando foi eleito Presidente, em 2005 (53%). Até na Meia Lua, onde viceja o separatismo, Evo dividiu o eleitorado: ganhou em Pando, empatou em Tarija e perdeu de pouco em Beni e Santa Cruz de la Sierra. Do total de nove Departamentos (Estados) da Bolívia, ganhou em sete. Mesmo nos dois em que perdeu, teve mais votos que em 2005. Em La Paz que, junto com El Alto, tem um terço do eleitorado nacional, Evo Morales teve 83% dos votos.

A PETROBRÁS E AS DIFERENÇAS ENTRE PCB E PCdoB

Muita gente faz confusão entre PCB e PCdoB, pois as siglas são parecidas e ambos têm a palavra comunista no nome. Uns pensam que é um só partido; outros trocam os nomes, quando a algum deles se referem. Além do mais, apesar de ter sido criado em 1962, o PCdoB insiste em comemorar a fundação do PCB, que se deu em 1922. Temos sido bastante discretos no trato de nossas divergências, sobre o capitalismo brasileiro, a política de alianças, a prioridade de formas de luta, o tipo de partido. Nós os consideramos reformistas; mas não dizemos isso para ofender. É uma crítica. O PCB também já foi reformista, principalmente nos anos 80.

PCB SAÚDA VITÓRIA DE EVO MORALES

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) expressa publicamente seus cumprimentos ao presidente Evo Morales, a seu governo, aos partidos e movimentos que lhe dão

SOLIDARIEDAD DE PCB CON PARAGUAY

O Secretário Geral do PCB, Ivan Pinheiro, chega hoje ao Paraguai, para participar da posse do novo Presidente, Fernando Lugo. Ivan chegou da Bolívia, onde esteve fazendo contatos políticos e prestando solidariedade do PCB no referendo revogatório, que acabou por confirmar a continuidade do processo de mudanças. SOLIDARIEDAD DE PCB CON PARAGUAY Una Deuda Histórica El nuevo presidente del Paraguay, Fernando Lugo, presentó, como uno de los principales ejes de su campaña, la disposición a renegociar los termos del acuerdo que creó la binacional Itaipú, sobretodo el bajo precio que Brasil paga por los excedentes de energía generada.

REFERENDO REVOGATÓRIO NA BOLÍVIA

EVO GANHA UMA BATALHA, MAS A GUERRA CONTINUA Escrevo na manhã de segunda-feira, após o referendo, cujo resultado oficial só será conhecido dentro de uma semana. A votação e a apuração ainda são manuais por aqui. À noite, foram divulgadas algumas pesquisas de boca-de-urna e projeções, a partir de poucos votos apurados. Portanto, nada até agora é oficial. A julgar por todos os prognósticos, Evo Morales será consagrado em meio a seu mandato, com mais votos (mais de 60%) do que quando foi eleito Presidente, em 2005 (53%). Na Meia Lua, Evo ontem teve em média, 40% dos votos; nos demais departamentos, cerca de 80%.

Sobre os ombros de Kornilov

Por: Jorge Sanmartino* (especial para ARGENPRESS.info) Originalmente publicado em 06/08/2008 A Central Operária da Bolívia (Central Obrera de Bolívia, COB) iniciou no dia 21 de julho, uns quinze dias antes do referendo revogatório, uma greve geral por tempo indeterminado com bloqueio de vias e manifestações permanentes até que seu projeto de lei sobre pensões seja votado no Congresso Nacional. É o protesto mais importante que a COB realiza em anos. Jaime Solares, o mais radical dentre todas as lideranças da COB, defendeu inclusive que, no caso do projeto não ser aprovado, fariam um “voto de castigo”. O atual Secretário Executivo da Central Operária do Departamento de Oruro, foi Secretário Executivo da COB até 2006. De tom combativo, Solares parece invocar Lênin para exemplificar alguns de seus próprios atos. Poderíamos então invocar os conselhos do velho líder bolchevique para exemplificar o que hoje está fazendo a COB? Porque sua greve geral por tempo indefinido, com bloqueio da principal estrada do país, explosão de pontes com dinamite e enfrentamentos diretos, acaba de cobrar a vida de dois mineiros de Huanuni e mais de 30 feridos.

Duas matérias importantes

> Notícia que saiu no jornal argentino EL CLARIN, sobre a presença da IV Frota na Bacia de Campos; > Artigo de Mário Augusto Jakobskind, do Brasil de Fato, sobre a manipulação do jornal O Globo contra o MST. O petróleo é nosso… O jornal argentino EL CLARIN noticiou que frotas de navios americanos estão em águas brasileiras, mais especificamente na Bacia de Santos (justamente onde a Petrobrás descobriu o que pode ser a maior jazida de petróleo da história). O presidente Lula já pediu explicações aos EUA, mas até agora não obteve nenhuma resposta. O mais incrível é que a imprensa brasileira não noticia absolutamente nada sobre o assunto.

O terrorismo manda a IV Frota

Cada vez fica mais claro que o verdadeiro terrorismo é o do imperialismo – sobretudo de seu pólo hegemônico norte-americano, mas também de todo o sistema capitalista mundial a ele associado. Lógico que esta máquina de moer gente, que massacra povos com a mais moderna tecnologia de guerra, promove e estimula guerras entre países paupérrimos, dizima milhões pela fome em todo o mundo, lógico que tal máquina chama seus inimigos de terroristas para esconder seu caráter – este sim – autenticamente terrorista. Já não bastam aos EUA e seus aliados as intervenções militares no Iraque e no Afeganistão, em que o objetivo óbvio de garantir suprimento inesgotável de petróleo levou o governo norte-americano a disseminar entre seu povo a paranóia do terrorismo islâmico – elevada à enésima potência pelo ainda nebuloso episódio da destruição das Torres Gêmeas. A crise econômica que atingiu o próprio centro do Império o induz agora à tentação de novas aventuras, e desta vez, muito provavelmente, no que sempre consideraram “seu quintal”: a América Latina.