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A crise mundial do capitalismo e as perspectivas dos trabalhadores

Crédito: ODiario.info Edmilson Costa* Introdução A crise que envolve o conjunto do sistema capitalista e, especialmente os países centrais, é devastadora, profunda e de longa duração. Estamos apenas no início de um processo que envolverá a derrocada do sistema financeiro internacional tal como conhecemos hoje, queda brusca no comércio mundial, uma grande recessão, desemprego generalizado, e graves tensões sociais no centro e na periferia. Por suas dimensões econômicas e financeiras, esta crise é muito maior que a de 1929, com o agravante de que atinge de maneira sincronizada o coração do sistema capitalista e torna praticamente sem efeito as tentativas de coordenação ensaiadas pelos líderes das principais economias mundiais. A crise reflete ainda um conjunto de contradições que o capitalismo vem acumulando desde a segunda metade da década de 60 (super-acumulação de capitais, financeirização da riqueza e frenesi especulativo) e que agora se expressam com rudeza explícita em toda a vida social contemporânea das nações que fazem parte do processo de acumulação mundial.

A luta pela reestatização da Petrobrás continua em 2009!

(Nota do PCB) No último mês, a ANP (Agência Nacional de Petróleo), dirigida por Haroldo Lima, Vice-Presidente do PCdoB, realizou mais um leilão de áreas para exploração de petróleo no Brasil, acompanhado de forte campanha publicitária, inclusive na televisão. Diversas áreas colocadas à venda foram adquiridas por consórcios formados por empresas estrangeiras, algumas em parceria com a Petrobrás que, absurdamente, tem que disputar essas áreas e pagar um preço alto por elas quando ganha a licitação. O leilão foi repudiado por uma parte significativa da sociedade brasileira, representada por sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos do campo popular e de esquerda. No dia 17, a sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, foi ocupada por muitos militantes que ali expressaram o seu repúdio ao leilão e exigiram a sua suspensão. Diante da apresentação de uma Liminar da Justiça Estadual, acionada pela Petrobrás, os manifestantes retiraram-se em ordem, após a realização de uma assembléia, cantando o hino nacional brasileiro, e prosseguiram com a manifestação diante da Petrobrás.

A RETOMADA DAS GREVES EM 2008

Renato Nucci Junior* Em 2008 estamos assistindo no Brasil uma retomada das lutas sindicais, com o cresci mento no número de greves e paralisações. Conforme dados do Dieese, o número de paralisações e greves até setembro, havia superado os números registrados em todo o ano de 2007, quando ocorreram 316 greves, atingindo o total de 28.519 horas paradas. Em julho, os trabalhadores dos Correios ficaram parados 21 dias. Os metalúrgicos seguiram o mesmo caminho. Em Campinas, a mobilização da categoria envolveu mais de 40 mil trabalhadores de 27 empresas, em paralisações de duração variada, indo de algumas horas até vários dias. Até o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, principal bastião da Força Sindical, impulsionou paralisações por fábrica para forçar os patrões a negociarem um reajuste melhor. Os rodoviários de Campinas literalmente atropelaram a direção do Sindicato, organizando pela base uma paralisação de dois dias que arrancou um reajuste de 10% para os cobradores e 9% para os motoristas. Os bancários paralisaram as atividades em mais de 4 mil agências em todo o país. Por fim, São Paulo conhece há dois meses uma greve dos policiais civis, fato inédito na história da categoria.

PERU: ESTRATÉGIA FASCISTA CONTRA DIRIGENTES POLÍTICOS E SOCIAIS

Todos já sabem da corrupção do governo ultraliberal de Alan García, enfrentada por diversas lutas, enérgicas e combativas, como a Paralisação Nacional em nove de julho, as lutas em Moquegua, Tacna e Madre de Dios, e a luta pela reconstrução do departamento de Ica. Derrotado em sua intenção de privatizar terras, bosques e água das regiões da selva e das comunidades nativas, e diante da incapacidade de atender às demandas do povo, o governo de Alan García pôs em andamento um plano sinistro de caráter repressivo através da Direção Nacional contra o Terrorismo, obrigando o comparecimento (por bem ou por mal) de Ollanta Humala a suas dependências, e expedindo ordens de detenção para Renán Raffo Muñoz, dirigente nacional do Partido Comunista Peruano, Alberto Moreno, Secretário Geral do Partido Comunista do Peru Pátria Vermelha, Olmedo Auris, vice-presidente da CGTP, Luis Benites, dirigente nacional do Partido Povo Unido/UDP, Carlos Benavides, Jorge Jaime Cárdenas, Julio Céspedes, Yen Campos, Luis Marquina, Roger Tabeada e Felicita Cueva, todos eles dirigentes políticos e sociais de oposição ao regime.

