Gaza e a natureza genocida do imperialismo

Jorge Cadima

ODIARIO.INFO

O genocídio israelense contra o povo da Palestina é uma chocante comprovação da natureza do imperialismo. A chacina não seria possível sem o apoio militar, financeiro e político das grandes potências imperialistas – EUA, Reino Unido, da União Europeia. É um genocídio da responsabilidade das potências imperialistas no seu conjunto. Mas não é um episódio isolado.

A história do capitalismo está repleta de grandes crimes e barbaridades. Ao longo dos tempos foram justificados com diferentes véus: a «propagação da fé»; a «missão civilizadora» de «raças superiores»; o «acabar com todas as guerras»; o «combate ao terrorismo»; as «intervenções humanitárias»; as «armas de destruição em massa». Mas a realidade, envolta num mar de mentiras propagandísticas, foi sempre outra. A guerra e os horrendos crimes – genocídio, limpeza étnica, terrorismo e o uso de todo o tipo de armas de destruição em massa contra populações civis – mostram à saciedade que os dirigentes das grandes potências imperialistas não conhecem limites quando se trata de impor a sua dominação. Para eles, os povos – todos os povos, incluindo os dos seus países – não passam de meios para assegurar lucros e poder. Por vezes como mão-de-obra, outras como carne para canhão, outras ainda como um estorvo a ser eliminado.

Na ascensão mundial do capitalismo

Logo a partir do século XVI, a expansão mundial do capitalismo em ascensão foi marcada pelo extermínio das populações nativas do continente americano. Cristóvão Colombo, no seu relatório ao Rei de Espanha, descrevia os habitantes das Caraíbas como «tão ingênuos e tão desapegados dos seus bens que […] quando lhes pedimos algo que possuem, nunca dizem que não». Mas Colombo pedia apoio à Coroa para viagens futuras nas quais traria «tanto ouro quanto seja necessário […] e tantos escravos quantos sejam pedidos» (1). O frade dominicano espanhol Bartolomeu de Las Casas documentou profusamente os horrores desta fase inicial da colonização. Relatou o trabalho forçado dos homens nas minas de ouro e das mulheres na terra: «enquanto estive em Cuba morreram 7.000 crianças em três meses. […] os maridos morriam nas minas, as mulheres morriam no trabalho e as crianças morriam da falta de leite […] e em pouco tempo esta terra que fora tão grande, tão poderosa e tão fértil […] foi despovoada».

Se é certo que uma parte da população nativa foi vitimada por doenças trazidas pelo colonizador, face às quais não havia imunidade adquirida, é igualmente verdade que existem provas documentais daquilo a que hoje chamaríamos guerra biológica. Em 1763 o General britânico Amherst, empenhado no combate às populações nativas da América do Norte, ordenou que se estudasse a possibilidade de espalhar a varíola entre os índios, «bem como Qualquer outro Método que sirva para Extirpar esta Raça Execrável». Cobertores de vítimas da varíola foram assim ‘oferecidos’ aos índios durante uma ‘negociação’ (2). Seguiu-se a epidemia. Os exemplos multiplicaram-se (3). A História registra que em todo o continente americano, e também no australiano, as «Raças Execráveis» foram em grande medida exterminadas.

A falta de mão-de-obra nativa levou as potências coloniais a desenvolver um intenso tráfico atlântico de africanos, escravizados para trabalhar nas plantações e minas das colônias do continente americano, quer a Sul, quer a Norte. Portugal foi responsável por cerca de metade deste tráfico, que apenas entre 1700 e 1875 afetou mais de 10 milhões de pessoas (4). África perdeu uma parte importante da sua juventude, com consequências dramáticas. Na Europa acumularam-se grandes fortunas.

A colonização de quase todo o planeta na fase imperialista do capitalismo (transição séculos XIX-XX) viu todas as potências coloniais europeias multiplicarem os massacres de populações e o uso do trabalho forçado. São exemplos a colonização belga do Congo (5) ou a colonização alemã da Namíbia, com o genocídio dos povos Herero e Nama (1904-8). A colonização inglesa foi acompanhada por algumas das grandes fomes da história da Humanidade, como na Irlanda (1845-52), na qual morreu cerca de um milhão de pessoas, ou as reiteradas fomes que vitimaram dezenas de milhões de pessoas na Índia britânica, entre elas em Bengala (1770), Madras (1876-78), a fome de 1899-1900 e, apenas quatro anos antes da independência, a fome de 1943 em Bengala e Orissa. Houve ainda as grandes fomes na colônia portuguesa de Cabo Verde, nomeadamente na década de 1940, nas quais morreram pelo menos 45.000 cabo-verdianos (6).

