A crise dos Estados

imagemA atual crise dos Estados brasileiros – com destaque para Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul – é certamente muito grave. A maioria dos Estados está falida. Essa conjuntura é reflexo da crise por que passa o Brasil, em meio à crise internacional, cujos governos vêm reforçando, Continue lendo

OLHAR COMUNISTA

imagemAllepo: derrota do imperialismo estadunidense

A retomada de Allepo pelo exército sírio, com o apoio decisivo da Rússia, resgatou a soberania do Estado sírio e significou uma clara derrota dos Estados unidos e seus aliados, que comprovadamente, financiaram grupos mercenários chamados de “rebeldes” pela grande mídia burguesa. As muitas armas americanas encontradas na cidade após a fuga dos mercenários Continue lendo

OS CRAQUES DAS ARMAS

Na Maré vivem mais de 130 mil pessoas em 15 comunidades, onde três grupos disputam o poder, com armas de guerra – metralhadoras, fuzis e lança-granadas.

Tráfico de drogas no Santo Amaro. Armas de guerra na Maré. Na notícia veiculada pela chamada grande imprensa, nenhuma menção quanto a dois assuntos para nós cruciais:

a) quem são os grandes fornecedores de drogas ilícitas para as comunidades de favelas do Rio de Janeiro?

b) quem são os grandes fornecedores de armas para as comunidades de favelas do Rio de Janeiro?

Enquanto a questão das drogas ilícitas continuar sendo tratada como um caso de polícia nas comunidades, continuaremos a ver a ação impune dos grandes traficantes que se abrigam nos condomínios fechados da Barra da Tijuca, ou nos apartamentos luxuosos de Ipanema e Leblon.

A intervenção do Estado se faz necessária no negócio das drogas, não somente no controle da produção e do consumo, como também numa política de saúde pública de tratamento da dependência química.

Quanto às armas, claro está que os cofres públicos se abrem para a manutenção de um aparato policial-militar, com verbas que poderiam estar sendo empregadas no controle da entrada dessas armas em território brasileiro, além de intervenção do Estado na fabricação dessas armas no Brasil.

Por conta disso tudo, o tráfico de armas de fora para dentro das comunidades se faz à vista de todo esse esquema de segurança, montado a partir do pretexto da Copa do Mundo.

Por último, nosso olhar se dirige para a questão concreta: a continuidade do sistema de segurança instalado no Rio de Janeiro atende à necessidade das classes dominantes em continuar a reprimir manifestações pacíficas de repúdio ao Estado mínimo, política iniciada no governo FHC, e que avançou nos governos Lula e Dilma. O resto é cortina de fumaça, para enganar a população de que quanto mais forças de segurança, mais paz.

Para nós, comunistas, e para a maioria da população do Rio de Janeiro, está acontecendo justamente o contrário: quanto mais “guerra às drogas”, mais violência no estado do Rio de Janeiro.

Paulo Oliveira

Ruralistas entram com ação no STF contra ‘lista suja’ do trabalho escravo

com trabalho escravo mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Secretaria de Direitos Humanos – a chamada “lista suja” da escravidão. O cadastro serve de base para as empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que se comprometem a não travar relações comerciais com empregadores flagrados com escravos, e também para bancos públicos. que usam a tabela como referência para concessão de créditos.

A tentativa de anular a “lista suja” está sendo criticada por autoridades envolvidas no combate à escravidão e representantes de organizações, empresas e movimentos sociais. Até mesmo algumas grandes empresas agrícolas vêm se posicionado contra a iniciativa de anulação da “lista suja”. A CNA é presidida pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que é integrante da Frente Parlamentar de Agropecuária, a chamada “Bancada Ruralista”, e tem interesse direto na questão. Dois irmãos da senadora foram flagrados utilizando trabalho escravo em suas propriedades.

Esta iniciativa mostra a permanência, no meio rural e na sociedade brasileira como um todo, de segmentos ultraconservadores, que não se enquadram nem mesmo no padrão de relações contratuais de trabalho características do capitalismo. O acirramento da taxa de exploração do trabalho, decorrente do desenvolvimento capitalista em si e agravado pela perspectiva de crise econômica abre espaço para a imposição, pelo patronato, de condições ainda mais precárias de trabalho. Os exemplos são numerosos, envolvendo trabalho infantil e semi escravo, além da agricultura, nas carvoarias, nas fábricas de roupas que utilizam imigrantes de países sulamericanos e de outras regiões e muitos outros.

Além da prisão, é preciso punir os empresários que se utilizam de trabalho infantil e escravo com a expropriação das respectivas propriedades, permitindo, assim, a sua transformação em empresas públicas.

Camponeses moçambicanos combatem políticas neoliberais do país

Os delegados debateram a tensão política e militar que caracteriza a situação de Moçambique na atualidade e criticaram a “marginalização e total exclusão dos camponeses na definição e priorização das políticas de desenvolvimento, com particular enfoque no sector agrário e as violações sistemáticas dos direitos de camponeses sobre a terra pelos megaprojectos de mineração, hidrocarbonetos, agronegócio e demais projetos de investimentos públicos e privados”. As sucessivas tentativas do governo privatização e usurpação de terras que vêm ocorrendo foram caracterizadas como uma emergência nacional que exige muita luta para ser enfrentada.