Informações sobre a situação na Grécia

09.12.2008. Estimados camaradas, Algumas informações sobre a desenvolvimento dos acontecimentos na Grécia: Atividades do Partido Comunista da Grécia (KKE)* e Juventude Comunista da Grécia (KNE)** Desde o primeiro momento KKE e KNE se pronunciaram condenando o assassinato do menor (de 15 anos) pela polícia, e destacando as enormes responsabilidades políticas do governo da ND*** e assinalando que as medidas e atitudes anti-democráticas, autoritárias, a repressão estatal, são o complemento natural da política que promove golpe após golpe contra os direitos trabalhistas e sociais dos trabalhadores e da juventude. A delegação do KKE deslocou-se à sede central da polícia em Atenas no domingo e apresentou um protesto contra a morte do jovem rapaz, cujo funeral terá lugar hoje, às 3 da tarde.

Museu da História da Imprensa Comunista

Ao Prefeito do Município do Rio de Janeiro Sr. Cesar Maia Tomamos conhecimento pela imprensa de sua louvável iniciativa de transformar a casa do bairro da Gamboa, no Rio de Janeiro, onde funcionou a gráfica clandestina do nosso Partido, no Museu da História da Imprensa Comunista. Sobre o assunto, vimos à sua presença ponderar que não concordamos que a administração do Museu fique sob a responsabilidade exclusiva do PPS (Partido Popular Socialista), que realmente tem origem no PCB, mas que abandonou a nossa histórica legenda em 1992, constituindo-se hoje num outro partido.

RESOLUÇÃO DE SOLIDARIEDADE COM OS CINCO HERÓIS CUBANOS PRISIONEIROS DO IMPÉRIO

No dia 12 de setembro cumpriram-se dez anos de injusta prisão em cárceres estadunidenses dos Cinco Heróis cubanos. Mediante um julgamento fraudulento estes valorosos companheiros foram submetidos a longas condenações que somam quatro prisões perpétuas mais 77 anos por lutar contra o terrorismo que, de maneira impune, se desenvolve desde o território dos EUA contra a nação cubana. Durante todos estes anos, os Cinco padeceram de confinamento solitário e foram vítimas de pressões psicológicas de todo tipo. O governo dos Estados Unidos limitou o direito que têm de receber visitas regulares de seus familiares, e em particular, negaram a permissão a duas das esposas, Olga e Adriana, as quais não podem visitar a Rene e Gerardo, há oito e dez anos, respectivamente.

RESOLUÇÃO CONDENA O BLOQUEIO CRIMINOSO DO GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS CONTRA CUBA

Crédito: Granma A administração Bush levou a cabo um recrudescimento da política de bloqueio a Cuba e empreendeu ações irracionais de perseguição contra entidades governamentais, empresas, instituições bancárias e cidadãos de outros países. O prejuízo direto ao povo cubano acumulado até dezembro de 2007 pela aplicação do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA contra Cuba, supera, a partir de cálculos conservadores, os 93 bilhões de dólares. À cifra anterior deve-se acrescentar mais 54 bilhões de dólares, por causa de agressões e atos terroristas perpetrados pelo governo dos EUA e seus agentes mercenários contra a nação cubana durante quase meio século. Como parte de sua estratégia de vencer por fome e enfermidades o povo cubano e com isso derrocar a Revolução, têm-se intensificado os planos subversivos contra a Ilha e as campanhas de desinformação a nível internacional para tentar conseguir o isolamento do país.

Solidariedade ao povo do Equador

Nota Política do PCB – Partido Comunista Brasileiro A Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta sua solidariedade ao povo e ao governo do Equador em relação ao recente litígio comercial e diplomático envolvendo os dois países. Como todos se recordam, a empreiteira brasileira Odebrecht foi responsável pela construção da hidroelétrica de San Francisco, no Equador, obra que realizou com tantas falhas técnicas que a usina, ao ser concluída, deixou de funcionar, tal o nível de rachaduras e problemas na sua estrutura. Coerentemente, o governo do Equador expulsou a empreiteira Odebrecht do País, interrompeu os contratos suplementares que ainda existiam com esta empresa e anunciou que iria questionar o pagamento da dívida ao BNDEs, que financiou a obra, junto a um tribunal internacional de arbitragem, em conseqüência das irregularidades cometidas pela empreiteira.