Milhares de soldados da Minustah tomam as ruas do Haiti

As forças militares de ocupação no Haiti seguem aterrorizando a população

Resumem Latinoamericano/Imprensa Latina – Mais dois mil soldados da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (Minustah) tomaram hoje, pelo segundo dia consecutivo, os bairros pobres desta capital, em uma suposta manobra contra a

criminalidade.

A denominada operação Fênix, iniciada na véspera, provocou temores na população, que viu entrar subitamente dezenas de caminhões carregados com os chamados capacetes azuis nas cidades de Citei Soleil (norte), Martissant (sul) e Bel-Air (centro).

De acordo com um relatório da Minustah, o exercício ficará por vários dias e busca neutralizar possíveis atividades delituosas.

Posteriormente, os uniformizados prevêem remover os escombros das ruas, bem como a instalação de clínicas médicas e dentárias, e consertar estradas, destacou o documento.

O trabalho da missão das Nações Unidas aqui foi criticado por diversos setores da sociedade haitiana por abusos de poder, atos de violência, casos de corrupção e responsabilidade na propagação da epidemia de cólera, que já tirou mais de cinco mil e quinhentas vidas.

Segundo uma investigação realizada pelo Centro para o Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, a doença foi importada pelo pessoal de uma base de soldados nepaleses.

Outro estudo realizado no início do ano por um pesquisador francês concluiu também que a origem da cólera se devia à presença dos capacetes azuis do país asiático, que supostamente defecaram nas proximidades de um rio.

A força militar desmentiu as pesquisas, mesmo um relatório da ONU reconhecendo semelhanças entre a cepa da bactéria isolada no país caribenho e outra existente no sul da Ásia, incluindo o Nepal.

Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org

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