Se é certo que causas naturais contribuíram para as fomes (secas, pragas), é igualmente certo que os governos coloniais continuaram a exportar comida ou recusar as importações necessárias (7). Após a independência da Índia (1947) não voltaram a ocorrer fomes como as que marcaram o período colonial inglês (8). Este desprezo pelos povos era coerente com as teorias do inglês Malthus no seu ensaio sobre o «Princípio da População», onde afirmava que o aumento populacional natural seria sempre superior ao aumento da produção de comida, pelo que a fome era inevitável, a pobreza o resultado dos pobres terem demasiados filhos e a guerra, as pestes e a fome inevitáveis «formas de controle positivas» do excesso populacional (9). Engels chamou a teoria de Malthus de «a teoria mais grosseira e mais bárbara que alguma vez existiu» (10). Os avanços sociais e científicos no século XX desmentiram cabalmente o malthusianismo, mostrando que uma capa pseudo-científica escondia o desprezo pelos povos.

O tráfico de drogas marcou também a penetração europeia em países como a China, cuja dimensão dificultava uma ocupação direta permanente. Quando a China Imperial procurou barrar o tráfico ocidental de ópio (considerada «a mais importante mercadoria comercial do Século XIX» (11), o Império Britânico desencadeou as duas Guerras do Ópio (1839-42 e 1856-60) para ‘defender a liberdade de comércio’… Derrotada, a China foi forçada a legalizar o consumo, o que contribuiu para submergir o país no ‘Século da Humilhação’. Estima-se que, em 1906, 27% da população masculina adulta da China fosse consumidora de ópio (12). Também a Holanda e a França recorreram, na Indonésia e na Indochina, a essa arma de submissão e lucros, que continua a ser usada nas campanhas de agressão e dominação imperialistas (13).

As duas Guerras Mundiais e o nazifascismo

Embora os crimes tenham atingido particular brutalidade na sua expansão e dominação colonial, as classes dominantes capitalistas não poupam os povos dos seus próprios países. O século XX ficou marcado por duas Grandes Guerras, que vitimaram várias dezenas de milhões de pessoas, e pelos horrores do nazifascismo.

A I Guerra Mundial (1914-18) (14) viu a estreia de novos meios tecnológicos de matar e a utilização em larga escala de armas químicas que vitimaram muitos milhares de soldados nas linhas da frente. Estima-se que 14 milhões de pessoas morreram nessa guerra. A ainda mais mortífera II Guerra Mundial (1939-45) (15) foi inseparável do nazifascismo, apadrinhado por boa parte das classes dominantes europeias (16).

O fascismo, a versão mais extremista e bárbara de dominação capitalista, já mostrara a sua sanha assassina durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39). Para esmagar o governo eleito da Frente Popular, os fascistas de Franco com o apoio da reação internacional desencadearam uma chacina em larga escala do povo espanhol, de que resultaria a morte de um milhão de pessoas (17).

Na II Guerra Mundial, iniciada pela Alemanha nazista, morreram mais de 60 milhões de pessoas – mais de 3% da população mundial de então e quase 15% da população da URSS. O fundamental dos combates travaram-se entre a Alemanha nazista e a URSS. O historiador inglês Adam Tooze escreveu (18): «Em 22 de junho de 1941 o Terceiro Reich desencadeou não apenas a mais massiva campanha militar da História, mas desencadeou também uma campanha igualmente sem precedentes de violência genocida. Os holofotes concentrados sobre a destruição da população judaica a tem apresentado como o aspecto que verdadeiramente define esta campanha. Mas na Europa do Leste – epicentro do Holocausto – o judeicídio não foi um ato isolado de matança. A melhor maneira de compreender a invasão alemã da União Soviética é como sendo a última grande conquista de terras na longa e sangrenta história do colonialismo europeu. A destruição da população judaica era o primeiro passo para erradicar o Estado Bolchevique. A que se seguiria uma gigantesca campanha de limpeza e de colonização, que também envolvia a ‘limpeza’ da vasta maioria da população eslava e a instalação de colonos alemães em milhões de hectares do Lebensraum a Leste. […] Alcançar este objetivo ‘pragmático’ exigia nada menos do que o assassinato, de forma planejada, de toda a população urbana da União Soviética ocidental».