Esta importante manifestação reflete o caráter selvagem da penetração do capital internacional em muitas regiões da África, onde os investimentos buscam maior escala na produção agrícola, destruindo a agricultura camponesa e o meio ambiente. A mobilização dos camponeses moçambicanos, no entanto, deixa claro que a tensão política vai aumentar e reforça a necessidade da união dos trabalhadores oprimidos pela exploração capitalista para a superação desta situação e para a retomada do caminho de construção socialista que havia sido iniciado, em Moçambique, após a derrota do colonialismo português, nos anos 70. munista de amanhã.

Olhar Comunista

Siemens é declarada inidônea pela Justiça Federal

A empresa transnacional Siemens S.A., já indiciada por fraude na licitação para a construção do metrô de São Paulo, com evidência de formação de cartel, foi declarada inidônea pela Justiça Federal e não poderá participar de licitações até 2018, devido a irregularidades verificadas nos contratos da empresa com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, entre 1999 e 2004.

A informação foi amplamente divulgada na mídia, nos primeiros dias de março. De acordo com O Globo (01/03/14), além de tentar formar um cartel para burlar a concorrência com a subcontratação de empresas concorrentes, a Siemens pagou propina em troca de informações sobre o processo licitatório dos Correios.

Entendemos que as leis anticartel e anticorrupção devem ser rígidas e punir também os dirigentes empresariais envolvidos. Mas não tenhamos dúvidas: a formação de cartéis e outros arranjos entre empresas para burlar a concorrência e obter favores especiais dos governos, envolvendo o pagamento de propinas e outras formas de corrupção são decorrentes da estrutura capitalista da economia, onde os grandes grupos “compram” vantagens para a garantia de seus lucros junto ao Estado capitalista que, em sua essência, os representa.

Venezuela tem apoio para que Mercosul e Unasul debatam saída para a crise

Este foi o resultado do giro diplomático feito pelo chanceler venezuelano, Elias Jaua, a países sulamericanos, nos últimos dias de fevereiro. “A Unasul – União das Nações Sulamericanas – é o âmbito natural para que estas questões sejam tratadas”, disse Jaua a agências internacionais.

A movimentação teve como saldo o fortalecimento do apoio  ao governo de Caracas contra as ações de desestabilização interna da Venezuela promovidas com apoio dos Estados Unidos, que tendem a pressionar a Organização dos Estados Americanos – OEA – a adotar medidas de retaliação à Venezuela.

Desigualdade entre homens e mulheres persiste, no Brasil

Segundo relatório “The Global Gender Gap – 2013”, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil está em 62º lugar no “ranking” da desigualdade entre homens e mulheres, de um total de 136 países pesquisados. Foram usados indicadores econômicos e de acesso à saúde, à educação e à participação política.

Países vizinhos, com PIB menor que o brasileiro, estão à frente, como nos exemplos da Bolívia (23º lugar), Argentina (34º) e Equador (17º). No mercado de trabalho, as mulheres ganham, em média, 30% a menos que os homens, para as mesmas funções.

Este quadro revela, além da superexploração do trabalho feminino pelas empresas privadas, o atraso brasileiro em relação à igualdade social, em geral, e na questão da mulher, em particular.

Caem os investimentos públicos no Brasil

Entre 2012 e 2013, os investimentos previstos no Orçamento Federal caíram de 1,35% para 1,31% do PIB. A tendência para esse ano é a estagnação desses gastos, de acordo com analistas ouvidos pelo jornal O Globo (06/03/14). Os ministérios das Cidades, dos Transportes e de Integração estão entre os mais afetados.

O quadro é preocupante e reflete a continuidade da política de manutenção do superávit primário – a economia de recursos feita pelo governo para  garantir o pagamento de juros da dívida pública aos bancos –, reforçado com o corte de cerca de 44 bilhões de reais em áreas sociais. O aumento dos investimentos públicos é fundamental para compensar o já visível esgotamento do incentivo ao consumo como “puxador” do crescimento e para dar um rumo mais consequente à economia brasileira, hoje dominada pelo setor financeiro, pelo agronegócio e  pela mineração, estes voltados para a exportação. O Brasil vem apresentando, ainda,  fortes indícios de desindustrialização.

Estados Unidos reduzirão suas forças militares, mas manterão seu imenso poder de intervenção no mundo

Além da grande pressão interna pela redução de gastos e do desgaste da população estadunidense com as guerras recentes ( são 13 anos de intervenção no Afeganistão), a medida reflete, também , a redução das necessidades militares , iniciada com o fim da chamada “ Guerra Fria ”. Mas não tenhamos ilusões . Como próprio Secretário afirmou, a   mudança vai resultar em um Exército menor , que manterá  as tropas “ bem treinadas e superiores em armas e equipamentos ”.

Os EUA não terão mais condições de participar simultaneamente de duas guerras de grande porte . Mas continuará a ser a maior força militar do mundo , e se voltará, agora , para o desenvolvimento de novas armas , com tecnologias cada vez mais sofisticadas, e em ações de inteligência , para seguir com a política imperialista, intervindo no exterior , com novas táticas , em defesa de seus interesses .

PT = PSDB

A movimentação ajuda a colocar por terra a alegação, largamente usada nas campanhas eleitorais , de que há diferenças de fundo entre as duas legendas. PT e PSDB quase em nada divergem na condução da política econômica – de corte neoliberal – com direito a privatizações a granel e venda de riquezas nacionais para empresas estrangeiras. Os dois partidos têm a mesma postura quanto ao apoio total aos interesses dos grandes grupos econômicos privados e à retirada de direitos dos trabalhadores, entre muitas outras identidades.