PCB confirma Sofia Manzano e Antonio Alves candidatos à Presidência do Brasil

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Comissão Nacional Eleitoral do PCB

Em Convenção Nacional Eleitoral realizada em São Paulo neste sábado, dia 30 de julho, a partir das 11:00, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) confirmou os nomes da professora e economista Sofia Manzano e do sindicalista Antonio Alves como candidatos à Presidência da República, que disputarão as eleições de 02 de outubro de 2022 com o número 21.

A Convenção foi presidida pelo camarada Túlio Lopes, Secretário Político do PCB de Minas Gerais e coordenador da Comissão Nacional Eleitoral do PCB. O Secretário Geral do PCB, Edmilson Costa, abriu o evento conclamando a militância comunista a ocupar as ruas nas lutas da classe trabalhadora e para debater com a população o programa político do Partido, através das nossas candidaturas, para combater os ataques do capital e avançar no rumo do Poder Popular e do Socialismo. O Prof. Antonio Carlos Mazzeo, Secretário Político do PCB de São Paulo e membro do Comitê Central, fez também uma saudação aos convencionais do Partido, passando em seguida a palavra aos pré-candidatos à Presidência.

Antonio Alves, também conhecido no movimento sindical e político como “Morgação”, afirmou que a presença do PCB nas eleições presidenciais deste ano é uma necessidade política, a fim de que, ao mesmo tempo que se faça de forma radical o enfrentamento ao Governo Bolsonaro, ao fascismo, ao golpismo e aos ataques do capital, sem se render ao reformismo e à política de conciliação de classes, sejam apresentadas soluções concretas para combater as mazelas provocadas pelo capitalismo, apontando o caminho de uma real alternativa em favor dos interesses e necessidades da classe trabalhadora brasileira.

A camarada Sofia Manzano lembrou que, para a imensa maioria da humanidade, o capitalismo não deu certo, pois serve apenas aos interesses de 1% da população, ataca os direitos da classe trabalhadora para garantir seus lucros, massacra os povos indígenas e a população negra, discrimina mulheres e LGBTs, destrói o meio ambiente. Apresentou as propostas centrais do PCB na campanha eleitoral:

“Somos pela revogação de todas as contrarreformas e toda a legislação neoliberal contrária aos interesses dos trabalhadores, da juventude e da população pobre; defendemos uma política que assegure emprego e moradia para todos, com a estatização dos transportes públicos e reestruturação da dívida interna; a revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal e do teto dos gastos e a criação de uma Lei de Responsabilidade Social, que garanta recursos para investimento público no desenvolvimento do país e nas áreas sociais; uma política para acabar com a fome e distribuir a renda, além de uma reforma tributária progressiva que taxe os lucros e dividendos, grandes fortunas e herança, transações financeiras, isentando da cobrança do imposto de renda quem ganha até cinco salários mínimos; além de uma política de recomposição das perdas salariais e valorização do salário mínimo, aliada a uma reforma agrária sob o controle popular e ao combate permanente a todas formas de opressão.”

Na sequência, usaram da palavra os pré-candidatos e pré-candidatas aos governos estaduais Renata Regina (MG), Gabriel Colombo (SP), Eduardo Serra (RJ), Jones Manoel (PE), bem como as representações dos coletivos do PCB: Ana Karen, pelo Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro; Gabriel Lazzari, pela União da Juventude Comunista; Rockeiro, pela Unidade Classista; Renan, pelo Coletivo LGBT Comunista; Juliano Balthazar, pelo Coletivo Negro Minervino de Oliveira; Rafael, pelo Coletivo Cultural Vianinha (SP).

O camarada Mauro Iasi fez a leitura de uma poesia de sua autoria, Dissidência ou a arte de dissidiar: (…) Tempos de resistir/Tempos de explodir/(…) Tempos de dizer: Não mais em nosso nome!/ Se não pode se vestir com nossos sonhos/Não fale em nosso nome/Não mais construir casas/Para que os ricos morem/Não mais fazer o pão/Que o explorador come/Não mais em nosso nome!/Não mais nosso suor, o teu descanso/Não mais nosso sangue, tua vida/Não mais nossa miséria, tua riqueza/ (…) Tempos de plantar os tempos que iremos colher/ É tempo de dar nome aos bois/De levantar a cabeça/Acima da boiada/Porque é tempo de tudo ou nada/É tempo de rebeldia/São tempos de rebelião/É tempo de dissidência/Já é tempo dos corações pularem fora do peito/Em passeata, em multidão/Porque é tempo de dissidência/É tempo de revolução!