O cerco nazista a Leningrado (1941-44), que matou pela fome e doença metade da população da cidade, antecedeu aquilo que Israel está fazendo em Gaza. Também o nazismo se socorreu de conceitos de superioridade racial. Até se ‘justificou’ com a história colonial de outras potências. Tooze escreve: «No Outono de 1941 Hitler voltou repetidamente ao exemplo americano, ao discutir o futuro da Alemanha a Leste. O Volga, declarou, será o Mississippi da Alemanha. E a conquista sangrenta do Oeste americano dava à Alemanha o exemplo histórico de que precisava para justificar a limpeza da população eslava. “Aqui no Leste um processo semelhante se repetirá pela segunda vez, tal como na conquista da América”. Uma população de colonos ‘superior’ irá substituir uma população nativa ‘inferior’».

As chacinas de populações civis foram correntes nos territórios ocupados pelas hordas nazifascistas. A barbárie foi levada ao extremo nos campos de concentração nazistas, que não eram apenas campos de extermínio dos incapazes de trabalhar, mas também campos de trabalho onde a exploração era levada até à morte, assegurando mão-de-obra a custo quase nulo para que os grandes monopólios que levaram Hitler ao poder pudessem engordar e alimentar a poderosa máquina de guerra nazista.

Mas as atrocidades contra civis não foram exclusivas do lado nazifascista. O criminoso bombardeio atômico pelos EUA das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, representou a passagem de uma fronteira que hoje ameaça a sobrevivência da Humanidade (19). Na condução da II Guerra Mundial, o lado anglo-americano teorizou e praticou o ataque deliberado a populações civis. Definindo os objetivos da campanha de Itália, Churchill escreveu: «Todos os centros industriais devem ser atacados de forma intensa, devem ser feitos todos os esforços para os tornar inabitáveis e para aterrorizar a população» (20). O seu biógrafo Ponting diz: «Aquilo que a ofensiva de bombardeios [anglo-americanos sobre a Alemanha] alcançou foi um enorme registro de baixas civis. No total foram mortos 590.000 civis alemães (quase quinze vezes o número de vítimas civis britânicas) […]. O que os bombardeios aliados podiam fazer ficou demonstrado em Hamburgo em agosto de 1943 – o uso intensivo de [bombas] incendiárias no centro da cidade produziu uma tempestade de fogo que alcançou temperaturas de 1000ºC e ventos de [240 km/h]. Morreram 50.000 pessoas e 60% das casas da cidade ficaram destruídas».

A cena se repetiu em Dresden em fevereiro de 1945 (25 mil mortos), em Tóquio em março de 1945 (100 mil mortos) e em dezenas de outras cidades japonesas (21). Churchill sempre defendeu o uso de armas químicas, tendo estado na origem da sua primeira utilização a partir de aviões, durante a intervenção britânica contra a jovem Revolução de Outubro, no Verão de 1919. É preciso enfatizar que a União Soviética, apesar de ser o país que suportou o grosso dos combates com a Alemanha nazista e que mais vidas perdeu nesse enfrentamento, nunca recorreu ao bombardeio de alvos civis.

As guerras quentes da ‘Guerra Fria’

Apesar dos enormes avanços de libertação social e nacional que se seguiram à derrota do nazifascismo graças (essencialmente) à URSS, o fim da II Guerra Mundial marcou o início de uma contra-ofensiva dirigida pela grande potência imperialista norte-americana, que também recrutou para a sua (mal) chamada ‘Guerra Fria’ os adversários fascistas da véspera. A barbárie nuclear de Hiroshima e Nagasaki foi o primeiro marco dessa cruzada imperialista. Em rápida sucessão as potências imperialistas procuraram destruir pela violência aberta as forças populares que conduziam as lutas de libertação nacional e social na Grécia, Coréia, Vietnã, Indonésia, Malásia, Síria, Quênia e outros países.

Tônica comum nestas intervenções foi o uso, pelas potências imperialistas, de armas não convencionais. Pela primeira vez na história, o napalm foi usado pelos EUA para esmagar as forças populares gregas que haviam encabeçado a resistência à ocupação nazista (22). A intervenção militar dos EUA na Coreia (1950-53) deu origem a uma das maiores chacinas da história (23) onde, «de acordo com o General norte-americano Curtis LeMay, “arrasamos praticamente todas as cidades, quer na Coreia do Norte, quer na Coreia do Sul”, “matamos mais de um milhão de civis coreanos e expulsamos vários milhões dos seus lares”» (24). Os EUA usaram armas de guerra biológica, como testemunhou o jornalista australiano Wilfred Burchett (25) e foi documentado por uma reputada Comissão Internacional Científica de inquérito (26). O uso em larga escala de armas químicas (como o Agente Laranja e outros deflorestantes, além do napalm) marcou também a intervenção do imperialismo no Vietnã (27). Os seus efeitos continuam a se fazer sentir, mais de meio século depois. Muitas milhões de pessoas foram mortas nestas brutais guerras de agressão imperialista.

A segunda metade do século XX ficou igualmente marcada por inúmeras operações de desestabilização e ingerência imperialista. Talvez o mais cruento episódio seja a matança de cerca de um milhão de pessoas quando do golpe de Estado organizado pelos EUA na Indonésia em 1965 (28), visando destruir o forte Partido Comunista e inverter o rumo de soberania nacional e anti-imperialista que marcava a nova Indonésia independente. O livro do jornalista norte-americano Vincent Bevins «O Método Jacarta – A cruzada anticomunista de Washington e o programa de extermínio em massa que moldou o nosso mundo» (29) relata essas ingerências marcadas por «uma monstruosa rede internacional de extermínio – isto é, o sistemático assassinato maciço de civis – em muitos países, que desempenhou um papel fundamental na construção do mundo em que hoje vivemos».

Com frequência, as ingerências imperialistas recorreram a autênticos exércitos contrarrevolucionários, marcados pelo terrorismo e muitas vezes financiados a partir de tráficos, como a droga. Foi assim com os Contras nicaraguenses, com o terrorismo fundamentalista no Afeganistão, com a Unita e a Renamo em Angola e Moçambique.

O desaparecimento da URSS e dos países socialistas da Europa no final do Século XX contribuiu para que o imperialismo, sentindo-se mais livre de entraves e condicionamentos, escalasse a sua ofensiva mundial. A agressão militar passou a ser executada de forma aberta pelos EUA e seus lacaios, visando países que não se queriam submeter inteiramente à nova ordem mundial de Washington. Foi o caso do desmembramento da Iugoslávia que culminou na guerra da OTAN em 1999 (30). Sucessivas guerras e agressões destruíram o Oriente Médio, desde a Palestina mártir ao Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria, Líbano, Iêmen, entre outros. Viu-se o retorno aberto da tortura e dos campos de concentração (Guantanamo), dos raptos e desaparecimento nas ruas, dos massacres impunes de milhares de crianças (como em Gaza). A barbárie assumida foi retomada pelos postos de comando do imperialismo.

O imperialismo não mudou

A ideia de que o capitalismo havia mudado após a II Guerra Mundial, e que se teria tornado mais ‘social’ e ‘humano’, fazia tábua rasa da história da dominação mundial do capitalismo, das suas guerras e massacres, do uso de armas de destruição em massa (químicas, biológicas e mesmo atômicas), do extermínio de povos inteiros. Quem acreditou na propaganda dos ‘valores europeus’ esqueceu-se que a Europa foi o berço do colonialismo, do imperialismo e do nazifascismo. O grande capital que lhes deu origem continua lá. Os ‘valores europeus’ que permitiram que a mentira atingisse profundidade (como diria António Aleixo) foram o Estado Social e as conquistas civilizacionais do século XX. Mas estas não eram dádivas do grande capital europeu, e sim concessões impostas pela luta dos povos. Refletiam o impacto da sua consagração pioneira pela Revolução de Outubro na Rússia, a correlação de forças alcançada com a derrota do nazifascismo, a força alcançada pelo movimento operário e comunista. Com os avanços contrarrevolucionários do final do século XX e a brutal virada na correlação de forças que acompanhou a queda da URSS e do socialismo na Europa, o grande capital perdeu o medo da revolução e voltou à ofensiva em todas as frentes.

As máscaras caíram. O genocídio dos palestinos não surge num vazio. As declarações racistas e desumanizadoras dos dirigentes israelenses não são novidade. Os objetivos de ocupação e colonização têm muitos antecedentes. É a história e essência de sempre do imperialismo. Que urge ser derrotado de vez.