Edmilson Costa encerrou a Convenção afirmando o papel histórico do evento:

“As candidaturas do PCB à Presidência, para governos estaduais, senadores, deputadas e deputados em todo o Brasil, demonstram a consolidação e o crescimento do Partido Comunista Brasileiro no ano do centenário de sua fundação, dando continuidade à luta desenvolvida pelos militantes comunistas, que sofreram a perseguição e a repressão da burguesia brasileira e resistiram bravamente para garantir que estivéssemos aqui para seguir combatendo o capitalismo e construindo a sociedade da felicidade e da abundância, o Socialismo, no caminho do Comunismo.”

Concluiu prestando homenagem ao líder da Juventude Comunista José Montenegro de Lima, torturado e assassinado pela ditadura em 1975.

Ao final do evento, os convencionais presentes bradaram com toda força:

Tô com Sofia! Não abro mão do Socialismo e da Revolução!

Lutar, criar Poder Popular!

Não é mole não, é impossível acabar com o Partidão!

De norte a sul, no Brasil inteiro, viva o Partido Comunista Brasileiro!

Força, ação, não tem conciliação! Partido Comunista é pra fazer Revolução!

Antonio Alves da Silva Junior nasceu em Recife/PE, em outubro de 1978, filho da costureira Maria Alves e do caminhoneiro Antonio Alves. Residiu durante grande parte da infância e juventude na cidade do Paulista (Região Metropolitana do Recife). Agitador cultural, foi militante de base do Núcleo Malcolm X (Célula do Movimento Negro Unificado em Paulista), organizou a Posse Resistência Hip Hop – Paulista Zona Norte – grupo de jovens periféricos que trabalhavam diversos temas de luta, recuperação da autoestima e valorização cultural.

Em 1999 fez seu primeiro contato com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e iniciou sua militância na União da Juventude Comunista (UJC). Passou a integrar o núcleo de cultura da UJC e articulou diversas ações em movimentos culturais e políticos da juventude, como o Fórum das Juventudes de Pernambuco (FOJUPE), dando apoio e formação política.

Em outubro de 2017, mudou-se para Teresina/PI, onde vem trabalhando no Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piauí. Em 2018 foi chamado a compor a Direção Nacional da Unidade Classista, corrente sindical do PCB, fazendo parte da sua executiva. Participa de forma permanente das lutas dos trabalhadores dos Correios do Piauí contra a privatização da empresa estatal. Em 2021, no XVI Congresso Nacional do PCB, foi eleito para o Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro.

Sofia Pádua Manzano nasceu em 19 de maio de 1971, na cidade de São Paulo. Morou em Guarulhos na infância e depois mudou-se com a família para um sítio na zona rural da cidade de Santa Isabel, na região metropolitana de São Paulo. Realizou o ciclo da educação básica entre a escola pública e instituições privadas de São José dos Campos e Santa Isabel. Voltou a morar na cidade de São Paulo em 1988. Casada, tem um filho de seu primeiro casamento.

É graduada em Ciências Econômicas pela PUC/SP, mestra em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da Unicamp e doutora em História Econômica pela USP. Aprovada em primeiro lugar em concurso público para professora do curso de Economia da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), mudou-se para Vitória da Conquista, Bahia, em outubro de 2013. É autora de diversos artigos científicos publicados no Brasil e no exterior. Publicou o livro Economia Política para Trabalhadores, pelo Instituto Caio Prado Júnior.

Começou sua militância no PCB em 1989, durante a campanha presidencial daquele ano. Participou de todos os congressos do Partido desde o 9º Congresso, em 1991. A partir de 1992, passou a fazer parte do Comitê Central da Reconstrução Revolucionária do PCB. Ajudou a reorganizar a União da Juventude Comunista (UJC), ocupando sua presidência. Teve importante trabalho no restabelecimento dos contatos internacionais dos comunistas, impulsionado pelos movimentos de juventudes comunistas de vários países.

A partir de 2013, passou a integrar a base da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, ADUSB, seção sindical do ANDES. Foi vice-presidente da ADUSB entre os anos 2015 e 2016. Faz parte da Unidade Classista e compõe a Fração Nacional da UC no Andes-SN. Em 2014 integrou a chapa do PCB, encabeçada por Mauro Iasi, na vice-presidência.