Notas
(1) Howard Zinn, A People’s History of the United States, HarperPerennial 1995 (p. 3). Citação seguinte pp. 6-7.
(2) Referido na op. cit. de Zinn (p. 86) e em Ann M. Becker, Historical Journal of Massachusetts, Inverno 2017, p. 50. (https://www.westfield.ma.edu/historical-journal/wp-content/uploads/2019/11/Smallpox-at-the-Siege-of-Boston.pdf).
(3) American Society for Microbiology, Investigating the Smallpox Blanket Controversy, Alicea Hibbard, 2023, https://asm.org/articles/2023/november/investigating-the-smallpox-blanket-controversy.
(4) Ver «A escravidão e o tráfico atlântico», in O Militante, N.º 386, Setembro 2023.
(5) Ver O Fantasma do Rei Leopoldo, Adam Hochschild, Ed. Caminho, 2001.
(6) Basil Davidson, As Ilhas Afortunadas, Ed. Caminho 1988, p. 81.
(7) O PM inglês Winston Churchill teve participação pessoal na recusa do envio de alimentos para combater a fome de 1943, segundo o seu biógrafo Clive Ponting (Churchill, Sinclair-Stevenson, 1994, p. 699). Ponting cita o racismo de Churchill, que descreveu os Indianos como «nojentos, porcos e corruptos», que «apenas pela sua multiplicação desregrada são poupados ao destino que merecem» (p. 700).
(8) Genocide of Millions of Indians During the British-Raj. 31 Famines under British Colonial Rule, Chaitanya Davé, Global Research, 29.8.22.
(9) A partir de 1805 Malthus formou funcionários coloniais britânicos numa instituição de ensino criada pela East India Company, empresa comercial público-privada que desempenhou papel importante na colonização.
(10) Em Esboço para a Crítica da Economia Política, 1844: https://www.marxists.org/archive/marx/works/1844/df-jahrbucher/outlines.htm (em inglês).
(11) The blood never dried. A People’s History of the British Empire, John Newsinger, 2.ª ed., 2006, Bookmarks Publications, p. 56.
(12) The polítics of heroin. CIA complicity in the global drug trade, Alfred McCoy., Ed. Lawrence Hill Books, 2.ª ed., 1993.
(13) Droga, lucros e dominação, in O Militante, N.º 386, Setembro de 2023.
(14) Nos 100 anos da I Guerra Mundial, in O Militante, N.º 331, Julho 2014.
(15) Nos 70 anos da Vitória de 1945 (in O Militante, N.º 336, Maio 2015) e Verdade histórica – Apontamentos sobre a II Guerra Mundial (in O Militante, N.º 362, Setembro 2019). Ver também amplos excertos da publicação soviética Falsificadores da História, in O Militante, N.º 366, Maio 2020.
(16) O fascismo na Itália (in O Militante, N.º 383, Março 2023) e A repressão contra o Partido Comunista da Alemanha (in O Militante, N.º 392, Setembro 2024).
(17) Ver A Guerra de Espanha (1936-1939) – A agressão imperialista, in O Militante, N.º 313, Julho de 2011.
(18) The Wages of destruction – The making and breaking of the Nazi economy, Adam Tooze, Penguin Books, 2007, p. 462. Citação seguinte na p. 469.
(19) Hiroshima e Nagasaki. O holocausto nuclear, in O Militante, N.º 385, Julho 2023.
(20) Citado na obra de Ponting, p. 614. Referências seguintes nas pp. 615, 212, 237.
(21) Ver o ex-Ministro da Defesa dos EUA, Robert McNamara, no documentário Fog of War, de Errol Morris.
(22) Notes on the Greek Civil War (1946-1949), Partido Comunista da Grécia, 2006, p. 8.
(23) A guerra da Coreia e os perigos atuais na Península Coreana, in O Militante, N.º 311, Março 2011.
(24) Targeting North Korea, Gregory Elich, disponível em http://www.globalresearch.ca/articles/ELI212A.html
(25) This monstruous war, Wilfred Burchett, Ed. Jospeh Waters 1953, reimpressão de Red Star Publisher, 2013.
(26) Report of the International Scientific Commission for the investigation of facts concerning bacterial warfare in Korea and China, 1952, disponível em https://mronline.org/wp-content/uploads/2017/ISC%20Executive%20Report%20on%20Biological%20Warfare%20in%20Korea_pp1-61.pdf
(27) Vietname, in O Militante, N.º 384, Maio 2023.
(28) O genocídio indonésio de 1965, in O Militante, N.º 338, Setembro 2015.
(29) Edição portuguesa da Temas e Debates e Círculo dos Leitores, 2022.
(30) A destruição da Jugoslávia, in O Militante, N.º 381, Novembro 2022.

Fonte: https://www.omilitante.pcp.pt/pt/400/Internacional/2238/?tpl=142